Por João Felipe da Trindade
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Pascoal de Freitas de Castro e
Domingos Madeira Diniz são pessoas que aparecem relacionadas e que merecem
destaque nesta publicação.
Entres os filhos de Pascoal de
Freitas e de sua mulher Joana de Almeida, encontramos os seguintes: Agostinho,
batizado aos 11 de maio de 1689, teve como padrinhos Domingos Madeira Diniz e
sua irmã Izabel Ferreira; Maria foi batizada em 7 de dezembro de 1791, em casa, teve como padrinho o cabo de esquadra Francisco Simões; Luzia, foi batizada
aos 28 de outubro de 1695, tendo como padrinhos Manoel da Costa; outra Maria,
batizada aos 21 de novembro de 1697, e foram seus padrinhos João Pereira de
Souza Catunda e Dona Catharina Leitão, esta mulher do capitão-mor Bernardo Vieira de Melo.
Esse Domingos Madeira aparece como
padrinho ao lado de uma filha de nome Joana Ferreira, em 1703.
Posteriormente, vou encontrar um
Pascoal de Freitas, filho de Manoel de Freitas da Costa e de Custódia de
Freitas, falecida, casando, aos 3 de agosto de 1755, na Capela de Nossa Senhora
de Santa Ana, da Aldeia de Mipibu, no tempo em que estava de visita por aqui, o
Frei Juvenal de Santo Albano, com Maelma Ribeiro, filha natural de Lourenço da
Costa, falecido, e Francisca Marinho, na presença do Padre Frei Fidelis de
Pastana, e das testemunhas Antônio Moraes Gandarela, solteiro, e Francisco
Xavier Torres, casado. Esse Manoel de Freitas, viúvo de Custódia, casou em 15
de junho de 1748, com Lourença Camelo, que tinha ficado viúva de Antônio, do
Gentio da Guiné, que era escravo de Domiciano da Gama, sendo ela, a nubente,
escrava do capitão Manoel Alves Bastos.
Pascoal de Freitas da Castro,
em 1709, sendo mestre de capela, requereu e lhe foi concedida terras da testada
da Ilha de Domingos Madeira, pela costa até a barra do Rio das Conchas, com
todas as ilhas entre elas. Alegava, que morava nesta capitania com a mulher e
filhos, servindo a Majestade, Dona Maria I, e que essas ditas terras não foram dadas
a pessoa alguma e nem era povoada.
De outro documento, também extraído
do Projeto Resgate, retiro um trecho: Diz o sargento-mor Gregório de Oliveira e
Melo, morador nesta capitania, que ele suplicante tem e está servindo nela a
Sua Majestade, Que Deus Guarde, há muitos anos, sem até o presente, 1729, nem
por si, nem em vida do defunto seu pai, o capitão Manoel Gonçalves haverem
pedido carta de terras nenhuma (ilégivel) e se tem pedido agora é por se achar a seu cargo
com obrigações de sua mãe, e irmãos a quem alimentar e vestir, e por assim
poder fazer, tem notícias se acha, na Costa das Salinas desta capitania, terras
devolutas que compreende em si sítios de pescarias, como sejam Minhoto, Mangue
Seco, Tubarâozinho, Tubarão, Cacimbas do Madeira, que suponho se em algum tempo
fossem dadas, se acham devolutas, donde ele suplicante quer mandar pescar com
suas redes, no que é de utilidade de Sua Majestade nas rendas dos seus dízimos,
portanto, pede a Vossa Majestade seja servido com se dar-lhe em nome de Sua
Majestade, Que Deus Guarde, por data para ele suplicante, e seus herdeiros
ascendentes e descendentes, três léguas de terra de comprido, pegando no
dito Sítio Minhoto, correndo pela Costa
abaixo até entestar com terras de Pascoal de Freitas de Castro, que pouco mais
ou menos poderão ser as datas três léguas de comprido com uma de largura para o
Sertão.
Da Fazenda Real a informação que os
Sítios Tubarão e Mangue Seco tinham sido dados em 25 de novembro de 1708 a
Belchior de Brito e José de Mendonça, e não constava no cartório se foram
povoadas ou não, estando devolutas e desaproveitadas.