quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Frei Miguelinho e os Teixeira de Souza



João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN, membro do IHGRN e do INRG
Navegava tranquilamente pela Hemeroteca da Biblioteca Nacional quando me deparei com uma homenagem póstuma ao coronel José Theodoro de Souza Pinheiro, postada no Diário do Natal, pelo partido oposicionista de Angicos, em 2 de setembro de 1906. Essa publicação transcrevi para o meu blog, mas algumas particularidades, ali contidas, me fizeram reexaminar algumas questões genealógicas que precisavam ser revistas.
No documento em questão constava que José Theodoro era filho de Antonio Teixeira de Souza e Dona Anna Ritta Veiga de Azevedo, e neto paterno do capitão Francisco Antonio Teixeira de Souza, descendente da família de Frei Miguelinho, e materno do capitão Francisco Lopes Viégas. Por isso, resolvi saber mais sobre o capitão Francisco Antonio Teixeira de Souza, pois já tinha feito um artigo sobre os Teixeira de Souza e outro sobre o testamento de Mariana Lopes Viégas, esposa do dito capitão. Encontrei mais dois documentos importantes para o nosso trabalho: primeiro, uma homenagem póstuma para o avô paterno de José Theodoro, na mesma Hemeroteca, e segundo, um batismo em 1795.
Antes de entrar nesses documentos vale lembrar que Nestor Lima e Aluízio Alves escreveram que o capitão Francisco Antonio Teixeira de Souza, descendente da família “Saco” (sem explicar que família era essa), e que foi juiz ordinário, em Natal, casou com Florinda Lopes, filha do tenente Antonio Lopes Viégas. Mais ainda, que Manoel Antonio de Oliveira Câmara, sobrinho do capitão, casou com outra filha de Viégas, Marianna Francisca Lopes. Pelas minhas pesquisas, o capitão Francisco Antonio Teixeira de Sousa tinha casado duas vezes, uma com Marianna Lopes Viégas, e depois, com Joaquina Lúcia da Conceição. Além disso, o registro de óbito dele informava que morreu em 27 de setembro de 1888, já viúvo de Joaquina Lúcia, com a idade de 102 anos mais ou menos, sendo a causa da morte, velhice.
O primeiro documento que encontrei, na Gazeta do Natal, datado de 10 de outubro de 1888, dizia que o capitão Francisco Antonio Teixeira de Souza, tinha falecido em 27 de setembro de 1888, mas com a idade de 106 anos. Melhor ainda, informava que ele tinha nascido em 5 de janeiro de 1783 (talvez 1782, pelas contas, ou 105 anos de idade), dia em que seu pai, o capitão Francisco Antonio Teixeira de Souza, assumia as suas funções do cargo de Juiz Ordinário na Vila da Princesa, hoje cidade do Assú.
Com as informações acima, ficava patente que tínhamos dois Francisco Antonio Teixeira de Souza, e parte da história sobre os Teixeira de Souza precisava ser reescrita. Como sempre repito, a duplicação de nomes gera problemas para os genealogistas. Vamos ao segundo documento, o batismo que encontramos, inserido no meio de registros de batismos de 1848, transcrito pelo Reverendo Manuel Januário Bezerra Cavalcanti. Um achado e tanto!
João, filho legítimo de Francisco Antonio Teixeira de Souza e Florentina Lopes Viégas, nasceu em dias do ano de mil setecentos, e noventa e seis, e foi batizado no mesmo ano, nesta matriz de São João Baptista do Assú, pelo Reverendo Vigário Francisco de Salles Gurjão, com os santos óleos; foram padrinhos o capitão-mor João do Rego Barros, e Anna Francisca da Conceição, todos desta Freguesia. Do que fiz este termo em que assino. Manoel Januário Bezerra Cavalcanti.
No registro acima, a esposa do primeiro Francisco, era Florentina, e não Florinda como escreveram Aluízio e Nestor. Esse, portanto, era o nome da filha do tenente Antonio Lopes Viégas, salvo equívoco no registro de batismo.
Quanto ao segundo Francisco Antonio Teixeira de Souza, filho do primeiro, temos as seguintes informações extraídas da Gazeta do Natal: seu primeiro casamento teve lugar no dia 8 de janeiro de 1810 com Dona Marianna Lopes Viégas, filha do capitão Francisco Lopes Viégas.  Desse casamento teve 20 filhos, passando à segunda núpcias, em 20 de setembro de 1840, com sua sobrinha D. Joaquina Lúcia Viégas, filha do Alferes Francisco Lopes Viégas. Deste 2º consórcio teve 16 filhos, com os quais fez o número de 36.
Assim, Francisco Antonio (2º do nome) casou, a primeira vez, com uma prima. Se D. Joaquina Lúcia era sobrinha de Francisco Antonio, então o alferes Francisco Lopes Viégas devia ser irmão dele.
Por enquanto, não dá mais para fazer ilações, principalmente, por conta das repetições de nomes. Assim, evitamos novos erros. Agora, resta descobrir quem eram os ascendentes de Francisco Antonio Teixeira de Souza (1° do nome) que tinha parentesco com Frei Miguelinho. Lembramos que a mãe de Miguelinho, Dona Francisca Antonia Teixeira, era neta do português de Arrifana de Sousa, Francisco Pinheiro Teixeira e de Dona Maria da Conceição Barros.
O texto completo sobre o Francisco Antonio (2º do nome), que encontramos na Gazeta, foi postado no blog.
Aproveitamos este espaço para parabenizar o Arquivo da Cúria e o Departamento de História da UFRN pela digitalização dos microfilmes dos livros de batismos, casamentos e óbitos, que atualmente realizam. Nota 10.
João de Francisco Antonio e Florentina



segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Uma poesia para meu bisavô




João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Matemático, sócio do IHGRN e do INRG

Escreveu Aluízio Alves em “Angicos”: Manoel Geminiano Teixeira de Souza foi outro poeta humilde, em que a poesia era menos rasgo de inteligência e mais alegria íntima, suprindo uma vocação infelizmente perdida. Filho de José Vitaliano Teixeira de Souza e D. Urbana Matins de Souza, teve, apenas, as letras minguadas de uma escola rudimentar. Nascido em 1848, em Angicos, viveu sempre na penumbra, entre os afazeres suaves de sacristão, e, por algumas vezes, promotor interino da capela.
No livro, Aluízio apresenta algumas poesias do poeta Manoel Geminiano. Aqui, eu apresento uma poesia que ele mandou para o jornal “Brado Conservador”, que foi publicada em 7 de dezembro de 1877, e que tinha o título “Ao prematuro passamento de meu amigo, o tenente Francisco Martins Ferreira”.
O tenente-cirurgião, Francisco Martins Ferreira, meu bisavô, faleceu jovem, de hidropisia, faltando dois dias para completar 36 anos. Com essa morte abrupta, minha avó ficou totalmente órfã, faltando alguns meses para completar 7 anos de idade. Foi, por isso, criada por sua tia Maria Ignácia Alves de Souza (Maria Ignácia Teixeira do Carmo, nome de solteira).
Nessa poesia, feita pelo seu amigo, temos a oportunidade de conhecer melhor como era meu bisavô.
Ontem...qual astro de fulgor brilhante
Hoje...na campa esquecido jaz!
Não dos amigos, que chorando o lembram
Porém da glória, quando do mundo  apraz.

A parca ingrata, por demais cruel,
Sempre insensível, e sem ter clemência,
Roubou aos filhos extremoso pai,
E à sociedade uma inteligência.

Tranquilo dorme o funerário sono,
Tendo por leito a regelada lousa,
E o seu espirito de fiel cristão,
Junto ao Deus Trino lá no céu repousa

Banhada a face do sentido pranto,
Opresso o peito de pungente dor...
Prantear venho do amigo a perda,
Pois do meu pranto é merecedor.

Afável sempre conquistou estima,
De Deus cumprindo o salutar preceito, 
Entregando seu espirito ao mesmo.
Viu por amigos rodeado o leito.

E da terra mesquinha desprendeu-se,
e voou à celeste eternidade,
É justo, pois verter sobre o seu túmulo
Uma lágrima de dor e de saudade.




Maria Josefina Martins Ferreira, filha do tenente Francisco Martins Ferreira

domingo, 18 de novembro de 2012

Longevidade, Francisco Antonio Teixeira de Souza

 Postado por João Felipe da Trindade

Faleceu na Vila de Angicos, no dia 27 de setembro ultimamente findo, na idade de 106 anos, o capitão Francisco Antônio Teixeira de Souza. Nasceu a 5 de janeiro de 1783, dia em que seu pai,, o capitão Francisco Antônio Teixeira de Souza, assumia as funções do cargo de juiz ordinário na Vila de Princesa, hoje cidade do Assú.
Seu 1º casamento teve lugar no dia 8 de janeiro de 1810, com Dona Marianna Lopes Viégas, filha do capitão Francisco Lopes Viégas; deste casamento teve 20 filhos, passando à 2ª núpcias, a 20 de setembro de 1840, com sua sobrinha D. Joaquina Lúcia Viégas, filha do alferes Francisco Lopes Viégas. Deste 2º consórcio teve 16 filhos, com os quais fez o numero de 36.
Manteve-se sempre, durante sua vida, sem a decrepitude levá-lo a caducidade, faltando-lhe somente  a lembrança, para proferir o que queria expor. Foi um homem de bem, atleta decidido em favor de todos os melhoramentos da terra, que lhe deu berço e a sepultura, depois de 106 anos de vida.
Nós curvamo-nos respeitosos diante do túmulo  venerando desse  respeitável ancião patriarca  de uma família, digna da maior estima e consideração.

  Gazeta de Natal, 10/10/1888. Hemeroteca da Biblioteca Nacional. Visite!

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Coronel José Theodoro de Souza Pinheiro



Extraído do Diário do Natal, do ano de 1906
Por João Felipe da Trindade - jfhipotenusa@gmail.com
Hoje à uma hora da manhã sucumbiu, vítima de uma terrível tuberculose, o venerando ancião – coronel José Theodoro de Souza Pinheiro, deixando em desolação sua prezada família e enlutada a “Pátria Angicana”. A perda irreparável desse conspícuo cidadão abre um vácuo impreenchível no seio da política oposicionista desta terra.
O respeitável morto foi desde a 2 de fevereiro de 1848 até 2 de setembro de 1906, um dos lutadores mais intransigente da política potiguar.
A traiçoeira mão da Parca veio cortar o fio da existência de tão caro, quão virtuoso e honesto varão, modelo dos pais, esposo exemplar, amigo sincero e católico verdadeiro.
O solo angicano estremecia e exuberava de prazer em possuir tão ilustre filho. Este símbolo digno de imitação, de caráter puro, sem jaça, de fina têmpora, jamais se brandia diante do rigor da perseguição adversa.
Timbrava não recuar em frente a mais terrível ameaça, daqueles que tinham em mira verem-no nulificado no cenário público dos acontecimentos.
O coronel José Theodoro encetou sua vida pública em 2 de fevereiro de 1848, na capital de Pernambuco, fazendo parte do movimento revolucionário, ao lado do desembargador Joaquim Nunes Machado, Joaquim Jeronymo de Castro Vilela, Antonio Borges da Fonseca, e outros.
Em 1854 provisionou-se no Tribunal de Relação de Pernambuco, subindo no plenário pela 1ª vez para defender um réu de crime de morte, teve a glória de po-lo em liberdade.
Durante sua vida de advogado, nunca traiu ao seu cliente; nunca vendeu uma causa, era nessa parte de uma infibratura invejável.
Em 1856 assumiu a direção da política deste município, encontrando as mais horríveis dificuldades, sem que se curvasse nos momentos críticos do desempenho de seu dever.
Em 11 de setembro de 1859 entrou na Sociedade de Socorros Mútuos e Lenta Emancipação dos Cativos, da qual possuía o seguinte título:
Caridade e Fraternidade – Regeneração Católica – Associação de Socorro Mútuos e Lenta Emancipação dos Cativos, estabelecida em 11 de setembro de 1859.
Associação de Socorros Mútuos e Lenta Emancipação dos Cativos, atendendo ao merecimento do Ilmo. Sr, Dr. José Theodoro de Souza Pinheiro, e de conformidade com os Estatutos, confere-lhe o diploma de sócio, pelo que gosará de todos os direitos que lhe são consagrados nos mesmos estatutos. Sala da Associação, em Pernambuco, 4 de Dezembro de 1859. O presidente Dr. Antonio Borges da Fonseca – 1º Secretário Luiz Cyriaco da Silva – 2º Secretario Modesto Francisco das Chagas Cannabara – Tesoureiro Albino de Jesus Bandeira. Eis o título que ele consagrava culto de veneração.
Em 1871 bateu-se com todas as forças incutindo na alma da massa rústica de sua terra as vantagens da áurea lei de 28 de setembro.
Em 1877 até 1888 na qualidade de membro da Comissão Libertadora empregou sacrifícios para convencer aos escravocratas a necessidade do município de Angicos ser livre antes de um lei obrigatória, o que conseguiu em dia do mês de abril do ano de 1888.
O coronel José Thedoro nunca conquistou posições, nem almejou grandezas, além daqueles que a nobreza de sua alma trazia-lhe, por meio do reconhecimento dos homens dotados de bons sentimentos.
Por distinção do seu impoluto caráter, pelo tipo à Romano e fibra de Catão, os amigos do centro o distinguiam - consultando-o em tudo.
Correu em duas chapas para Deputado provincial, no antigo regime, nada obtendo porque, os políticos não viam nele um instrumento do chefe.
Em 1876 foi apresentado pelo Dr. Moreira Brandão, na ascensão do Partido Liberal, o seu nome para 5º vice-presidente, logo que chegou ao seu conhecimento escreveu pedindo que retirasse a indicação.
Em 1891 foi nomeado tenente-coronel da Guarda Nacional, sendo reformado por Decreto de 23 de agosto de 1893 no posto de coronel comandante da mesma Brigada.
Este lidador invencível morreu convencido de que a liberdade, igualdade e fraternidade em nosso País era um sonho, que o 15 de novembro que ele sonhou ao encetar sua vida pública, veio trazer-nos a desilusão de que não havia altivez de caráter como ele supunha.
Desiludido sim, porem abraçado com a bandeira de suas crenças.
O ilustre morto era filho do tenente Antonio Teixeira de Sousa e D. Anna Rita Veiga de Azevedo, aquele filho do capitão Francisco Antonio Teixeira de Sousa descendente da família de Frei Miguel Joaquim de Almeida Castro, conhecido por Miguelinho; e essa filha do capitão Francisco Lopes Viégas, descendente do tenente Antonio Lopes Viégas.
O finado nasceu em 28 de janeiro de 1828, casou-se em 20 de dezembro de 1850, com Dona Josefa Martins de Souza Pinheiro, filha do abastado fazendeiro Antonio Martins dos Santos, de cujo enlace teve 16 filhos, criando somente 6 e enviuvou a 6 de dezembro de 1887.
A nobreza de sua alma fez que ligasse a família de sua digna esposa, 56 anos de mais extremosa convivência e fidelidade, sem tergiversarem um dia dessa sagrada união.
O golpe da fatalidade veio roubar a essa honrada família o amigo extremoso, ao lar o pai carinhoso.
O lar dos nossos amigos majores Theodoro Filho e Vespasiano, esteve em completa romaria desde uma hora da manhã até as 3 da tarde; ali iam todos os amigos e parentes do morto depositar uma lágrima de saudade pela eterna separação do pai extremoso, do amigo sincero, do esposo carinhoso e do católico verdadeiro, relembrando a todos a orfandade do lar, dos amigos e da pátria angicana.
O saimento teve lugar as três horas da tarde, acompanhado dos amigos e quase totalidade da massas angicana; ao chegar ao cemitério público desta Vila e, ao deitar a última pá de areia sobre o esquife, o major José Anselmo Alves de Souza, em tocantes e eloquentes frases levantou a voz comemorando as virtudes de seu inesquecível correligionário e amigo coronel José Theodoro, deixando os presentes imergidos pelas lágrimas da dilacerante dor, naquele momento de tão augusta separação.
Em toda massa popular lia-se a dor de ver a pátria angicana perder um de seus ilustres filhos. Distinguindo-se, sobretudo, o seu extremoso amigo e primo João Felippe Teixeira de Souza, que em prantos lastimava a separação eterna de sue melhor amigo e não cessava um só minuto de beijar-lhe as faces, relatando os idos tempos em que unidos em um só pensamento batiam com denodo os seus mais encarniçados adversários; estas frase consternavam os mais duros corações.
O partido oposicionista de Angicos – compartilhando da grande dor porque veem de passar os seus prestimosos amigos – major José Theodoro Filho, Alexandre Vespasiano de Souza Pinheiro, Bernardo Martins dos Santos, Antonio Martins dos Santos e Joaquim Martins dos Santos e os cidadãos João Felippe Teixeira de Souza e Francisco Geminiano Teixeira de Souza, filhos, cunhados e sobrinhos do seu inolvidável chefe – coronel José Theodoro, renova-lhes  a expressão sincera de seu profundo pesar, e, em homenagem à memória desse ilustre morto manda publicar esta linhas.
Vila de Angicos, 2 de setembro de 1906. Diário do Natal.




segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Domingos João Campos, tetravô de João Café Filho (II)



João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN, membro do IHGRN e do INRG
Escreveu João Bosco, pesquisador da família Fernandes Campos, em seu discurso de posse no IHGRN: dos filhos do casal Domingos João e Rosa Maria, Manoel Fernandes Campos foi o terceiro filho, a ele coube ser o testamenteiro dos bens deixados quando do falecimento dos seus pais. Manoel foi batizado em Jundiaí, no dia 22 de julho de 1749, por duas vezes eleito vereador em Natal, e ainda moço foi sargento-mor, morava na sua propriedade no lugar Socavão, próximo ao Jundiaí, onde era grande produtor de farinha. Por motivos que não sabemos explicar, por falta de documentação, Manoel nunca casou, porém constituiu família com a jovem Mariana da Costa, filha de Antonio de Melo de Oliveira e Clara Rabelo Vieira, de origem cearense.
No artigo anterior, mencionamos o batismo de uma filha de Manoel Fernandes Campos e de Antonia Maria Mendonça, em 1767. Em 1774, já sargento-mor, ele foi padrinho de uma sobrinha, sendo apresentado como solteiro. Em 1786, Luisa Fernandes, filha natural dele com Damasia Rodrigues da Silveira, casa com Eugenio Ferreira de Lima, filho natural de Matheus Rodrigues da Silveira e Anna de Nis. Em 1835, uma neta dele, Damasia Fernandes Campos, filha de Eugenio e Luisa, casa, na Matriz de São João Batista do Assú, com Felis Pereira da Silva, filho de José Pereira da Silva e Florência Maria de Jesus. Lá no Assú, encontramos três filhos de Felis e Damásia que foram batizados, dois na capela de São José das Oficinas e um na Fazenda Morro.
Mas, é do relacionamento de Manoel Fernandes Campos e Mariana da Costa que nasce Lourenço Fernandes Campos, que herdou o nome de um tio. Lourenço casou no dia 7 de abril de 1830, na Matriz de Nossa Senhora da Apresentação com Josefa Thereza das Virgens, filha de Manoel Ignácio Barbosa e Florência Maria de Nazaré. Diz João Bosco que desse Lourenço pouco informação obteve, apenas que teve um filho de nome Lourenço Fernandes Campos Junior, que casou em 8 de maio de 1851 com Feliciana Joaquina Rangel, filha do casal Boaventura Dias de Sá e Felícia Joaquina Rangel. Feliciana e Felícia devem descender de outra Felícia Joaquina Rangel, filha de Valentina, irmã de Catharina Peralta Rangel.
Segundo João Bosco Campos, Lourenço substituiu Junior por Café, pelo fato de ter ele plantado café em uma de suas propriedades. Ganhou prestígio na sociedade natalense e foi padrinho de muitas crianças, principalmente na capela de Canabrava, em Macaíba. Do seu casamento com Feliciana não encontrou filhos, porém teve vários filhos naturais com Felisminia Carolina de Moura Soares. Foram eles Joaquim Fernandes Campos Café, casado em 1888 com Maria Soares Leite; Tertuliano Fernandes Campos Café, residente em Macaíba e casado com Francisca Gomes da Silva; José Joaquim Moura Café, residente em Natal, e casado com Maria Amélia Cordeiro; Enéas Fernandes Campos Café, casado em Natal, mas que foi residir no Pará; e, por último, João Fernandes Campos Café.
 João Fernandes Campos Café nasceu no dia 16 de abril de 1865, tendo casado duas vezes. Não há informação de quando casou, nem o nome da primeira esposa. A segunda vez casou com uma sobrinha da primeira mulher. Chamava-se Florência Amélia Campos Café, nascida em 1 de novembro de 1877 e falecida em 14 de agosto de 1944. Foi Administrador da Fazenda Jundiaí, Encarregado do Serviço de Fiscalização de Rendas da Ribeira, pertenceu a Maçonaria e fundou a Igreja Presbiteriana Independente, aquela da Rua João Pessoa, em Natal. Faleceu em 1931.
Do casamento com Florência Amélia Campos Café nasceram os filhos Maria e Luiz, que faleceram com poucos dias de nascido, João Fernandes Café Filho, Alice Fernandes Café, Alzira Fernandes Café e Jessé Fernandes Café.
João Fernandes Café Filho, que nasceu em 03 de fevereiro de 1899, alterou, oficialmente, seu nome para João Café Filho, no ano de 1933.
No nosso blog http://putegi.blogspot.com postamos um artigo de Marcos Pinto, sobre descendentes de José Fernandes Campos, lá em Apodi, bem como informações colhidas por um colega genealogista dos ascendentes, em Portugal, de Domingos João Campos.
Esperamos que o livro de João Bosco Campos sobre Domingos João Campos seja publicado o mais breve possível, pois ele deve conter mais informações sobre esse português de Viseu.
Aqui uma imagem do batizado de Bernardo, filho de Domingos João e Rosa Maria