sábado, 13 de fevereiro de 2016

A Família Lopes Galvão no Oeste Potiguar

Por Jose Edilson de Albuquerque Guimarães Segundo

Uma das mais tradicionais famílias potiguares, os Lopes Galvão, tiveram atuação relevante no Oeste Potiguar, deixando raízes, especialmente, em Mossoró, como no caso de Romualdo Lopes Galvão, Clemente Lopes Galvão, Olinto Lopes Galvão e Petronilo Lopes Galvão.
Romualdo Lopes Galvão nasceu em 7 de fevereiro de 1853 na cidade de Campo Grande-RN. Era filho de João Lopes Galvão e Maria Ferreira de Melo. Neto paterno de Cipriano Lopes Galvão, natural de Currais Novos-RN e Roseria Albuquerque Galvão, natural de Campo Grande-RN. Neto materno de Antônio Ferreira de Almeida, natural de Catolé do Rocha-PB e Maria Vieira de Melo Almeida, natural de Campo Grande-RN. Comerciante de destaque na cidade, com a firma Romualdo Lopes Galvão – casa de fazendas, exportadora de algodão e de peles, situada na Praça 06 de Janeiro, atual Praça Rodolfo Fernandes.
Romualdo Galvão foi membro destacado da Loja Maçônica 24 de junho, onde justamente com seus pares desempenharam importante participação na abolição dos escravos, em 1883. Romualdo Galvão foi um dos mais ardorosos e influentes abolicionistas, juntamente com sua esposa Amélia Dantas de Souza Galvão e seu sogro, o jornalista e poeta português, José Damião de Souza Melo.
Participou ativamente do movimento. Em 6 de janeiro de 1883, é criada a Sociedade Libertadora Mossoroense, entidade pioneira da nobre causa congregava em seu meio os abolicionistas locais, sob a presidência de Joaquim Bezerra da Costa Mendes, tendo Romualdo Galvão como vice-presidente.
Foi um dos sete diretores da Sociedade Libertadora Mossoroense. Nessa época, o próspero empreendedor cearense Miguel Faustino do Monte (1858-1952), gerenciava a firma Souza Nogueira & Cia. (em sociedade com o mossoroense Alexandre de Souza Nogueira) subscreveu o manifesto conhecido como Pacto de Honra, juntamente com Romualdo Galvão, gerente da Casa Mayer, do operoso comerciante suíço Conrado Mayer (1844-1897), para, se for preciso, lançar mãos de todo o dinheiro de seus patrões para ajudar a libertar os escravos em Mossoró.
No ano de 1883, Mossoró estava sendo administrada por Romualdo Galvão em seu primeiro período, pois exerceu novo mandato entre os anos de 1892 a 1895. Em seguida, transferiu residência para Natal, ocupando cargos públicos diversos: prefeito de Natal, diretor do Banco de Natal e deputado estadual por duas vezes. Matrimoniou-se com Amélia de Souza Melo, em 05 de dezembro de 1882, em Fortaleza-CE, passando a se chamar, Amélia Galvão, como ficou mais conhecida. Com o seu falecimento, em Mossoró, no dia 14 de novembro de 1890 casou novamente com Antônia Monteiro Galvão, com descendência. Romualdo Galvão faleceu em 1 de agosto de 1927, em Natal. Em sua homenagem, é nome de rua, localizada no bairro Boa Vista. Amélia Galvão é nome de rua, localizada no bairro Lagoa do Mato.
Clemente Lopes Galvão nasceu em 23 de novembro de 1860, também, em Campo Grande. Da mesma forma que o seu ilustre parente e conterrâneo Romualdo Galvão foi um abolicionista mossoroense e maçom integrante da Loja Maçônica 24 de Junho. Comerciante mantinha a firma Clemente Galvão & Cia. - negociante de fazendas que funcionava no local onde estava situada a firma Romualdo Lopes Galvão e tinha como sócios Clemente Lopes Galvão e Olinto Lopes Galvão. Clemente matrimoniou-se com Mafalda Miranda Galvão nascida em 2 de maio de 1858 e falecida em 2 de julho de 1925, filha de Antero Frederico Borges de Miranda Henriques1 nascido em 19 de abril de 1819 na cidade de Areia-PB e falecido em 23 de abril de 1915 na cidade de Parelhas-RN e de Zeferina Maria da Cunha de Miranda Henriques nascida em 26 de agosto de 1828 na cidade de Jardim do Seridó-RN e falecida em 3 de novembro de 1890 na cidade de Mossoró. Dessa união, tiveram sete filhos: João, Francisco, Solon, Maria, Ismênia, Zeferina e Raimunda. Anteriormente, Mafalda Galvão havia sido casada com um parente de Clemente, Joaquim Fontes Galvão, com dois filhos: Cândida e Antônio. Clemente Galvão tomou o mesmo caminho de Romualdo Galvão, ao se mudar para Natal, onde faleceu em 2 de julho de 1925, no mesmo dia de sua esposa.
Olinto Lopes Galvão, do mesmo modo que os seus parentes, Romualdo e Clemente Galvão manteve atividades comerciais. Em 18 de julho de 1903, Olinto Galvão recebe do Poder Público Municipal a concessão de fornecer água à Mossoró, no período de 50 anos, através de poços artesianos.
Olinto Galvão teve atuação política. Foi suplente de intendente (vereador) na legislatura de 1892 a 1895, assumindo o cargo de intendente, em 23 de julho de 1894, por ocasião da saída do Presidente da Intendência (Prefeito), Romualdo Galvão, que se transferiu para Natal e pela renúncia de Horácio de Azevedo Cunha. Matrimoniou-se com Cândida de Miranda Fontes Galvão, filha do casal anteriormente citado (Joaquim Fontes e Mafalda).
Petronilo Lopes Galvão foi aquele dos membros familiares pesquisados que encontrei menores informações a respeito. Foi suplente de intendente, no período de 1911 a 1913. Contraiu núpcias com Elvira do Couto Galvão, filha de Jeremias Soares do Couto e sua terceira esposa Belisária Alves do Couto, com descendência. Anteriormente, Jeremias era casado com Maria da Penha de Melo, tendo os filhos Antônio2, Luiz, Enéas, Francisca e Josefa. Depois, casou com Maria Gamelo de Oliveira, havendo os filhos Delmira e Alexandre. Da terceira união com Belisária, teve além de Elvira, Enéas, Virgília, Adélia3, Guiomar, Odília e João Capistrano do Couto, avô materno do conceituado jornalista Dorian Jorge Freire.
Entre 1928 a 1933, Petronilo Galvão, juntamente com a família passaram a residir em Macau, em virtude da incumbência de administrar a salina Trapiche Furado, pertencente ao seu cunhado, Antônio Soares do Couto (Totô Reis).
Notas Explicativas
1 - Antero Frederico era o filho primogênito do casal Francisco Xavier de Miranda Henriques Filho e Joana do Rego Bezerra. Depois do casamento passou a se chamar Joana de Miranda Henriques. O casal constituiu uma extensa prole de 18 filhos.
2 – Antônio Soares do Couto nasceu em 10 de fevereiro de 1866, na cidade de Mossoró. Industrial salineiro de larga projeção. Presidente da Intendência, no período de 1908 a 1910. Matrimoniado com a sua parente Justa Nogueira da Costa, filha de Joaquim Nogueira da Costa e Maria Idalina do Couto. Depois de casada passou a se chamar Justa Nogueira do Couto. O casal teve um filho adotivo, Francisco Nogueira do Couto, que fez época, em Natal, com o seu Cine Rex. Totó Reis como era carinhosamente conhecido faleceu em 27 de fevereiro de 1933.
3- Adélia Couto foi casada com Manoel Benício de Melo Filho. Benicio Filho era mossoroense e nasceu no dia 4 de outubro de 1886, sendo filho de Manoel Benício de Melo e de Maria Euricina da Cunha Melo. Concluiu o curso de Direito da Faculdade do Ceará, em 1910. Ocupou as várias funções públicas: 1918: Juiz de Distrital em Jardim do Seridó; 1919: Juiz de Direito da Comarca de Jardim do Seridó; 1926: Comissário de Chefe de Polícia do governo de José Augusto;1928: Promovido ao cargo de Desembargador; 1934: Procurador Geral do Estado; 1943: Eleito Presidente do Tribunal de Justiça; 1946: Eleito suplente do Tribunal Regional Eleitoral - TRE. Em 1949 aposentou-se das funções de magistrado. Faleceu em 16 de Janeiro de 1949. Informações extraídas do site: http://www.mprn.mp.br/memorial/pgj16.asp

Referências Bibliográficas:

ALBUQUERQUE, M. A. C. C. Moura e Raposo da Câmara no Rio Grande do Norte: ascendência & descendência: colônia, império, regência e república. Natal-RN Ed. do autor, 2012. 448 p.
BRITO, R. S. Legislativo e Executivo de Mossoró numa viagem mais que centenária. Mossoró-RN: Coleção Mossoroense, 1985. 247 p.
BRITO, R. S. Ruas e Patronos de Mossoró. Coleção Mossoroense. Volume II. Mossoró-RN, 2003. 263 p.
CÂMARA, A. M. R. Câmaras e Miranda-Henriques. Natal-RN. Departamento Estadual de Imprensa, 2006. 75 p.
CASCUDO, L. C. Notas e Documentos para a História de Mossoró. 5ª edição. Mossoró-RN: Coleção Mossoroense, 2010. 299 p.
ESCÓSSIA, L. Cronologias Mossoroenses. 2ª edição. Coleção Mossoroense. Mossoró-RN, 2010. 305 p.
FREIRE, D. J. Veredas do meu caminho. Mossoró-RN: Coleção Mossoroense, 2001. 208 p.
SILVA, R. N. Negociantes & Mercadores Mossoró e suas velhas firmas. Natal-RN: Sebo Vermelho, 2010. 40 p.
SILVA, R. N. Terra e Gente de Mossoró. 2ª edição. Rio de Janeiro-RJ: Editora Pongetti, 1967. 89 p.
SOUZA, F. F. História de Mossoró. 4ª edição. Mossoró-RN: Coleção Mossoroense, 2010. 284 p.


DADOS BIOGRÁFICOS

 
José Edilson de Albuquerque Guimarães Segundo (Mossoró-RN, 1976), filho de José Edilson de Albuquerque Guimarães e Deodina Silveira de Albuquerque Guimarães, graduado em Ciências Biológicas (UFRN) e Mestre em Geociências, pela mesma universidade, é servidor da Prefeitura Municipal de Mossoró. Iniciou suas atividades literárias, em 2012, na Revista Oeste, com a publicação do artigo Reminiscências: Alto da Conceição, um exemplo de fé cristã, em coautoria com Edimar Teixeira Diniz Filho. Em 2013, publicou, também, na Revista Oeste, outro artigo intitulado: Deoclides Vieira de Sá: um dos mais bem-sucedidos comerciantes mossoroenses. Em 2014, em parceria com o professor Doutor David de Medeiros Leite, publicou o livro: Mossoró e Tibau em versos: antologia poética (Ed. Sarau das Letras). No ano seguinte, publicou o livro: Nas trilhas de meu avô (Ed. Sarau das Letras).

 
José Edilson

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

O preço da liberdade


João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com

Os seres humanos exploram seus semelhantes das mais diversas formas: física, mental e espiritual. As ideologias, as religiões, as tiranias e os partidos políticos mantém, debaixo de escravidão, milhões de pessoas em todo o mundo. E isso, parece que nunca vai acabar.

Nas nossas pesquisas genealógicas, encontramos os rastros da escravidão praticados pelos nossos ancestrais. Algumas pessoas, consideradas libertadoras, eram na verdade vendedores de liberdade. Trazemos exemplos através dos registros da Igreja.

Em 1864, no mesmo dia e ano, foram batizadas duas Marias, filhas das escravas Izabel e Ignácia, ambas pertencentes ao mesmo casal. Vejamos um desses registros: Aos trinta e um de junho de mil oitocentos e sessenta e quatro, batizei solenemente, nesta Matriz, da Gloriosa Senhora Santa Ana do Matos, a párvula Maria, parda, filha natural de Izabel, escrava de Vicente Ferreira de Lima, e sua mulher Joana Quitéria Veloso da Silveira, nascida a vinte e cinco de novembro de mil oitocentos e sessenta e três, cuja escravinha Maria os ditos senhores forraram na Pia, pelo preço e quantia de cem mil réis, cujo dinheiro receberam da mãe da dita criança, e, por isso, lhe deram plena, e geral liberdade, para que a goze para si, e seus descendentes, como se de ventre livre nascesse; foram padrinhos Miguel Francisco de Paula, e Izabel Emiliana da Silva, ambos solteiros, e desta Freguesia, e de como assim o disseram em minha presença, e das testemunhas abaixo assinadas, fiz este termo em que por verdade assinei, com eles libertadores, e as referidas testemunhas.  Antonio Germano Barbalho Bezerra, Coadjutor Pró Pároco, Vicente Ferreira de Lima, e por Joana Quitéria Veloso da Silveira, Absalão Fernandes da Silva, e como testemunha Manoel Lopes Idalino.


Mas antes da data acima, no ano de 1851, houve outra libertação, onde os pagadores foram os padrinhos: Francisca, parda, filha legítima de Francisco e Joaquina, escravos ambos de Antonio Dantas Cavalcante, casado, morador desta Freguesia de Santa Ana do Matos, nasceu aos nove de junho de mil  oitocentos e cinquenta e um, e foi batizado com os Santos Óleos, no Sítio Itu Velho, desta Freguesia, perante muitas pessoas, que se achavam presentes em Desobriga, como se nascesse de Vente Livre, por preço, e quantia de cinquenta mil réis, que receberam, seus senhores, dos padrinhos, na ação de batismo que foi aos dezesseis de julho do mesmo ano, pelo Coadjutor desta Freguesia Ignácio Damazo Correa Lobo, de minha licença, o que pediram os ditos senhores fizesse essa mesma declaração em Livro, para o todo tempo constar; foram padrinhos Manoel de Melo Montenegro Pessoa, casado, e Bertholeza Dantas Cavalcante, viúva, do que para constar mandei fazer este assento, e por verdade assinei. Vigário João Theotonio de Sousa e Silva.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Manoel Pegado de Siqueira e parentes




João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com
Neste artigo pretendo fazer o registro do que encontrei de Manoel Pegado Siqueira e possíveis parentes. Com a falta de alguns livros, não foi possível estabelecer alguns elos entre as pessoas com mesmos sobrenomes. Por isso, cuidei apenas de transcrever dados contidos nos registros sem maiores preocupações. Na verdade, tento apenas dar uma diretriz que pode posteriormente ser trabalhada pelos seus descendentes.
Em 18 de outubro de 1753, foi passada uma carta patente do posto de capitão de Infantaria da ordenança da Freguesia de Goianinha do Regimento desta Capitania, de que era capitão-mor Gaspar de Albuquerque Maranhão a Manoel Pegado de Siqueira.
Encontro, ainda, nos assentamentos de praça, que: Manoel Pegado de Siqueira, solteiro, morador em São Gonçalo, filho de Aurélio José Gomes, de idade de 12 anos, senta praça por ordem do Governador Interino e intervenção do senhor Vedor Geral, em 27 de dezembro de 1788; que João Pegado dos Santos, homem branco, natural de São Gonçalo, filho de Aurélio José, solteiro, de idade de 22 anos, senta praça, por ordem do senhor governador desta capitania em 27 de novembro de 1791.
Alguns filhos de Aurélio José Gomes tinham sobrenome Pegado, por conta da ascendência de sua mulher, como podemos ver do batismo a seguir: No dia primeiro de junho de 1772, nascia Josefa, filha legítima de Aurélio José Gomes e Antonia Camelo, neta pela parte paterna de Hipólito de Sá Bezerra, natural de Viana, e Joanna Barbosa de Albuquerque, desta Freguesia, e pela materna de Manoel Pegado de Siqueira e Violante Camelo, que foi batizada na Capela de São Gonçalo, aos 18 do mesmo mês e ano, tendo como padrinhos Antonio da Silva de Carvalho, casado, e Joana Maria Bezerra, filha de Antonio José de Lemos.
Outro assentamento dá conta que: João Francisco de Salles, filho de João Pegado de Siqueira, natural e morador nesta Ribeira do Assú, branco, solteiro, de estatura baixa, boca pequena, nariz grande, olhos fundos, com pouca barba, com idade de 19 anos, assenta praça, em Revista de 27 de julho de 1789.
Aos 24 de novembro de 1774, na Capela de São Gonçalo, na presença de Manoel Álvares de Morais Navarro, solteiro, e João de Oliveira Casado, Francisco Pereira de Brito, da Freguesia de Extremoz, filho legítimo de Antonio Pereira de Brito e Arcângela Teixeira, casou com Ana da Rocha, filha legítima de Manoel Pegado de Siqueira e Marcelina Barbosa.
Luis, com um mês, filho do capitão-mor Jerônimo Teixeira da Costa, natural desta e de Thereza de Jesus Maria, natural de Area, neto paterno de Manoel Teixeira Casado, natural de (ilegível) e dona Rosa Maria Josefa, natural desta, e materno de João Pegado de Siqueira, natural de Goiana Grande, e Theodosia Pereira de Jesus, natural de Cunhaú, foi batizado na Capela de São Gonçalo aos 24 de janeiro de 1782, sendo padrinhos o Doutor Provedor Antonio Carneiro de Albuquerque Gondim por procuração que apresentou na pessoa do Reverendo Coadjutor Luis Pedro de Vasconcelos, e Rosa Isabel Joaquina de Albuquerque Gondim, filha solteira do dito Provedor por procuração na pessoa de Dona Rosa Maria Josefa, viúva, moradora no Coité.
Em 6 de abril de 1785, era batizada Rosa, com 12 dias de nascida, filha legítima de Jerônimo Teixeira  da Costa e Thereza de Jesus Maria, neta paterna de Manoel Teixeira Casado e Rosa Maria Josefa, e pela materna de João Pegado de Siqueira e Theodósia Pereira de Jesus Maria, na Capela do Ferreiro Torto, sendo padrinhos João de Moura e Mello e Maria de Góis Vasconcelos.
Em 1798, na Capela de Santa Ana do Engenho Arraial, vamos encontrar o tenente Manoel Pegado de Siqueira e sua filha Maria Francisca de Jesus, sendo padrinhos em um batizado.
Aos 21 de agosto de 1801, na capela de São Gonçalo do Potengi, na presença das testemunhas tenente Antonio Bezerra Cavalcante e Hipólito Freire de Albuquerque, ambos casados, se receberam por esposos, José Domingos Bezerra, filho legítimo de Pascoal Gomes e Catarina Freire de Amorim, com Ana Maria Vitória, filha do capitão Manoel Pegado de Siqueira e Izabel Maria Barbosa, já defunta.
Em junho de 1802, nascia Vicente, que foi batizado aos 13 de julho de 1802, na Igreja de São Gonçalo, e que tinha sido batizado em casa, em perigo de vida, pelo alferes Pascoal Gomes de Lima, sendo filho legítimo de José Domingos de Sá Bezerra, e Dona Ana Maria Vitoria, moradores na Guanduba, neto paterno do alferes Pascoal Gomes de Lima e sua mulher Catharina Freire de Amorim, e neto materno do capitão Manoel Pegado de Siqueira e de sua mulher Izabel Maria Bezerra, naturais de São José, foram padrinhos o sargento-mor Antonio José Soares e Gertrudes Thereza Ignácia, solteiros.
Aos 14 de julho de 1802, na Igreja de São Gonçalo, foi batizada Izabel, nascida aos 30 de junho do dito ano, filha de Hipólito Freire de Albuquerque natural desta Freguesia, e de sua mulher D. Maria Thereza dos Prazeres, natural da Freguesia de São José, moradores na Guanduba, neta paterna do alferes Pascoal Gomes de Lima e de sua mulher Catharina Amorim Freire, naturais desta Freguesia, e pela materna do capitão Manoel Pegado de Siqueira e de sua mulher D. Izabel Maria Bezerra, natural de São José, foram padrinhos Gonçalo Freire de Amorim e Ana Maria Vitória, casada.
Em 6 de setembro de 1804, na Capela de São Gonçalo, Pascoal Gomes de Lima, por procuração de João Pegado de Siqueira, e Antonia Gomes Carneiro, mulher de Bento Luis Gomes de Melo, foram padrinhos de Pascoal, filho de Hipólito Freire de Albuquerque e Maria Thereza dos Prazeres.
Aos nove do mês abril de 1804, na residência do capitão Manoel Pegado de Siqueira, em seu oratório no Engenho da Guanduba, foi realizado o casamento de José Ambrósio Alves da Silva, natural da Freguesia dos Santos Velhos da Cidade de  Lisboa, filho de José Alves da Silva e Izabel Alves da Encarnação, com Francisca Maria Joaquina, filha do capitão Manoel Pegado de Siqueira Cortez e Rosaura Maria da Conceição.Testemunharam o capitão-mor desta capitania, Lopo Joaquim  de Almeida Henriques e o coronel de milícias Joaquim José do Rego Barros, ambos casados. Dos casados acima, registramos que: Aos 7 de junho de 1809, na Capela de São Gonçalo do Potengi, foi batizado José, filho de José Ambrósio da Silva, natural de Santos Velhos da Cidade de Lisboa,  e Francisca Maria Cortez, neto paterno de Manoel (na verdade, José)  Alves da Silva e Izabel Ignacia da Encarnação, e neto materno de Manoel Pegado de Siqueira e Rosaura Maria da Conceição, foram padrinhos, o capitão Manoel Pegado e sua mulher Rosaura Maria.
Vale salientar que Dona Rosaura Maria, esposa do capitão Manoel Pegado de Siqueira, faleceu em 12 de setembro de 1810, com a idade de 50 anos, pouco mais ou menos. Deve ter nascida, portanto, ao redor de 1760. Talvez, tenha sido a última esposa do capitão. Aqui começa a aparecer o sobrenome Cortez.
Há um João Pegado de Souto Maior, que faleceu aos 19 de novembro de 1772, com a idade de 58 anos, tendo sido sepultado na Capela de São Gonçalo do Potengi.
Em 30 de julho de 1811, na Capela de São Gonçalo, era batizado João, branco, com 2 anos, filho de João Pegado e Mariana de Tal, sendo padrinho José Domingos da Silveira, casado, por procuração que apresentou José Antonio dos Santos, e madrinha, Maria Teixeira de  Amorim.
Em 6 de junho de 1813, na Capela de São Gonçalo, era batizada Rita, filha de Manoel Pegado e Maria Anacleta, tendo como padrinhos José Antonio e sua mulher Francisca Cortez.
Em 19 de março de 1814, na Capela de São Gonçalo, o capitão Manoel Pegado de Siqueira e sua filha Rita Maria Cortez foram padrinhos.
Em 5 de julho de 1830, João Pegado de Siqueira e Antonio Caetano Monteiro foram testemunhas do casamento, lá no Assú, de Francisco José de Macedo, filho do falecido tenente José Francisco de Macedo e dona Francisca Dantas Cavalcante, com Maria Francisca da Purificação, filha do capitão Francisco Varella Barca e dona Bibiana Maria de Jesus.
Ismael, filho legítimo de João Pegado de Siqueira Cortez, natural do Rio Grande, e de Dona Francisca Dantas Barbalho, natural do Assú, nasceu aos 19 de julho de 1833, e foi batizado aos 11 de agosto do mesmo ano, por mim nesta Matriz de São João Batista do Assú, e lhe conferi os sagrados óleos, foram padrinhos José da Fonseca Silva e Rosa Francisca Ferreira Souto, casados, todos deste Assu. Joaquim José de Santa Ana, pároco do Assú. Em 1862, Ismael de Siqueira Cortez aparece com padrinho em um batizado no Assú, juntamente com Cândida Maria da Fonseca.
Em 17 de junho de 1862, nascia Manoel, filho de Ismael Maria de Siqueira Cortez e Cândida Maria da Fonseca, tendo sido batizado aos 7 de agosto do mesmo ano, sendo padrinhos José Correia de Melo e Joaquina Maria da Conceição, lá no Assú; em 5 de setembro de 1860, nascia Antonio, filho de Ismael Lucas de Siqueira e Cândida Francisca da Fonseca, sendo batizado aos 17 de outubro do mesmo ano, tendo como padrinhos o Vigário José de Matos Silva e Francisca Teodora Lins Caldas.
Lá no Assú, no batizado de Josefa, filha de José Francisco dos Santos e Francisca Maria do Nascimento, nascida aos 28 de maio de 1836, apareceram como padrinhos o capitão João Pegado de Siqueira Cortez, casado, e Laurinda de Siqueira Barbalho, solteira.
Aos 8 de setembro de 1844, na Vila da Princesa, em Oratório Privado, casava Francisco José de Siqueira Barcelar com Senhorinha Theodora Lins Caldas, na presença do coronel Manoel Lins Wanderley e do delegado Gonçalo Lins Wanderley.
Lá no Assú, aos 30 de setembro de 1848, no Sítio Comboeiro, casava Manoel Antonio de Siqueira Cortez com Rosa Joaquina do Amor Divino, na presença do coronel Manoel Lins Wanderley e João Patrício da Fonseca.
Na Matriz do Assú, em 3 de outubro de 1853, Manoel Thomaz Pereira, filho legítimo de Thomaz Pereira de Albuquerque e Felícia Rosa Maria da Conceição, casava com Luiza Brasiliana Soares da Paixão, filha legítima de João Pegado de Siqueira e Damasia Soares da Paixão, na presença de Manoel de Melo Montenegro Pessoa e Antonio Barbalho Bezerra Junior.
Em 3 de fevereiro de 1852, na Fazenda Camboeiro, Joaquim Targino de Siqueira Cortez desposava Salvina Leocádia Targino de Castro, na presença de João Patrício da Fonseca Silva, solteiro, e José Antonio da Fonseca Silva, casado; deste casal,  nasceu aos 6 de julho de 1863, Joaquim, que foi batizado no Sítio Forquila do Rio, no dia 9 de dezembro do mesmo ano, tendo como padrinhos Francisco Manoel de Moura e Rosa Maria da Conceição.
Em 1894, em uma apuração para deputado ao congresso estadual, João Pegado Cortez Filho, obteve 110 votos.
Na Freguesia de Angicos, no Sítio Lages, em 30 de agosto de 1866, e na presença das testemunhas José Francisco Bezerra e Antonio Fernandes da Rocha, João Pegado de Siqueira, natural da Freguesia de Santa Rita, do Trairi, casou com Maria da Conceição de Jesus, natural de Angicos, ele, filho legítimo de Manoel Pegado de Siqueira e Antonia Maria de Sousa, ela de Manoel Fernandes da Rocha e Mathildes Ludovina  da Conceição.
Em 18 de junho de 1867 nascia Maria, filha de João Pegado de Siqueira e Maria da Conceição de Jesus, que foi batizada no Sítio Boa Vista, ao seis de agosto do mesmo ano, tendo como padrinhos Manoel Fernandes da Rocha e Mathildes Ludovina da Conceição.
Em 31 de agosto de 1879, nasceu Manoel, filho legítimo de João Pegado de Siqueira e Maria da Conceição de Jesus, e foi batizado em artigo de morte, por D. Mathildes Ludovina da Conceição, e pelo padre ex causa, foi batizado condicional, no Sítio Lages, em 29 de setembro do dito ano, tendo como padrinhos João de Melo Tavares e sua mulher Joana Antonia da Conceição, por seus procuradores Benjamim Fernandes da Rocha e a dita Mathildes Ludovina
Na Freguesia de Angicos, no Sítio Lages, Joaquim Pegado de Siqueira Galvão, casa, aos 25 de setembro de 1876, com Francisca Maria, filhos legítimos, ele de José Pegado de Siqueira Galvão e Fulana Monteiro da Rocha, ela filha de João Carneiro do Nascimento e Antonia Carneiro do Nascimento.
Ainda na Freguesia de Angicos, em 1884, Luis Pegado de Siqueira, com 26 anos, natural de Macaíba, casa com Maria Francisca da Conceição, de 20 anos, sendo ele filho de Gonçalo de Siqueira e Alexandrina Maria da Conceição, e ela, filha de Thomaz Clementino da Silva e Francisca Maria da Conceição.
Em Angicos, em data de 19 de agosto de 1903, era batizada Maria, filha de João Pegado de Siqueira e Amélia Maria da Conceição, tendo como padrinhos Francisco José da Silva e Maria Francisca de Jesus.
Em 18 de dezembro de 1853, era batizada Emília, branca, nascida no dia primeiro do mesmo mês e ano, filha legítima de Manoel Pegado de Siqueira e Elvira Leopoldina Fernandes Barros, tendo como padrinhos Manoel Gomes Carneiro e sua mulher D. Francisca das Chagas de Miranda Henriques.
Em 7 de abril de 1859, Alexandre Pegado de Siqueira casou com Francisca Hemenergilda de Oliveira Mendes, ele filho de Jerônimo Pegado de Siqueira e Maria Thereza de Jesus, falecida, e ela de Joaquim Mendes de Oliveira, falecido e Joaquina Teixeira de Moura Mendes, na presença de Ignácio Julino Mendes e João Batista Soares.
Em 7 de janeiro de 1834, na Capela do Ferreira Torto, foi batizado Herocina, nascida aos 24 de dezembro de 1833, filha legítima de Jerônimo Pegado de Siqueira e Maria Teixeira de Moura, moradores na Jacobina, sendo padrinhos Manoel Teixeira de Moura Junior e Josefa Teixeira de Moura, solteiros.
Em 2 de outubro de 1866, aqui na Matriz, era batizado Francisco, mulato, filho de Alexandre Pegado de Siqueira e Francisca Hermenegilda Pegado de Siqueira.
Em 30 de junho de 1860 era batizada Izabel, filha de Jerônimo Pegado de Siqueira e Maria Francisca dos Prazeres, tendo como padrinhos Alexandre Pegado de Siqueira e Izabel Maria de Moura Mendes.
Em 9 de janeiro de 1865, era batizado em Ceará Mirim, Jerônimo, filho de Manoel Pegado de Siqueira e Francisca Pegado de Siqueira, tendo como padrinhos Francisco Tavares Pessoa de Araújo Junior e D. Izabel Maria de Oliveira Mendes
Já do século vinte, encontramos que: aqui, na Matriz, em 27 de novembro de 1918, Marcos, filho de João  Pegado Cortez e Ana Benigna Pegado Cortez, é batizado, tendo como padrinhos Jorge Barreto de Albuquerque Maranhão e Dona Maria Augusta de Albuquerque Maranhão.
Clivaneide, filha de Lucrécio Pegado Cortez e Anália Campos Cortez, nascida aos 20 de março de 1931, era batizada aos 28 de junho do mesmo ano, tendo como padrinhos Antonio Batista Malheiros e Rosita Pugliazi Malheiros.
Aos 31 de julho de 1932 era batizado Cleóbulo, filho de Manoel Genésio Cortez Gomes e Maria da Natividade Cortez Gomes, tendo nascido aos 28 de janeiro do mesmo ano, sendo seus padrinhos José Borges de Oliveira e Maria Neiva Borges de Oliveira; Aos 2 de janeiro de 1940, era batizada Margarida Cortez Gomes, filha de Manoel Genésio Cortez Gomes e Maria de Natividade Cortez Gomes, neta paterna de José Gomes de Melo e Ana Gomes Cortez, e materna de Manoel Marcolino da Silva e Maria Gomes da Silva, que nasceu aos 18 de novembro de 1939, tendo com padrinhos Dr. Ewerton Dantas Cortez e D. Genura Ramalho Cortez; ainda do casal Manoel Genésio e Maria da Natividade, nascia Marta Cortez Gomes de Melo, aos 5 de novembro de 1946, tendo sido batizada aos 11 de dezembro do mesmo ano, tendo como padrinhos Aras Cortez Gomes e sua esposa D. Joana Cortez Gomes.
Em nove de agosto de 1945, nascia meu colega de Marista, João Eduardo Cortez Barros, filho legítimo de Oton Ozório de Barros e Inês Cortez Barros, neto paterno de Manoel Ozório de Barros e Guilhermina Dantas Cortez Barros, e materno de João Elias Cortez e Alexandrina Gomes Cortez, tendo sido batizado aos 14 de outubro do mesmo ano, tendo como padrinhos Manoel Umbelino Gomes de Macedo e D. Elita Cortez Gomes. Nas margens do registro consta que casou aos 2 de março de 1973, com Eva Cristina Maciel Arruda Câmara.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

O inventário de Thomaz Bengala




João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Embora tenha deixado uma descendência ilustre, o nosso personagem, Thomaz Bengala, deixou, também, um mistério com relação a sua vida e a sua morte. Não se sabe quando nasceu, quem eram seus pais, com que idade faleceu, e onde foram registrados seus filhos. Em nenhum livro vi referência ao seu nome, nem Câmara Cascudo e nem Olavo Medeiros Filho escreveram, que seja do meu conhecimento, qualquer coisa sobre esse Thomaz de Araújo Pereira Junior, que viveu em Santana do Matos.
Buscávamos seu inventário, acreditando que boa parte desse mistério pudesse ser resolvida. Mas, nada. De qualquer forma, algumas novidades surgiram que vamos inserir aqui. Não vamos entrar nos detalhes dos bens, que não eram muitos. Não parecia ser uma pessoa abastada.
Sobre seu inventário, que chegou às minhas mãos, pelo descendente Prof. João Abner, informamos, inicialmente, que: Aos dezoito dias do mês de maio de 1863, na Fazenda São José, do Termo da Cidade do Assú, em casa de aposentadoria do Doutor Juiz de Órfãos, Doutor Ignácio Dias de Lacerda, e na presença do escrivão do seu cargo João Batista de Oliveira Monteiro, foi deferido o juramento dos Santos Evangelhos, onde Dona Rita Regina Câmara informou que seu marido, Thomaz de Araújo Pereira Junior,  faleceu aos 31 de outubro de 1862, sem deixar testamento, e que daria os nomes dos filhos, com suas respectivas idades, como também a relação dos bens deixados pelo marido, sem ocultar nada. Assinou por ela, por não saber escrever, seu irmão Manoel Antonio de Miranda.
Nessa declaração inicial, de Dona Ritta Regina, nenhuma informação sobre a causa da morte, nem tampouco a idade do falecido. Mas, uma coisa ficou, aparentemente, clara, que seu pai se chamava Thomaz de Araújo Pereira.
Sobre os filhos, disse Dona Ritta Regina que seu marido, Thomaz de Araújo Pereira Junior, deixou os seguintes: Maria de 7 anos; Ananília de 4 anos; Bemvenuto de 3 anos e Vivaldo de 2 anos de idade. 
Com a informação acima, podemos inferir que Thomaz e Regina devem ter se casado um pouco antes de 1855.
Na parte das dívidas devidas, citou Dona Rita a quem devia o casal: à sua irmã Maria Francisca Nobre, procedido de dinheiro de empréstimo; aos órfãos de Vicente Gomes de Lima, por ter sido seu marido tutor dos referidos; a seu pai João Ferreira de Miranda, e a Canuto Ildefonso Emerenciano procedido de fazendas que o marido dela comprou ao referido Canuto.
Uma coisa que chama nossa atenção, no ítem das dividas, é o fato de não aparecer nenhum parente de Thomaz, mas um irmã e o pai de Ritta. Aliás, em todo o inventário não aparece parente algum do inventariado.
Dona Ritta, até por seu requerimento, ficou como tutora dos filhos por certo tempo, e seu irmão como fiador, já em 1863, conforme seu procurador Luiz da Rocha Pitta, mas por um pedido desse seu irmão, houve alteração, em 1870: Diz Manoel Antonio de Miranda, residente no Termo de Ceará Mirim, em qualidade de fiador de Rita Regina da Câmara, tutora dos órfãos seus filhos, que tendo esta mudado-se deste Termo para o de Acary, e o suplicante para o de Ceará Mirim, e desejando este lançar-se fora da dita fiança, vem requerer a V. Sª se sirva de ordem que sejam enviados para o referido Termo de Acary, os autos do inventário que se precedeu por falecimento do marido da dita tutora, Thomaz de Araújo Pereira, que devem existir no Cartório  de Órfãos deste Termo, a fim de que possa aí ser nomeado outro tutor dos referidos Órfãos, visto ter aquela passado à segunda núpcias.
Nesse ano de 1870, ela nomeou Joventino da Silveira Borges (nomeado tutor no lugar de Ritta), em primeiro lugar, e Luiz Valcacer da Rocha Pitta, em segundo lugar para prestarem contas no Juízo de Órfãos de Assú, dos bens dos seus filhos. Esse documento veio com as assinaturas de Manoel Pires de Albuquerque Galvão (2º marido de Rita Regina), José Ferreira Nobre Câmara e João Ferreira de Miranda Junior (irmãos) e Manoel Victoriano da Silva Santos.
Nesse mesmo inventário, encontramos que: Em 5 de setembro de 1883, no Sítio Area, termo de Acary, em casa do capitão Luis de Medeiros Galvão foi intimado o tutor para prestar contas, que na ocasião informou que todos os bens foram entregues aos seus tutelados em virtude dos seus casamentos e por terem atingido idade de suas emancipações, estando presentes eles e seus maridos: Manoel Jacintho da Silveira Borges, Manoel Salustino Gomes de Macedo, Bemvenuto Pereira de Araújo, e Vivaldo Pereira de Araújo, por si e como administradores de suas mulheres Maria Regina e Ananília Regina. Assim, e aí presentes, assinaram dando quitação do recebimento de suas legítimas, na presença do Juiz de Órfãos Doutor Francisco Aprígio de Vasconcelos Brandão.
Annanília Regina e seu marido Manoel Salustino Gomes de Macedo foram os pais do Desembargador Thomaz Salustino. Manoel Salustino, natural de Picúi, era tio avô do meu sogro Francisco Umbelino Neto.
Em artigos anteriores, transcrevemos os casamentos de Vivaldo Pereira de Araújo com Maria Quitéria da Silveira, filha de  Manoel da Silveira Borges, e Maria Quitéria Barbalho Bezerra, e o de Maria Regina de Miranda com Manoel Jacinto da Silveira, filho legítimo de Jacintho José Thomas da Silva e Anna Clara da Silveira, já falecidos.
No casamento, de Vivaldo, é informado que ele era natural da Freguesia de Santa Rita.
O 2º casamento de Dona Ritta Regina foi em Acary, como segue: Aos trinta de setembro de mil oitocentos e sessenta e nove, pelas sete horas da tarde, no Sítio Cascavel, desta Freguesia de Acari, depois de obtida as necessárias  dispensas de parentesco de afinidade, proclamas e hora, uni em matrimônio os contraentes Manoel Pires de Albuquerque Galvão e Rita Regina da Câmara, viúvos, sendo ele desta Freguesia e ela da Freguesia de Sana Rita da Cachoeira, servatis servandis, sem impedimento algum, em presença das testemunhas Antonio Pires de Albuquerque Galvão e Sérvulo Pires de Maria Galvão, que comigo assinaram o assento, pelo qual mandei fazer este assento que assino. O Vigário Thomaz Pereira de Araújo.
Duas coisas chamam nossa atenção no casamento de Ritta Regina: primeiro, que ela era da mesma Freguesia do filho Vivaldo, a saber Santa Rita da Cachoeira; segundo, a dispensa de afinidade no casamento com Manoel Pires de Albuquerque Galvão. Já tínhamos visto em um registro de 1864, que Dona Ritta Regina viúva, foi madrinha, no Sítio Bodó, sendo dada sua Freguesia como sendo de Santa Cruz. Quanto a afinidade, pode ter vindo de duas possibilidades: a mãe de Manoel Pires é descendente do Velho Thomaz de Araújo Pereira (o 1º do nome), um parentesco distante, ou, talvez, Manoel Pires fosse parente bem próximo de Thomaz de Araújo Pereira Junior. Corre uma lenda, segundo me contou o Prof. João Abner, à boca pequena, na família, que Thomaz Bengala era filho natural do Padre Thomaz Pereira de Araújo, com uma moça, lá de Santana do Matos, esse mesmo que casou Ritta com Manoel Pires.  Porfíria Alexandrina de Jesus, uma irmã do Padre, foi casada com Antonio Pires de Albuquerque Galvão Junior, irmão de Manoel Pires, esposo de Ritta Regina. Outro irmão do Padre, de nome Antonio Pereira de Araújo Junior foi casado com Teodora Maria de Jesus, irmã de Manoel Pires.
Os pais de Ritta Regina da Câmara eram João Ferreira de Miranda e Joaquina Maria da Conceição. Este casal já estava em Santana do Matos, em 1837, pois foi aí que batizou uma filha de nome Maria, no Sítio São José, tendo como padrinhos Luiz da Rocha Pitta e minha trisavó, Maria Ignácia Rosalinda Brasileira. A batizada, talvez, fosse Maria Francisca Nobre, a irmã que emprestou dinheiro para o casal Thomaz e Ritta. Nos filhos de João Ferreira de Miranda e Joaquina Maria, aparecem sobrenomes com Câmara e Nobre.
Não encontramos em Santa Cruz (Santa Rita da Cachoeira) qualquer registro sobre Ritta Regina ou seus filhos, embora ela e Vivaldo sejam dados como dessa freguesia. Esperamos encontrar outros documentos que ajudem a desvendar o mistério que envolve a vida de Thomaz Bengala.
Filhos de Thomaz e Ritta Regina

domingo, 31 de janeiro de 2016

Araújo Pereira, lá do Assú


João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com

Já fiz um artigo sobre o Thomaz de Araújo Pereira, aqui de São Gonçalo, que era descendente do Thomaz de Araújo Pereira, primeiro do nome, lá de Acari. Encontramos um Thomaz de Araújo Pereira, lá no Assú. Aliás, encontramos registros de mais pessoas com sobrenomes Araújo Pereira e Pereira de Araújo. Com os assentos mais resumidos, não foi possível identificar seus ascendentes, mas vale a pena fazer o registro. Vamos começar com um registro, onde está dito que um deles era natural do Seridó. Chamamos a atenção dos leitores para as variações nos nomes das esposas deles. Naquela Freguesia de São João Batista do Assú, isso era frequente. Parecia que a pessoa encarregada de fazer o assento escolhia ou inventava  sobrenome, principalmente das mulheres.
João, filho de Thomaz de Araújo Pereira, natural do Seridó, e de Joana Maria dos Santos, do Assú, nasceu aos 21 de setembro de 1835, e foi batizado, nas Oficinas, aos 29 de setembro do mesmo ano, tendo como padrinhos João Gonçalves Pereira, casado, e Francisca de Andrade, solteira, ambos de Santana do Matos.
Anteriormente, tinha sido batizado um filho do casal, sem destacar a verdadeira naturalidade dos pais: José, filho de Thomaz de Araújo e Joana Maria, ambos do Assú, nasceu aos 15 de maio de 1834, e foi batizado em primeiro de junho do mesmo ano, no Saco, do Termo de Santa Ana do Matos, sendo padrinhos Francisco Xavier de Seixas e Ana Maria, casados, moradores na Freguesia de Santa Ana do Matos.
Outro registro que parece ser de filho do mesmo casal Thomaz e Joana, vamos encontrar nos livros de Santana do Matos, como segue: Sebastião, filho legítimo de Thomaz de Araújo Pereira e Joana Maria do Sacramento, natural, ele do Seridó, e ela desta, e nele moradores, nasceu aos 21 de janeiro de 1837, e foi batizado com os santos óleos,na Povoação de Macau, desta Freguesia, aos quatro de abril do dito ano, pelo Reverendo Frei José de Santo Alberto, de minha licença, foram padrinhos José Martins Ferreira e Josefina Maria Ferreira, casados, João Theotônio de Sousa e Silva. Esses padrinhos eram meus trisavós.
Aos 4 de dezembro de 1839, foi batizada, no Saco, Conegundes, filha de Thomaz de Araújo Pereira e Joana Maria de Jesus, sendo padrinhos Manoel Francisco Monteiro de Lima e Nossa Senhora.
Sobre Thomaz Pereira de Araújo e sua esposa Ana Maria, com essa inversão no sobrenome, encontramos alguns registros.
Octaviano, nasceu em 1 de fevereiro de 1835, e foi  batizado aos 15 de março do mesmo ano, na Matriz do Assú, sendo filho de Thomaz Pereira de Araújo e Ana Maria da Conceição, tendo como padrinhos David Dantas de Faria e Felipa Maria do Espírito Santo, solteiros.
Theodósio, filho de Thomaz Pereira e Ana Monteiro, nasceu aos 7 de janeiro de 1838 e foi batizado aos 19 de fevereiro do mesmo ano, na Matriz do Assú, sendo seus padrinhos João Luiz de Araújo e sua mulher Anna Jacinta. Vigário Luiz Francisco da Fonseca.
Quitéria, filha de Thomaz Pereira de Araújo e Ana Maria da Conceição,  nasceu aos 13 de julho de 1839, e foi batizada aos 7 de outubro do mesmo ano, tendo como padrinhos Jerônimo Mendes Pereira e Izabel Álvares Xavier.. 
Manoel, pardo, filho de Thomaz Pereira de Araújo e Ana Monteiro da Conceição, nasceu aos 15 de março de 1847 e foi batizado aos 29 de junho do mesmo ano, na Matriz do Assú, tendo como padrinhos o major Manoel Lins Caldas e Delfina Francisca Senhorinha Vasconcelos, por procuração de Maria Genoveva Lins Caldas.
Em virtude das abreviaturas e da qualidade da imagem, não sabemos se o batizado era Alexandre, André ou Antonio, filho de Thomaz Pereira de Araújo e Ana Monteiro da Conceição, nascido aos 20 de fevereiro de 1853, foi batizado no mesmo ano, tendo como padrinhos Antonio Cabral de Macedo e Vicência Gomes da Silva, por procuração de Maria Duarte Freire.
Em 1853, Thomaz Pereira de Araújo e Ana Monteiro aparecem como padrinhos, sendo que no sobrenome dela é acrescentado  Cunha
Havia outro Thomaz Pereira de Araújo, cuja esposa era Maria José. Vejamos os registros.
Joaquina, parda, filha de Thomaz de Araújo, Pereira, e Maria José, ambos do Assú, nasceu aos 30 de junho de 1835, e foi batizada aos 12 de julho do mesmo ano, na Matriz do Assú, tendo sido padrinhos Nossa Senhora da Conceição e João Umbelino, solteiro.
No dia 5 de julho de 1840, nascia Joana, filha de Thomaz Pereira de Araújo e Maria José da Fonseca, tendo sido batizada aos 19 de julho do mesmo ano, na Matriz do Assú, sendo seus padrinhos Manoel Francisco da Silva e Maria Ferreira de Lima.
Severino (parece ser este o nome), pardo, filho de Thomaz de Araújo Pereira e Maria José da Fonseca, nasceu aos 2 de junho de 1846 e foi batizado aos 5 de julho do mesmo ano, na Matriz do Assú, tendo como padrinhos José Máximo Correa e Francisca Maria, solteiros.
José, filho de Thomaz Pereira de Araújo e Maria José, nasceu aos 13 de agosto de 1848, e foi batizado aos 18 de outubro do mesmo ano, na Matriz do Assú, tendo como padrinhos Francisco Jorge Barbosa, casado, e Ana Maria, solteira.
Em 1831, vamos encontrar um Thomaz Pereira de Araújo, solteiro, sendo padrinhos de José, filho de José Maria de Oliveira e Ana Francisca da Conceição.
Encontramos, em 1831, na Matriz de São João Batista do Assú, Thomaz Pereira, com 51 anos, viúvo de Quitéria Maria, casando com Felícia Rosa, de 36, filha de Braz Dias e Francisca de Tal, falecidos, sendo testemunhas João José e João de Deus, casados.
Ainda com sobrenome Pereira de Araújo, encontramos.
Thomaz, filho de Simão Pereira de Araújo, e Delfina Maria da Conceição, nasceu aos 26 de outubro de 1860 e foi batizado aos 16 de março de 1861, na Matiz do Assú, tendo como padrinhos Thomaz Pereira de Araújo e Quitéria Maria da Conceição.
No registro a seguir aparece no sobrenome a palavra Neto: Aos 11 de agosto de 1862, Felis Thomas Brandão, viúvo de Joaquina Maria da Conceição, casou com Maria Angélica da Conceição, filha de Bernardino José de Sena e Luciana Maria de Jesus, tendo como testemunhas Sebastião Rodrigues da Cruz e Thomaz de Araújo Pereira Neto, moradores nesta Freguesia. Antonio Dias da Cunha.
Aos 8 de janeiro de 1862, na Boa Vista, Manoel Joaquim de Santa Ana, natural de Bananeiras, morador em Extremoz, filho de Joaquim José de Santa Ana, e Rosalina Angélica do Espírito Santo, casou com Maria Thereza de Jesus, filha de Thomaz Pereira de Araújo e Antonia Gomes do Carmo, sendo testemunhas Joaquim Antonio de Araújo e Theodoro Antonio de Brito. Antonio Dias da Cunha.
Em 1848, Thomaz Pereira de Araújo e Maria Joaquina de Araújo foram padrinhos de Manoel, filho de Francisco Theodósio da Silva e Ana Maria da Conceição.
Encontramos ainda Thomaz Pereira de Araújo e Maria Pereira Virgem sendo padrinhos de Leonides, filha de Manoel José da Paixão e Maria Francisca da Costa, em 1855.

Em 1868, nasce Manoel, filho de João Pereira de Araújo e Maria Umbelina da Conceição, tendo como padrinhos no seu batizado, Manoel Thomaz Pereira de Araújo e Izabel Maria de Araújo.

Se alguém reconhecer algum parente acima, favor escrever.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Olyntho Lopes Galvão e os Lopes Galvão


Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com

O meu blog tem trazido, para meu convívio virtual, pessoas que moram nos mais diversos lugares do país, e, até, de fora dele. Recebi recentemente um e-mail com solicitações genealógicas, onde constava o seguinte: Meu nome é Carlos Roberto Galvão Sobrinho, sou médico e historiador, moro nos Estados Unidos, mas sou brasileiro e filho de potiguares que imigraram para o RS nos anos 60.  O meu pai é de Natal, mas a sua família descende dos Lopes Galvão de Mossoró e Açu.  Estou engajado num projeto de reconstrução genealógica deste ramo da família e escrevendo um artigo sobre a sua contribuição para a história do RN.  Como estou nos EUA (e só ocasionalmente venho ao Brasil), tem sido naturalmente difícil me dedicar ao trabalho em tempo integral e fazer pesquisa arquival etc.  Ainda que tenha conseguido aos poucos levantar muitos dados,  há ainda várias lacunas no meu trabalho.  Enfim, escrevo para saber se teria alguma informação sobre os Lopes Galvão.

Em outro e-mail, ele escreveu: Se não for abusar da sua generosidade, gostaria de consultar mais uma vez a sua sabedoria sobre a matéria, mas desta vez sobre um período mais próximo.  Entre as lacunas que tenho na reconstrução da árvore genealógica paterna figura o parentesco entre os Lopes Galvão do Seridó e os Lopes Galvão de Mossoró; O meu bisavô paterno era Olinto (Olynto) Lopes Galvão de Mossoró.  Olinto nasceu em 1860, foi juiz suplente em Mossoró e intendente em Açú/Assu; casou-se com Cândida Miranda Fontes (descendente dos Miranda Henriques), minha bisavó. 

Aqui vão as minhas perguntas: 1.  Quem foi o pai de Olinto Lopes Galvão? Infelizmente a memória familiar se perdeu, ainda que tenha tios que se recordem do avô; 2. Qual o parentesco - se é que o há - entre Olinto Lopes Galvão e Romualdo Lopes Galvão (n. 1864), também de Mossoró, abolicionista, republicano, comerciante, presidente do Banco de Natal, governador, etc. etc.,  e contemporâneo de Olinto?  Romualdo era filho de João Lopes Galvão (n. 1839 em Mossoró) e irmão de Isabel Lopes Galvão (n.1873), que se casou com Sylvio Policiano de Miranda.  A minha família também não sabe com certeza se há ligação entre eles; 3. Qual a relação entre João Lopes Galvão, pai de Romualdo e Isabel, e os Lopes Galvão do Seridó?

Com os pedidos acima, resolvi buscar o que tenho nos meus arquivos sobre esses Lopes Galvão, que ainda não tinha explicitado em algum artigo. Embora, tenha informações sobre alguns deles, não foi possível encontrar o elo com o Cipriano Lopes Pimentel.

Os Lopes Galvão aparecem espalhados por vários lugares do Rio Grande do Norte. Aqui, vamos apresentar vários deles, que encontrei, através dos registros da Igreja. Inicialmente, lembramos um documento importante apresentado por Hélio Galvão, no seu livro sobre a Fortaleza da Barra do Rio Grande, o testamento de Cipriano Lopes Pimentel, datado de 19 de dezembro de 1729. Nele Cipriano declara que é filho do sargento-mor Francisco Lopes e de sua mulher Joanna Dornelles. Apresenta sua esposa Dona Tereza da Silva, filha de Filipe da Silva e Joana Salema. Na sequência nomeia como seus filhos e da sua dita mulher: Lázaro Lopes Galvão, Cipriano Lopes Galvão, Jorge Lopes da Silva, Archângelo Lopes, Estevam Lopes, Manoel Lopes e Dona Luiza da Silva, casada com o sargento-mor Manoel Álvares Maciel.

Esse Jorge, citado acima, é um deles, que encontramos o registro de casamento: Aos 15 de outubro de 1736, na Igreja de São Miguel da Missão de Guajirú, na presença do Reverendo Antonio Andrade de Araújo, Cura de Goianinha, e das testemunhas capitão Duarte Pinheiro Rocha, tenente Francisco Xavier Ribeiro, Maria Magdalena, esposa do sargento-mor Hilário de Castro Rocha, e Maria Gomes, se casaram Jorge Lopes Galvão, natural de Goianinha, filho legítimo do capitão Cipriano Lopes Pimentel e Thereza da Silva, com Francisca Xavier Figueira, filha do sargento-mor Francisco Rodrigues Coelho, falecido, e Joana Figueira. Manoel Corria Gomes, vigário, Antonio de Andrade de Araújo.

O Cipriano Lopes Galvão, também citado acima, é nomeado em um registro de batismo, onde sua esposa foi madrinha: Em 28 de setembro de 1756, era batizado, aqui na Matriz da Cidade do Natal, pelo padre Francisco de Albuquerque de Mello, Phelippa, filha do capitão Manoel Gomes da Silveira e sua mulher Luzia de Albuquerque de Mello, tendo como padrinhos Manoel de Oliveira Miranda e dona Adriana de Holanda de Vasconcelos, mulher do sargento-mor Cipriano Lopes Galvão, por seu bastante procurador Faustino da Silveira.

Encontramos, também, um registro de casamento de um neto de Cipriano e Adriana: No dia 22 de junho de 1800, na Capela de Nossa Senhora da Guia de Acari, dispensados do parentesco em que estavam ligados, em presença do reverendo padre Manoel Teixeira da Fonseca, de licença minha, e na presença das testemunhas capitão João de Albuquerque Maranhão e capitão Miguel Pinheiro Teixeira, se casaram João Lopes Galvão, filho legítimo do capitão-mor Cipriano Lopes Galvão e Vicência Lins de Vasconcellos, com Joana Francisca da Conceição, filha legítima de José de Freitas Leitão e Francisca Xavier, já defunta. Vigário José Antonio Caetano de Mesquita.

Essa Vicência Lins de Vasconcelos era filha dos meus hexavós, Francisco Cardoso dos Santos e Thereza Lins de Vasconcelos.

Nos registros de Touros, e na localidade de Caiçara, vamos encontrar, também, um Cipriano Lopes Galvão e um Francisco Lopes Galvão: Aos 20 de setembro de 1835, de licença minha, o Reverendo Frei José de Santo Alberto, da ordem dos Carmelitas, assistiu ao matrimônio de Francisco Lopes Galvão, filho legítimo de Cipriano Lopes Galvão e de sua mulher Anna Francisca, já falecida, com Felipa Maria da Conceição, filha legítima de João de Sousa Galvão e Silvana Maria da Conceição, na presença das testemunhas José Ignácio de Miranda e André de Sousa Miranda e Silva, moradores na Ilha de Manoel Gonçalves, onde se fez este sacramento. Felix Alves da Cruz, vigário por oposição.

Aos 10 de maio de 1838, na Capela de Guamaré, na presença do Reverendo David Martins Gomes, de minha licença, e das testemunhas Francisco José Soares, morador em Guamaré, e de Antonio Ferreira de Brito, desta Freguesia, se receberam em matrimonio, João Galvão Lopes, filho legítimo de Cipriano Lopes Galvão e Anna Francisca de Sousa, já falecida, com Maria Freire da Silva, filha legítima de João Freire da Silva e Gertrude Gomes da Rosa. Felix Alves da Cruz, vigário colado.

Aos 2 de setembro de 1842, na povoação de Caiçara, em desobriga, se receberam em matrimônio, Manoel Galvão Lopes de Sousa, filho de Cipriano Lopes Galvão e de sua mulher Anna Francisca de Sousa, já falecida, com Florinda Maria da Soledade, filha legítima de Luiz Correa Chaves, e de sua mulher Joanna Correia da Soledade, brancos, em minha presença, e das testemunhas Pedro José dos Santos, e João Francisco Cacho, moradores em Caiçara. Antonio Camelo Valcácer.

Aos 6 de setembro de 1842, no Sítio das Bicúdas, em desobriga, se receberam em matrimônio Alexandre Lopes de Sousa, filho legítimo de Cipriano Lopes Galvão, e de sua mulher Anna Francisca, já falecida, com Fausta Maria, filha legítima de Luiz Correia Chaves, e de sua mulher Joana Maria da Soledade, brancos, em minha presença, e das testemunhas José Bezerra da Costa e Francisco Ferreira da Costa, brancos, casados, Antonio Camelo Valcácer, vigário apresentado.

Nosso Cipriano, dos registros de Touros, casa novamente, depois de ficar viúvo: Aos três de agosto de 1844, na povoação de Caiçara, em desobriga, se receberam em matrimônio, Cipriano Lopes Galvão, viúvo que ficou de sua primeira mulher Ana Francisca de Sousa, com Francisca Freire da Silva, filha legítima de José Nunes de Oliveira, já falecido, e de sua mulher Izabel Correia de Brito, brancos, em minha presença e das testemunhas Jerônimo Freire de Queiroz e Vicente Ferreira de Brito. Vigário Antonio Camelo Valcacer.

Lá no Assú, mas em Campo Grande, vamos encontrar outros Ciprianos: Cipriano, filho legítimo de Cipriano Lopes Galvão, natural do Seridó, e Ana Maria da Conceição, natural do Assú, nasceu aos 4 de março de 1832, e foi batizada aos 8 de abril do dito ano, pelo Reverendo Vito Antônio de Freitas, de licença minha, na Capela de Santa Ana de Campo Grande, sendo padrinho o referido Reverendo Vito Antonio. José Joaquim de Santa Ana, vigário do Assú.

Não sei se houve erro nesse registro, pois a esposa era outra: Francisca, filha de Cipriano Lopes Galvão, lá do Seridó, e Rosaura Maria da Conceição, do Assú, nasceu aos 29 de janeiro de 1834 e foi batizada na Capela de Santa Ana de Campo Grande, aos 24 de fevereiro do mesmo ano, sendo padrinho Antonio Mendes Barrozo, solteiro.

Aos 30 de novembro de 1833, na Fazenda Adquinhon, em presença do Padre Vito Antonio de Freitas, de licença minha, se receberam por esposos presentes, Raimundo José de Sousa, de 24 anos, natural do Seridó, filho legítimo de Manoel Lopes Galvão e Ana Rosa Pereira, e Tereza Maria de Jesus, de 17 anos, natural do Assú, filha legítima de João Batista de Sousa e Tereza de Jesus Maria, sendo presentes por testemunhas Ignácio Francisco e Idalino de Alexandre Bezerra, casado. Joaquim Jose de Santa Ana, vigário do Assú.

Para os lados de São José e Papari, mais Lopes Galvão. Em 9 de fevereiro de 1836, na Matriz de Santa Ana da Vila de São José, o Reverendo Francisco Antonio de Souza e Silva, batizou Úrsula, branca, nascida aos 5 de janeiro do dito ano, filha de André Lopes Galvão e Senhorinha Mathildes Barbosa, moradores na Boca da Picada, sendo padrinhos Estevão Teixeira Brandão e sua mulher Antonia Clara, naturais e moradores na Freguesia de Papari.

Aos 13 de novembro de 1846, na Matriz de Nossa Senhora do O’ de Papari, em presença do Reverendo Gregório Ferreira Lustosa, vigário da cidade de São José de Mipibu, de licença minha, e na presença das testemunhas Bernardo de Castro Leitão e Francisco Xavier Carneiro, casados, se casaram Joaquim Lopes Guarim, branco, de 25 anos, natural do Assú, de onde veio de menor para a cidade de São José de Mipibu, filho legítimo de Francisco Lopes Galvão, falecido e Thereza Maria de Jesus, com Violante Rozalinda da Silva, branca, de 20 anos, natural de Brejo da Cruz, de onde veio criança para Papari, filha legítima de Francisco Xavier de Macedo, falecido e Catharina Barbosa da Silva, foram dispensados do 2º grau de afinidade ilícita, contraído pelo nubente, em que estavam ligados, Vigário José Manoel dos Santos Brígido.

Aos 26 de janeiro de 1847, na Matriz de Papari, na presença do major José de Araújo Costa e João Porfírio (ilegível), se casaram José Felippe Santiago Jr. natural de Natal, filho legítimo de José Felippe Santiago e Antonia Joaquina de Sousa Santiago, com Ana Joaquina do Sacramento, natural de Acari, filha de Bartholomeu Lopes Galvão e Francisca Alexandrina do Sacramento. José Manoel dos Santos Brígido.

Em março de 1859, no sítio Vista, o padre João Damasceno Xavier Dantas casava José Joaquim Torres Galvão, viúvo que ficou de Leocádia Guedes da Fonseca, com Michelina Guedes de Paiva, filha de Manoel Francisco de Paiva e Francisca Barbosa do Carmo.

Em 6 de fevereiro de 1883, em Ceará-mirim, presentes Ignácio Guedes e Joaquim Guedes, casavam Francisco Lopes Galvão, 32 anos, filho de José Joaquim Torres Galvão e Leocádia Joaquina da Fonseca, com Cândida Belarmina da Conceição, de menor, filha de Belarmino Lins de Vasconcelos e Maria Marculina Monteiro.

Essas informações poderão ser completadas por outras pessoas que descendem dessas ou que tenha tido acesso a outros registros. Infelizmente, não acessei ainda os registros da Igreja de Mossoró.
Sobre Olyntho, encontrei seu óbito no ano de 1930, aqui nos registros da Catedral. Dizia que ele tinha 63 anos e era oriundo de Goiana, Pernambuco, Quanto a Romualdo, que nasceu em Campo Grande, hoje Augusto Severo, encontrei, também, seu óbito, em 1927. Segundo esse registro, faleceu com 74 anos de idade e era filho de João Lopes Galvão.

Diz Carlos, que ele era filho de João Batista Galvão, e neto de José Olinto Galvão. Diz mais que este e mais Joaquim Fontes Galvão, Ercílio Fontes Galvão, Olyntho Lopes Galvão Filho eram filhos de  Olynto Lopes Galvão, e Dona Cândida de Miranda Fontes.

Volto aos registros para buscar algum registro sobre esses membros da família Fontes Galvão.
José Olinto Galvão, com 18 anos de idade, filho de Olintho Lopes Galvão e Cândida Fontes Galvão, casou na Catedral aos 31 de janeiro de 1931, com Maria da Conceição Santos, de 16 anos, filha de João Pedro dos Santos e Elvira Ephigenia Santos.na presença de Nestor dos Santos Lima e Rodrigo Affonso Cunha.

Em outro registro, encontro que Zélia Maria, branca, nascida aos 17 de agosto de 1940, era batizada na Catedral, sendo filha legítima de José Olinto Gomes, funcionário público, natural de Natal, e de sua esposa Dona Maria Conceição Santos Galvão, natural de Natal, neta paterna de Olinto Lopes Galvão e Cândida Fontes Galvão, e materna de João Pedro dos Santos e Efigenia dos Santos, sendo seus padrinhos Hercílio Galvão, casado, funcionário público e sua esposa D. Laura Gambarra Galvão.

João (Batista Galvão), filho legítimo de José Olinto Galvão e de Maria da Conceição Galvão, nasceu aos 3 de julho de 1936, e foi batizado na Catedral em 1 de agosto do mesmo ano, tendo como padrinhos Antonio Coelho e Thereza de Nazareth Santos Coelho.


Este artigo poderá ser reeditado, dependendo de novas informações encontradas.