terça-feira, 5 de julho de 2016

O casamento de Amaro Barreto de Albuquerque Maranhão

Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com

Alguns livros já estão com suas tintas esmaecidas, o que torna a leitura difícil e nos leva a cometer possíveis erros. Mas, o  importante é obter algumas informações da nossa história.

Vamos ver dois casamentos neste trabalho, ambos de filhas do major Fabrício Gomes Pedroza, realizados no mesmo dia.

Aos nove de dezembro de 1851, feitas as denunciações e não constando impedimento, na presença das testemunhas Francisco Tavares Pessoa de Araújo, e Francisco Pedro Bandeira de Melo, no Oratório do Major Fabrício Gomes Pedroza, casei Juxt, Trid. Amaro Barreto de Albuquerque, natural de Nazareth, filho legítimo de Pedro Velho Barreto e Izabel da Câmara de Albuquerque Maranhão, com Feliciana Maria da Silva Pedroza, natural de Brejo de Areia, vinda para esta Freguesia de menor idade, filha legítima do major Fabrício Gomes Pedroza e Dona Maria da Silva e Vasconcellos, já falecida, os contraentes são moradores nesta Freguesia, e logo dei as bênçãos na forma do Ritual Romano. E para constar fiz este assento em que assino. Bartholomeu da Rocha Fagundes, Vigário Colado.

Aos nove de Dezembro de 1851, feitas as denunciações e não constando impedimento, na presença das testemunhas  José Tavares Pessoa de Araújo e João Evangelista de Vasconcellos Lima, no Oratório do major Fabrício Gomes Pedroza, casei Juxt, Trid.  Francisco Tavares Pessoa de Araújo Junior, natural da Freguesia de Tracunhaém, filho legítimo de Francisco Tavares Pessoa de Araújo e D. Maria da Silva de Vasconcelos, com D. Maria Militina da Silva Pedroza, natural da Serra de Coité, vinda para esta Freguesia de menor idade, e nela moradora, filha legítima do major Fabrício Gomes Pedroza e D. Maria da Silva Vasconcellos. E logo dei as bênçãos na forma do Ritual Romano. E para constar fiz este assento em que assinei. Bartholomeu da Rocha Fagundes.

Amaro foi contemplado com um privilégio para uma Fábrica de Tecidos, conforme a imagem a seguir.

 

segunda-feira, 4 de julho de 2016

O batismo de Pedro Velho

Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com

Pedro Velho (de Albuquerque Maranhão) é nome de município e de praça. Era médico e Governou nosso estado. Vez por outra, encontro um registro perdido, principalmente de batismo, em livros da Igreja. Foi por acaso que encontrei o batismo dele.
Aos vinte e seis de junho de 1857, na Capela do Engenho Jundiaí, batizei solenemente a Pedro, nascido a vinte e sete de novembro do ano próximo passado, filho legítimo de Amaro Barreto de Albuquerque Maranhão e D. Feliciana Maria da Silva e Albuquerque, brancos, moradores nesta Freguesia; foram padrinhos Francisco Gomes Pedroza e Dona Maria da Cruz Pedroza. E para constar fiz este assento em que me assino. Bartholomeu da Rocha Vieira. Vigário Colado.

Feliciana era filha de Fabrício Gomes Pedroza. Este casou três vezes, sendo uma delas com uma irmã de Amaro Barreto.

Que destino teve a Capela de Jundiaí?



quarta-feira, 29 de junho de 2016

O Ajudante Bernardo Alves Conceição Rabello, Angicos

Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com

Um dos genros do Tenente Antonio Lopes Viegas, lá de Angicos, era Bernardo Alves da Conceição Rabello, casado com Maria Francisca.  Em 1827, Antonio Bernardo Alves, filho de Bernardo Alves e de Maria Francisca, casou com a prima legítima, Joaquina Maria da Conceição, filha do alferes Antonio Lopes Viegas e Francisca Pereira.  Nessa data, Bernardo era falecido, e sua esposa Maria Francisca só veio a falecer em 1877, com a idade de 96 anos. Através do Projeto Resgate, foi possível encontrar uma carta patente de Ajudante, lá em Assú.

José Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque, Cavaleiro Professo na Ordem de Christo, Sargento-mor de Infantaria, Capitão-mor, Governador da Capitania do Rio Grande do Norte, por sua Majestade Real, que Deus Guarde, o Príncipe Regente Nosso Senhor &. Faço saber em quem esta carta patente virem, que havendo respeito  a Bernardo Alves da Conceição Rabello ser proposto pelo capitão-mor das Ordenanças da Vila da Princesa, para exercer o posto de Ajudante das mesmas Ordenanças, e por esperar dele, que nas obrigações do Real Serviço se haverá muito com deve a boa confiança que faço de sua pessoa e conformando-me com a proposta do dito capitão-mor, hei por bem  na conformidade da Ordem Régia de 22 de dezembro de mil setecentos e quinze, nomear, como por esta nomeio, ao dito Bernardo Alves da Conceição Rabello, no posto de Ajudante das Ordenanças da Vila da Princesa de que é capitão-mor Antonio Correa de Araújo Furtado, que se acha vago desde a criação deste corpo, e com o qual posto não haverá soldo algum, mas, servindo como deve, gozará de todas as graças, liberdades, privilégios e isenções de que gozam os Ajudantes de Tropas Pagas, na forma que determina  a Carta Régia de 22 de março de 1766 /não obstante o Decreto de 1706/ que o contrário dispõe, e será obrigado a requerer a Sua Alteza Real, pelo seu Tribunal do Conselho Ultramarino a confirmação desta patente dentro de um ano, contado da data deste e não apresentando dentro do referido Termo ou Certidão de a haver entregue na Secretaria do dito Conselho, se lhe dará baixa do posto, na forma que determina a Ordem Régia de 28 de maio de 1795, pelo que ordeno ao dito Capitão-mor por tal o reconheça, honre, e estime, conferindo-lhe a posse e juramento de estilo, do que fará assento nas costa deste, e aos oficiais, e soldados e os subordinados lhe obedeçam e cumpram as suas ordens, relativas ao Real  Serviço, como deve e são obrigados. Em firmeza do que lhe mandei passar a presente por mim assinada e selada com o sinete de minhas armas, que se registrará na Secretaria deste Governo, Vedoria desta Capitania, e Câmara ativa, donde se lhe assentará praça na forma de estilo. Dada na Vila da Princesa e Capitania do Rio Grande do Norte aos três de julho do ano de nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e seis. Joze Rebello de Souza que serve de Secretário de Governo a  fez. Joze Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque.



Tenente João Manoel da Costa, meu pentavô

Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com

Eu já tinha encontrado, anteriormente, uma carta patente de alferes para meu pentavô Francisco Xavier da Cruz, vaga que era ocupada por João Manoel da Costa, outro meu pentavô, seu irmão, que passou a tenente. Mas, esta última patente de João Manoel não tinha localizado. Agora, encontrei e posto aqui. 

Dom Thomas José de Mello do Conselho de sua Majestade Fidelíssima, Cavaleiro da Sagrada Religião de Malta, Chefe de Esquadra de Armada Real, Governador e Capitão General de Pernambuco, Paraíba, e mais Capitanias anexas, &. Faço saber aos que esta carta patente virem, que havendo respeito a João Manoel da Costa se achar exercendo com honra, prontidão e zelo do Real Serviço o posto de Alferes de uma das Companhias do Regimento de Cavalaria Auxiliar da Vila da Princesa, de que é Coronel Manoel José de Faria; e por esperar dele que daqui por diante nas obrigações do Real Serviço se haverá da mesma sorte, e muito como deve a boa confiança que faço de sua pessoa. Hei por bem na conformidade da Real Ordem de 24 de março do corrente ano, e do decreto de 7 de agosto de 1796, nomear / como por esta nomeio / ao dito João Manoel da Costa no posto de Tenente da Companhia do Capitão Luiz José de Araújo Picado, uma das do Regimento de Cavalaria Auxiliar da dita Vila da Princesa, de que é Coronel Manoel José de Faria, que vagou por passar a Capitão do mesmo Regimento José Carlos Vidal de Carvalho, que o exercia, com o qual posto não haverá soldo algum, mas gozará de todas as honras, graças, franquezas, liberdades, privilégios e isenções, do que gozam os tenentes de Tropas Pagas, na forma do que determina a Carta Régia de 22 de março de 1766, não obstante o decreto do ano de 1706 que o contrário dispõe; e será obrigado a requerer a Sua Majestade pelo Tribunal do Conselho Ultramarino a confirmação desta patente dentro de dois anos contados da data deste, e não apresentando, na data, termo ou certidão de haver entregue esta patente na Secretaria  do dito Conselho se lhe dará baixa do posto na forma que determina a Real Ordem de 28 de maio de 1795. Pelo que ordeno ao Capitão-Mor, Governador da Capitania do Rio Grande do Norte, e dito Coronel, por tal o reconheçam honrem, e estimem, conferindo-lhe segundo o prosseguimento de estilo. Em firmeza do que lhe mandei passar a presente por mim assinado e selado com o sinete de minhas armas, que se registrará na Secretaria deste Governo, e Vedoria do Rio Grande do Norte, e donde se lhe assentará praça, na forma de estilo. Dada no Recife de Pernambuco aos dezesseis de novembro. José Fernandes Quintela, oficial maior da Secretaria  de Governo a fez. Ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil setecentos e noventa e sete//Dom Antonio Pio de Lucena e Castro, Secretário de Governo a fez escrever. D. Thomaz José de Mello.

domingo, 26 de junho de 2016

Cortez Pereira e a dúvida de Celso da Silveira





Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com

Fui ao Solar João Galvão em busca do acervo, ali deixado, do escritor Manoel Rodrigues de Melo. Meu interesse maior era encontrar maiores informações sobre Macau. No meio da documentação encontrei uma carta de Celso da Silveira, datada de 21 de junho de 1974, com subsídios para a ascendência de Cortez Pereira, no ramo dos Silveira Borges. 

“Professor Manoel Rodrigues
Num caderno de notas de papai encontrei esta referência à filiação de João Celso da Silveira Borges, meu avô, que não corresponde ao registro de casamento do seu pai, Manoel da Silveira Borges. 

A diferença está em que nas notas de papai o Manoel casou com Maria Deolinda e no registro da Paróquia de Santana do Matos, com Maria Genérica Francelina. O velho Manoel casou com esta em 1840, e meu avô, seu filho, nasceu em 1844, daí surgindo um equívoco se ele era filho de Manoel com Maria Deolinda ou de Manoel com Maria Genérica. Acho que a localização do registro ou do batistério de João Celso da Silveira Borges poderá dissipar a dúvida e vou procurar.

Aí tem o senhor mais essa ascendência de Vivaldo Pereira, pois o velho Manoel era filho de Joaquim da Silveira Borges e Ana Joaquina da Trindade. Manoel, como me foi dado saber, foi o bisavô de Cortez Pereira. Joaquim, portanto, era seu tetravô. ” 

Não sei se Celso conseguiu dirimir sua dúvida, mas este artigo vai esclarecer, a partir de documentos da Igreja, a verdadeira filiação de João Celso, como a ascendência de Cortez Pereira, no ramo dos Silveira Borges.

Vamos fazer nossa exposição de trás para frente, começando com o batismo de José de Araújo Cortez Pereira e, depois, o casamento dos seus pais: a 11 de novembro de 1924, nesta Matriz, batizei solenemente a José, nascido a 17 de outubro deste ano nesta cidade, filho legítimo de Vivaldo Pereira de Araújo e Olindina Pereira Cortez, sendo padrinhos Manoel Pereira de Araújo e Ananilia Silveira de Araújo; a 6 de fevereiro de 1907, nesta Matriz, perante as testemunhas José Christino e Elias Enoque Pereira de Araújo, assisti ao matrimonial de Vivaldo Pereira de Araújo e Olindina Dantas Cortez, meus paroquianos. O Vigário Francisco Coelho de Albuquerque não informou o nome dos pais dos nubentes.

Os pais de Vivaldo Pereira de Araújo (2º do nome) eram Vivaldo Pereira de Araújo e Maria Quitéria da Silva. Eles casaram no Sítio Conceição, aos 27 de novembro de 1883, sendo filhos legítimos, ele, de Thomaz de Araújo Pereira Junior e Rita Regina de Miranda, e ela, de Manoel da Silveira Borges e Maria Quitéria Barbalho Bezerra. Essa Maria Quitéria casou com Manoel da Silveira Borges, após este ficar viúvo de Maria Genérica Francelina, esta, filha de Luiz da Rocha Pita e Leonarda Maria da Apresentação. 

Manoel da Silveira Borges tinha casado com Maria Genérica, realmente, em 1 de março de 1840. Ele, filho legítimo de Joaquim da Silveira Borges e Ana Joaquina da Trindade e, ela, de Luiz da Rocha Pita e Leonarda Maria da Apresentação. Houve dispensa de impedimento de consanguinidade.

Dois registros de batismos, relativos a Manoel da Silveira Borges, chamam nossa atenção, tanto que transcrevemos para cá.

O primeiro está inserido nos registros de batismo de Santana do Matos, do ano de 1839, um pouco antes do casamento de Manoel: Maria, branca, filha natural de Izabel Francisca de Sousa, branca, viúva, e de Manoel da Silveira Borges, branco, solteiro, naturais e moradores nesta Freguesia, nasceu aos dezesseis de julho de 1828, e foi batizada solenemente com os santos óleos, aos 28 do dito mês e ano, na Fazenda Conceição, desta Freguesia, por mim, o qual disse em minha presença que reconhecia  a dita párvula, por sua filha, e me pediu fizesse essa mesma declaração para a todo tempo constar e, para certeza do referido, assinou comigo; foram padrinhos Antônio da Silva Carvalho e sua mulher Maria da Silva Velosa (irmã de Manoel) – do que para constar mandei fazer este assento e por verdade assinei. Manoel da Silveira Borges, Vigário João Theotônio de Sousa e Silva.

Não encontrei notícia posterior dessa filha natural de Manoel da Silveira Borges, nem o destino da viúva Izabel.

O segundo batismo está inserido nos registros de batismo 1840, final de fevereiro e começo de março, após, possivelmente, o casamento de Manoel e Maria Genérica: Thereza, branca, filha legítima de Manoel da Silveira Borges, e de sua mulher Maria Francelina Genérica, naturais e moradores nesta Freguesia, nasceu aos 15 de janeiro de 1839, e foi batizada  com os santos óleos, nesta Matriz, aos 4 de fevereiro de 1840, por mim, foram padrinhos Joaquim da Silveira Borges, casado, e Ana Joaquina da Trindade Junior, solteira. João Theotônio de Sousa e Silva.

Como Manoel da Silveira Borges faleceu aos 17 de janeiro de 1876, com a idade de 64 anos, 1 mês e 9 dias, de ferida cancerosa no rosto, deixando viúva Dona Maria Quitéria Barbalho Bezerra, essa sua filha natural, Maria, nasceu quando ele tinha, aproximadamente, 16 anos. A segunda proeza fez quando tinha 27 anos.

Não encontrei nenhuma informação sobre Maria Diolinda,  mas, o casamento de João Celso da Silveira Borges, onde consta o nome de sua mãe, resolvendo, portanto, a dúvida de Celso: Aos vinte e cinco de novembro de 1862, pelas noves horas da noite, no Sítio Pocinhos desta Freguesia, o Reverendo Elias Barbalho Bezerra, de licença do Reverendíssimo Vigário, uniu  em matrimônio, e deu as bênçãos aos contraentes João Celso da Silveira Borges, e Juvina Serina Barbalho Bezerra, paroquianos desta Freguesia, ele, filho legítimo de Manoel da Silveira Borges, e de Maria Genérica Francelina, já falecida, e ela, filha legítima de Antônio Barbalho Bezerra e de Ignácia Francisca Bezerra, foram testemunhas  o Padre Antônio Barbalho Bezerra Tote, e Juventino da Silveira Borges, solteiro; do que para constar fiz este assento em que me assino. Antônio Germano Barbalho Bezerra Tote, Coadjutor Pró Pároco.

domingo, 12 de junho de 2016

Ascendentes de Frei Miguelinho

Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com

No próximo ano de 2017, nesta mesma data de hoje, 12 de junho, completará 200 anos que nosso frei Miguelinho foi arcabuzado em Salvador, por conta de sua participação na Revolução de 1817.

Para homenageá-lo, traga para cá algumas informações genealógicas que me foram passadas por um amigo genealogista.

          Prof. João Felipe, veja um resumo genealógico de Frei Miguelinho,

          SINOPSE GENEALÓGICA DE MIGUEL JOAQUIM DE ALMEIDA CASTRO, O FREI MIGUELINHO:


          1-  FREI MIGUELINHO: NASCEU EM 17 DE NOVEMBRO DE 1768 E FALECIDO EM 12 DE JUNHO DE 1817 COM 48 ANOS DE IDADE.

 " MIGUEL filho legitimo do Capitão Manoel Pinto de Crasto natural de Sam Veríssimo de Valbon Bispado do Porto e de Francisca Antonia Teixeira natural desta cidade, neto paterno de Francisco Pinto de Crasto e de Izabel Pinto de Almeida, naturais de Sam Veríssimo de Valbon Bispado do Porto, e pelo materno do capitão Francisco Pinheiro Teixeira e de Bonifácia Antonia de Mello, naturais desta Freguesia, nasceu aos dezessete de novembro deste presente ano de mil setecentos e sessenta e oito; e foi batizado com os Santos Óleos, nesta Matriz, de licença minha, pelo Reverendo Coadjutor Bonifácio da Rocha Vieira, aos três de dezembro do dito ano. Foram seus padrinhos Francisco Pinheiro Teixeira por procuração do capitão-mor Manoel Dias Palheiros, Dona Angélica Maria e Maria Teixeira; do que mandei, por impedimento meu, lançar este assento em que por verdade me assinei.
             Pantaleão da Costa Araújo, Vigário do Rio Grande."


          2-  PAIS DE FREI MIGUELINHO:
        
          MANOEL PINTO DE CASTRO,  nasceu em 1728, batizado em 15 de fevereiro de 1628 e falecido aos 06 de outubro de 1799, com 71 anos de idade, no Estado do Rio Grande do Norte, e FRANCISCA ANTÔNIA TEIXEIRA, nascida por volta de 1749, casados em 20 de janeiro de 1764.

          MANOEL PINTO DE CASTRO:

          " Aos quinze de fevereiro de mil setecentos e vinte e oito, nesta Igreja de Valbon, o Padre Cura José Rodrigues batizou a MANOEL, filho de Francisco Pinto e de Izabel Pinto de Almeida, do lugar da aldeia desta Freguesia;  foram padrinhos Joze, solteiro, e Roza,  solteira,  e por verdade  fiz o dito assento

                                          O Abte Francisco Ferreira da Silva. "


          MANOEL PINTO DE CASTRO E FRANCISCA ANTÔNIA TEIXEIRA:

  "Aos vinte e quatro de janeiro de mil setecentos e sessenta e quatro, nesta Matriz de Nossa Senhora da Apresentação da Cidade do Rio Grande do Norte, dispensados os nubentes nos banhos, pelo muito Reverendo Senhor Doutor Visitador Manoel Garcia Velho do Amaral, para se casarem depois como consta do despacho que fica em meu poder, com os mais documentos, que tudo ficam em meu poder para os ajuntar aos meus depois de corridos os banhos de vez, não se descobrindo impedimento algum até a hora de seu recebimento, em presença do Muito Reverendo Senhor Doutor Visitador Manoel Garcia Velho do Amaral, e sendo presente por testemunhas, que abaixo assinaram o capitão-mor desta Capitania, Joaquim Felis de Lima, homem casado, e Doutor Provedor da Fazenda Real desta dita Capitania, Manoel Teixeira de Moraes, homem casado, pessoas de mim reconhecidas, fregueses e moradores desta freguesia, se casaram em face da Igreja MANOEL PINTO DE CRASTO, natural da Freguesia de Sam Veríssimo de Valbon, Bispado do Porto, filho legítimo de Francisco Pinto de Crasto e de Isabel Pinto de Almeida, e FRANCISCA ANTONIA TEIXEIRA, natural desta Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação, filha legitima do tenente Francisco Pinheiro Teixeira, e de Bonifácia Antonia de Mello, fregueses, e moradores desta freguesia, e lhes deu as Santas Bênçãos conforme os ritos, e cerimônias da Igreja; de que logo fiz este assento, em que por verdade me assino.
     Miguel Pinheiro Teixeira, Pro vigário do Rio Grande.
      Joaquim Felis de Lima  Manoel Teixeira de Moraes."

  
          3- AVÓS PATERNOS DE FREI MIGUELINHO:


          FRANCISCO PINTO DE CASTRO, nascido em 29 de julho de 1695, e ISABEL PINTO DE ALMEIDA, nascida aos 21 de novembro de 1695, casados em 26 de novembro de 1718, pais de Manoel Pinto de Castro.
      
          “ FRANCISCO, filho de Manoel Pinto, e de sua mulher Elena de Crasto, moradores na Aldeia da Rothea, desta freguesia de São Veríssimo de Valbom, nasceu aos vinte e nove dias do mês de julho de mil e seiscentos e noventa e cinco anos, e  foi batizado nesta Paroquial Igreja de seus pais aos vinte dias do dito mês e ano por mim o Padre Hieronymo Luis Sol Abbde desta dita igreja. foram padrinhos Manoel Pinto e sua mulher Maria Thomé moradores em Pinheiro de quem é desta freguesia, e por verdade fiz este assento, que com as testemunhas abaixo assinei.
                                                           O Padre Hieronymo Luis Sol.
          Roq. Da Maya                                       Manoel Vicita. “ 


           “ IZABEL, filha de Manoel Pinto de Almeida, e de sua mulher Izabel Luis, moradores em Pinheiro da Lem desta freguesia de Sao Veríssimo de Valbom nasceu aos vinte e um dias do mês de novembro de mil e seiscentos noventa e cinco anos foi batizada na Igreja Paroquial dos seus pais aos vinte e três dias do dito mês de novembro, por mim o Padre Hieronymo Luis Sol Abbde desta igreja. foram padrinhos João Thomé de Pinhreiro  de quem é desta freguesia e sua filha Izabel, solteira, que por verdade fiz este assento, que com as testemunhas abaixo assinei
                                                               O Pe. Hieronymo Luis Sol.
         Jzé Seb.ªm                                              Luis Álvaro “


         " Aos seis dias de novembro de mil setecemtos e dezoito anos, nesta Igreja de Valbom, se receberam por palavras de presente, na Forma do Sagrado Concilio Tridentino. e fonte deste Bispado, FRANCISCO PINTO DE CRASTO, filho legitimo de Manoel Pinto de Crasto e de sua mulher Elena de Crasto da Aldeia da Rosea, com IZABEL PINTO DE ALMEIDA, filha legítima de Manuel Pinto de Almeida e de sua mulher Izabel Luis, da Aldeia do Pinheiro todos desta mesma Freguesia, e sendo - lhes publicados os banhos em três dias festivos lhes não santo impedimento  e de como se receberam. Foram testemunhas Manoel Pereira, do lugar  da Rozea, Francisco Fernandes, da Aldeia Nova, e Joam de Souza de Resomondes, e por verdade  fiz este assento que assinei dia mês e era ut supra.

                                                Abbde Francisco Ferreira da Silva ".


            4- AVÓS MATERNOS DE FREI MIGUELINHO:

            FRANCISCO PINHEIRO TEIXEIRA, 2º do nome, nascido por volta de 1730 e falecido em 31 de agosto de 1773, e BONIFÁCIA ANTÔNIA DE MELO, nascida por volta de 1727, e falecida em 04 de fevereiro de 1807 na idade de 80 anos, casados em 12 de maio de 1748, pais de Francisca Antônia Teixeira.

            5- BISAVÓS PATERNOS DE FREI MIGUELINHO:

            A- MANOEL PINTO e HELENA DE CASTRO, batizada aos 06 de janeiro de 1658, pais de Francisco Pinto de Castro.
            B- MANOEL PINTO DE ALMEIDA, batizado em 08 de março de 1654, e a 2ª esposa ISABEL LUIZ, batizada em 04 de junho de 1662, casados em 30 de outubro de 1688, pais de Isabel Pinto de Almeida.

            MANOEL PINTO DE ALMEIDA:
                  
            “ Certifico Dºs Alv. Vrª pároco desta igreja de S. Veríssimo de Valbon que aos 8 dias do mês de março deste presente ano de 1654 o Padre João Oliveira residente no assento desta dita igreja batizou a Manoel, filjo de João de Almeida e de sua mulher Maria Pinta de Pinheiro desta freguesia, e foram padrinhos Anna Correa Nogueira, de Valbon, todos desta freguesia. E padrinho Simão Pinto, da freguesia de Salvador de Fanzeres, e por verdade fiz este assento dia ut supra.
                                                              Dºs Alv. Vrª “.

            ISABEL LUIZ: 

            “ Batizei a IZABEL filha de Sebastião Luís, e de sua mulher Joana Gonçalves, e foram padrinhos Thomé Martins e sua mulher Maria Luis, todos de Pinheiro da quem desta freguesia de São Veríssimo de Valbom em 4 de junho de 662.
                                                               Domingos Almeida. “  

            MANOEL PINTO DE ALMEIDA E ISABEL LUIZ:

            " Aos trinta dias do mês de outubro de mil, seiscentos e oitenta e oito anos, Eu, o Padre Hierônimo Luis Visitador desta Igreja de São Veríssimo de Valbom, assisti ao sacramento do Matrimônio que na forma do Sagrado. Concílio  Tridentino e Constituição do Bispado, entre si receberam MANOEL PINTO, viúvo de Luzia Martins e filho de João de Almeida  e  de sua mulher Maria Pinta, já defuntos, com IZABEL LUIZ filha de Sebastião  Luiz Venno, e de sua mulher Joanna Gonçalves, já defunta,  todos da Aldeia de Pinheiro, desta dita freguesia, foram testemunhas Gaspar Soares da Motta, morador em fonte Pedrinha, João Ptº, Manoel  Gonçalves, Maria P.tª mulher de  João Luís, todos da Aldeia de São Roque, e Manoel Tome e seu filho, João, da Aldeia de Quintella, freguesia de São Cosme, e por verdade fiz este assento e assinei.

                                                     O Padre Hieronymo Luis Sol. "

            6- BISAVÓS MATERNOS DE FREI MIGUELINHO:

            A- FRANCISCO PINHEIRO TEIXEIRA, 1º do nome, natural da Vila de Arrifana, Penafiel, Bispado do Porto, Portugal, batizado aos 08 de agosto de 1678, e MARIA DA CONCEIÇÃO DE BARROS, batizada aos 08 de dezembro de 1694 e falecida em 09 de novembro de 1776, com 82 anos de idade, pais de Francisco Pinheiro Teixeira, 2º do nome.
            B- ESTEVÃO VELHO DE MELO, natural do Estado de Pernambuco,  e  JOANA FERREIRA DE MELO, falecida, em 20 de dezembro de 1731, pais de Bonifácia Antônia de Melo.

            7- TRISAVÓS PATERNOS DE FREI MIGUELINHO:

            A- PAULO MIGUEL e FRANCISCA PINTO, pais de Manoel Pinto
            B- ANTÔNIO MIGUEL e MARIA JOÃO, casados em 07 de maio de 1651, pais de Helena de Castro.
            C- JOÃO DE ALMEIDA e MARIA PINTO, pais de Manoel Pinto de Almeida.
            D- SEBASTIÃO LUIZ e JOANA GONÇALVES, pais de Isabel Luiz.

            8- TRISAVÓS MATERNOS DE FREI MIGUELINHO:

            A- GONÇALO PINHEIRO e MARIA TEIXEIRA, falecida aos 27 de dezembro de 1728, casados aos 03 de novembro de 1673, pais de Francisco Pinheiro Teixeira, 1º do nome.
            B- MANOEL RODRIGUES COELHO e ISABEL DE BARROS, pais de Maria da Conceição de Barros.
            C- AMARO GONÇALVES MACIEL e CATARINA DE SENA, pais de Estevão Velho de Melo.