domingo, 12 de junho de 2016

Ascendentes de Frei Miguelinho

Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com

No próximo ano de 2017, nesta mesma data de hoje, 12 de junho, completará 200 anos que nosso frei Miguelinho foi arcabuzado em Salvador, por conta de sua participação na Revolução de 1817.

Para homenageá-lo, traga para cá algumas informações genealógicas que me foram passadas por um amigo genealogista.

          Prof. João Felipe, veja um resumo genealógico de Frei Miguelinho,

          SINOPSE GENEALÓGICA DE MIGUEL JOAQUIM DE ALMEIDA CASTRO, O FREI MIGUELINHO:


          1-  FREI MIGUELINHO: NASCEU EM 17 DE NOVEMBRO DE 1768 E FALECIDO EM 12 DE JUNHO DE 1817 COM 48 ANOS DE IDADE.

 " MIGUEL filho legitimo do Capitão Manoel Pinto de Crasto natural de Sam Veríssimo de Valbon Bispado do Porto e de Francisca Antonia Teixeira natural desta cidade, neto paterno de Francisco Pinto de Crasto e de Izabel Pinto de Almeida, naturais de Sam Veríssimo de Valbon Bispado do Porto, e pelo materno do capitão Francisco Pinheiro Teixeira e de Bonifácia Antonia de Mello, naturais desta Freguesia, nasceu aos dezessete de novembro deste presente ano de mil setecentos e sessenta e oito; e foi batizado com os Santos Óleos, nesta Matriz, de licença minha, pelo Reverendo Coadjutor Bonifácio da Rocha Vieira, aos três de dezembro do dito ano. Foram seus padrinhos Francisco Pinheiro Teixeira por procuração do capitão-mor Manoel Dias Palheiros, Dona Angélica Maria e Maria Teixeira; do que mandei, por impedimento meu, lançar este assento em que por verdade me assinei.
             Pantaleão da Costa Araújo, Vigário do Rio Grande."


          2-  PAIS DE FREI MIGUELINHO:
        
          MANOEL PINTO DE CASTRO,  nasceu em 1728, batizado em 15 de fevereiro de 1628 e falecido aos 06 de outubro de 1799, com 71 anos de idade, no Estado do Rio Grande do Norte, e FRANCISCA ANTÔNIA TEIXEIRA, nascida por volta de 1749, casados em 20 de janeiro de 1764.

          MANOEL PINTO DE CASTRO:

          " Aos quinze de fevereiro de mil setecentos e vinte e oito, nesta Igreja de Valbon, o Padre Cura José Rodrigues batizou a MANOEL, filho de Francisco Pinto e de Izabel Pinto de Almeida, do lugar da aldeia desta Freguesia;  foram padrinhos Joze, solteiro, e Roza,  solteira,  e por verdade  fiz o dito assento

                                          O Abte Francisco Ferreira da Silva. "


          MANOEL PINTO DE CASTRO E FRANCISCA ANTÔNIA TEIXEIRA:

  "Aos vinte e quatro de janeiro de mil setecentos e sessenta e quatro, nesta Matriz de Nossa Senhora da Apresentação da Cidade do Rio Grande do Norte, dispensados os nubentes nos banhos, pelo muito Reverendo Senhor Doutor Visitador Manoel Garcia Velho do Amaral, para se casarem depois como consta do despacho que fica em meu poder, com os mais documentos, que tudo ficam em meu poder para os ajuntar aos meus depois de corridos os banhos de vez, não se descobrindo impedimento algum até a hora de seu recebimento, em presença do Muito Reverendo Senhor Doutor Visitador Manoel Garcia Velho do Amaral, e sendo presente por testemunhas, que abaixo assinaram o capitão-mor desta Capitania, Joaquim Felis de Lima, homem casado, e Doutor Provedor da Fazenda Real desta dita Capitania, Manoel Teixeira de Moraes, homem casado, pessoas de mim reconhecidas, fregueses e moradores desta freguesia, se casaram em face da Igreja MANOEL PINTO DE CRASTO, natural da Freguesia de Sam Veríssimo de Valbon, Bispado do Porto, filho legítimo de Francisco Pinto de Crasto e de Isabel Pinto de Almeida, e FRANCISCA ANTONIA TEIXEIRA, natural desta Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação, filha legitima do tenente Francisco Pinheiro Teixeira, e de Bonifácia Antonia de Mello, fregueses, e moradores desta freguesia, e lhes deu as Santas Bênçãos conforme os ritos, e cerimônias da Igreja; de que logo fiz este assento, em que por verdade me assino.
     Miguel Pinheiro Teixeira, Pro vigário do Rio Grande.
      Joaquim Felis de Lima  Manoel Teixeira de Moraes."

  
          3- AVÓS PATERNOS DE FREI MIGUELINHO:


          FRANCISCO PINTO DE CASTRO, nascido em 29 de julho de 1695, e ISABEL PINTO DE ALMEIDA, nascida aos 21 de novembro de 1695, casados em 26 de novembro de 1718, pais de Manoel Pinto de Castro.
      
          “ FRANCISCO, filho de Manoel Pinto, e de sua mulher Elena de Crasto, moradores na Aldeia da Rothea, desta freguesia de São Veríssimo de Valbom, nasceu aos vinte e nove dias do mês de julho de mil e seiscentos e noventa e cinco anos, e  foi batizado nesta Paroquial Igreja de seus pais aos vinte dias do dito mês e ano por mim o Padre Hieronymo Luis Sol Abbde desta dita igreja. foram padrinhos Manoel Pinto e sua mulher Maria Thomé moradores em Pinheiro de quem é desta freguesia, e por verdade fiz este assento, que com as testemunhas abaixo assinei.
                                                           O Padre Hieronymo Luis Sol.
          Roq. Da Maya                                       Manoel Vicita. “ 


           “ IZABEL, filha de Manoel Pinto de Almeida, e de sua mulher Izabel Luis, moradores em Pinheiro da Lem desta freguesia de Sao Veríssimo de Valbom nasceu aos vinte e um dias do mês de novembro de mil e seiscentos noventa e cinco anos foi batizada na Igreja Paroquial dos seus pais aos vinte e três dias do dito mês de novembro, por mim o Padre Hieronymo Luis Sol Abbde desta igreja. foram padrinhos João Thomé de Pinhreiro  de quem é desta freguesia e sua filha Izabel, solteira, que por verdade fiz este assento, que com as testemunhas abaixo assinei
                                                               O Pe. Hieronymo Luis Sol.
         Jzé Seb.ªm                                              Luis Álvaro “


         " Aos seis dias de novembro de mil setecemtos e dezoito anos, nesta Igreja de Valbom, se receberam por palavras de presente, na Forma do Sagrado Concilio Tridentino. e fonte deste Bispado, FRANCISCO PINTO DE CRASTO, filho legitimo de Manoel Pinto de Crasto e de sua mulher Elena de Crasto da Aldeia da Rosea, com IZABEL PINTO DE ALMEIDA, filha legítima de Manuel Pinto de Almeida e de sua mulher Izabel Luis, da Aldeia do Pinheiro todos desta mesma Freguesia, e sendo - lhes publicados os banhos em três dias festivos lhes não santo impedimento  e de como se receberam. Foram testemunhas Manoel Pereira, do lugar  da Rozea, Francisco Fernandes, da Aldeia Nova, e Joam de Souza de Resomondes, e por verdade  fiz este assento que assinei dia mês e era ut supra.

                                                Abbde Francisco Ferreira da Silva ".


            4- AVÓS MATERNOS DE FREI MIGUELINHO:

            FRANCISCO PINHEIRO TEIXEIRA, 2º do nome, nascido por volta de 1730 e falecido em 31 de agosto de 1773, e BONIFÁCIA ANTÔNIA DE MELO, nascida por volta de 1727, e falecida em 04 de fevereiro de 1807 na idade de 80 anos, casados em 12 de maio de 1748, pais de Francisca Antônia Teixeira.

            5- BISAVÓS PATERNOS DE FREI MIGUELINHO:

            A- MANOEL PINTO e HELENA DE CASTRO, batizada aos 06 de janeiro de 1658, pais de Francisco Pinto de Castro.
            B- MANOEL PINTO DE ALMEIDA, batizado em 08 de março de 1654, e a 2ª esposa ISABEL LUIZ, batizada em 04 de junho de 1662, casados em 30 de outubro de 1688, pais de Isabel Pinto de Almeida.

            MANOEL PINTO DE ALMEIDA:
                  
            “ Certifico Dºs Alv. Vrª pároco desta igreja de S. Veríssimo de Valbon que aos 8 dias do mês de março deste presente ano de 1654 o Padre João Oliveira residente no assento desta dita igreja batizou a Manoel, filjo de João de Almeida e de sua mulher Maria Pinta de Pinheiro desta freguesia, e foram padrinhos Anna Correa Nogueira, de Valbon, todos desta freguesia. E padrinho Simão Pinto, da freguesia de Salvador de Fanzeres, e por verdade fiz este assento dia ut supra.
                                                              Dºs Alv. Vrª “.

            ISABEL LUIZ: 

            “ Batizei a IZABEL filha de Sebastião Luís, e de sua mulher Joana Gonçalves, e foram padrinhos Thomé Martins e sua mulher Maria Luis, todos de Pinheiro da quem desta freguesia de São Veríssimo de Valbom em 4 de junho de 662.
                                                               Domingos Almeida. “  

            MANOEL PINTO DE ALMEIDA E ISABEL LUIZ:

            " Aos trinta dias do mês de outubro de mil, seiscentos e oitenta e oito anos, Eu, o Padre Hierônimo Luis Visitador desta Igreja de São Veríssimo de Valbom, assisti ao sacramento do Matrimônio que na forma do Sagrado. Concílio  Tridentino e Constituição do Bispado, entre si receberam MANOEL PINTO, viúvo de Luzia Martins e filho de João de Almeida  e  de sua mulher Maria Pinta, já defuntos, com IZABEL LUIZ filha de Sebastião  Luiz Venno, e de sua mulher Joanna Gonçalves, já defunta,  todos da Aldeia de Pinheiro, desta dita freguesia, foram testemunhas Gaspar Soares da Motta, morador em fonte Pedrinha, João Ptº, Manoel  Gonçalves, Maria P.tª mulher de  João Luís, todos da Aldeia de São Roque, e Manoel Tome e seu filho, João, da Aldeia de Quintella, freguesia de São Cosme, e por verdade fiz este assento e assinei.

                                                     O Padre Hieronymo Luis Sol. "

            6- BISAVÓS MATERNOS DE FREI MIGUELINHO:

            A- FRANCISCO PINHEIRO TEIXEIRA, 1º do nome, natural da Vila de Arrifana, Penafiel, Bispado do Porto, Portugal, batizado aos 08 de agosto de 1678, e MARIA DA CONCEIÇÃO DE BARROS, batizada aos 08 de dezembro de 1694 e falecida em 09 de novembro de 1776, com 82 anos de idade, pais de Francisco Pinheiro Teixeira, 2º do nome.
            B- ESTEVÃO VELHO DE MELO, natural do Estado de Pernambuco,  e  JOANA FERREIRA DE MELO, falecida, em 20 de dezembro de 1731, pais de Bonifácia Antônia de Melo.

            7- TRISAVÓS PATERNOS DE FREI MIGUELINHO:

            A- PAULO MIGUEL e FRANCISCA PINTO, pais de Manoel Pinto
            B- ANTÔNIO MIGUEL e MARIA JOÃO, casados em 07 de maio de 1651, pais de Helena de Castro.
            C- JOÃO DE ALMEIDA e MARIA PINTO, pais de Manoel Pinto de Almeida.
            D- SEBASTIÃO LUIZ e JOANA GONÇALVES, pais de Isabel Luiz.

            8- TRISAVÓS MATERNOS DE FREI MIGUELINHO:

            A- GONÇALO PINHEIRO e MARIA TEIXEIRA, falecida aos 27 de dezembro de 1728, casados aos 03 de novembro de 1673, pais de Francisco Pinheiro Teixeira, 1º do nome.
            B- MANOEL RODRIGUES COELHO e ISABEL DE BARROS, pais de Maria da Conceição de Barros.
            C- AMARO GONÇALVES MACIEL e CATARINA DE SENA, pais de Estevão Velho de Melo.

           


sexta-feira, 10 de junho de 2016

Gente que veio para o Seridó I

Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com


Não se sabe, muitas vezes, porque alguns estrangeiros vieram para o Brasil, e muito menos, porque se embrenharam pelo nosso interior mais distante. Encontramos, nos registros do Seridó, pessoas que têm seus ascendentes mais próximos, oriundos de Portugal e de outras localidades do Brasil.
Francisco, branco, filho legítimo de Antônio  da Silva e Soisa, natural da Freguesia de Santo Tirso, do Bispado de Porto, e de Dona Thereza Maria Rocha, natural desta Freguesia de Santa Ana do Seridó, moradores nesta Vila do Príncipe, nasceu aos vinte e dois de setembro de mil oitocentos e cinco, e foi batizado solenemente, com os santos óleos, nesta Matriz, aos trinta do dito mês e ano, pelo Padre José Antônio de Mesquita, de minha licença; Eu fui o padrinho, e Dona Ana Filgueira de Jesus, viúva, foi a madrinha, e declaro mais, que é neto paterno de João da Silva Jaques, e de sua mulher Margarida Dias Fernandes, naturais da dita Freguesia de Santo Tirso, e materna  de Antônio da Rocha Gama, natural da Freguesia de Torre de Moncorvo de Trás-os-Montes e de Izabel  Maria, natural deste Seridó, e para constar fiz este assento que assino. O Vigário Francisco de Brito Guerra.

Antônio, filho legítimo de Félix Gonçalves de Mello, e de Maria Manoela do Nascimento, naturais desta Freguesia, neto paterno  do Capitão Manoel Gonçalves de Mello, natural de Água Santa da Cidade do Porto, e de Dona Joana Maria dos Santos, natural desta Freguesia; neto materno de José Alves dos Santos, também natural desta, e de Maria José, natural de Olinda, nasceu aos sete de maio de 1803, e foi batizada aos 16 do mesmo, de licença minha, na Fazenda Sabugi, pelo Padre Ignácio Gonçalves, e lhe deu os santos óleos; foram padrinhos  o avô materno e Dona Maria Bernarda. O Cura Francisco de Brito Guerra.

Ana, filha legítima de João Fernandes Vieira, natural do Recife, e Juliana Pereira das Neves, desta Freguesia, nasceu aos sete de junho de 1803, e foi batizada por mim, na Fazenda Desterro, desta Freguesia, aos três de julho do mesmo ano, e lhe pus os santos óleos; foram padrinhos  João Marques de Soisa, e Dona Ana Maria do Nascimento. O Cura Francisco de Brito Guerra.

Luis, filho legítimo de Domingos Alvares do Nascimento e de Maria Teixeira da Fonseca, naturais desta Freguesia do Seridó, neto paterno de Antônio Álvares dos Santos, natural desta e Thereza de Jesus, natural da Paraíba, neto materno de Luiz Teixeira da Fonseca, natural do Porto, de Joana Baptista, natural desta Freguesia, nasceu a um de setembro de 1803, e foi batizado a 23 outubro do mesmo ano, na Fazenda Sabugi, pelo Padre Ignácio Gomes de Mello, de licença minha, e lhe pôs os santos óleos, foram padrinhos  o Padre Manoel Teixeira da Fonseca e sua irmã Magdalena Maria. O Cura Francisco de Brito Guerra.


Pensamos, muitas vezes, que os divórcios são coisas recentes, mas, vez por outra, encontramos pessoas divorciadas, nos registros da Igreja.

Severina, filha de Antônia Lourença, natural da Freguesia de Pombal, mulher casada, porém divorciada do seu marido, moradores nos arrabaldes desta Vila, nasceu aos seis de outubro de mil oitocentos e cinco, e foi batizada por mim, nesta Matriz, aos treze do mesmo mês e ano, e pus os santos óleos; foram padrinhos Joaquim de Araújo Pereira, casado, e Gertrudes Maria, solteira, moradores nesta Freguesia. O vigário Francisco de Brito Guerra.

domingo, 5 de junho de 2016

Os Chaves Melo dos Açores e do Brasil


De José Elson  Carvalho de Araújo recebo para divulgação, neste blog, informações sobre seu livro, cuja capa foi aqui anexada:

Prezado professor Felipe,
Participo que publiquei recentemente um livro sobre a genealogia dos “Leite de Chaves e Melo”, que acredito ser de seu interesse.
O livro é dividido em duas partes. A primeira trata dessa família nos Açores, desde seu surgimento, onde são apresentados seus primeiros membros até o aparecimento daqueles que migraria para o Rio Grande do Norte, onde podemos encontrar informações surpreendentes sobre sua gênese.
Na segunda parte o livro trata dos Leite Chaves Melo no Brasil, desde a chegada no Rio Grande do Norte, a migração para o Ceará e posteriormente para o Amazonas.
Se digno for, V. Sa. Poderá divulgar em seu blog, para que seja dado conhecimento a todos os descendentes da família em pauta.

Atenciosamente,

José Elson Carvalho de Araújo.




Os Chaves Melo dos Açores e do Brasil

Apresentação


       A curiosidade do autor acerca dessa família surgiu quando conheceu o Tratado Genealógico da Família Feitosa, e ao constatar sua descendência através do patriarca Antonio Leite de Chaves e Melo, que habitou a antiga povoação de Vertentes, hoje Iapi, no município de Independência. Deparou-se, depois, com alguns trabalhos do genealogista e magistrado Carlos Feitosa, que muito o auxiliaram no entendimento da família Leite de Chaves e Melo do Ceará.

       Na primeira parte deste livro o autor procura sintetizar, de forma didática, o surgimento dos primeiros Chaves e Melo no arquipélago dos Açores, notadamente na Ilha de São Miguel, procurando mostrar o panorama geográfico e humano reinante naquela época.
       Na segunda parte o autor lança mão de todas as informações que conseguiu reunir acerca dessa família no Brasil, com ênfase naqueles que habitaram o Ceará.
       O Autor ao concentrar seus estudos no berço formador da família Chaves e Melo, ou seja, na ilha de São Miguel dos Açores, seus horizontes genealógicos se expandiram além de suas expectativas, com o surgimento de dezenas de ancestrais, alguns procedentes de outros países.
       Diante desse farto ‘manancial genealógico’ onde mergulhou, deixou temporariamente de lado as pesquisas que fazia sobre famílias cearenses, e passou a priorizar essa frente fascinante que surgiu em seu horizonte.
       Encontrou informações surpreendentes, como por exemplo, a sua descendência de bandeirantes paulistas. Imaginem a surpresa do autor ao encontrar como seus ancestrais: Manoel de Borba Gato (9º avô); Fernão Dias Paes Leme (10º avô); e Pascoal Leite Furtado (12º avô), todos, bandeirantes renomados que figuram na história do Brasil.
       Rebuscando mais, além dos Açores, e retornando ao Brasil que nascia, foi encontrar nada menos que o Cacique Tibiriçá (15º avô), um dos fundadores de São Paulo.
       Continuando a genealogia açoriana em sua gênese, o autor encontrou seu primeiro ancestral extra-lusitano, na pessoa do holandês Joss van Hurter (14º avô), primeiro donatário da ilha do Faial.
       No Brasil quinhentista encontrou, ainda, Geraldo Betting (12º avô), um dos primeiros e raros alemães que contribuíram para os troncos de famílias paulistanas.
      Após reunir e consolidar as informações que compõe a primeira parte deste livro, o autor mergulha propriamente no estudo dos Leite de Chaves Melo do Brasil, família que advém de tudo que foi explanado, tendo como principal elo de ligação, a figura de Alexandre José Leite de Chaves e Melo, que chegou ao Brasil em 1785, tendo participado de importantes acontecimentos de nossa história.