segunda-feira, 27 de junho de 2011

Coronel Gonçalo Freyre de Amorim

Coronel Gonçalo Freyre de Amorim
João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN e membro do IHGRN e do INRG
Os Freire de Amorim começam a aparecer nos registros da Igreja, aqui do Rio Grande do Norte, no começo do século XVIII. O capitão Theodósio Freire de Amorim foi padrinho de dois filhos do capitão Antonio Dias Pereira e Maria Gomes, como também de Catharina, em 1704, filha de Domingos da  Silveira e Catherina de Amorim. Pelo que se observa nesses registros, ele deveria ser solteiro na época e, talvez, irmão de Maria Gomes e Catharina Amorim. Em 1727, encontramos um registro onde aparece como esposa do já Coronel Theodósio Freire de Amorim, Dona Damásia Gomes da Câmara.
Uma filha de Theodósio e Damasia, de nome Antonia Freire de Amorim, casou, em 1741, com Manoel de Araújo Correa, filho de Salvador de Araújo Correa e Izabel Rodrigues Santiago, povo lá de Utinga.
Entre os registros do início do século XVIII, encontramos os seguintes batismos, de filhos de Domingos da Silveira e Catharina Amorim, além do já citado de Catharina: Estevão, em 1702, tendo como padrinhos o capitão Gaspar Freire de Carvalho (filho do sargento-mor Manoel da Silva Queiroz) e Maria Gomes, mulher do capitão Antonio Dias Pereira; José, em 1708, tendo como padrinhos o sargento-mor Manoel da Silva Queiroz e Capitão Antonio Dias Pereira
Anna da Silveira, outra filha de Domingos da Silveira e Catharina Amorim, casou, em 1735, com Sebastião Dantas Correa, filho dos portugueses de Ponta de Lima, José Dantas Correa e Izabel Pimenta da Costa. Esse Sebastião deve ser um dos irmãos de Caetano Dantas Correa, lá do Seridó.
 Mas, um dos personagens que aparece, posteriormente, em diversos registros da Igreja, é o Coronel Gonçalo Freyre de Amorim, também, filho de Domingos e Catherina, citados acima. Um dos padrinhos de Ignácia, filha de Antonio Dias Pereira e Maria Gomes, em 14/08/1711, chamava-se Gonçalo Freire. Entretanto, ele só aparece uma vez nesse livro de registro. Talvez fosse irmão de Theodósio. Não deve ser o filho de Domingos.
 Em um registro de assentamento de praça, encontramos: Gonçalo Freyre da Silveira, filho do capitão Domingos da Silveira, natural desta Capitania do Rio Grande, de idade de dezesseis anos, pouco mais ou menos, mediana estatura, cor trigueira, cabelo acastanhado, e corredio, cara comprida, olhos pequenos e pretos, senta praça nesta companhia do capitão Matheus Mendes Pereira, por sua vontade e mandado do Governador e Capitão General de Pernambuco, Duarte Sodré Pereira Tibao e Vedor Geral, o capitão Domingos da Silveira, em treze de novembro de 1732.
Em sete de maio de mil setecentos e quarenta e oito ano, pela novas ou dez horas, pouco mais ou menos, na presença do capitão Francisco Dinis da Penha e do capitão Angelo Ferreira da Rocha, o Reverendo João Gomes Freire (devia ser da família de Gonçalo) casou o tenente Gonçalo Freire, filho de Domingos da Silveira e Catherina de Amorim, na época defunta, com Izabel Francisca Rodrigues, exposta na casa do padre Domingos Rodrigues Tilloens.
Dona Izabel Francisca Rodrigues faleceu em cinco de dezembro de 1761, com a idade de 34 anos, pouco mais ou menos. Na época, Gonçalo era Coronel.
Um assentamento de praça dá notícia de um filho do Coronel Gonçalo com mesmo nome do pai: Gonçalo Freire de Amorim, filho do Coronel Gonçalo Freire de Amorim, da cidade do Natal, branco, casado e morador nesta Ribeira do Assu, estatura ordinária, seco de corpo, olhos encovados, cabelo corredio, de idade de trinta e um anos, assentou praça em revista de 27 de julho de mil setecentos e oitenta e nove. Ele deve ter nascido por volta de 1758.
Catherina Freire de Amorim, filha de Gonçalo e Izabel, casou com Paschoal Gomes de Lima, filho de Hipólito de Sá Bezerra, português de Vianna, e Joanna Bezerra de Albuquerque e, em 21/7/1875, batizou o filho Hipólito, sendo padrinhos José de Araújo Pereira e Izabel Gomes. Em 1/6/1780, batizou Gonçalo Freire de Amorim, mesmo nome do avô. Este Gonçalo casou em 7/02/1802, com Maria Freire de Amorim, filho de José Correa de Sousa e Izabel Francisca Rodrigues
 Manoella Freire de Amorim, outra filha de Gonçalo e Izabel,  casou com João Pedro de Sá Bezerra, filho de Hipólito de Sá Bezerra e Joanna Bezerra de Albuquerque e, em 2/6/1875, batizou Domingos.
Outro filho de Izabel e Gonçalo que aparece com freqüência nos registros é Domingos Rodrigues da Silveira. Ele foi casado com Joanna Maria Bezerra, filha de Antonio José de Lemos (Porto Calvo) e Anna Maria Bezerra.  Domingos e Joana tiveram duas filhas com nome de Catharina, uma nascida em 1779 e outra em 1783. Uma delas, de nome Catharina Francisca Amorim, casou, em 24/04/1805, com Antonio Fernandes da Costa, filha de Manoel Fernandes da Costa e Anna Gomes.  Em 1776, nasceu Claudia, batizada no mesmo ano e tendo com padrinhos os avós, de cada lado, Gonçalo Freire de Amorim e D. Anna Maria Bezerra. Uma filha de Domingos Rodrigues  e Joanna, que teve o nome da avó Izabel Francisca Rodrigues, casou, em 2/10/1802, com José da Silva, filho de José Rabello Leão e Bernarda de Santa Rosa.
Em 23 de novembro de mil oitocentos e trinta e quatro, lá na Fazenda Saco, da Freguesia de Santa Anna do Matos, João Freire de Amorim casou com dona Damásia Lopes Viégas. Ele filho de Gonçalo Freire de Amorim e Josefa Francisca da Costa, falecidos; ela filha de Guilherme Lopes Viégas e Izabel Maria da Conceição, falecida. Esse Gonçalo não consegui identificar dentro da cadeia genealógica dos Freire de Amorim, por conta das repetições constantes que aparecem nas descendências. Talvez seja o que sentou praça no Assu,  em 1789, filho do coronel Gonçalo Freire de Amorim e neto de Domingos da Silveira. Essa Damásia era neta do fundador de Angicos, tenente Antonio Lopes Viégas, e tinha o mesmo nome de uma tia que morreu solteira.