segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Domingos João Campos, tetravô de João Café Filho (II)



João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN, membro do IHGRN e do INRG
Escreveu João Bosco, pesquisador da família Fernandes Campos, em seu discurso de posse no IHGRN: dos filhos do casal Domingos João e Rosa Maria, Manoel Fernandes Campos foi o terceiro filho, a ele coube ser o testamenteiro dos bens deixados quando do falecimento dos seus pais. Manoel foi batizado em Jundiaí, no dia 22 de julho de 1749, por duas vezes eleito vereador em Natal, e ainda moço foi sargento-mor, morava na sua propriedade no lugar Socavão, próximo ao Jundiaí, onde era grande produtor de farinha. Por motivos que não sabemos explicar, por falta de documentação, Manoel nunca casou, porém constituiu família com a jovem Mariana da Costa, filha de Antonio de Melo de Oliveira e Clara Rabelo Vieira, de origem cearense.
No artigo anterior, mencionamos o batismo de uma filha de Manoel Fernandes Campos e de Antonia Maria Mendonça, em 1767. Em 1774, já sargento-mor, ele foi padrinho de uma sobrinha, sendo apresentado como solteiro. Em 1786, Luisa Fernandes, filha natural dele com Damasia Rodrigues da Silveira, casa com Eugenio Ferreira de Lima, filho natural de Matheus Rodrigues da Silveira e Anna de Nis. Em 1835, uma neta dele, Damasia Fernandes Campos, filha de Eugenio e Luisa, casa, na Matriz de São João Batista do Assú, com Felis Pereira da Silva, filho de José Pereira da Silva e Florência Maria de Jesus. Lá no Assú, encontramos três filhos de Felis e Damásia que foram batizados, dois na capela de São José das Oficinas e um na Fazenda Morro.
Mas, é do relacionamento de Manoel Fernandes Campos e Mariana da Costa que nasce Lourenço Fernandes Campos, que herdou o nome de um tio. Lourenço casou no dia 7 de abril de 1830, na Matriz de Nossa Senhora da Apresentação com Josefa Thereza das Virgens, filha de Manoel Ignácio Barbosa e Florência Maria de Nazaré. Diz João Bosco que desse Lourenço pouco informação obteve, apenas que teve um filho de nome Lourenço Fernandes Campos Junior, que casou em 8 de maio de 1851 com Feliciana Joaquina Rangel, filha do casal Boaventura Dias de Sá e Felícia Joaquina Rangel. Feliciana e Felícia devem descender de outra Felícia Joaquina Rangel, filha de Valentina, irmã de Catharina Peralta Rangel.
Segundo João Bosco Campos, Lourenço substituiu Junior por Café, pelo fato de ter ele plantado café em uma de suas propriedades. Ganhou prestígio na sociedade natalense e foi padrinho de muitas crianças, principalmente na capela de Canabrava, em Macaíba. Do seu casamento com Feliciana não encontrou filhos, porém teve vários filhos naturais com Felisminia Carolina de Moura Soares. Foram eles Joaquim Fernandes Campos Café, casado em 1888 com Maria Soares Leite; Tertuliano Fernandes Campos Café, residente em Macaíba e casado com Francisca Gomes da Silva; José Joaquim Moura Café, residente em Natal, e casado com Maria Amélia Cordeiro; Enéas Fernandes Campos Café, casado em Natal, mas que foi residir no Pará; e, por último, João Fernandes Campos Café.
 João Fernandes Campos Café nasceu no dia 16 de abril de 1865, tendo casado duas vezes. Não há informação de quando casou, nem o nome da primeira esposa. A segunda vez casou com uma sobrinha da primeira mulher. Chamava-se Florência Amélia Campos Café, nascida em 1 de novembro de 1877 e falecida em 14 de agosto de 1944. Foi Administrador da Fazenda Jundiaí, Encarregado do Serviço de Fiscalização de Rendas da Ribeira, pertenceu a Maçonaria e fundou a Igreja Presbiteriana Independente, aquela da Rua João Pessoa, em Natal. Faleceu em 1931.
Do casamento com Florência Amélia Campos Café nasceram os filhos Maria e Luiz, que faleceram com poucos dias de nascido, João Fernandes Café Filho, Alice Fernandes Café, Alzira Fernandes Café e Jessé Fernandes Café.
João Fernandes Café Filho, que nasceu em 03 de fevereiro de 1899, alterou, oficialmente, seu nome para João Café Filho, no ano de 1933.
No nosso blog http://putegi.blogspot.com postamos um artigo de Marcos Pinto, sobre descendentes de José Fernandes Campos, lá em Apodi, bem como informações colhidas por um colega genealogista dos ascendentes, em Portugal, de Domingos João Campos.
Esperamos que o livro de João Bosco Campos sobre Domingos João Campos seja publicado o mais breve possível, pois ele deve conter mais informações sobre esse português de Viseu.
Aqui uma imagem do batizado de Bernardo, filho de Domingos João e Rosa Maria





3 comentários:

  1. Meu Avó era João Fernandes Campos nascido em 1898, será que tem algum parentesco pois viveu em Natal, vindo do Ceará!

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    1. Esqueci de mencionar, o Pai dele era Manuel Fernandes....

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  2. Olá. Bom dia. Primeiramente quero afirmar que tenho como publicar e fazer marketing deste livro com muito carinho. Me sinto honrada, pois minha mãe era filha do Joaquim Fernandes Campos e Iria Rosa de Jesus. Ela, a vida toda com muito orgulho não se cansava de falar neles, na fazenda de Café no Pari em S. Paulo, na família toda espalhada pelo interior de SPaulo, por Minas, já divisa com SP, em S José dos Campos,
    Campos do Jordão, etc. Uma vez somente fui atrás, eu devia ter uns 16 anos, achei parte da família em São Bento do Sapucaí e Santa Rita do Passa Quatro. Me procure que ajudo com o livro. Abraços
    Diana Lima
    diana.agenteliteraria@gmail.com

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