Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com
Atendendo pedidos do amigo Marcos Pinto, posto mais imagens de assentamentos de índios Paiacus da Missão do Reverendo Padre Phelipe Bourel.
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segunda-feira, 1 de setembro de 2014
domingo, 17 de agosto de 2014
Cariris ou Cararis = Um assento de praça
Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com
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Há muito que escrever sobre a História do Rio Grande do Norte, embora muitos documentos já desapareceram e outros continuam enfurnados em ambientes de pouco acesso por parte das pessoas. Quem cuida de levar mais conhecimentos para as pessoas? De quem é a obrigação? Por que todos os órgãos que detém informações da História do Rio Grande do Norte não facilitam o acesso e a divulgação desses documentos?
Encontramos muitos assentamentos de praça no IHGRN, que já deveriam ter sido digitalizados. Nossos índios e negros, também, fizeram parte da nossa força de defesa.
Segue um assento de praça de um índio em 1699.
No documento acima está escrito, que : Manuel, tapuio forro da nação Cararis tem sua Aldeia na jurisdição da capitania da Paraíba, senta praça de soldado nesta companhia desde 22 de outubro de 1699 anos. E vence mil oitocentos e sessenta e seis de soldo por mês, na forma do assento do Conselho da Fazenda. Lançado no livro 2º a folha 79 verso, e não vencerá mais coisa alguma. Manuel Gonçalves Branco.
Na parte superior consta que houve baixa, por ter falecido em 4 de agosto de 1706. Queiroz
Na parte superior consta que houve baixa, por ter falecido em 4 de agosto de 1706. Queiroz
segunda-feira, 5 de maio de 2014
Convite do Dr. Nilton Mendes
CONVITE
![]() |
| Dr. Nilton Mendes |
Local: Academia Norte-rio-grandense de Letras
Rua Mipibu, nº 443, Petrópolis
Natal, RN
Horário: 19 horas
A renda da venda do livro se destina a obras sociais.
terça-feira, 11 de março de 2014
João de Barros, Pirangi e o Porto de Búzios, 1564
João Felipe da
Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN,
membro do IHGRN e do INRG
Muitos documentos escritos, da História do
nosso Brasil, encontram-se submersos em vários arquivos públicos ou privados,
daqui e d’além mar. Encontro no nosso IHGRN um livreto, de apenas 30 páginas,
de autoria do historiador natalense, Guarino Alves, com o título: Capitanias
Hereditárias ou dissertações sintéticas de um historio-geógrafo, editado em
Fortaleza. Traz informações muitas ricas para a História do Rio Grande do
Norte. Entre outras obras desse autor, cito: Pequena história do Cabo de São
Roque; Origem do nome histórico “Ponta do Mel”; João Rodrigues Colaço; O Verde
Potengi e Designação amerígena da Ponta do Calcanhar.
Nesse livreto, um dos títulos é:
Considerações sobre o Porto dos Búzios que transcrevo para cá:
Escritores cearenses trouxeram à baila a
ideia de uma fronteira na capitania dos Potiguares pela ponta dos Búzios. O Sr.
Thomaz Pompeu Sobrinho, por exemplo, diz, a propósito, o seguinte:
“Num documento curioso, “certidão referente a
uma questão de limites da capitania de João de Barros”, de 3 de março de 1564,
publicado por Antonio Baião, em 1917, verifica-se que o ponto lindeiro entre a
capitania do feitor da casa da Índia, e a de Itamaracá não era a baía da
Traição e nem o lugar dado por Gabriel Soares, porém uma ponta de terra que
devia passar obra de meia légua do porto dos Búzios, o qual ancoradouro fica na
barra do rio que os potiguares chamavam Pyramgipepe, segundo o mencionado
documento, isto é, Pirangi. Realmente, deste ponto as 100 léguas vão terminar
na enseada da Curimicoara, a Angra dos Negros dos antigos mapas.”
A questão de limites surgiu em consequência
de o capitão de Itamaracá, João Gonçalves, haver explorado, sem mandado de ninguém,
a costa vizinha à de Dona Isabel Gambôa, sucessora de Pero Lopes de Sousa.
Houve protesto de Antonio Pinheiro, Procurador de João de Barros, na Vila dos
Cosmes de Igaraçu, no dia 3 de março de 1564:
...”ho dito porto dos Búzios que pela língua
dos imdios se chama Piramgypepe está fora da demarcação de dona Isabel e está
na capitania e terra do dito seu constituinte he e seu he estaa de posse delle
de muitos hanos há esta parte e como tal lho teve arremdado por certos hanos a
Martim Ferreira de São Vicente e que ho houve de Pero de Goes comprado e que
sempre ho dito seu constituinte deu licenças pera o dito porto em seus
procuradores nesta terra arrendarem por as ditas licenças em dinheiro e
escravos e em búzios.”
Conseguintemente, o protesto por si já mostra
o direito de João de Barros.
Desde quando se explorava o Porto dos Búzios?
No dia 3 de março de 1564, Antonio Pinheiro,
Procurador daquele muito distinto e erudito fidalgo, arrolou quatro
testemunhas, Manoel Fernandes, Fernão d’Holanda, Gonçalo e Bartolomeu Royz, e a
4, as inquiriu Manuel Pereira, em presença do Juiz Ordinário, João Fernandes.
Ficou esclarecido que o Porto pertencera a Pero de Góis, fora arrendado depois
a Martim Ferreira, e que ali se coletava búzios desde aproximadamente vinte
anos: “ave rahobra de vinte anos pouco mais ou menos”, disse perante o Juiz a
testemunha Bartolomeu Rodrigues.
Segundo o depoimento de Manoel Fernandes, o
fidalgo Pero de Góis “vendera o porto dos búzios que era seu com dez léguas de
costa ao dito João de Barros, feitor da Casa da Índia, dizendo que lhas dera
por quinhentos cruzados.”
Ignora-se a data dessa transação, mas é
posterior à da donatária de Barros. Significa que Pêro de Góis já era dono do
lugar muito antes da Carta de doação ao Feitor da Casa da Índia. E sendo assim,
pergunta-se: em que ano adquiriu Pero de Góis as dez léguas de costa? Ninguém
sabe, e no entanto há uma passagem em Frei Vicente do Salvador, dizendo isto:
“Em companhia de Pero Lopes andou por esta
costa do Brasil Pedro de Góis, fidalgo honrado, muito cavaleiro, e pela afeição
que tomou à terra pediu a El-Rei D. João que lhe desse nela uma capitania, e
assim lhe fez mercê de cinquenta léguas de terra ao longo da costa ou aos que
se achassem donde acabassem as de Martim
Afonso de Sousa, até que entestasse com as de Vasco Fernandes Coutinho.”
Ora, as viagens costeiras de Pero Lopes são
de 1531-1532. A escolha e apossamento do Porto dos Búzios por Góis vem,
portanto, dessa época, e feitos pelo que se deduz, à revelia do rei, já que a
capitania oficial de Pero de Góis, estava encravada no sul do país. Dessarte, é
de supor-se que acontecera o seguinte: doada a Costa dos Potiguares a João de
Barros e Aires da Cunha, da Baía da Traição até a Angra dos Negros, viu-se
empenhado o ilustre Feitor da Casa da Índia, em indenizar a Pero de Góis, pelas
dez léguas do Rio Grande, na importância de quinhentos cruzados; e, posteriormente,
arrendou-o a Martim Ferreira, sócio de Pero de Góis, em aventuras comerciais.
Fica bastante explícito que a questão de
limites verificada na Vila dos Cosmes de Igaraçu não retifica os termos da
Carta de doação da capitania de João de Barros e Aires da Cunha, nem deixa
supor que a fronteira primitiva, segundo o critério adotado por alguns
escritores cearenses, se fazia pela Ponta dos Búzios.
Como fronteira “primitiva”, se esta começou
com a Carta de doação de 1535, na Baía da Traição? Como fronteira “primitiva”,
se a nesga de costa de Pêro de Góis não se entrosara no sistema de doações de
capitanias hereditárias? O fato é que a “estação” balneária de Pero de Góis vem
dando margem a ideias fantasiosas. Aqui termina o texto de Guarino.
Esse Antonio Baião, citado acima, foi Diretor
do Arquivo da Torre do Tombo e sócio correspondente da Academia das Ciências de
Lisboa, e o título do seu livro que contém o documento curioso a que se refere
Thomaz Pompeu é: Documentos inéditos sobre João de Barros. Há cópia no IHGRN.
Acredito que o francês João Lostau já atuava
nessa área, que foi de Pero de Góis, antes de receber suas sesmarias, a partir
de 1601.
| Trecho do Rio Pirangi, do outro lado da ponte |
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Joaquim Fabrício Gomes de Souza
Joaquim Fabrício Gomes de Souza
Por João Felipe da Trindade,
ex-aluno e ex-professor do Atheneu
Procurei
maiores informações sobre o professor Joaquim Fabrício Gomes de Souza, em
antigos jornais da Hemeroteca Nacional. Sua vida não foi fácil.
Fui
encontrar seu óbito em um jornal do Pará, “República”, que noticiava que tinha
falecido Joaquim Fabrício Gomes de Sousa, rio-grandense do norte, pardo, 45
anos de insuficiência mitral. Seu sepultamento foi no dia 2 de maio de 1900, no
cemitério Santa Isabel.
Em março
de 1877, a “Gazeta de Notícias” informava sua chegada ao Porto do Rio de
Janeiro, e nesse mesmo ano iniciava seus estudos na Academia Imperial de Belas
Artes, onde foi premiado, por diversas vezes, com menção honrosa e medalha de
prata, até a conclusão do curso.
Nos seus
contratos para servir no Internato do Imperial Colégio Pedro II, como coadjutor
de desenho, eram seus endereços, primeiramente, R. General Câmara, 141, e,
posteriormente, Largo de São Domingos, 8, sendo um desses contratos do ano de
1882. Foram renovados, pelo menos, até 1886.
Em 1891
foi eleito sócio benemérito do Liceu Engenho Velho, pelos serviços prestados.
Pelos
relatórios dos Governadores, descubro que foi contratado para reger por 3 anos
a cadeira de Desenho, do Atheneu, em maio de 1893, tendo rescendido o contrato
em abril de 1895, por ter sido nomeado auxiliar técnico da Comissão de
melhoramento do Porto de Natal, no começo de 1895. Em outubro, desse mesmo ano
de 1895, foi exonerado.
Foi
novamente contratado em setembro de 1896 para a cadeira de Desenho e
Caligrafia, do mesmo Atheneu, por mais três anos. Em abril de 1897 recebeu uma
licença de três meses para tratar da saúde.
Em um
artigo no Diário do Natal, datado de 1907, seu ex-aluno, no Rio de Janeiro, o
polivalente Raul Pederneiras, caricaturista, escritor, advogado, delegado de
polícia, professor de Faculdade, escreveu, sob o título “Um Vencido”:
Conheci-o no seu tugúrio modesto,
em uma carunchosa mansarda do Largo de S. Domingos, vivendo a vida de isolado,
em concentração talvez de incompreendido.
Vivia de lições particulares de
desenho, e de um ou outro retrato a óleo, que a burguesia balofa lhe
encomendava, de onde em onde.
Pobre, paupérrimo, com a sua
infalível sobrecasaca surrada, mas limpa, o seu chapéu de abas largas, afogado
na vasta cabeleira negra, e seu perfil de filho do norte, tipo legítimo de
caboclo, amorenado e simpático, fazia transparecer um quê de bondade,
destacando-se no olhar inteligente e vivo o brilho da audácia incubada, de
concepção por vir.
Raramente ria, e quando, no seu
mister de professor de desenho aturando as minhas aquarelas ao ar livre ouvia uma pilhéria inócua ou uma barbaridade
de trocadilho, franzia levemente os lábios, em um gesto bondoso de aplauso,
para logo depois cerrar o sobrecenho e concentrar-se no trabalho.
Fôra meu primeiro mestre, e como
tal achava o discípulo rebelde, desobediente, revoltado. Censurava
continuamente a caricatura, chegando a proibi-la por prejudicial ao desenho,
mas no fundo, intimamente, deixava-se ficar, mudo, observador, horas e horas
apreciando as primeiras manifestações de minhas “charges” e de meus “calungas”,
e terminava por ceder, dizendo que isso era “veia”, era “tendência, que não
conseguia evitar.
Um ano a fio, depois de deixar a
Escola de Belas Artes, tinha eu visita hebdomária desse concentrado mestre que
vinha ver o estado de adiantamento do discípulo, estabelecendo um método que me
parecia seu, unicamente seu no mistifório dos métodos que
pululavam então. Não admitia cópia de estampa, pois, para ele desenhar bem, era
ver bem, cópia de estampa era escravizar estilo e reproduzir o que outrem via.
Dava preferência para os estudos do natural, para a observação dos objetos e
para o fogo das expressões. Forte em anatomia, atirava no papel a “grafite”, em
bosquejo certo as contexturas musculares do corpo humano, ou as articulações
nervosas de uma rã. Em perspectiva, dizem possuir um livro precioso, adotava um
sistema prático e de eficácia provada, que fez nomeada nessa época.
Ganhei, em um ano de
aprendizagem, o que não me proporcionara um lustro de trabalho maquinal sem
orientação, na escola, onde o lente se limitava a corrigir e passar adiante sem
proferir palavras.
Mais tarde, o caboclo
desaparecera, não mais dando notícias suas. Saudoso, fui procurá-lo na mansarda,
estava deserta. Indaguei dos amigos e conterrâneos; nem uma notícia certa,
apenas a indicação vaga de que partira para o norte.
Soube depois, pelos seus colegas
de turma, que rompera na arte como uma revelação completa e subitamente desaparecera
na concentração intima de incompreendido, procurando evitar sempre as
companhias, as reuniões, as palestras, cenobita do espírito enclausurado na
ermida branda do silêncio.
Nada deixou definitivo, apenas
há, aqui e ali, um ou outro estudo acadêmico, de composição severa e tonalidades
seguras.
Passou-se o tempo, a caricatura
venceu-me, empolgou-me, e quando, nas horas de lazer, bem raras, atiro-me à
fantasia das aquarelas, evoco saudosamente o bom Fabrício Gomes, a cabeça
leonina, fronte larga e serena, onde sob um moreno jambo parecia brilhar a
concepção esmagada pelas vicissitudes do sofrer terreno. E até hoje ninguém
mais soube dele, de seu destino, de seu pouso, mas deixou no espírito dos que
sentem a saudade perene de seu temperamento exótico, alheia a vida burguesa,
refratário às convenções triviais, alimentando intimamente contra a indiferença
mudana, a chama do ódio vivificante, como dizia Pompeia – “não do ódio mau, que
ofende e vitima, mas do ódio que reage, do ódio que reivindica, do ódio que
reclama, do ódio santo, que é uma forma militante de amor”.
A
redação do Diário do Natal comentou sobre o escrito acima de Raul Pederneiras: o Fabrício Gomes, a que se refere o ilustre
escritor deve ser o nosso malogrado conterrâneo Joaquim Fabrício Gomes, falecido
há anos no Pará na mais extrema pobreza, deixando aqui mulher, que ainda
existe, e um ou dois filhinhos. Joaquim Fabrício estudou na Escola de Belas
Artes do Rio a custo da antiga Província, que depois retirou-lhe a subvenção.
Depois do diploma pela Escola aqui voltou, já na Republica, e casou-se. Não
tinha conseguido colocar-se e nada fazendo aqui foi para Belém, onde faleceu na
maior indigência.
Na
verdade, Joaquim Fabrício trabalhou vários anos, antes de vir para Natal. Raul
Pederneiras voltou a escrever sobre o Professor, no Jornal do Brasil, do ano de
1913, com o título de “Conselhos inúteis”.
Era o título do canhenho deixado
por Fabrício Gomes, o misterioso artista caboclo, que foi o nosso primeiro
mestre de desenho. Entre os raros manuscritos inéditos que deixou consta-nos
que havia um bem trabalhado opúsculo sobre perspectiva linear aérea e alguns
versos pobres.
Somente conseguimos alcançar um
punhado de laudas de papel com o título que encima estas linhas.
O artista ingratamente esquecido,
desfavorecido de fortuna, atirado ao limbo do menoscabo, habitava uma
água-furtada do largo de São Domingos, onde três vezes por semana íamos
buscá-lo para o estudo das paisagens e aquarelas ao ar livre.
Certa vez descobrimos sobre o
travesseiro as laudas de papel. Mestre Fabrício quis escondê-los; “não
prestavam”.
Eram apontamentos, conselhos,
notas para os que desejam viver “tranquilos e seguros”. Instado, rogado,
afinal, cedeu, para que passássemos a limpo as suas notas.
É delas o punhado de conselhos
que aqui transcrevemos, e onde se poderá observar algo do formoso talento desse
artista quase ignorado hoje; talento aliado a um pessimismo e a uma ironia fora
do vulgar. São dele as observações que publicamos, para que um dia seja feito a
justiça sobre o seu talento, que alguns zoilos tentaram depreciar.
“Serão inúteis estes conselhos.
Serão. O certo é que os fiz para mim, e se algum dia virem a luz da grande publicidade,
terão o belo consolo de não serem atendidos nem obedecidos.
Fica-me o orgulho da exceção.
Ainda bem. Poucos poderão dizer outro tanto, presos aos laços da convenção e do
preconceito, sem mais formalidades.
Observei demasiado a vida dos
homens e das coisas e as notas esparsas dirão talvez que alguém houve com
coragem inaudita de opinião própria.
Pouco importa a opinião dos
outros, o exame, a análise dos terceiros – sou de minha escola e de meu pensar,
e sigo adiante.
- Quando tiveres algum dinheiro
na algibeira, a ninguém convides para qualquer gasto.
Deixa correr livremente o barco
da situação. O dinheiro à ufa dar-te-á amigos e admiradores de ocasião. Passado
o período das espigas gordas, dos amigos e admiradores, não encontrarás um só
para semente.
- Subiram o preço da xícara de
café. Dificuldades do tempo assim o exigem. Para resolver o problema, comprima-se
o contribuinte.
Um quilo da rubiácea dá umas
setenta xícaras e resolve o problema econômico e onzeneiro do fornecedor – É
assim a economia política: traz sempre a felicidade... para os outros.
- Em matéria de arte, despreza
sempre as questões de escola. Dize que tudo está muito bem e muito bom. No dia
em que notares o mais leve senão em um trabalho artístico terás a certeza de um
inimigo pelas costas.
- Todavia se não tens veia para a
crítica, se de nada entendes não percas a esperança. Faze-te de critico de arte
teatral, que é a maior legião dos pobres de espírito e o consolo supremo dos
que nada entendem.
- Quando alguém perorar com
gravidade de atirar para contrapeso citações perdidas de autores massudos,
acredita, dá toda a fé ao que ouvires e ficarás sendo tão erudito como o alguém
que te azucrinou o ouvidos e a paciência.
- Foge de ouvir a leitura de
sonetos no meio da rua e dos cães que dormem nas soleiras do casario dos
arrabaldes, são dois males que quase sempre se repetem quando nos atacam.
- Nunca invejes o ricaço ou o
graúdo do “parvenu”, se tiveres talento. Orgulha-te com a independência do
espírito, pois é fácil alcançares o que possui o ricaço e é impossível ao
ricaço alcançar o que possues.
- Se tens talento, lapida-o e
guarda-o com santidade. Ele chega a inquietar a própria tirania. Se esta é fraca, há de temê-lo como uma
força; se ela é forte há de aborrecê-lo e odiá-lo como uma liberdade.
- A mulher que de tudo se ri, ou
não tem o juízo seguro ou então é possuidora de magníficos dentes. É a menos
perigosa das mulheres, a que se ri, porque o riso é desarmamento geral dos maus
instintos, das más paixões.
- Não sei quem disse que se
considerava estulto quando olhava para si próprio e se considerava de muito
valor quando se comparava aos outros. Por isso, é que eu me sinto modesto e
parvo quando me concentro, mas sinto em mim um vigoroso atleta de sentimento e
de ideias quando vejo em torno os conselheiros de Estado e os críticos de arte.
- Em arte plástica,
principalmente em pintura, a dificuldade não está na execução e no sentir do
artista, está na improvisação que a obra deve causar ao público. Quem assim não
pensar que se meta entre quatro paredes e não apareça ao mundo.
- Devo o êxito de minhas ações
aos conselhos que não recebi de pessoa alguma. Fico-me muito obrigado por isso
e dos meus conselhos neles espero que ninguém se aproveite.
- Se a ociosidade é a mãe de todos
os vícios, a burocracia deve se avó. Não há exemplo, em terra latina, de uma iniciativa
e intensidade de vida no regimento colossal dos parasitas sociais.
Dou-me muito bem com todos os que
não se dão comigo. Ao menos esses, foram sempre a favor da justiça a meu
respeito. Os outros, os que me conhecem, tem sempre um “mas” a acrescentar às
bondosas referências.
- Quando alguém, para definir
qualquer coisa, começa pelas palavras: “por exemplo” – cuidado com ele, não tem
certeza do que diz ou não está senhor da praça na matéria.
- Procure ser útil a ti e aos
teus se os tiveres. Aos demais procura utilidade que se transborde em seu
benefício. Dirás que é um conselho egoísta. Mas que é o altruísmo senão o
próprio egoísmo transbordante?
- Na monografia das artes
liberais há dois capítulos tremendos. O primeiro é da iniciativa, o segundo o
da capitulação.
- Fazer o bem pelo bem que nos
sabe é preferível ao desejo de fazer o bem pela recompensa que possa advir. O
primeiro ato é um egoísmo são, forte, duradouro; o segundo ato é um epilogo ...de
caráter.
Muitos, muitos outros conselhos
deixou Fabrício dos papéis perdidos, e se não fora o seu gênio dispersivo e irrequieto,
talvez admirássemos uma obra mais sólida, vigorosa, ponderada, que pudesse
mostrar com toda verdade o quanto de valor e de merecimento possuía o artista
quase ignorado, infeliz e bem depressa esquecido.
Joaquim
Fabrício Gomes de Sousa e sua esposa D. Idalina Leopoldina de Sousa gerou, o
também professor do Atheneu, Israel Nazareno de Sousa, nascido aos 3 de julho
de 1897, na Rua Santo Antonio, nº 796.
P. S. Este artigo foi publicado no livro: Construtores da Ágora Soberana Potiguar- Múltiplas Memórias- Professores do Atheneu Norte-Riograndense (1892/anos 1960), cujos organizadores foram Diógenes da Cunha Lima e Eva Cristini Arruda Câmara Barros.
P. S. Este artigo foi publicado no livro: Construtores da Ágora Soberana Potiguar- Múltiplas Memórias- Professores do Atheneu Norte-Riograndense (1892/anos 1960), cujos organizadores foram Diógenes da Cunha Lima e Eva Cristini Arruda Câmara Barros.
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Perdas de arquivos
Por Fábio Arruda de Lima
Amigos,
Como aconteceu ontem comigo, nunca é demais lembrar.
Amigos,
Como aconteceu ontem comigo, nunca é demais lembrar.
1) Sempre faça backup de seus arquivos de genealogia, com data e versão, pois este detalhamento permitirá a você recuperar com facilidade, pelo menos, a última versão mais atualizada. Mantenha sempre uma cópia atualizada em pendrive, outra em HD Externo e outra no computador, no mínimo;
2) Envie para seu próprio e-mail sempre que for salvar. O Word tem esta opção;
3) Faça cópias em diversas pastas, pois, se corromper a pasta usual, fato natural em informática, você consegue ter outra em diretório distinto daquele que foi corrompido;
4) Não poupe espaços com arquivos repetidos, o tempo que será gasto para recuperar não compensa a economia de espaços que você obtém;
5) Envie cópia para seus amigos, primos, parentes, para que, se ocorrer um desastre, você vai ter como recuperar pedindo uma cópia de volta. Não tenha medo de publicarem o seu trabalho, pois duvido que consigam entender seus rascunhos preliminares de informações genealógicas. Eu envio cópia integral de tudo para todos que conheço e me pedem sem o menor constrangimento;
6) Se ocorrer um problema com seus arquivos, não se desespere, peça ajuda e não faça nada tentando recuperar, pois, você, sem entender bem de informática e no desespero, poderá prejudicar ainda mais a recuperação, danificando permanentemente os arquivos;
7) Não salve um arquivo em cima do outro, ou seja, habitue-se a salvar, semanalmente, no mínimo, sempre com nova data e versão. Salve como novo arquivo, nunca por cima do anterior. Mantenha os dois arquivos diferentes e em, pelo menos, duas pastas diferentes;
8) Crie uma pasta com datas só para fazer a recuperação dos arquivos que estão no desktop (área de trabalho) ou tela inicial do seu computador. De tempos em tempos, no mínimo, semanalmente, salve todos os arquivos da área de trabalho em uma pasta distinta, com cópias para outros diretórios;
Estas dicas fazem você perder pouco tempo em relação ao tempo que seria perdido caso seus arquivos de genealogia venha a ser danificados.
Abçs
Fábio Arruda de Lima
Falando ainda de Olinda e cansado das férias!!!
Abçs
Fábio Arruda de Lima
Falando ainda de Olinda e cansado das férias!!!
Mal educados, retornem as ligações!!!
Públio José – jornalista
Uma das maiores e mais constantes reclamações que ouvimos, no contato diário com as pessoas das mais diversas classes sociais, é o desrespeito e a desconsideração que recebem daquelas outras ditas importantes, ocupantes de altos cargos na administração pública e também na iniciativa privada. A queixa envolve a constatação de como é difícil a um integrante do primeiro, segundo, e até mesmo do terceiro escalão da administração pública, seguir as mais elementares noções de educação e etiqueta profissional para com os demais mortais, retornando as ligações e recados a eles dirigidos. Na iniciativa privada o índice de frieza e insensibilidade é bem menor. Porém, mesmo assim, atinge taxas igualmente altas de má educação e má vontade. É impressionante como atualmente por aqui e alhures, sem exceção, alastrou-se essa verdadeira praga de arrogância, soberba e descortesia.
E olhe que estamos falando de pessoas comuns. Gente assalariada, que tem problemas e dificuldades na sua rotina diária como qualquer outra. Porque se falarmos das elites, aí enquadrados empresários, autoridades, personalidades do mundo artístico e políticos em geral, o quadro fica pior, muito pior. No caso específico dos políticos, é interessante se notar que, para lograrem êxito, fazem todo tipo de paparico ao eleitor, principalmente aos mais necessitados. Aí, depois de alcançar seus objetivos, montam uma razoável estrutura para se livrar daqueles que os procuram, normalmente constituída de pessoas insensíveis, agressivas, escolhidas a dedo. O que se vê, então, é um quadro humilhante, degradante, de difícil narração. Pessoas, normalmente de condições humildes, perambulando de gabinete em gabinete, de sala em sala, solicitando atenção para suas dores, dissabores, aflições.
Recebendo, em troca, de assessores e secretárias, já devidamente instruídos, todo tipo de manifestação de descortesia, indiferença e arrogância. É interessante se observar, por outro lado, que tais profissionais são trazidos para funções importantes, estratégicas no tocante ao atendimento público, sem passar por nenhum preparo da parte daqueles que os nomeiam, que os constituem seus prepostos. Aí é de fazer dó as cenas presenciadas. Umas pessoas se dirigindo a outras – no sentido de terem seus pedidos atendidos; e estas se negando a atendê-las ou praticando um atendimento de péssima qualidade – gerando, com isso, tristezas e decepções de toda ordem. São, em resumo, as pessoas erradas, colocadas nos lugares errados por pessoas erradas, para atender gente que escolhe hora e lugares errados, com gente errada para recebê-las e erradas para encaminhar seus problemas, demandas e aflições.
O caos, enfim. Tais pessoas agem como se fossem habitantes de um mundo à parte, como componentes de um extrato social diferente, majestático, desconectadas de responsabilidades e atenções para com o próximo. Retornar recados e ligações para elas é totalmente dispensável. Tanto faz como tanto fez. Insensíveis, não calculam o prejuízo que causam aos outros e aos órgãos que servem em razão da descontinuidade ocasionada pelo seu mau comportamento. Enganam-se, se pensam que estão “abafando”. Na verdade, agindo assim, estão mal diante de si e dos homens – e mais ainda perante Deus. Pois foi Jesus mesmo que disse “Aquele que recebe os que Eu envio, a mim me recebe”. Deu pra entender? É muito séria – e edificante para quem a faz com amor e zelo – a atividade de atender, receber e encaminhar pessoas. Digno e fidalgo é aquele que a cumpre com dedicação, carinho e boa vontade.
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
Pirangi do Norte, final de 2013
Professor da UFRN , membro do IHGRN e do INRG
Daqui, da praia de Pirangi, o francês de
Navarra, João Lostau, dominava esta costa até os limites com a Paraíba. Sua
principal atividade era a pescaria, e de seus portos exportava para várias
localidades do Brasil e do exterior. Talvez tenha chegado por aqui antes dos
portugueses construírem o forte dos Reis Magos, foi poupado, e a partir de 1601
recebeu várias sesmarias. Não se sabe o nome de sua esposa, mas uma de suas
filhas, Maria, casou com o português Manoel Rodrigues Pimentel, que por sua vez
gerou Joana Dorneles esposa de Francisco Lopes, e daí uma larga descendência,
incluindo Cipriano Lopes Galvão.
Aqui próximo, em Pium, estava sua Casa Maior, segundo alguns autores, dos quais discordo,
umas das famosas casas de pedra construídas pelos franceses do século XVI.
Tombada pelo patrimônio e pelos depredadores, restam apenas ruínas, sem merecer
nenhum destaque da Ciência, do Turismo e dos governantes. Por lá esteve Joris
Garstman, pouco depois do assassinato de Jacó Rabi. Foi para lá que rumaram os
sobreviventes do massacre de Cunhaú, e talvez por isso, João Lostau foi preso e
depois trucidado pelos súditos de Jacó Rabi.
Mas o ano está terminando. Um século se
passou que o nosso Dom Quixote, capitão José da Penha, dentro de um movimento
nacional, veio combater a oligarquia da família Maranhão, que está presente no
nosso Rio Grande, através de Jerônimo de Albuquerque, segundo do nome, desde a
construção do forte. Mas não se combate uma oligarquia, através de outra. A
família Fonseca estava nesse caminho, mas Leônidas Hermes da Fonseca não vingou
porque o pai dependia dos sustentadores da nossa oligarquia.
Um novo ano vai começar. E, nesse novo ano,
completará um século que o capitão e deputado cearense, José da Penha, tombou
vitimado pelos aliados do Padre Cícero Romão. Já se fala, novamente, na
canonização deste último, como se a santidade de um indivíduo fosse fruto de
milagres alcançados pelas pessoas. O próprio Jesus dizia que a cura nascia da
fé do curado.
Nada parece mudar, de verdade, de um ano para
outro, através dos séculos. As novidades vêm da ciência e da tecnologia, e nada
de novo vem dos seres humanos. A saúde, a educação e a segurança são os retratos
do despreparo dos nossos governantes deslumbrados, que não se tocam com a
realidade das coisas. Falta sensibilidade. Os cobradores de impostos continuam
implacáveis. Os que estão no poder, sejam eles do executivo, legislativo ou
judiciário, cuidam primeiro deles próprios. Locupletam-se com as mordomias à
custa do povo. Não abrem mão de qualquer vantagem, como tem feito o Papa
Francisco.
Não existe educação de fato neste país. As
nossas crianças e nossos jovens não são estimulados para a liberdade e, por
consequência, para o conhecimento da verdade. Muito pelo contrário, o ensino,
as ideologias, as religiões, os partidos, as filosofias, e as mídias concorrem
para manter o máximo de indivíduos sob domínio total. Os sistemas se alimentam
da dependência dos indivíduos. Vejam o exemplo de Lula. Já está na televisão
fazendo terrorismo eleitoral com o programa bolsa família. As religiões, que
são criadas dia a dia, usam os pobres recursos de suas ovelhas para construir
castelos de enganação e casas de milagres. Tomam contam do espaço político e
midiático.
Com as cadeias em petição de miséria, escolas
mal instaladas, postos de saúde de quinta categoria, anos seguidos de seca,
destruindo nossa agricultura e pecuária, e desnutrindo nossas crianças, se tem
o descaramento de destruir um estádio e um ginásio, e, no local, construir
outro estádio pomposo, para atender a máfia internacional e a vaidade nacional.
Além disso, obras iniciadas ou inauguradas são abandonadas por falta de uso ou
de manutenção. O Forte foi para o IPHAN, o Presépio para o Banco do Brasil e,
com certeza, a Lagoa Manoel Felipe vai para outra entidade, breve.
O calendário escolar é antecipado para atender
o calendário do futebol. Até a comercialização de produtos é alterada para
atender as determinações da entidade internacional do futebol.
Em 2013 o Brasil não acordou, apenas levantou
sonâmbulo e saiu desvairado pelas ruas. Políticos e bandidos se aproveitaram do
movimento.
Terminamos o ano sem nenhum avanço de
qualidade, e vamos continuar nos entorpecendo com o futebol, os diversos tipos
de bolsa, o crack e as eleições. Os partidos já estão decidindo quem são, entre
eles, os candidatos que temos que escolher. Não interessa o desenvolvimento
humano do país e do estado, mas simplesmente a sobrevivência deles e dos seus
descendentes e aparentados. Vejam o exemplo de nossa Câmara Municipal. Seus
vereadores de menos idade não se livraram das práticas dos mais antigos e
repetem os mesmos erros. Anteciparam, descaradamente, a eleição da mesa
diretora.
A droga (de todo tipo e natureza) ocupa os
mais distantes lugares deste país e vai destruindo nossos jovens e tornando a
violência uma coisa corriqueira. Os governantes não se juntam para resolver
esse mal que neutraliza qualquer ação social que se programe.
Presidente Dilma, a capacidade de comprar
mais coisas não melhora a qualidade de vida das pessoas. Muitas vezes piora. Sem
uma educação de verdade, uma saúde de verdade e uma segurança de verdade, não
vamos para canto nenhum.
Que no ano de 2014, uma onda de energia do
Universo invada nossos cérebros e produza em cada um dos governantes e
governados mentes mais saudáveis para que possamos viver com mais simplicidade
e qualidade de vida. Que todos os governos criem Ouvidorias e Vedorias que
funcionem de verdade.
![]() |
| Ruínas da Casa Maior de João Lostau |
domingo, 22 de dezembro de 2013
O que nos falta é ciência e tenência
O que nos falta
é ciência e tenência
Tomislav R. Femenick – Mestre em economia e contador
Desde a década de 1990 que o Brasil está situado
entre as dez ou quinze maiores economia do planeta, mas não conseguimos entrar
no seleto clube das potencias do primeiro mundo. Estamos quase chegando lá, sem
nunca chegar. Sempre ficamos da fila do gargarejo. A pergunta inevitável é: O
que acontece e qual é causa? Talvez a resposta esteja nas notícias divulgadas
recentemente, que colocam o Brasil entre as nações com menor qualidade de
ensino e menor índice de produção científica e registro de patentes de novas
descobertas. Então o que nos falta? Obstinação para buscar e ciência para
alicerçar o nosso desenvolvimento. Sem ciência não há como chegarmos ao céu do
primeiro mundo. Somente para confirma essa afirmação, convido os leitores para
um passeio pela história do nascimento da ciência.
Os primeiros estudos científicos foram desenvolvidos
pelos filósofos que se dedicavam à filosofia da natureza. A história
aponta os gregos e chineses como os precursores desses estudos. Podemos dizer
que o ponto de partida foi dado quando Leucipo de Mileto (460-380 a.C.)
e Demócrito de Abdera (cerca de
460-370 a.C.) desenvolveram a teoria de que todas as matérias são compostas por
átomos, cujas propriedades seriam: forma, tamanho, impenetrabilidade e
movimento. Até então a opinião predominante era que as matérias eram compostas
de terra, água, fogo e ar. Quatro pensadores gregos deram a base para a
separação entre o “raciocínio simplesmente lógico” e o “raciocínio lógico
ordenado”. Tales de Mileto (624-548 a.C.) exclui os deuses da origem da
natureza, Pitágoras (580-507 a.C.) concebeu a relação matemática como base das coisas,
Parmênides (515-540 a.C.) criou a lógica formal (alicerçada no princípio da não
contradição, segundo o qual o “ser” é e o “não-ser” não é) e Demócrito (460-370
a.C.) formulou a teoria sobre a constituição da matéria. Eles geraram o embrião
da ciência atual.
Os chineses da antiguidade adotavam a ideia de cinco
elementos básicos: terra, água, fogo (em comum com os gregos), metal e madeira.
Essa teoria foi sistematizada pelo filósofo, historiador, político,
naturalista, geógrafo e astrólogo Zou Yan, ou Tsou Yen (305-240 a.C.), tido
como o fundador de todo o pensamento científico chinês. Das especulações
teoréticas, os gregos e chineses migraram para o uso prático.
Na Grécia as descobertas foram o relógio de água, as
máquinas movidas com força motriz hidráulica ou de ar comprimido. No campo das ciências
naturais, as pesquisas se expandiram pela astronomia, geografia, zoologia, botânica e medicina etc.
Na
China antiga os estudos teóricos eram voltados para conceituações morais
(confucionismo, taoismo etc.), porém a ação era principalmente voltada para a
exploração do mundo natural. As pesquisas no campo da física e da química resultaram
na invenção da pólvora, do balão de ar quente e da bússola magnética. Os
estudos sobre mecânica levam à construção da besta e do sismógrafo. Na medicina
testaram o tratamento da malária. Também, estudaram e fizeram aplicação prática
com elementos de engenharia hidráulica, botânica e astronomia.
Outros
povos da antiguidade também enveredaram nos estudos das ciências. Na
Mesopotâmia e no Egito houve importantes estudos no campo da engenharia de
construção, medicina, matemática e astronomia.
Por que
não aprendemos com a história? Se quisermos entrar no maravilhoso mundo dos
países desenvolvidos há que se melhorar o ensino em todos os níveis, fazer
pesquisas e criar condições concretas para uma ciência verde-amarela, sem
xenofobismo.
O Mossoroense. Mossoró, 20 dez.
2013.
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Krishnamurti: o Instrutor do Mundo
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
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