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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Paiacus da Missão do Padre Phelipe Bourel

Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com

Atendendo pedidos do amigo Marcos Pinto, posto mais imagens de assentamentos de índios Paiacus da Missão do Reverendo Padre Phelipe Bourel.




domingo, 17 de agosto de 2014

Cariris ou Cararis = Um assento de praça

Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com

Há muito que escrever sobre a História do Rio Grande do Norte, embora muitos documentos já desapareceram e outros continuam enfurnados em ambientes de pouco acesso por parte das pessoas. Quem cuida de levar mais conhecimentos para as pessoas? De quem é a obrigação? Por que todos os órgãos que detém informações da História do Rio Grande do Norte não facilitam o acesso e a divulgação desses documentos?

Encontramos muitos assentamentos de praça no IHGRN, que já deveriam ter sido  digitalizados. Nossos índios e negros, também, fizeram parte da nossa força de defesa.

Segue um assento de praça de um índio em 1699.

No documento acima está escrito, que : Manuel, tapuio forro da nação Cararis tem sua Aldeia na jurisdição da capitania da Paraíba, senta praça de soldado nesta companhia desde 22 de outubro de 1699 anos. E vence  mil oitocentos e sessenta e seis de soldo por mês, na forma do assento do Conselho da Fazenda. Lançado no livro 2º a folha 79 verso, e não vencerá mais coisa alguma. Manuel Gonçalves Branco.

Na parte superior consta que houve baixa, por ter falecido em 4 de agosto de 1706. Queiroz

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Convite do Dr. Nilton Mendes

CONVITE


Dr. Nilton Mendes
Nilton Mendes, médico cardiologista e ortomolecular, tem a honra de convidar amigos e familiares para o lançamento do seu livro "Medicina Ortomolecular e Funcional", a realizar-se no dia 15 de maio de 2014.

Local: Academia Norte-rio-grandense de Letras
Rua Mipibu, nº 443, Petrópolis
Natal, RN
Horário: 19 horas

A renda da venda do livro se destina a obras sociais.

terça-feira, 11 de março de 2014

João de Barros, Pirangi e o Porto de Búzios, 1564


João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN, membro do IHGRN e do INRG
Muitos documentos escritos, da História do nosso Brasil, encontram-se submersos em vários arquivos públicos ou privados, daqui e d’além mar. Encontro no nosso IHGRN um livreto, de apenas 30 páginas, de autoria do historiador natalense, Guarino Alves, com o título: Capitanias Hereditárias ou dissertações sintéticas de um historio-geógrafo, editado em Fortaleza. Traz informações muitas ricas para a História do Rio Grande do Norte. Entre outras obras desse autor, cito: Pequena história do Cabo de São Roque; Origem do nome histórico “Ponta do Mel”; João Rodrigues Colaço; O Verde Potengi e Designação amerígena da Ponta do Calcanhar.

Nesse livreto, um dos títulos é: Considerações sobre o Porto dos Búzios que transcrevo para cá:

Escritores cearenses trouxeram à baila a ideia de uma fronteira na capitania dos Potiguares pela ponta dos Búzios. O Sr. Thomaz Pompeu Sobrinho, por exemplo, diz, a propósito, o seguinte:

“Num documento curioso, “certidão referente a uma questão de limites da capitania de João de Barros”, de 3 de março de 1564, publicado por Antonio Baião, em 1917, verifica-se que o ponto lindeiro entre a capitania do feitor da casa da Índia, e a de Itamaracá não era a baía da Traição e nem o lugar dado por Gabriel Soares, porém uma ponta de terra que devia passar obra de meia légua do porto dos Búzios, o qual ancoradouro fica na barra do rio que os potiguares chamavam Pyramgipepe, segundo o mencionado documento, isto é, Pirangi. Realmente, deste ponto as 100 léguas vão terminar na enseada da Curimicoara, a Angra dos Negros dos antigos mapas.”

A questão de limites surgiu em consequência de o capitão de Itamaracá, João Gonçalves, haver explorado, sem mandado de ninguém, a costa vizinha à de Dona Isabel Gambôa, sucessora de Pero Lopes de Sousa. Houve protesto de Antonio Pinheiro, Procurador de João de Barros, na Vila dos Cosmes de Igaraçu, no dia 3 de março de 1564:

...”ho dito porto dos Búzios que pela língua dos imdios se chama Piramgypepe está fora da demarcação de dona Isabel e está na capitania e terra do dito seu constituinte he e seu he estaa de posse delle de muitos hanos há esta parte e como tal lho teve arremdado por certos hanos a Martim Ferreira de São Vicente e que ho houve de Pero de Goes comprado e que sempre ho dito seu constituinte deu licenças pera o dito porto em seus procuradores nesta terra arrendarem por as ditas licenças em dinheiro e escravos e em búzios.”

Conseguintemente, o protesto por si já mostra o direito de João de Barros.

Desde quando se explorava o Porto dos Búzios?

No dia 3 de março de 1564, Antonio Pinheiro, Procurador daquele muito distinto e erudito fidalgo, arrolou quatro testemunhas, Manoel Fernandes, Fernão d’Holanda, Gonçalo e Bartolomeu Royz, e a 4, as inquiriu Manuel Pereira, em presença do Juiz Ordinário, João Fernandes. Ficou esclarecido que o Porto pertencera a Pero de Góis, fora arrendado depois a Martim Ferreira, e que ali se coletava búzios desde aproximadamente vinte anos: “ave rahobra de vinte anos pouco mais ou menos”, disse perante o Juiz a testemunha Bartolomeu Rodrigues.

Segundo o depoimento de Manoel Fernandes, o fidalgo Pero de Góis “vendera o porto dos búzios que era seu com dez léguas de costa ao dito João de Barros, feitor da Casa da Índia, dizendo que lhas dera por quinhentos cruzados.”

Ignora-se a data dessa transação, mas é posterior à da donatária de Barros. Significa que Pêro de Góis já era dono do lugar muito antes da Carta de doação ao Feitor da Casa da Índia. E sendo assim, pergunta-se: em que ano adquiriu Pero de Góis as dez léguas de costa? Ninguém sabe, e no entanto há uma passagem em Frei Vicente do Salvador, dizendo isto:

“Em companhia de Pero Lopes andou por esta costa do Brasil Pedro de Góis, fidalgo honrado, muito cavaleiro, e pela afeição que tomou à terra pediu a El-Rei D. João que lhe desse nela uma capitania, e assim lhe fez mercê de cinquenta léguas de terra ao longo da costa ou aos que se achassem  donde acabassem as de Martim Afonso de Sousa, até que entestasse com as de Vasco Fernandes Coutinho.”

Ora, as viagens costeiras de Pero Lopes são de 1531-1532. A escolha e apossamento do Porto dos Búzios por Góis vem, portanto, dessa época, e feitos pelo que se deduz, à revelia do rei, já que a capitania oficial de Pero de Góis, estava encravada no sul do país. Dessarte, é de supor-se que acontecera o seguinte: doada a Costa dos Potiguares a João de Barros e Aires da Cunha, da Baía da Traição até a Angra dos Negros, viu-se empenhado o ilustre Feitor da Casa da Índia, em indenizar a Pero de Góis, pelas dez léguas do Rio Grande, na importância de quinhentos cruzados; e, posteriormente, arrendou-o a Martim Ferreira, sócio de Pero de Góis, em aventuras comerciais.

Fica bastante explícito que a questão de limites verificada na Vila dos Cosmes de Igaraçu não retifica os termos da Carta de doação da capitania de João de Barros e Aires da Cunha, nem deixa supor que a fronteira primitiva, segundo o critério adotado por alguns escritores cearenses, se fazia pela Ponta dos Búzios.

Como fronteira “primitiva”, se esta começou com a Carta de doação de 1535, na Baía da Traição? Como fronteira “primitiva”, se a nesga de costa de Pêro de Góis não se entrosara no sistema de doações de capitanias hereditárias? O fato é que a “estação” balneária de Pero de Góis vem dando margem a ideias fantasiosas. Aqui termina o texto de Guarino.

Esse Antonio Baião, citado acima, foi Diretor do Arquivo da Torre do Tombo e sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa, e o título do seu livro que contém o documento curioso a que se refere Thomaz Pompeu é: Documentos inéditos sobre João de Barros. Há cópia no IHGRN.

Acredito que o francês João Lostau já atuava nessa área, que foi de Pero de Góis, antes de receber suas sesmarias, a partir de 1601.
 
Trecho do Rio Pirangi que vai desaguar no mar

Trecho do Rio Pirangi, do outro lado da ponte



sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Joaquim Fabrício Gomes de Souza



Joaquim Fabrício Gomes de Souza
Por João Felipe da Trindade, ex-aluno e ex-professor do Atheneu
Procurei maiores informações sobre o professor Joaquim Fabrício Gomes de Souza, em antigos jornais da Hemeroteca Nacional. Sua vida não foi fácil.

Fui encontrar seu óbito em um jornal do Pará, “República”, que noticiava que tinha falecido Joaquim Fabrício Gomes de Sousa, rio-grandense do norte, pardo, 45 anos de insuficiência mitral. Seu sepultamento foi no dia 2 de maio de 1900, no cemitério Santa Isabel.
Em março de 1877, a “Gazeta de Notícias” informava sua chegada ao Porto do Rio de Janeiro, e nesse mesmo ano iniciava seus estudos na Academia Imperial de Belas Artes, onde foi premiado, por diversas vezes, com menção honrosa e medalha de prata, até a conclusão do curso. 

Nos seus contratos para servir no Internato do Imperial Colégio Pedro II, como coadjutor de desenho, eram seus endereços, primeiramente, R. General Câmara, 141, e, posteriormente, Largo de São Domingos, 8, sendo um desses contratos do ano de 1882. Foram renovados, pelo menos, até 1886.

Em 1891 foi eleito sócio benemérito do Liceu Engenho Velho, pelos serviços prestados.

Pelos relatórios dos Governadores, descubro que foi contratado para reger por 3 anos a cadeira de Desenho, do Atheneu, em maio de 1893, tendo rescendido o contrato em abril de 1895, por ter sido nomeado auxiliar técnico da Comissão de melhoramento do Porto de Natal, no começo de 1895. Em outubro, desse mesmo ano de 1895, foi exonerado.

Foi novamente contratado em setembro de 1896 para a cadeira de Desenho e Caligrafia, do mesmo Atheneu, por mais três anos. Em abril de 1897 recebeu uma licença de três meses para tratar da saúde.

Em um artigo no Diário do Natal, datado de 1907, seu ex-aluno, no Rio de Janeiro, o polivalente Raul Pederneiras, caricaturista, escritor, advogado, delegado de polícia, professor de Faculdade, escreveu, sob o título “Um Vencido”:

Conheci-o no seu tugúrio modesto, em uma carunchosa mansarda do Largo de S. Domingos, vivendo a vida de isolado, em concentração talvez de incompreendido.

Vivia de lições particulares de desenho, e de um ou outro retrato a óleo, que a burguesia balofa lhe encomendava, de onde em onde.

Pobre, paupérrimo, com a sua infalível sobrecasaca surrada, mas limpa, o seu chapéu de abas largas, afogado na vasta cabeleira negra, e seu perfil de filho do norte, tipo legítimo de caboclo, amorenado e simpático, fazia transparecer um quê de bondade, destacando-se no olhar inteligente e vivo o brilho da audácia incubada, de concepção por vir.
Raramente ria, e quando, no seu mister de professor de desenho aturando as minhas aquarelas ao ar livre  ouvia uma pilhéria inócua ou uma barbaridade de trocadilho, franzia levemente os lábios, em um gesto bondoso de aplauso, para logo depois cerrar o sobrecenho e concentrar-se no trabalho.

Fôra meu primeiro mestre, e como tal achava o discípulo rebelde, desobediente, revoltado. Censurava continuamente a caricatura, chegando a proibi-la por prejudicial ao desenho, mas no fundo, intimamente, deixava-se ficar, mudo, observador, horas e horas apreciando as primeiras manifestações de minhas “charges” e de meus “calungas”, e terminava por ceder, dizendo que isso era “veia”, era “tendência, que não conseguia evitar.

Um ano a fio, depois de deixar a Escola de Belas Artes, tinha eu visita hebdomária desse concentrado mestre que vinha ver o estado de adiantamento do discípulo, estabelecendo um método que me parecia seu, unicamente seu no mistifório dos métodos que pululavam então. Não admitia cópia de estampa, pois, para ele desenhar bem, era ver bem, cópia de estampa era escravizar estilo e reproduzir o que outrem via. Dava preferência para os estudos do natural, para a observação dos objetos e para o fogo das expressões. Forte em anatomia, atirava no papel a “grafite”, em bosquejo certo as contexturas musculares do corpo humano, ou as articulações nervosas de uma rã. Em perspectiva, dizem possuir um livro precioso, adotava um sistema prático e de eficácia provada, que fez nomeada nessa época.

Ganhei, em um ano de aprendizagem, o que não me proporcionara um lustro de trabalho maquinal sem orientação, na escola, onde o lente se limitava a corrigir e passar adiante sem proferir palavras.

Mais tarde, o caboclo desaparecera, não mais dando notícias suas. Saudoso, fui procurá-lo na mansarda, estava deserta. Indaguei dos amigos e conterrâneos; nem uma notícia certa, apenas a indicação vaga de que partira para o norte.

Soube depois, pelos seus colegas de turma, que rompera na arte como uma revelação completa e subitamente desaparecera na concentração intima de incompreendido, procurando evitar sempre as companhias, as reuniões, as palestras, cenobita do espírito enclausurado na ermida branda do silêncio.

Nada deixou definitivo, apenas há, aqui e ali, um ou outro estudo acadêmico, de composição severa e tonalidades seguras.

Passou-se o tempo, a caricatura venceu-me, empolgou-me, e quando, nas horas de lazer, bem raras, atiro-me à fantasia das aquarelas, evoco saudosamente o bom Fabrício Gomes, a cabeça leonina, fronte larga e serena, onde sob um moreno jambo parecia brilhar a concepção esmagada pelas vicissitudes do sofrer terreno. E até hoje ninguém mais soube dele, de seu destino, de seu pouso, mas deixou no espírito dos que sentem a saudade perene de seu temperamento exótico, alheia a vida burguesa, refratário às convenções triviais, alimentando intimamente contra a indiferença mudana, a chama do ódio vivificante, como dizia Pompeia – “não do ódio mau, que ofende e vitima, mas do ódio que reage, do ódio que reivindica, do ódio que reclama, do ódio santo, que é uma forma militante de amor”.

A redação do Diário do Natal comentou sobre o escrito acima de Raul Pederneiras: o Fabrício Gomes, a que se refere o ilustre escritor deve ser o nosso malogrado conterrâneo Joaquim Fabrício Gomes, falecido há anos no Pará na mais extrema pobreza, deixando aqui mulher, que ainda existe, e um ou dois filhinhos. Joaquim Fabrício estudou na Escola de Belas Artes do Rio a custo da antiga Província, que depois retirou-lhe a subvenção. Depois do diploma pela Escola aqui voltou, já na Republica, e casou-se. Não tinha conseguido colocar-se e nada fazendo aqui foi para Belém, onde faleceu na maior indigência.

Na verdade, Joaquim Fabrício trabalhou vários anos, antes de vir para Natal. Raul Pederneiras voltou a escrever sobre o Professor, no Jornal do Brasil, do ano de 1913, com o título de “Conselhos inúteis”.

Era o título do canhenho deixado por Fabrício Gomes, o misterioso artista caboclo, que foi o nosso primeiro mestre de desenho. Entre os raros manuscritos inéditos que deixou consta-nos que havia um bem trabalhado opúsculo sobre perspectiva linear aérea e alguns versos pobres.

Somente conseguimos alcançar um punhado de laudas de papel com o título que encima estas linhas.

O artista ingratamente esquecido, desfavorecido de fortuna, atirado ao limbo do menoscabo, habitava uma água-furtada do largo de São Domingos, onde três vezes por semana íamos buscá-lo para o estudo das paisagens e aquarelas ao ar livre.

Certa vez descobrimos sobre o travesseiro as laudas de papel. Mestre Fabrício quis escondê-los; “não prestavam”.

Eram apontamentos, conselhos, notas para os que desejam viver “tranquilos e seguros”. Instado, rogado, afinal, cedeu, para que passássemos a limpo as suas notas.

É delas o punhado de conselhos que aqui transcrevemos, e onde se poderá observar algo do formoso talento desse artista quase ignorado hoje; talento aliado a um pessimismo e a uma ironia fora do vulgar. São dele as observações que publicamos, para que um dia seja feito a justiça sobre o seu talento, que alguns zoilos tentaram depreciar.

“Serão inúteis estes conselhos. Serão. O certo é que os fiz para mim, e se algum dia virem a luz da grande publicidade, terão o belo consolo de não serem atendidos nem obedecidos.

Fica-me o orgulho da exceção. Ainda bem. Poucos poderão dizer outro tanto, presos aos laços da convenção e do preconceito, sem mais formalidades.

Observei demasiado a vida dos homens e das coisas e as notas esparsas dirão talvez que alguém houve com coragem inaudita de opinião própria.

Pouco importa a opinião dos outros, o exame, a análise dos terceiros – sou de minha escola e de meu pensar, e sigo adiante.
- Quando tiveres algum dinheiro na algibeira, a ninguém convides para qualquer gasto. 

Deixa correr livremente o barco da situação. O dinheiro à ufa dar-te-á amigos e admiradores de ocasião. Passado o período das espigas gordas, dos amigos e admiradores, não encontrarás um só para semente.

- Subiram o preço da xícara de café. Dificuldades do tempo assim o exigem. Para resolver o problema, comprima-se o contribuinte.

Um quilo da rubiácea dá umas setenta xícaras e resolve o problema econômico e onzeneiro do fornecedor – É assim a economia política: traz sempre a felicidade... para os outros.

- Em matéria de arte, despreza sempre as questões de escola. Dize que tudo está muito bem e muito bom. No dia em que notares o mais leve senão em um trabalho artístico terás a certeza de um inimigo pelas costas.

- Todavia se não tens veia para a crítica, se de nada entendes não percas a esperança. Faze-te de critico de arte teatral, que é a maior legião dos pobres de espírito e o consolo supremo dos que nada entendem.

- Quando alguém perorar com gravidade de atirar para contrapeso citações perdidas de autores massudos, acredita, dá toda a fé ao que ouvires e ficarás sendo tão erudito como o alguém que te azucrinou o ouvidos e a paciência.

- Foge de ouvir a leitura de sonetos no meio da rua e dos cães que dormem nas soleiras do casario dos arrabaldes, são dois males que quase sempre se repetem quando nos atacam.

- Nunca invejes o ricaço ou o graúdo do “parvenu”, se tiveres talento. Orgulha-te com a independência do espírito, pois é fácil alcançares o que possui o ricaço e é impossível ao ricaço alcançar o que possues.

- Se tens talento, lapida-o e guarda-o com santidade. Ele chega a inquietar a própria tirania.  Se esta é fraca, há de temê-lo como uma força; se ela é forte há de aborrecê-lo e odiá-lo como uma liberdade.

- A mulher que de tudo se ri, ou não tem o juízo seguro ou então é possuidora de magníficos dentes. É a menos perigosa das mulheres, a que se ri, porque o riso é desarmamento geral dos maus instintos, das más paixões.

- Não sei quem disse que se considerava estulto quando olhava para si próprio e se considerava de muito valor quando se comparava aos outros. Por isso, é que eu me sinto modesto e parvo quando me concentro, mas sinto em mim um vigoroso atleta de sentimento e de ideias quando vejo em torno os conselheiros de Estado e os críticos de arte.

- Em arte plástica, principalmente em pintura, a dificuldade não está na execução e no sentir do artista, está na improvisação que a obra deve causar ao público. Quem assim não pensar que se meta entre quatro paredes e não apareça ao mundo.

- Devo o êxito de minhas ações aos conselhos que não recebi de pessoa alguma. Fico-me muito obrigado por isso e dos meus conselhos neles espero que ninguém se aproveite.

- Se a ociosidade é a mãe de todos os vícios, a burocracia deve se avó. Não há exemplo, em terra latina, de uma iniciativa e intensidade de vida no regimento colossal dos parasitas sociais.

Dou-me muito bem com todos os que não se dão comigo. Ao menos esses, foram sempre a favor da justiça a meu respeito. Os outros, os que me conhecem, tem sempre um “mas” a acrescentar às bondosas referências.

- Quando alguém, para definir qualquer coisa, começa pelas palavras: “por exemplo” – cuidado com ele, não tem certeza do que diz ou não está senhor da praça na matéria.

- Procure ser útil a ti e aos teus se os tiveres. Aos demais procura utilidade que se transborde em seu benefício. Dirás que é um conselho egoísta. Mas que é o altruísmo senão o próprio egoísmo transbordante?

- Na monografia das artes liberais há dois capítulos tremendos. O primeiro é da iniciativa, o segundo o da capitulação.
- Fazer o bem pelo bem que nos sabe é preferível ao desejo de fazer o bem pela recompensa que possa advir. O primeiro ato é um egoísmo são, forte, duradouro; o segundo ato é um epilogo ...de caráter.

Muitos, muitos outros conselhos deixou Fabrício dos papéis perdidos, e se não fora o seu gênio dispersivo e irrequieto, talvez admirássemos uma obra mais sólida, vigorosa, ponderada, que pudesse mostrar com toda verdade o quanto de valor e de merecimento possuía o artista quase ignorado, infeliz e bem depressa esquecido. 

Joaquim Fabrício Gomes de Sousa e sua esposa D. Idalina Leopoldina de Sousa gerou, o também professor do Atheneu, Israel Nazareno de Sousa, nascido aos 3 de julho de 1897, na Rua Santo Antonio, nº 796.

P. S. Este artigo foi publicado no livro: Construtores da Ágora Soberana Potiguar- Múltiplas Memórias- Professores do Atheneu Norte-Riograndense (1892/anos 1960), cujos organizadores foram Diógenes da Cunha Lima e Eva Cristini Arruda Câmara Barros.



terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Perdas de arquivos

Por Fábio Arruda de Lima

Amigos,
Como aconteceu ontem comigo, nunca é demais lembrar.

1) Sempre faça backup de seus arquivos de genealogia, com data e versão, pois este detalhamento permitirá a você recuperar com facilidade, pelo menos, a última versão mais atualizada. Mantenha sempre uma cópia atualizada em pendrive, outra em HD Externo e outra no computador, no mínimo;

2) Envie para seu próprio e-mail sempre que for salvar. O Word tem esta opção;

3) Faça cópias em diversas pastas, pois, se corromper a pasta usual, fato natural em informática, você consegue ter outra em diretório distinto daquele que foi corrompido;

4) Não poupe espaços com arquivos repetidos, o tempo que será gasto para recuperar não compensa a economia de espaços que você obtém;

5) Envie cópia para seus amigos, primos, parentes, para que, se ocorrer um desastre, você vai ter como recuperar pedindo uma cópia de volta. Não tenha medo de publicarem o seu trabalho, pois duvido que consigam entender seus rascunhos preliminares de informações genealógicas. Eu envio cópia integral de tudo para todos que conheço e me pedem sem o menor constrangimento;

6) Se ocorrer um problema com seus arquivos, não se desespere, peça ajuda e não faça nada tentando recuperar, pois, você, sem entender bem de informática e no desespero, poderá prejudicar ainda mais a recuperação, danificando permanentemente os arquivos;

7) Não salve um arquivo em cima do outro, ou seja, habitue-se a salvar, semanalmente, no mínimo, sempre com nova data e versão. Salve como novo arquivo, nunca por cima do anterior. Mantenha os dois arquivos diferentes e em, pelo menos, duas pastas diferentes;

8) Crie uma pasta com datas só para fazer a recuperação dos arquivos que estão no desktop (área de trabalho) ou tela inicial do seu computador. De tempos em tempos, no mínimo, semanalmente, salve todos os arquivos da área de trabalho em uma pasta distinta, com cópias para outros diretórios;

Estas dicas fazem você perder pouco tempo em relação ao tempo que seria perdido caso seus arquivos de genealogia venha a ser danificados.
Abçs
Fábio Arruda de Lima
Falando ainda de Olinda e cansado das férias!!!

Mal educados, retornem as ligações!!!



      Públio José – jornalista



                        Uma das maiores e mais constantes reclamações que ouvimos, no contato diário com as pessoas das mais diversas classes sociais, é o desrespeito e a desconsideração que recebem daquelas outras ditas importantes, ocupantes de altos cargos na administração pública e também na iniciativa privada. A queixa envolve a constatação de como é difícil a um integrante do primeiro, segundo, e até mesmo do terceiro escalão da administração pública, seguir as mais elementares noções de educação e etiqueta profissional para com os demais mortais, retornando as ligações e recados a eles dirigidos. Na iniciativa privada o índice de frieza e insensibilidade é bem menor. Porém, mesmo assim, atinge taxas igualmente altas de má educação e má vontade. É impressionante como atualmente por aqui e alhures, sem exceção, alastrou-se essa verdadeira praga de arrogância, soberba e descortesia.
                        E olhe que estamos falando de pessoas comuns. Gente assalariada, que tem problemas e dificuldades na sua rotina diária como qualquer outra. Porque se falarmos das elites, aí enquadrados empresários, autoridades, personalidades do mundo artístico e políticos em geral, o quadro fica pior, muito pior. No caso específico dos políticos, é interessante se notar que, para lograrem êxito, fazem todo tipo de paparico ao eleitor, principalmente aos mais necessitados. Aí, depois de alcançar seus objetivos, montam uma razoável estrutura para se livrar daqueles que os procuram, normalmente constituída de pessoas insensíveis, agressivas, escolhidas a dedo. O que se vê, então, é um quadro humilhante, degradante, de difícil narração. Pessoas, normalmente de condições humildes, perambulando de gabinete em gabinete, de sala em sala, solicitando atenção para suas dores, dissabores, aflições.
                        Recebendo, em troca, de assessores e secretárias, já devidamente instruídos, todo tipo de manifestação de descortesia, indiferença e arrogância. É interessante se observar, por outro lado, que tais profissionais são trazidos para funções importantes, estratégicas no tocante ao atendimento público, sem passar por nenhum preparo da parte daqueles que os nomeiam, que os constituem seus prepostos. Aí é de fazer dó as cenas presenciadas. Umas pessoas se dirigindo a outras – no sentido de terem seus pedidos atendidos; e estas se negando a atendê-las ou praticando um atendimento de péssima qualidade – gerando, com isso, tristezas e decepções de toda ordem. São, em resumo, as pessoas erradas, colocadas nos lugares errados por pessoas erradas, para atender gente que escolhe hora e lugares errados, com gente errada para recebê-las e erradas para encaminhar seus problemas, demandas e aflições.
                        O caos, enfim. Tais pessoas agem como se fossem habitantes de um mundo à parte, como componentes de um extrato social diferente, majestático, desconectadas de responsabilidades e atenções para com o próximo. Retornar recados e ligações para elas é totalmente dispensável. Tanto faz como tanto fez. Insensíveis, não calculam o prejuízo que causam aos outros e aos órgãos que servem em razão da descontinuidade ocasionada pelo seu mau comportamento. Enganam-se, se pensam que estão “abafando”. Na verdade, agindo assim, estão mal diante de si e dos homens – e mais ainda perante Deus. Pois foi Jesus mesmo que disse “Aquele que recebe os que Eu envio, a mim me recebe”. Deu pra entender? É muito séria – e edificante para quem a faz com amor e zelo – a atividade de atender, receber e encaminhar pessoas. Digno e fidalgo é aquele que a cumpre com dedicação, carinho e boa vontade.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Pirangi do Norte, final de 2013


João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN , membro do IHGRN e do INRG

Daqui, da praia de Pirangi, o francês de Navarra, João Lostau, dominava esta costa até os limites com a Paraíba. Sua principal atividade era a pescaria, e de seus portos exportava para várias localidades do Brasil e do exterior. Talvez tenha chegado por aqui antes dos portugueses construírem o forte dos Reis Magos, foi poupado, e a partir de 1601 recebeu várias sesmarias. Não se sabe o nome de sua esposa, mas uma de suas filhas, Maria, casou com o português Manoel Rodrigues Pimentel, que por sua vez gerou Joana Dorneles esposa de Francisco Lopes, e daí uma larga descendência, incluindo Cipriano Lopes Galvão.

Aqui próximo, em Pium, estava sua Casa Maior, segundo alguns autores, dos quais discordo,  umas das famosas casas de pedra construídas pelos franceses do século XVI. Tombada pelo patrimônio e pelos depredadores, restam apenas ruínas, sem merecer nenhum destaque da Ciência, do Turismo e dos governantes. Por lá esteve Joris Garstman, pouco depois do assassinato de Jacó Rabi. Foi para lá que rumaram os sobreviventes do massacre de Cunhaú, e talvez por isso, João Lostau foi preso e depois trucidado pelos súditos de Jacó Rabi.

Mas o ano está terminando. Um século se passou que o nosso Dom Quixote, capitão José da Penha, dentro de um movimento nacional, veio combater a oligarquia da família Maranhão, que está presente no nosso Rio Grande, através de Jerônimo de Albuquerque, segundo do nome, desde a construção do forte. Mas não se combate uma oligarquia, através de outra. A família Fonseca estava nesse caminho, mas Leônidas Hermes da Fonseca não vingou porque o pai dependia dos sustentadores da nossa oligarquia.

Um novo ano vai começar. E, nesse novo ano, completará um século que o capitão e deputado cearense, José da Penha, tombou vitimado pelos aliados do Padre Cícero Romão. Já se fala, novamente, na canonização deste último, como se a santidade de um indivíduo fosse fruto de milagres alcançados pelas pessoas. O próprio Jesus dizia que a cura nascia da fé do curado.

Nada parece mudar, de verdade, de um ano para outro, através dos séculos. As novidades vêm da ciência e da tecnologia, e nada de novo vem dos seres humanos. A saúde, a educação e a segurança são os retratos do despreparo dos nossos governantes deslumbrados, que não se tocam com a realidade das coisas. Falta sensibilidade. Os cobradores de impostos continuam implacáveis. Os que estão no poder, sejam eles do executivo, legislativo ou judiciário, cuidam primeiro deles próprios. Locupletam-se com as mordomias à custa do povo. Não abrem mão de qualquer vantagem, como tem feito o Papa Francisco.

Não existe educação de fato neste país. As nossas crianças e nossos jovens não são estimulados para a liberdade e, por consequência, para o conhecimento da verdade. Muito pelo contrário, o ensino, as ideologias, as religiões, os partidos, as filosofias, e as mídias concorrem para manter o máximo de indivíduos sob domínio total. Os sistemas se alimentam da dependência dos indivíduos. Vejam o exemplo de Lula. Já está na televisão fazendo terrorismo eleitoral com o programa bolsa família. As religiões, que são criadas dia a dia, usam os pobres recursos de suas ovelhas para construir castelos de enganação e casas de milagres. Tomam contam do espaço político e midiático.

Com as cadeias em petição de miséria, escolas mal instaladas, postos de saúde de quinta categoria, anos seguidos de seca, destruindo nossa agricultura e pecuária, e desnutrindo nossas crianças, se tem o descaramento de destruir um estádio e um ginásio, e, no local, construir outro estádio pomposo, para atender a máfia internacional e a vaidade nacional. Além disso, obras iniciadas ou inauguradas são abandonadas por falta de uso ou de manutenção. O Forte foi para o IPHAN, o Presépio para o Banco do Brasil e, com certeza, a Lagoa Manoel Felipe vai para outra entidade, breve.

O calendário escolar é antecipado para atender o calendário do futebol. Até a comercialização de produtos é alterada para atender as determinações da entidade internacional do futebol.

Em 2013 o Brasil não acordou, apenas levantou sonâmbulo e saiu desvairado pelas ruas. Políticos e bandidos se aproveitaram do movimento.

Terminamos o ano sem nenhum avanço de qualidade, e vamos continuar nos entorpecendo com o futebol, os diversos tipos de bolsa, o crack e as eleições. Os partidos já estão decidindo quem são, entre eles, os candidatos que temos que escolher. Não interessa o desenvolvimento humano do país e do estado, mas simplesmente a sobrevivência deles e dos seus descendentes e aparentados. Vejam o exemplo de nossa Câmara Municipal. Seus vereadores de menos idade não se livraram das práticas dos mais antigos e repetem os mesmos erros. Anteciparam, descaradamente, a eleição da mesa diretora.

A droga (de todo tipo e natureza) ocupa os mais distantes lugares deste país e vai destruindo nossos jovens e tornando a violência uma coisa corriqueira. Os governantes não se juntam para resolver esse mal que neutraliza qualquer ação social que se programe.

Presidente Dilma, a capacidade de comprar mais coisas não melhora a qualidade de vida das pessoas. Muitas vezes piora. Sem uma educação de verdade, uma saúde de verdade e uma segurança de verdade, não vamos para canto nenhum.

Que no ano de 2014, uma onda de energia do Universo invada nossos cérebros e produza em cada um dos governantes e governados mentes mais saudáveis para que possamos viver com mais simplicidade e qualidade de vida. Que todos os governos criem Ouvidorias e Vedorias que funcionem de verdade.
Ruínas da Casa Maior de João Lostau


domingo, 22 de dezembro de 2013

O que nos falta é ciência e tenência

O que nos falta é ciência e tenência
Tomislav R. Femenick – Mestre em economia e contador

Desde a década de 1990 que o Brasil está situado entre as dez ou quinze maiores economia do planeta, mas não conseguimos entrar no seleto clube das potencias do primeiro mundo. Estamos quase chegando lá, sem nunca chegar. Sempre ficamos da fila do gargarejo. A pergunta inevitável é: O que acontece e qual é causa? Talvez a resposta esteja nas notícias divulgadas recentemente, que colocam o Brasil entre as nações com menor qualidade de ensino e menor índice de produção científica e registro de patentes de novas descobertas. Então o que nos falta? Obstinação para buscar e ciência para alicerçar o nosso desenvolvimento. Sem ciência não há como chegarmos ao céu do primeiro mundo. Somente para confirma essa afirmação, convido os leitores para um passeio pela história do nascimento da ciência.
Os primeiros estudos científicos foram desenvolvidos pelos filósofos que se dedicavam à filosofia da natureza. A história aponta os gregos e chineses como os precursores desses estudos. Podemos dizer que o ponto de partida foi dado quando Leucipo de Mileto (460-380 a.C.) e Demócrito de Abdera (cerca de 460-370 a.C.) desenvolveram a teoria de que todas as matérias são compostas por átomos, cujas propriedades seriam: forma, tamanho, impenetrabilidade e movimento. Até então a opinião predominante era que as matérias eram compostas de terra, água, fogo e ar. Quatro pensadores gregos deram a base para a separação entre o “raciocínio simplesmente lógico” e o “raciocínio lógico ordenado”. Tales de Mileto (624-548 a.C.) exclui os deuses da origem da natureza, Pitágoras (580-507 a.C.) concebeu a relação matemática como base das coisas, Parmênides (515-540 a.C.) criou a lógica formal (alicerçada no princípio da não contradição, segundo o qual o “ser” é e o “não-ser” não é) e Demócrito (460-370 a.C.) formulou a teoria sobre a constituição da matéria. Eles geraram o embrião da ciência atual.
Os chineses da antiguidade adotavam a ideia de cinco elementos básicos: terra, água, fogo (em comum com os gregos), metal e madeira. Essa teoria foi sistematizada pelo filósofo, historiador, político, naturalista, geógrafo e astrólogo Zou Yan, ou Tsou Yen (305-240 a.C.), tido como o fundador de todo o pensamento científico chinês. Das especulações teoréticas, os gregos e chineses migraram para o uso prático.
Na Grécia as descobertas foram o relógio de água, as máquinas movidas com força motriz hidráulica ou de ar comprimido. No campo das ciências naturais, as pesquisas se expandiram pela astronomia, geografia, zoologia, botânica e medicina etc.
Na China antiga os estudos teóricos eram voltados para conceituações morais (confucionismo, taoismo etc.), porém a ação era principalmente voltada para a exploração do mundo natural. As pesquisas no campo da física e da química resultaram na invenção da pólvora, do balão de ar quente e da bússola magnética. Os estudos sobre mecânica levam à construção da besta e do sismógrafo. Na medicina testaram o tratamento da malária. Também, estudaram e fizeram aplicação prática com elementos de engenharia hidráulica, botânica e astronomia.
Outros povos da antiguidade também enveredaram nos estudos das ciências. Na Mesopotâmia e no Egito houve importantes estudos no campo da engenharia de construção, medicina, matemática e astronomia.
Por que não aprendemos com a história? Se quisermos entrar no maravilhoso mundo dos países desenvolvidos há que se melhorar o ensino em todos os níveis, fazer pesquisas e criar condições concretas para uma ciência verde-amarela, sem xenofobismo.

O Mossoroense. Mossoró, 20 dez. 2013.


quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Krishnamurti: o Instrutor do Mundo

Jiddu Krishnamurti
O grande mestre Krishnamurti ainda jovem. 

Se você quer conhecer um mestre dos tempos atuais, leia algum trabalho ou veja algum vídeo sobre esse espírito avançado do nosso tempo. 
Você pode acessar os sites sobre ele na internet.