quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Coronel José Theodoro de Souza Pinheiro



Extraído do Diário do Natal, do ano de 1906
Por João Felipe da Trindade - jfhipotenusa@gmail.com
Hoje à uma hora da manhã sucumbiu, vítima de uma terrível tuberculose, o venerando ancião – coronel José Theodoro de Souza Pinheiro, deixando em desolação sua prezada família e enlutada a “Pátria Angicana”. A perda irreparável desse conspícuo cidadão abre um vácuo impreenchível no seio da política oposicionista desta terra.
O respeitável morto foi desde a 2 de fevereiro de 1848 até 2 de setembro de 1906, um dos lutadores mais intransigente da política potiguar.
A traiçoeira mão da Parca veio cortar o fio da existência de tão caro, quão virtuoso e honesto varão, modelo dos pais, esposo exemplar, amigo sincero e católico verdadeiro.
O solo angicano estremecia e exuberava de prazer em possuir tão ilustre filho. Este símbolo digno de imitação, de caráter puro, sem jaça, de fina têmpora, jamais se brandia diante do rigor da perseguição adversa.
Timbrava não recuar em frente a mais terrível ameaça, daqueles que tinham em mira verem-no nulificado no cenário público dos acontecimentos.
O coronel José Theodoro encetou sua vida pública em 2 de fevereiro de 1848, na capital de Pernambuco, fazendo parte do movimento revolucionário, ao lado do desembargador Joaquim Nunes Machado, Joaquim Jeronymo de Castro Vilela, Antonio Borges da Fonseca, e outros.
Em 1854 provisionou-se no Tribunal de Relação de Pernambuco, subindo no plenário pela 1ª vez para defender um réu de crime de morte, teve a glória de po-lo em liberdade.
Durante sua vida de advogado, nunca traiu ao seu cliente; nunca vendeu uma causa, era nessa parte de uma infibratura invejável.
Em 1856 assumiu a direção da política deste município, encontrando as mais horríveis dificuldades, sem que se curvasse nos momentos críticos do desempenho de seu dever.
Em 11 de setembro de 1859 entrou na Sociedade de Socorros Mútuos e Lenta Emancipação dos Cativos, da qual possuía o seguinte título:
Caridade e Fraternidade – Regeneração Católica – Associação de Socorro Mútuos e Lenta Emancipação dos Cativos, estabelecida em 11 de setembro de 1859.
Associação de Socorros Mútuos e Lenta Emancipação dos Cativos, atendendo ao merecimento do Ilmo. Sr, Dr. José Theodoro de Souza Pinheiro, e de conformidade com os Estatutos, confere-lhe o diploma de sócio, pelo que gosará de todos os direitos que lhe são consagrados nos mesmos estatutos. Sala da Associação, em Pernambuco, 4 de Dezembro de 1859. O presidente Dr. Antonio Borges da Fonseca – 1º Secretário Luiz Cyriaco da Silva – 2º Secretario Modesto Francisco das Chagas Cannabara – Tesoureiro Albino de Jesus Bandeira. Eis o título que ele consagrava culto de veneração.
Em 1871 bateu-se com todas as forças incutindo na alma da massa rústica de sua terra as vantagens da áurea lei de 28 de setembro.
Em 1877 até 1888 na qualidade de membro da Comissão Libertadora empregou sacrifícios para convencer aos escravocratas a necessidade do município de Angicos ser livre antes de um lei obrigatória, o que conseguiu em dia do mês de abril do ano de 1888.
O coronel José Thedoro nunca conquistou posições, nem almejou grandezas, além daqueles que a nobreza de sua alma trazia-lhe, por meio do reconhecimento dos homens dotados de bons sentimentos.
Por distinção do seu impoluto caráter, pelo tipo à Romano e fibra de Catão, os amigos do centro o distinguiam - consultando-o em tudo.
Correu em duas chapas para Deputado provincial, no antigo regime, nada obtendo porque, os políticos não viam nele um instrumento do chefe.
Em 1876 foi apresentado pelo Dr. Moreira Brandão, na ascensão do Partido Liberal, o seu nome para 5º vice-presidente, logo que chegou ao seu conhecimento escreveu pedindo que retirasse a indicação.
Em 1891 foi nomeado tenente-coronel da Guarda Nacional, sendo reformado por Decreto de 23 de agosto de 1893 no posto de coronel comandante da mesma Brigada.
Este lidador invencível morreu convencido de que a liberdade, igualdade e fraternidade em nosso País era um sonho, que o 15 de novembro que ele sonhou ao encetar sua vida pública, veio trazer-nos a desilusão de que não havia altivez de caráter como ele supunha.
Desiludido sim, porem abraçado com a bandeira de suas crenças.
O ilustre morto era filho do tenente Antonio Teixeira de Sousa e D. Anna Rita Veiga de Azevedo, aquele filho do capitão Francisco Antonio Teixeira de Sousa descendente da família de Frei Miguel Joaquim de Almeida Castro, conhecido por Miguelinho; e essa filha do capitão Francisco Lopes Viégas, descendente do tenente Antonio Lopes Viégas.
O finado nasceu em 28 de janeiro de 1828, casou-se em 20 de dezembro de 1850, com Dona Josefa Martins de Souza Pinheiro, filha do abastado fazendeiro Antonio Martins dos Santos, de cujo enlace teve 16 filhos, criando somente 6 e enviuvou a 6 de dezembro de 1887.
A nobreza de sua alma fez que ligasse a família de sua digna esposa, 56 anos de mais extremosa convivência e fidelidade, sem tergiversarem um dia dessa sagrada união.
O golpe da fatalidade veio roubar a essa honrada família o amigo extremoso, ao lar o pai carinhoso.
O lar dos nossos amigos majores Theodoro Filho e Vespasiano, esteve em completa romaria desde uma hora da manhã até as 3 da tarde; ali iam todos os amigos e parentes do morto depositar uma lágrima de saudade pela eterna separação do pai extremoso, do amigo sincero, do esposo carinhoso e do católico verdadeiro, relembrando a todos a orfandade do lar, dos amigos e da pátria angicana.
O saimento teve lugar as três horas da tarde, acompanhado dos amigos e quase totalidade da massas angicana; ao chegar ao cemitério público desta Vila e, ao deitar a última pá de areia sobre o esquife, o major José Anselmo Alves de Souza, em tocantes e eloquentes frases levantou a voz comemorando as virtudes de seu inesquecível correligionário e amigo coronel José Theodoro, deixando os presentes imergidos pelas lágrimas da dilacerante dor, naquele momento de tão augusta separação.
Em toda massa popular lia-se a dor de ver a pátria angicana perder um de seus ilustres filhos. Distinguindo-se, sobretudo, o seu extremoso amigo e primo João Felippe Teixeira de Souza, que em prantos lastimava a separação eterna de sue melhor amigo e não cessava um só minuto de beijar-lhe as faces, relatando os idos tempos em que unidos em um só pensamento batiam com denodo os seus mais encarniçados adversários; estas frase consternavam os mais duros corações.
O partido oposicionista de Angicos – compartilhando da grande dor porque veem de passar os seus prestimosos amigos – major José Theodoro Filho, Alexandre Vespasiano de Souza Pinheiro, Bernardo Martins dos Santos, Antonio Martins dos Santos e Joaquim Martins dos Santos e os cidadãos João Felippe Teixeira de Souza e Francisco Geminiano Teixeira de Souza, filhos, cunhados e sobrinhos do seu inolvidável chefe – coronel José Theodoro, renova-lhes  a expressão sincera de seu profundo pesar, e, em homenagem à memória desse ilustre morto manda publicar esta linhas.
Vila de Angicos, 2 de setembro de 1906. Diário do Natal.




segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Domingos João Campos, tetravô de João Café Filho (II)



João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN, membro do IHGRN e do INRG
Escreveu João Bosco, pesquisador da família Fernandes Campos, em seu discurso de posse no IHGRN: dos filhos do casal Domingos João e Rosa Maria, Manoel Fernandes Campos foi o terceiro filho, a ele coube ser o testamenteiro dos bens deixados quando do falecimento dos seus pais. Manoel foi batizado em Jundiaí, no dia 22 de julho de 1749, por duas vezes eleito vereador em Natal, e ainda moço foi sargento-mor, morava na sua propriedade no lugar Socavão, próximo ao Jundiaí, onde era grande produtor de farinha. Por motivos que não sabemos explicar, por falta de documentação, Manoel nunca casou, porém constituiu família com a jovem Mariana da Costa, filha de Antonio de Melo de Oliveira e Clara Rabelo Vieira, de origem cearense.
No artigo anterior, mencionamos o batismo de uma filha de Manoel Fernandes Campos e de Antonia Maria Mendonça, em 1767. Em 1774, já sargento-mor, ele foi padrinho de uma sobrinha, sendo apresentado como solteiro. Em 1786, Luisa Fernandes, filha natural dele com Damasia Rodrigues da Silveira, casa com Eugenio Ferreira de Lima, filho natural de Matheus Rodrigues da Silveira e Anna de Nis. Em 1835, uma neta dele, Damasia Fernandes Campos, filha de Eugenio e Luisa, casa, na Matriz de São João Batista do Assú, com Felis Pereira da Silva, filho de José Pereira da Silva e Florência Maria de Jesus. Lá no Assú, encontramos três filhos de Felis e Damásia que foram batizados, dois na capela de São José das Oficinas e um na Fazenda Morro.
Mas, é do relacionamento de Manoel Fernandes Campos e Mariana da Costa que nasce Lourenço Fernandes Campos, que herdou o nome de um tio. Lourenço casou no dia 7 de abril de 1830, na Matriz de Nossa Senhora da Apresentação com Josefa Thereza das Virgens, filha de Manoel Ignácio Barbosa e Florência Maria de Nazaré. Diz João Bosco que desse Lourenço pouco informação obteve, apenas que teve um filho de nome Lourenço Fernandes Campos Junior, que casou em 8 de maio de 1851 com Feliciana Joaquina Rangel, filha do casal Boaventura Dias de Sá e Felícia Joaquina Rangel. Feliciana e Felícia devem descender de outra Felícia Joaquina Rangel, filha de Valentina, irmã de Catharina Peralta Rangel.
Segundo João Bosco Campos, Lourenço substituiu Junior por Café, pelo fato de ter ele plantado café em uma de suas propriedades. Ganhou prestígio na sociedade natalense e foi padrinho de muitas crianças, principalmente na capela de Canabrava, em Macaíba. Do seu casamento com Feliciana não encontrou filhos, porém teve vários filhos naturais com Felisminia Carolina de Moura Soares. Foram eles Joaquim Fernandes Campos Café, casado em 1888 com Maria Soares Leite; Tertuliano Fernandes Campos Café, residente em Macaíba e casado com Francisca Gomes da Silva; José Joaquim Moura Café, residente em Natal, e casado com Maria Amélia Cordeiro; Enéas Fernandes Campos Café, casado em Natal, mas que foi residir no Pará; e, por último, João Fernandes Campos Café.
 João Fernandes Campos Café nasceu no dia 16 de abril de 1865, tendo casado duas vezes. Não há informação de quando casou, nem o nome da primeira esposa. A segunda vez casou com uma sobrinha da primeira mulher. Chamava-se Florência Amélia Campos Café, nascida em 1 de novembro de 1877 e falecida em 14 de agosto de 1944. Foi Administrador da Fazenda Jundiaí, Encarregado do Serviço de Fiscalização de Rendas da Ribeira, pertenceu a Maçonaria e fundou a Igreja Presbiteriana Independente, aquela da Rua João Pessoa, em Natal. Faleceu em 1931.
Do casamento com Florência Amélia Campos Café nasceram os filhos Maria e Luiz, que faleceram com poucos dias de nascido, João Fernandes Café Filho, Alice Fernandes Café, Alzira Fernandes Café e Jessé Fernandes Café.
João Fernandes Café Filho, que nasceu em 03 de fevereiro de 1899, alterou, oficialmente, seu nome para João Café Filho, no ano de 1933.
No nosso blog http://putegi.blogspot.com postamos um artigo de Marcos Pinto, sobre descendentes de José Fernandes Campos, lá em Apodi, bem como informações colhidas por um colega genealogista dos ascendentes, em Portugal, de Domingos João Campos.
Esperamos que o livro de João Bosco Campos sobre Domingos João Campos seja publicado o mais breve possível, pois ele deve conter mais informações sobre esse português de Viseu.
Aqui uma imagem do batizado de Bernardo, filho de Domingos João e Rosa Maria





Familiares de Domingos João Campos, em Portugal

Um amigo genealogista me manda mais informações sobre a família de Domingos João Campos, em Portuga, em duas partes

1ª parte

Prof. João Felipe,
 
         REGISTRO DE BATISMO DE DOMINGOS JOÃO CAMPOS: 29 DE ABRIL DE 1714.
 
         Página 54 ( Verso ) do Livro Misto ( Batizados, Casamentos e Óbitos ) do período de 1692 à 1728 da Freguesia de Santa Maria Madalena, Freguesia do Campo, Conselho de Viseu, Bispado de Viseu, Portugal.
 
 
        Aos vinte e nove de Abril de Mil e Sete Centos e Quatorze, Baptizei solenemente nesta Igrª do Campo a DºS, filho de Phelipe Francº e de sua lgmª m.er Izabel Frs; foram pp M.el Francº da Laceira,  e Anna, soltrª todos de Mozellos desta Fregª de que fis este termo que assigno hoje, dia, mes, era, ut supra.
 
                                                        Pe. Cura João de Seixas. “
 
        Domingos João Campos era neto paterno de Antônio Simão e de sua 1ª esposa Isabel Paes, e era neto materno de Manoel Fernandes, da Freguesia de Orgens, Viseu, e de Ana Fernandes.
 
        REGISTRO DE CASAMENTO DE FELIPE FRANCISCO E ISABEL FERNANDES: 12 DE JUNHO DE 1704.
 
        Páginas 65 e 65 ( Verso ) Livro Misto ( Batizados, Casamentos e Óbitos ) do período de 1692 à 1728 da Freguesia de Santa Maria Madalena, Freguesia do Campo, Conselho de Viseu, Bispado de Viseu, Portugal. O registro começa bem no final da página 65 e no final dessa página na 5ª e última linha está escrito “ ... Trident. e do Const. do Bispado e por nam averem ... “ , e na página 65 ( Verso ) logo na primeira linha a continuação, estando escrito “ ... Impedimento Canonico PHELIPE FRANCº, filho ... “, e daí o registro continua até o seu final, com a assinatura do vigário Padre Cura João de Seixas.
 
 
       “ Em os doze dias do mês de junho de Mil e Sete Centos e Quoatro annos Se receberam em minha presença nesta Igrª de Sancta Maria Magdalena do Campo, guardado em tudo o Sagrado Concilio Trident. e do Const. do Bispado e por nam averem Impedimento Canonico PHELIPE FRANCº, filho legº de Antonio Simão e de sua prª m.er Izabel Pais, o qual se recebeu com IZABEL FRZ, fª legª de M.el Frz Orgens e de sua m.er Anna Frz, todos moradores no lugar de Mozellos, desta Fregª do Campo, foram testªs prezentes Francº Roiz Barbrº, M.el Frz,  e Gonçalo Joam também de Mozellos. De que fiz este termo q assignei, hoje dia mês era ut supra.
 
                                                     Pe. Cura João de Seixas. “
 
          Na mesma página 65 ( Verso ) o registro de casamento seguinte é o de Antônio Lopes com Maria Marques, em 06 de julho de 1704, mas que não tem nada ver com Domingos João Campos. Logo a seguir, o registro de casamento de Gonçalo João com Domingas Simão. O Gonçalo João que aparece sendo testemunha do casamento de Felipe Francisco com Isabel Fernandes era CUNHADO do Noivo Felipe Francisco ( Pai de Domingos João Campos ), já que Gonçalo João era casado com Domingas Simão, irmã de Felipe Francisco somente por parte de pai, e tia paterna de Domingos João Campos, e na mesma página 65 ( Verso ) já no final da página, e uma parte já iniciando na página 66, consta o registro de casamento em 01 de agosto de 1704 de Gonçalo João com Domingas Simão, filha de Antônio Simão e de sua 2ª esposa Luíza Fernandes, e o Gonçalo João era filho de Manoel João Barondo e de Ana Francisca.  
          Na página 60 ( Verso ) do Livro Misto ( 1665 – 1695 ) tem o casamento em 14 de fevereiro de 1689 de Manoel Francisco com Maria Paes, irmã de Felipe Francisco e filha de Antônio Simão e de Isabel Paes, já falecida na ocasião, e ele Manoel Francisco era filho de Antônio Batista e de Maria Francisca, o celebrante foi o Padre Antônio Correia, e as testemunhas foi Pascoal Francisco, das Eiras, e Simão Francisco.
 
          DOMINGOS JOÃO CAMPOS, natural de Muzellos, Freguesia do Campo, Bispado de Viseu,  Portugal, nascido em 1714 e falecido por volta de 1795, contraiu matrimônio em 24 de novembro de 1745 com  ROSA MARIA DE MENDONÇA, nascida possivelmente em 1730 e falecida em 13 de janeiro de 1797 com 67 anos, pouco mais ou menos, filha de pais ignorados.
 
           REGISTRO DE CASAMENTO DE DOMINGOS JOÃO CAMPOS E ROSA MARIA DE MENDONÇA:  24 DE NOVEMBRO DE 1745.
 
          Livro de Matrimônios da Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação de Natal.
 
 
            “ Aos Vinte e Quatro de Novembro de Mil Sete centos e Quarenta e Sinquo annos, pela manhã, na Capella de Nossa Senhora da Conceição do Jundiahy, desta Freguezia de Nossa Senhora da Apresentação do Rio Grande do Norte, feitas as denunciaçõens na forma do Sagrado Concilio Tridentino, nesta Matriz, e na dita Capella onde o Contratante he morador e justificando o Contratante ser solteyro livre e desempedido perante o Reverendo Doutor Joze de Almeida Vigário da Praça e do Juiz dos Residentes do Distrito da Parahiba, por comissão nomeiado na visita de Sua Excelencia Reverendissa que se achava vizitando na dita Cidade e dando fiança aos banhos do Contratavel perante mim como constava do mandado que se me apresentou com as sobreditas clausulas, sem se descobrir impedimento como consta nas certidões dos banhos mais documentos que ficam em meo poder, excepto a fiança que foy remetida ao dito juiz a mão do Escrivão, pelo Reverendo Ignacio Pereira de Azevedo, clausula tambem  do dito mandado, e em presença do Reverendo Coadjuntor Licenciado João Gomes Freire de licença minha e sendo presentes por testemunhas o Capitão Mor desta Capitania Francisco Xavier de Miranda Henriques e o Provedor da Fazenda Real Ignácio de Souza Rocha Branco, pessoas conhecidas, se cazarão em face da Igreja solemnemente por palavras de prezente DOMINGOS JOÃO CAMPOS, filho legítimo de Phelipe Francisco já defunto e sua molher Isabel Fernandes, naturais do Lugar Muzelos, Freguezia do Campo, Bispado de Viseu e morador nesta Cidade com Dona ROSA MARIA DE MENDONÇA filha de pais incógnitos, exposta em casa do Sargento Mor Mario de Castro Rocha, natural e morador na ribeira da Cidade desta dita Freguezia e logo lhes dei as bençãos conforme os Ritos e Cerimonias digo as Cerimônias da Santa Madre Igreja do que tudo mandei fazer este assento em que por verdade me assignei.
 
                                                           Manoel Correa Gomes      
                                                                   Vigário. “

2ª parte
  
        O português DOMINGOS JOÃO CAMPOS não pertencia a nenhuma Família CAMPOS, já que o nome Campos nele é relativo ao seu lugar de origem, isto é, a sua terra natal.
        Possivelmente em sua terra natal DOMINGOS JOÃO CAMPOS se chamava apenas DOMINGOS JOÃO, e quando chegou ao Brasil, ele como forma de homenagear o seu lugar de origem, resolveu incorporar o nome CAMPOS ao seu sobrenome, ficando dessa forma o nome completo DOMINGOS JOÃO CAMPOS, e com isso deu origem a uma família CAMPOS em território norte–riograndense.
 
      
         MANOEL ( Tio Paterno do português Domingos João Campos ), filho de Antônio Simão,  e da 1ª esposa Isabel Pais, moradores em Moselos, batizado em 12 de setembro de 1667. Padrinhos: Manoel Simão, e Domingas Rodrigues, esposa de Francisco Rodrigues Barbeiro. Padre Manoel Lopes.
 
         ANTÔNIO, ( Tio Paterno do português Domingos João Campos ), filho de Antônio Simão,  e da 1ª esposa, batizado em 23 de outubro de 1677. Padrinhos Manoel Esteves, solteiro, e Felipa Fernandes, esposa de Manoel Fernandes, de Mozelos. Padre Manoel Figuereido.
 
 
        DOMINGAS SIMÃO ( Tia Paterna do português Domingos João Campos ), foi a 1ª filha do 2º casamento de Antônio Simão com a 2ª esposa Luíza Fernandes, foi batizada aos 20 de agosto de 1680 pelo Padre Antônio Correia, e os Padrinhos de Batismo foram Lourenço João e Madalena Francisca, e Domingas Simão contraiu matrimônio em 01 de agosto de 1704 com Gonçalo João, batizado em 20 de janeiro de 1680 e falecido aos 16 de outubro de 1721, e era filho de Manoel João Barondo e de Ana Francisca, e foi batizado pelo Padre Antônio Correia, e os Padrinhos foram Lázaro Dias, do Paço, da Freguesia de Lordosa, e Maria, solteira, filha de Sebastião Francisco, de Moselos.
      
 
         ANTÔNIO SIMÃO ( Avô Paterno de Domingos João Campos ) faleceu em 19 de junho de 1720, natural da Freguesia de São Pedro de Lordosa e morador na Freguesia de Santa Maria Madalena do Campo, filho de Braz Gonçalves e de Isabel Simão, contraiu 1º matrimônio com Isabel Pais, natural da Freguesia de Santa Maria Madalena do Campo, filha de Domingos Pais e de Isabel Francisca.
 
         ANTÔNIO SIMÃO ( Avô Paterno de Domingos João Campos ), depois de quase 2 meses  de ficar viúvo da 1ª esposa Isabel Pais, ele  contraiu 2º matrimônio aos 20 de novembro de 1679 com Luíza Fernandes, que faleceu em 15 de março de 1730, e o casamento foi celebrado pelo Padre Manoel de Figuereido, e as testemunhas foram Manoel Simão, Domingos Fernandes e João Francisco.
 
 
         REGISTRO DE ÓBITO DE ANTÔNIO SIMÃO, Avô Paterno do português Domingos João Campos: Faleceu em 19 de junho de 1720.
 
         Página 132 ( Verso ) do Livro Misto do período de 1692 à 1728 da Freguesia de Santa Maria Madalena do Campo, Viseu, Portugal.
 
         “ Faleceu ANTÔNIO SIMÃO de Mozellos em dezanove de junho de Mil e Sete centos e vinte. Fes Testamento foi interrado na Igreja por ele sua molher. De que fis este termo q asignei era ut supra.
 
                                                                        O Pe. Cura
                                                                  Miguel Paes da Costa. “
 
       
         ISABEL PAIS, Avó Paterna do português DOMINGOS JOÃO CAMPOS: Faleceu em 22 de setembro de 1679.
 
         Página 92 ( Verso ) do Livro Misto ( Batizados, Casamentos e Óbitos ) do período de 1665 à 1695 da Freguesia de Santa Maria Madalena, Freguesia do Campo, Conselho de Viseu, Bispado de Viseu, Portugal.
 
 
         “ Aos vinte e dous do mes de setembro de seis sentos setenta e nove faleceo ISABEL PAIS m.er de Antº Simão de mozellos não fes testa mento seu marido lhe fez fazer o bem de sua alma e em verdade de tudo fis este asento dia mes e era asima.
                                                                       O Pe. M.el de Figdº.
 
                   
         FELIPE FRANCISCO ( Pai do português Domingos João Campos ) faleceu em 25 de agosto de 1718, quando o seu filho DOMINGOS JOÃO CAMPOS tinha apenas 4 anos de idade.
 
         REGISTRO DE ÓBITO DE FELIPE FRANCISCO: Página 128 ( Verso ) do Livro Misto do período de 1692 a 1728 da Freguesia de Santa Maria Madalena do Campo, Viseu, Portugal.
 
 
         “ Falleceu PHELIPE FRCº de Mozellos em vinte e Sinco de Agosto de Mil e Sete centos e dezoutto foi interrado na igrª  por elle sua m.er  não fes manda de q fis este termo q. assignei era ut supra.
 
                                                  O Pe. Cura Miguel Paes da Costa. “
 
 
        Um Tio Materno de DOMINGOS JOÃO CAMPOS, de nome MANOEL FERNANDES, Soldado, faleceu em 19 de novembro de 1718, filho de Manoel Fernandes Orgens.
        
         ANA ( Tia Materna do português Domingos João Campos ), filha de Manoel Fernandes Orgens e de Ana Fernandes, batizada em 16 de maio de 1677 pelo Padre Manoel Esteves. Padrinhos: Manoel, solteiro, filho de Manoel Esteves, de Muzelos, e Luzia, solteira, de Muzelos, e assistente em Viseu.
 
 
        REGISTRO DE BATISMO DE ISABEL FERNANDES ( MÃE DE DOMINGOS JOÃO CAMPOS ): Batizada em 10 de julho de 1683.
 
        Página 39 do Livro Misto ( Batizados, Casamentos e Óbitos ) do período de  1665 à 1695 da Freguesia de Santa Maria Madalena, Freguesia do Campo, Conselho de Viseu, Bispado de Viseu, Portugal.
 
       “ Baptizei a ISABEL fª de M.el Frs, e de sua molher Anna Frs, mºrs em Mozellos, aos dez dias de julho de 683. forao P.P João Esteves do luguar de abranizes, e Juliana soltrª do dito Mozellos. De q fiz este q assigney.
 
                                                                      O Pe. Antº Correa. “
 
        
         Há o registro de casamento de um DOMINGOS PAIS, filho de Antônio Pais e de Ana João, casado em 26 de janeiro de 1626 na Freguesia de Santa Maria Madalena do Campo com Maria Simões, filha de João Simão e de Ana Martins, mas não sei se este é o mesmo Domingos Pais que foi o Pai de Isabel Pais ( Avó Paterna do português Domingos João Campos ), mas essa dúvida é porque o nome da mãe de Isabel Pais era Isabel Francisca.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

IV Encontro Norte-Rio-Grandense de Genealogia

É Arysson, lá de Caicó, quem avisa
Caicó sediará nos dias 23, 24 e 25 de novembro o IV Encontro Norte-Rio-Grandense de Genealogia. O evento promete reunir historiadores do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Ceará e Alagoas no plenário da Câmara Municipal. Na programação estão previstas palestras, mesa-redonda, intercâmbios e confraternizações.

DESCENDENTES DO ALFERES DOMINGOS JOÃO CAMPOS (TETRAVÔ DO PRESIDENTE CAFÉ FILHO) EM APODI. (I).

Por Marcos Pinto

                  Afirmam  renomados  historiadores,  que  a  genealogia  constitui  um  manancial  de  datas e  nomes  que  guardam  intrínsecos  liames  com fatos  históricos   que  precisam  ser  perfilados  e  elencados pelos  incansáveis  e  abnegados  pesquisadores  e  genealogistas.  Nesse  contexto, os  vetustos  troncos  familiares  da  Ribeira  do  Apodi  assumem  veemência  irrefutável  no  arcabouço  das  árvores genealógicas  vinculadas  às  primeiras  autoridades  da  então  Capitania  do  Rio  Grande.  DOMINGOS  nasceu  no  ano  de  1714, na  Freguesia  de  N. Sra. do  Rosário  do  Campos, Bispado  de  Viseu, em  Portugal, filho  legítimo de  Phelipe  Francisco  e  de  Izabel  Fernandes.  Faleceu no ano de 1795.
                  Na  maioria  dos fatos  históricos,  a  área  territorial  da  Ribeira  do  Apodi  sobressai-se  como  palco de  efervescentes  acontecimentos, a  começar  pelo  levante  indígena  dos  Tapuias  Paiacus,da  nação  Tarairiús,  conhecido como  "A  GUERRA  DOS  BÁRBAROS", no  período  compreendido  entre o  ano  de  1698  a  1720.  Feitas  essas  digressões, oriundas  dos  anais  históricos, reportemo-nos  ao  protagonista-mór  deste  despretensioso  artigo.  Domingos  atuou  como  o  principal  Ajudante  no  cansativo  trabalho de  medição e  demarcação  das  "Datas  de  Sesmarias""  da  região de  Apodi.  Em   21  de  Abril de  1740  encontrava-se  em  Apodi  medindo  e  demarcando  a  famosa  "DATA  DO BOQUEIRÃO", no  tamanho  antigo de  três  léguas  de  comprido  por  uma  de  largo. Essa  "Data  de  Sesmaria"  principia  no  sítio  "Passagem  Funda"  e  termina  nas  ilhargas  das  "Datas  de  Santa  Cruz"  e  de  "Santa  Rosa".  Nesta  labuta, é possível  que  DOMINGOS  JOÃO  tenha  concretizado  algum  relacionamento  amoroso  com uma  índia  Tapuia  Paiacus.  Observe-se  que  só vem  a  casar  aos  31  anos  de  idade,  em  24.11.1745.  Ainda  hoje  é  comum  ouvir-se  pessoas de  idade  longeva (80-90 anos)  afirmar  que  a  bisavó  era  índia, e  que  fora " pega  à  casco  de  cavalo  e  a  dentes de  cachorros", em  clara  alusão à  fatos  reais  ocorridos  durante  o  combate à  indiada  hostil, no  período compreendido   entre o ano de  1698  a  1720.  O  certo  é  que  os  indômitos  ÍNDIOS  DO APODI  foram  objeto de  toda  sorte  de  tropelias.  Em um dos livros de  assento de  batismo  da  Igreja-Matriz  de  N. Sra. da  Apresentação  encontramos  vários assentos  de  batismos  de  crianças  índias  tapuias  paiacus, com  idade  entre  04  e  05  anos, cujos  assentos  constam  que  não se  sabe  os  nomes dos  pais  porque  foram  pegas  na  guerra.  Encontramos, ainda, a  índia  tapuia paiacus  Suzana, batizada  em  1692, com a  idade  de  25  anos, e  que  era  escrava  do  Sargento-Mór  MANOEL DA  SILVA  VIEIRA, que  participou  do  combate  aos   Tapuias  Paiacus  na  margem  da  lagoa do  Apodi  em  1692, daí constar no assento que a  mesma  foi pega  na guerra.
               Uma  filha  do  Sargento-Mór  Manoel da  Silva  Vieira, de  nome  ANTONIA  MARIA DA  CONCEIÇÃO  casou  com  JOSÉ  FERNANDES  CAMPOS,  filho de  Domingos  João  Campos e  de  Rosa  Maria de  Mendonça.  Antonia  e  José  foram pais  de  JOSÉ  FERNANDES CAMPOS ( 2º), nascido  a  15 de  Agosto de  1775,   batizado  que  teve  como  padrinhos  Salvador  Maria da  Trindade  e  Ana  Maria do  E. Santo.  JOSÉ  (2º)  casou  com  JOANA GOMES  DE  JESUS,  tendo  fixado  residência  no  feudo  territorial  dos  FERNANDES CAMPOS, denominado  de  sítio  "Lagoa  Redonda", encravado  na  3ª  légua da  "Data  do  Boqueirão", medida por  Domingos  em  21.04.1740. Essa  tradicional  e  humilde  família  Apodiense  é  popularmente  conhecida  como  sendo  a  família  dos  "FONOM".   
               JOSÉ  FERNANDES CAMPOS (2º)  nascido em Natal,  faleceu  no seu sítio  "Lagoa  Redonda" (Apodi)  no ano de  1848, deixando a  viúva  JOANA  GOMES DE  JESUS  e  os  filhos:
             F.01- JOSEFA  MARIA DA PENHA - Casou com Manuel  de  Paiva  Ferreira.  Residiam  em  Portalegre-RN.
             F.02- LUCIANO  GOMES  DE  MEO - Em  1848  já era  viúvo de  Senhorinha de  Lima.
             F.03- FRANCISCO  FERNANDES  CAMPOS -  Casado  com  Joana  Batista de  Lima.
             F.04- JOÃO FERNANDES  CASADO.
             F.05- ROSA  MARIA. (É  a  mesma  Rosália da  Encarnação).
             F.06- MANOEL  FERNANDES  CAMPOS - Casado  com  Josefa  Maria da  Conceição, filha de  José  Pessoa  e de  Thereza  Pessoa.
             F.07- ANTONIO  FERNANDES  CASADO.
             F.08- NICOLAU GOMES  DE  MELO.
             F.09- ISABEL  MARIA  DA  CONCEIÇÃO.

       
OBSERVAÇÃO:  Quem  interessar  saber  a descendência  destes  09  bisnetos  de  DOMINGOS  JOÃO  CAMPOS,  pode  solicitar  através  do  meu  E-mail:  marcospinto.52@hotmail.com
             

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Domingos João Campos, tetravô de João Café Filho (I)



João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN, membro do IHGRN e do INRG

Um amigo, colega da UFRN, Domingos Fernandes Campos, foi quem me revelou que seu irmão, João Bosco Campos, escreveu um livro, ainda inédito, cujo titulo é Alferes Domingos João Campos, Senhor do Engenho Jundiahi, História e Genealogia. Estimulei a publicação do livro, mas até agora não foi possível. Por isso, resolvi fazer esse artigo com base nas minhas informações e nas contidas na palestra de João Bosco, quando tomou posse no IHGRN, em 29 de março 1989, ano em que João Café Filho completaria 90 anos de idade, se vivo fosse.
O registro de casamento do português Domingos João Campos é de difícil leitura, mas que completaremos com outros registros. Ele casou com Rosa Maria de Mendonça, na capela de Nossa Senhora da Conceição de Jundiaí, em 24 de novembro de 1745. Foram testemunhas o capitão-mor da capitania do Rio Grande, Francisco Xavier de Miranda Henriques, e o Provedor-mor da Fazenda Real, Ignácio de Sousa Rocha Branco. Vejamos um registro de batismo de um filho de Domingos, que contém informações mais completas.
Bernardo, filho do Alferes Domingos João Campos, natural da Freguesia de Nossa Senhora do Rosário do Campo, Bispado de Viseu, e de Dona Rosa Maria de Mendonça, natural desta Freguesia, exposta em casa do sargento-mor Hilário de Crasto Rocha, neto por parte paterna de Phelippe Francisco e Izabel Fernandes, naturais da Freguesia de Nossa Senhora do Rosário de Campo, Bispado de Viseu, nasceu aos vinte e oito de dezembro de mil setecentos e sessenta e cinco e foi batizado, com os santos óleos, de licença minha, na capela de Nossa Senhora da Conceição de Jundiaí, aos treze de janeiro de mil setecentos e sessenta e seis, pelo Reverendo Padre Miguel Pinheiro Teixeira. Foram padrinhos Manoel Álvares Correa, filho do sargento-mor Rodrigo Álvares Correa, e Bernarda de Araújo Correa, mulher do dito Rodrigo Álvares Correa, do que fiz este termo, em que por verdade me assino. Pantaleão da Costa de Araújo. Vigário do Rio Grande.
Entre outros filhos de Domingos e Rosa, encontramos: Lourenço Fernandes Campos, que foi batizado em 6/03/1762; Joaquim Fernandes Campos, nascido em 12/1770 e batizado em 22/12/1770, tendo como padrinhos os irmãos tenente Manoel Fernandes Campos (batizado em 31/07/1749) e Anna Quitéria de Mendonça; Antonio Fernandes Campos, batizado em 1/10/1754; Francisco, batizado em 22/03/1757, que pode ser o Francisco de Borjas que casou, em 22/05/1801, com a preta forra, Bonifácia Maria, filha de José Ferreira e Anastácia da Conceição; João, batizado em 23/07/1759; José Fernandes Campos, que casou com Anna Antonia da Conceição, filha do capitão de infantaria Manoel da Silva Vieira e D. Anna Rita de Jesus; uma menina que faleceu em 15/071769, no mesmo dia que nasceu; Além de Maria, exposta, em 1784, na casa de Domingos João e Rosa.
Um registro que merece destaque é de um filho de Anna Quitéria. Manoel nasceu aos 5/7/1783, e foi batizado em Jundiaí, aos 16/9/1783, filho do capitão João Martins Praça e Anna Quitéria de Mendonça, neto por parte paterna de Antonio Martins Praça, da Villa de Penixe, Patriarcado de Lisboa e Maria Antonia das Neves, desta Freguesia, neto por parte materna de Domingos João Campos, natural de Viseu, e de Rosa Maria de Mendonça, desta. Teve como padrinhos José Vicente Monteiro, da cidade da Paraíba, e Maria Angélica, filha do Coronel Francisco da Costa, solteira.
Outro registro, interessante, é de uma filha do Manoel Fernandes Campos. Maria, filha de Manoel Fernandes Campos e Dona Antonia Maria de Mendonça, foi batizada aos 29 de dezembro de 1767 e teve como padrinhos o Alferes Domingos João Campos e sua filha Anna Quitéria. Antonia Maria de Mendonça, da mesma forma que a mãe de Manoel, foi exposta na casa de Dona Maria Magdalena de Mendonça (esposa de Hilário de Crasto). Era, portanto, em certo sentido,  tia de Manoel.
O tenente Manoel Fernandes Campos teve uma filha natural com Damásia Rodrigues da Silveira, que casou em Jundiaí, com Eugenio Ferreira de Lima, filho natural de Matheus Rodrigues Ferreira e Anna de Nis.
Uma filha de José Fernandes Campos e Anna Antonia da Conceição, de nome Anna Clara de Jesus, casou em 9/07/1789, com Francisco Xavier Câmara, filho do capitão Antonio da Câmara Silva e Anna Maria Torres, tendo como testemunhas, o Provedor da Fazenda Real Antonio Carneiro de Albuquerque Gondim e Domingos Barbosa Correa. Francisco Xavier da Câmara era neto, pela parte paterna de Manoel Raposo da Câmara e Antonia da Sylva, e pela materna de Manoel Frazão Caldeira e Francisca Joaquina de Sá.
Uma das principais atividades do Alferes Domingos João Campos foi de demarcador de terras. Encontramos várias provisões desse ofício para ele. Foi vereador várias vezes, e em uma delas, como o mais velho, ocupou, temporariamente, o governo do Rio Grande.
No próximo artigo daremos continuidade com informações colhidas pelo pesquisador da família, João Bosco Campos, que nos levará até João Café Filho, a partir do tenente Manoel Fernandes Campos. Cópia da palestra com essas informações foi nos enviada por Domingos Fernandes Campos, pois a que tinha no IHGRN não foi encontrada, nem está publicada em Revista do próprio Instituto.