sábado, 20 de março de 2021

Rebouças e Câmara na Freguesia de São José dos Angicos

     Em 16  de maio1836, na Capela de São José dos Angicos, Joaquim José da Câmara Junior, aqui da cidade do Natal, se casou com Ana Joaquina da Costa, filha do meu tio-trisavô, Antônio Francisco da Costa e sua mulher Verônica, presentes Luiz Teixeira de Sousa e Gonçalo José Barbosa, tio paterno da nubente. Ele, Joaquim José tinha ficado viúvo de Maria Inácia, com quem tinha se casado em 1826, em São Gonçalo,  ele, filho de Joaquim José da Câmara e Maria Antônia de Oliveira, neto paterno de Antônio da Câmara e Silva e Ana Maria de Torres, e ela, filha do capitão José Rebouça de Oliveira e Antônia Joaquina, neta paterna de Salvador Rebouça de Oliveira e Rosa de Oliveira, e materno de Antônio de Barros Passos e Bernarda de Assunção.

    Entre os filhos de Joaquim José da Câmara Junior e Ana Joaquina Xavier da Costa ( da Costa Xavier) nomeamos: Maria, nascida em 1845 e batizada em 1847, tendo como padrinhos José Rebouças de Oliveira e Joana Xavier da Costa, sua mulher; José, nascido e batizado em 1844, tendo como padrinhos José Alves da Costa Machado e Josefa Francisca Xavier da Costa; João, nascido e batizado em 1843, tendo como padrinhos Alexandre Xavier da Costa e sua mulher Vicência Francisca da Silva; outro José, nascido e batizado em 1840, tendo como padrinhos José Vitaliano Teixeira de Sousa e Joana Xavier, por procuração de Ana Maria Soares; Manoel, nascido e batizado em 1839, tendo como padrinhos Antônio Bernardo Álvares e Ana Joaquina da Conceição.

    O pai de Joaquim José da Câmara Junior tinha um irmão de nome José Joaquim da Câmara, conforme se observa nos dados extraídos do seu casamento: em 3 de outubro de 1789, na Matriz da Cidade do Natal, José Joaquim da Câmara, filho do capitão Antônio da Câmara e Ana Maria de Torres, se casou, com Quitéria Teresa de Jesus, filha de Francisco Xavier Barbosa e Rita Maria da Conceição, presentes Francisco Machado de Oliveira Barros e Joaquim de Moraes Navarro. Os pais de Quitéria Teresa de Jesus, tinham se casado em 1776, ele filho de José Barbosa Gouveia e Quitéria Teresa de Jesus, e ela exposta em casa de Agostinho Gonçalves de Oliveira. Um irmão de Quitéria, de nome Vicente Ferreira Nobre, filho de Francisco Xavier Barbosa, tinha sentado praça, com 12 para 13 anos de idade, em 27 de março de 1789. Era de cor alva, cabelo corredio e pardo, olhos azuis. Outro irmão de Quitéria e Vicente era João, nascido e batizado, em 1781, tendo como padrinhos o capitão José Luiz e a viúva Ana Rita, filha do capitão-mor interino José Barbosa Gouveia.

    Joaquim, filho de José Joaquim da Câmara e Quitéria Teresa de Jesus, neto paterno do capitão Antônio da Câmara e Silva e Ana Maria de Torres, de Aracati, e materno do sargento Francisco Xavier e Rita Maria, nasceu aos 8 de outubro de 1792, sendo batizado na Matriz, não cita a data, tendo como padrinhos o avô paterno e a avó materna.   

     Um dos irmãos de Joaquim José da Câmara e de José Joaquim da Câmara era Francisco Pereira do Amaral, e no ano de 1800, batizava Antônio, filho dele com Maria Gomes da Conceição, sendo padrinhos o tenente José Lucas. A mulher de Francisco Pereira Cabral era filha de José Pedro de Melo e Francisca Félix da Conceição.  O tenente Francisco Pereira do Amaral, viúvo de Maria Gomes da Conceição, se casou em 18 de junho de 1801, na Capela de São Gonçalo, com Rosa Maria Josefa, filha do capitão Francisco Delgado, falecido, e Ana Maria Soares, presentes José de Moraes Navarro e João Soares Barbosa, casados.

    Esse Francisco Pereira Cabral, tinha um tio paterno, e avô paterno do mesmo nome. Francisco Pereira Cabral, filho do capitão Manoel Raposo da Câmara, sentou praça, em 26 de julho de 1727, na idade de 16 anos. Deve ter nascido por volta de 1711. 

   

   

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Antônio de Farias da Costa, da Ilha de São Miguel, e Ana Arruda

 Por João Felipe da Trindade

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As construções genealógicas são feitas com muita paciência, e leve um  tempo para você ter alguns ramos de sua árvore. A cada dia, novas informações vão surgindo, principalmente por conta das inovações tecnológicas e mais gente pesquisando. Os grupos e os amigos vão nos dando suporte quando descobrem algo de nossos ramos. Mais uma vez recebo ajuda de Fábio Arruda para mais um passo, desta vez na família Farias da Costa, com presença em Santa Cruz do Trairi. 

Segue o casamento de Antônio de Farias da Costa com Ana Arruda, na Freguesia de Mamanguape,

Ana era filha Silvestre Arruda e neto de Francisco de Arruda Câmara. 

De Antônio e Ana, o filho João de Farias da Costa, ascendente de Teresa Duquesa de Farias.





quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

O Comissário Geral Baltazar da Rocha Bezerra como fiador de Manoel da Silva Lima, 1730

 Por João Felipe da Trindade

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Aos 18 de fevereiro de 1730, sendo Provedor da Fazenda Real, o capitão Domingos da Silveira, e Almoxarife da dita Fazenda Real, o capitão José Pinheiro Teixeira, o Comissário Geral Baltazar da Rocha Bezerra se apresentou como Fiador de Manoel da Silva Lima, que estava enviando 25 cavalos para as Minas de Ouro da Bahia, sendo testemunhas o capitão Manoel de Melo e Albuquerque e o sargento-mor Sebastião Cardoso Batalha, tudo segundo o escrivão da  Fazenda Real, Caetano de Melo e Albuquerque.



terça-feira, 18 de agosto de 2020

Notas - de Antônio Pereira Simões até Januário Cicco

 Por João Felipe da Trindade

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Aqui algumas contribuições para História do Dr. Januário Cicco

Do Almanaque de Pernambuco a notícia: Em viagem do Rio Grande do Norte para o Recife, no trem Great Western, faleceu, perto da estação de São José de Mipibu, o Dr. Antônio Pereira Simões que vinha acompanhado de seu irmão médico, Dr. Simões Barbosa, que ali o fora buscar. O morto, que contava 55 anos e era viúvo, ocupava o lugar de Engenheiro Chefe de Melhoramento do Porto de Natal. O falecimento foi em 31 de janeiro de 1908. Eram filhos dele e de Dona Rosa Amélia: Sóror Joaquina Coelho Simões, Sóror Ester Coelho Simões, Adalgisa Coelho Simões e Isabel Coelho Simões.

No Jornal do Recife, do ano de 1877, consta as denunciações para o casamento de Antônio Pereira Simões e Rosa Amélia Santos Coelho. Não constava nenhuma informação mais significativa, mas é uma pista para localização do casamento.

Pelo registro civil, consta que em 28 de outubro de 1937, faleceu, no Hospital Miguel Couto, Dona Isabel Simões Cicco, branca, filha de Antônio Simões, natural de Pernambuco, residente nesta cidade, sendo a causa morte, segundo atestado de Ernesto Fonseca, Amebíase Intestinal e Miocardite aguda, e que estava doente há vinte dias. O declarante não sabia escrever e a escrevente não colocou o nome do marido da falecida, que era Dr. Januário Cicco.

Dr. Januário Cicco, branco, viúvo, faleceu, na idade de 71 anos, ao  1 de novembro de 1952, de Infarto do miocárdio, Esclerose das coronárias, segundo Dr. Ernesto Fonseca, sendo natural de São José de Mipibu, filho de Vicente Cicco e de Ana Albuquerque Cicco. Do registro civil disponibilizado no Site dos mórmons. Há informações que Ana era dos Ferreiras de Arês. Não encontrei o batismo do Dr. Januário.

O Diário de Pernambuco noticiou que no dia 10 de fevereiro de 1911 se casaram Dr. Januário Cicco e Dona Isabel Simões, filha do falecido Antônio Pereira Simões, lá em Recife, na casa da tia da noiva, viúva Ermírio Coutinho (Joaquina Victória Simões Coutinho). Com essa informação fica mais fácil localizar o casamento religioso e civil do casal.

A única filha do casal, Ivete, nasceu aos 13 de novembro de 1911, e foi batizada, na Capela Episcopal,  aos 24 de maio do 1912, sendo padrinhos o Reverendo Celso Cicco e Joaquina Vitória Simões Coutinho (tia-avó da batizada), representada por Dona Maria do Carmo Cicco. Registro da Igreja. Ivete faleceu em fevereiro de 1937, e era noiva de Dr. Álvaro Vieira.

Segundo o jornal Ordem, Dona Isabel Simões Cicco, esposa do diretor do Hospital Miguel Couto, nasceu em 25 de maio de 1866, filha do Engenheiro Antônio Pereira Simões, ex-chefe do Melhoramento do Porto desta Cidade. Era irmã das religiosas Doroteias madres Joaquina Simões e Ester Simões, e de Ângela Simões Babini, esposa do Professo Tomas Babini.

Essa informação da idade de Dona Isabel está equivocada, pois os pais se casaram por volta de 1877.

O Jornal Província de Pernambuco noticiou que em 1 de abril de 1921 faleceu Dona Joana Maria Simões Barbosa, viúva do comendador Manoel Alves Barbosa. Segundo essa notícia, ela era avó de Dona Isabel Simões Cicco, esposa de Dr. Januário Cicco. 

 

 

sábado, 18 de julho de 2020

Notícias de Agostinho Leitão de Almeida

Por João Felipe da Trindade
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Já fizemos algumas postagens onde aparecem membros da família Leitão de Almeida. Há um processo na Torre do Tombo, 1822, onde Agostinho requer a mercê do  hábito da Ordem de Cristo, e é desse processo que retiro algumas informações genealógicas dele. Cabe ressaltar que nesse processo os irmãos fizeram doação de todo o direito que tinham e da suas partes que lhes competiam nos serviços que seu pai José Leitão de Almeida fez  ao estado enquanto foi vivo. O Capitão Antônio Francisco de Viveiros, que parece não ter qualquer parentesco com Agostinho, fez doação de todo direito que tinha dos serviços que prestou desde praça de soldado de Infantaria até ser reformado como Capitão de Milícias.
 
Aqui postamos a imagem do  batismo de Agostinho em 1785

Seu pai o professor José Leitão de Almeida se casou duas vezes. Com a primeira mulher Maria Felícia teve dois filhos, a saber: Agostinho Leitão de Almeida e Mariana Felícia de Almeida.
Com a segunda mulher Francisca Xavier de Vasconcelos teve mais dois filhos, a saber: Alexandrina Mártir da Ressurreição, que foi casada com o alferes Cosme do Rego Barros, e o alferes Joaquim Leitão de Almeida.
 
Segue o batismo de Agostinho que nasceu no Recife em 1785: José, branco, filho legítimo do capitão Agostinho Leitão de Almeida e sua mulher Josefa Martins de Macedo, neto paterno de José Leitão de Almeida e Maria Felícia, e materno de Matias Cabral de Macedo e Isabel Francisca da Costa, nasceu aos 9 de outubro de 1819, e foi batizado, pelo Reverendo Manoel Pinto de Crasto, aos 7 de dezembro do dito ano, na Capela do Senhor Bom Jesus das Dores. e foram padrinhos  o alferes Manoel Antônio Cabral de Macedo e Dona Maria de São José de Macedo.  Este José Leitão de Almeida, mesmo nome do avó, seguiu com o pai para Santa Catarina e lá ele se casou com Ana Trompowsky, sendo um dos seus filhos o marechal Roberto Trompowsky.



 Batismo de Agostinho Leitão de Almeida
Batismo de José Leitão de Almeida, o neto



segunda-feira, 29 de junho de 2020

Padre Francisco de Brito Lira


Por João Felipe da Trindade

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No processo de habilitação do Padre Francisco Brito Lira, do ano de 1750,  está escrito – Dispensa de limpeza de sangue e geração do Padre Francisco de Brito de Lira, Presbítero Secular, natural e morador na Vila de Igarassu, bispado de Pernambuco.
Mais adiante, consta o seguinte requerimento – Dizem Francisco de Brito Lira e João Ribeiro Pessoa, Presbíteros do hábito de São Pedro, e José Tavares Pessoa, todos naturais de Pernambuco, Freguesia de Igarassu, e filhos legítimos do capitão-mor João Ribeiro Pessoa, natural da mesma Freguesia, e de sua mulher dona Genebra de Vasconcelos Castro, natural da Freguesia de Goiana, que eles para o serviço de Deus, e deste Santo Tribunal pretendem habilitar-se para entrarem no número dos Familiares do Santo Ofício, e outrossim para se purificarem do injusto males de judaísmo que padecem por sua mãe.
Declaram os suplicantes que são netos paternos do capitão João Ribeiro Pessoa, natural de Igarassu, e de sua mulher Dona Inez Veiga de Brito, da mesma Freguesia, e pela materna do tenente Francisco de Brito Lira, natural de Goiana, e de sua mulher Dona Juliana Dormont, natural de Igarassu, bisnetos paterno do capitão Braz de Araújo Pessoa, e de sua mulher D. Catarina Tavares, dos quais era filho seu avô, capitão João Ribeiro Pessoa, e por parte de sua avó paterna Dona Inez de Vieira de Brito = de Luiz de Veiga de Oliveira e de sua mulher Ana Correia de Lira, e por parte de seu avô materno o tenente Francisco de Brito Lira = de Gaspar de Mendonça, e de sua mulher Dona Ana de Lira, e por parte da avó materna D Juliana de Dormont = de Leandro Teixeira Escórcio e de sua mulher Dona Vitória de Moura, cujas naturalidades se ignora por ser antiquíssimas.
Nem sempre, na busca pelos parentes do habilitando, se encontravam os registros de casamento ou de óbito. No processo em questão, constam algumas comprovações disso.
A f.426, do livro dos batizados desta Vila de Goiana, que servia no ano de 1762, se acha o assento do teor seguinte: Por despacho do muito Reverendo Senhor Doutor Vigário Geral lancei neste livro a sentença que vinha ao pé de uma petição, que é a seguinte de verbo ad verbum = o beneficiado Clemente Fernandes de Moraes, Presbítero secular e Escrivão da Câmara Episcopal neste Bispado por sua Excelência Reverendíssima que Deus Guarde... Certifico que revendo os autos de justificação de batismo de que fez menção a petição supra, neles achei a sentença de teor seguinte = Vistos estes autos de justificação de batismo de Dona Genebra de Vasconcelos, filha de Francisco de Brito e de sua mulher Dona Juliana Dormont, mãe dos justificantes os Padres Francisco de Brito Lira e João Ribeiro Pessoa, e José Tavares Pessoa, cujo assento se não acha no livro dos batizados, como consta da certidão do Reverendo Pároco, e por que das testemunhas produzidas, consta seu batizado na Capela do Engenho Iturvae da Freguesia de Goiana, pelo Padre João Batista Correia em o mês de outubro de 1711, sendo seus padrinhos o mesmo Reverendo Padre, e Dona Ângela Vieira de Melo, portanto assino o julgo, e se lhe passará sua sentença de justificação, na forma pedida, e paguem os autos. Olinda de julho, 4 de 1766, = Doutor Antônio Pereira da Costa. E não se continha mais em dita sentença que se acha nos autos aos quais me reporto donde fiz passar a presente que vai na verdade sem causar dúvida faça, por mim subscrita e assinada. Olinda de fevereiro, 28 de 1771, Eu Clemente Fernandes de Moraes, Escrivão da Câmera Episcopal o fez escrever e subscrevo e assino = Clemente Fernandes de Moraes = E não se continha mais do que se fez este termo em que me assino = O vigário Antônio Correia Pinto.
A f. 427.v, do mesmo livro dos batizados, e freguesia acima, e que servia no sobredito ano, se acha este outro assento de teor seguinte = por despacho do Muito Reverendo Senhor Doutor Vigário Geral, lancei neste livro a sentença que vinha ao pé de uma petição que é a seguinte de verbo ad verbum = O Beneficiado Clemente Fernandes de Moraes, Presbítero Secular e Escrivão da Câmara Episcopal, neste Bispado, por sua Excelência Reverendíssima que Deus Guarde...Certifico que revendo os autos de justificação de batismo de que a petição faz menção, neles achei a sentença de teor seguinte = Vistos estes autos de justificação de batismo do tenente Francisco de Brito Lira, avó materno dos justificantes o Padre Francisco de Brito Lira, e seus irmãos o Padre João Ribeiro Pessoa, Luiz de Veiga Pessoa, Gonçalo Novo de Lira, e Salvador de Azevedo Coelho, de que se não achou assento nos livros dos batizados, como consta da certidão do Reverendo Pároco, termo em que fica suprindo esta falta a prova das testemunhas e ainda que as produzidas não presencia o tal batismo por ser antigas, e o dito avô, já falecido, contudo como afirmam tê-lo conhecido, e tratar-se sempre em todos os autos como cristão, recebendo em face da Igreja com Dona Juliana Dormont, e que nela se enterrara, e que na Freguesia de Goiana, donde era natural, todos os fregueses se batizavam, sem se conhecer algum que deixasse de receber este Sacramento, sendo o dito avô tido, havido e reputado por cristão batizado, e da mesma sorte os ascendentes deles, e ascendentes, circunstâncias esta, conforme digo a direito, que fazem prova nos tais Sacramentos, de pessoas antigas: Portanto julgo o batismo do dito avô, por provado, de que se dará sentença aos justificantes, e paguem os autos. Olinda de julho, 4, de 1766, Doutor Antônio Pereira da Castro = e não se continha mais em dia sentença, que se acha nos autos, as quais me reporto, e fiz passar a presente que vai na verdade sem causa, que dúvida faça, por mim escrita, e assinada. Olinda, 28 de fevereiro de 1771. Eu Clemente Fernandes de Moraes, Escrivão da Câmara Episcopal, a fiz escrever, subscrevi e assinei. E não se continha mais em ditos assentos, que fielmente tresladei e a eles me reporto. Vila de Goiana, 19 de abril de 1771. Marcos Rodrigues Coura, Notário, que escrevo em adição = na busca, e extração das Certidões supra gastei um dia.



Notícias da ascendência de Luiz da Rocha Pita Deus-dará

Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com
 

Meu tetravô Cosme Teixeira de Carvalho, quando se casou com minha avó, era viúvo de Aldonsa da Fonseca Pita. Por isso, estudo a família Rocha Pita, para ver se encontro algum elo entre a esposa de Cosme Teixeira de Carvalho e o antigo sesmeiro, aqui do Rio Grande do Norte,  Antônio da Rocha Pita. Este foi premiado, além da conta, com terras na nossa Província. 

     Por volta de 1733, os filhos e herdeiros do coronel Antonio da Rocha Pita e de sua mulher Dona Aldonsa de La Penha Deus-dará, coronel Luiz da Rocha Pita Deus-dará, Francisco da Rocha Pita, Simão da Fonseca Pita e Dona Maria Joana requereram e tiveram, posteriormente, confirmação real de duas sesmarias: a de Pau dos Ferros e a de Campo Grande, ambas na Ribeira do Apodi. Os documentos são os de números 196, 197 e 256, do segundo livro de Sesmarias do Rio Grande do Norte da Coleção Mossoroense.

Entre esses filhos estava Luiz da Rocha Pita Deus-dará, que tendo sido agraciado com o título de Cavaleiro da Ordem de Cristo do Rei de Portugal, depois solicitou habilitação definitiva

Na sua petição, declarou que era natural e morador na cidade da Bahia, filho de Antônio da Rocha Pita, natural do Concelho de Coura, e Dona Aldonça de La Penha Deus-dará, natural da cidade da Bahia, neto paterno  de João da Rocha Pita, e de sua mulher dona Brites Serge de Lago, naturais do mesmo Concelho de Coura, Comarca de Viena, e pela materna  de Simão de Afonseca Sequeira, natural da cidade da Bahia, e de Dona Francisca de La Penha Deusdará, natural de Pernambuco.