quarta-feira, 25 de maio de 2016

O 2º casamento do capitão José Gomes de Mello.

Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com

O capitão José Gomes de Mello, que deixou larga descendência no Rio Grande do Norte,  particularmente em  Currais Novos e  Santa, casou pela 2ª vez em Araruna, como podemos ver do registro  a seguir da Freguesia de Acari. Do primeiro casamento, destacamos os seguintes filhos: Major Lula, Manoel Salustino, Francisco Umbelino e José Gomes de Melo Junior.

Aos 23 de novembro de 1870, o padre Joel Lins Fialho, de minha licença, no lugar Jardim, Freguesia de Araruna, precedendo dispensa de parentesco, uniu  em matrimônio e deu as bênçãos, observando as disposições civis e eclesiásticas, aos contraentes José Gomes de Melo, viúvo de Úrsula Francelina de Jesus, e Maria Guilhermina da Conceição, filha legítima de Manoel Gomes Pimenta e Maria Francelina da Conceição, em presença das testemunhas João da Matta Lins Fialho e José Manoel Dantas, que com o dito padre assinam o assento...O vigário Thomaz Pereira de Araújo.

domingo, 22 de maio de 2016

Os lendários Thomaz Francês de Araújo e Manoel Lopes Pequeno Cananéa

Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com

Corre entre os seridoenses uma lenda sobre dois irmãos gêmeos, nascidos em 1818,  filhos de Manoel Lopes Pequena e Ana Maria da Circuncisão, netos paternos de Félix Gomes Pequeno e Adriana de Holanda Vasconcelos e, maternos, de Thomaz de Araújo Pereira (3º) e Thereza de Jesus.

Thomaz de Araújo Pereira, meu tio pentavô, que governou esta província do Rio Grande do Norte, não tendo filhos do sexo masculino, resolveu criar esses dois netos, Manoel e Thomaz. Conta a lenda que Thomaz de Araújo Pereira enviou os ditos netos para estudarem na França. Entretanto, Thomaz, um dos gêmeos, se desentendeu com um dos seus mestres e o atacou com uma faca peixeira. Decretada a prisão dos dois, fugiram de volta para o Brasil.

Os pesquisadores não conseguiram comprovar a veracidade dessa história/lenda. Acredita-se que esses netos mudaram de nome para fugir de perseguição. Manoel Lopes Pequeno, passou a ser conhecido como Manoel Lopes Cananéa e o seu irmão, como Thomaz Francês.

Segue a imagem do casamento de Thomaz, cuja transcrição é: Aos vinte e seis de novembro de 1838, pelas dez horas da manhã, no lugar denominado Remédio, da Freguesia de Acari, precedendo dispensa de parentesco, servatis et servandis, sem impedimento, o Padre Joaquim Félix de Medeiros, de minha licença, uniu em matrimônio e deu as bênçãos nupciais aos meus paroquianos Thomaz Francês de Araújo e Maria Edeltrudes de Medeiros, filhos legítimos, ele, de Manoel Lopes Pequeno e Ana Maria da Circuncisão, ela, de José Barbosa  de Medeiros e Ana Violante de Medeiros; foram testemunhas José Jerônimo de Medeiros e Manoel Januário de Medeiros...Vigário Thomaz Pereira de Araújo.

Esse vigário era, também, neto Thomaz, e primo, portanto, do nubente.



Após esse casamento, fui atrás dos batismos desses gêmeos. Embora tenham nascido no mesmo dias, seus batismos foram em dias diferentes. Vejamos.

Thomaz, filho legítimo de Manoel Lopes Pequeno e Dona Ana Maria da Circuncisão, naturais e moradores nesta Freguesia do Seridó, nasceu a 21 de março de 1818, e foi batizado por mim, na Fazenda Mulungú, aos 16 de abril do mesmo ano e lhe pus os santos óleos, foram padrinhos  o capitão Thomaz de Araújo Pereira e sua mulher Dona Thereza de Jesus, avós maternos do mesmo batizado. Do que para constar fiz este assento que assino. Vigário Francisco de Brito Guerra.

Manoel, filho legítimo de Manoel Lopes Pequeno e Dona Ana Maria da Circuncisão, naturais e moradores desta Freguesia, nasceu de um só parto, com Thomaz acima dito, a 21 de março  de 1818, e foi batizado na Fazenda Mulungú, a 23 de abril do mesmo ano, pelo Padre Coadjutor Ignácio Gonçalves de Melo, que lhe pôs, os santos óleos; foram padrinhos, os avos paternos, Félix Gomes Pequeno e sua mulher Ana Lins de Vasconcelos; do que para constar fiz este assento que assino. O Vigário Francisco de Brito Guerra.

P.S. Agora, em 19 de maio de 2019, posto aqui a imagem de um recorte de jornal que notícia a viagem no barco Francês Grand Navigateur, desses dois irmãos, saindo do Brasil, com destino Havre de Grace,  nos Estados Unidos, possivelmente, uma escala da viagem para a França
 

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Fernandes Pimenta, Gomes de Mello, Dornelles Bitencourt

Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com

Quando escrevi sobre alguns netos de João Gomes de Mello, deixei um questionamento sobre a possibilidade de os Fernandes Pimenta terem alguma relação com Gomes de Mello, em virtude da presença comum deles em eventos religiosos.

Coincidentemente, quando estava percorrendo os livros de óbitos de Cuité (aí você encontra informações sobre pessoas mais antigas), me deparei com um registro inserido no livro a pedido do visitador Francisco de Brito Guerra, onde consta a data de nascimento do falecido.

Esses documentos mais antigos tem  partes de leitura mais difícil, por isso extraímos as informações mais úteis e legíveis: Aos vinte e dois de julho de 1839, faleceu de Pleuris, recebeu os sacramentos, e foi sepultado acima das grades, nesta Matriz de Cuité, envolto em branco, e foi encomendado pelo Reverendo Pároco, de então, José Ferreira do Rego Leite, Manoel Gomes Pimenta, nascido a 8 de outubro de 1818, filho de José Gomes de Mello e de sua mulher Ana Delfina da Conceição, moradores desta Freguesia. Do que para constar fiz este termo solicitado por Despacho do Excelentíssimo e Reverendíssimo Visitador Francisco de Brito Guerra, firmado a 9 de março de 1843. Joaquim Álvares da Costa. É possível que esse sobrenome Pimenta, do falecido, venha de Dona Ana Delfina.

Na minha ascendência está o português, segundo tradição oral, natural de Açores, Antonio Garcia de Sá, que foi casado com Maria Dornelles Bittencourt. Pelo seu inventário, faleceu em 27 de agosto de 1754. Uma das filhas desse casal era Ignácia Dornelles Bittencourt, que em 1755, já era casada com José Gomes de Mello, segundo Olavo de Medeiros Filho. Nesse inventário, conta Olavo, que existe a certidão de casamento, em 1756, de  Francisca do Carmo com Antonio Ferreira de Mendonça (ou Macedo), filho de Manoel Ferreira de Macedo e sua mulher Anna dos Prazeres de Mendonça, sendo uma das testemunhas o capitão José Gomes de Mello.

Pois bem, nesse livro de óbito, encontramos uma Dornelles Bittencourt, que pelo registro deve ter nascido por volta de 1756, sendo possivelmente neta de Antonio Garcia e Maria Dornelles; Aos nove de abril de 1846, foi sepultado nesta Matriz, de grades acima, o cadáver de Manoela Dornelles Bittencourt, viúva do finado Manoel Fernandes Pimenta, foi envolta em hábito branco, tendo tomado todos os sacramentos, tendo a idade de 90 anos, e foi por mim encomendado. Manoel Jácome Bezerra Cavalcante.

Em 7 de maio desse mesmo ano, tinha falecido Rosa, escrava de Manoela, também com a mesma idade de 90 anos.


domingo, 15 de maio de 2016

José Umbelino, Thomaz Salustino e outros netos de José Gomes de Mello

Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com

Na Freguesia de Santa Cruz encontrei o batismo de Maria do O' de Medeiros, mas não achei o do seu marido José Umbelino de Macedo Gomes. Fui, então, pesquisar em Currais Novos, mas o primeiro livro de lá, começa em ano posterior ao nascimento de José.

Assim, parti para a Freguesia de Acari, tudo isso na internet, e através do site dos mórmons, que disponibilizou, na rede mundial de computadores, os registros do Seridó.

No primeiro momento, um transtorno, pois depois de 1879, aparecem registros de 1882. Mas, não desanimei, pois já tinha visto, que muitos  desses registros da Igreja tinham sido microfilmados de forma como estavam, mesmo fora de ordem.

Nessa busca fui encontrando outros netos do capitão José Gomes de Mello, Além de José Umbelino e Thomaz Salustino, que vale a pena transpor para aqui.

Antes, chamo a atenção, que na maioria dos registros o sobrenome que aparece é Gomes de Macedo, embora, o Gomes venha de José Gomes de Mello, e o Macedo seja proveniente da sua esposa, Úrsula Francelina da Conceição (ou de Jesus).

Há um registro, onde o nome do batizado não está legível, mas parece ser como segue: Antonia, filha legítima de Luís Gomes de Mello (major Lula) e Thereza Maria dos Santos, nasceu aos 20 de novembro de 1876, solenemente batizada pelo Padre Chrispiniano Ferreira de Lima, de minha licença, aos 25 de dezembro do dito ano; foram padrinhos Francisco Gomes Pimenta, viúvo, e Josefa Justa de Araújo, solteira.

Marianna, filha legítima de Luis Gomes de Melo (major Lula) e Thereza Maria dos Santos, nasceu aos 26 de abril de 1879, solenemente batizada pelo Padre Chrispiniano Ferreira de Lima, de minha licença, a quatro de maio de 1879; foram padrinhos José Gomes de Mello (Junior) e sua mulher Maria Guilhermina da Conceição.Vigário Thomaz Pereira de Araújo.

José, filho legítimo de Luís Gomes de Melo, e de Thereza Maria dos Santos, nasceu aos 17 de abril de 1880, solenemente batizado nos Currais Novos, a trinta de maio do dito ano; foram padrinhos  Francisco Umbelino Gomes de Macedo, e sua mulher Felismina Sidalina de Jesus. O Vigário Thomaz Pereira de Araújo.

Marianna, filha legítima de José Gomes de Mello e Maria Guilhermina da Conceição, nasceu a vinte e sete de agosto de 1882, solenemente batizada na Catunda, pelo Coadjutor Manoel Joaquim da Silva Chacon, a dois de dezembro do dito ano; foram, padrinhos o Padre Joel Esdras Lins Fialho e Josefa Justa de Araújo. Vigário Thomaz Pereira de Araújo.

Josefa, filha legítima de José Gomes de Mello (Junior) e Maria Guilhermina da Conceição, nasceu a 4 de junho de 1880, solenemente batizada pelo Padre Chrispiniano Ferreira de Lima, de minha licença, a 4 de junho do dito ano; foram padrinhos Estevão José Fernandes Pimenta, e sua mulher Anna Constância das Mercês. O Vigário Thomaz Pereira de Araújo.

Maria, filha legítima de Manoel Salustino Gomes de Macedo e Ana Bezerra de Araújo (Ananília Regina), nasceu aos dez de setembro de 1882, e solenemente batizada na Capela de Currais Novos, pelo Coadjutor Manoel Joaquim da Silva Chacon, a um de novembro do dito ano; foram padrinhos Manoel Pires de Albuquerque Galvão e Rita Regina Maria de Albuquerque. Vigário Thomaz Pereira de Araújo.

Os primos Thomaz Salustino e José Umbelino foram batizados no mesmo ano, e seus registros de batismos estão na mesmas folhas digitalizadas pelos mórmons. Em alguns registros aparece, erroneamente, o nome da esposa de Manoel Salustino, como se fosse Ananias, mas que na verdade era Ananilia.

Thomaz, filho legítimo de Manoel Salustino Gomes de Macedo, e Ananília  Regina de Araújo, nasceu aos 6 de setembro de 1880, solenemente batizado em São (falta um pedaço) pelo Padre Manoel Joaquim da Silva Chacon, aos 19 de outubro do dito ano; foram padrinhos José Gomes de Mello e Maria Guilhermina da Conceição. O Vigário Thomaz Pereira de Araújo.

Vejamos o batismo de José Umbelino de Macedo Gomes: José, filho legítimo de Francisco Umbelino Gomes de Macedo, e Felismina Sidalina de Jesus, nasceu aos 14 de setembro de 1880, solenemente batizado pelo Coadjutor Manoel Joaquim da Silva Chacon, a 19 do dito mês e ano; forma padrinhos José Gomes de Mello e Maria Guilhermina da Conceição. Vigário Thomaz Pereira de Araújo.

Uma observação: Parece haver um entrelaçamento dos Gomes de Mello com os Fernandes Pimenta.



sábado, 14 de maio de 2016

Manoel Salustino, lá de Picuí.

Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com

Vimos, aqui, anteriormente, o batismo de Francisco Umbelino de Macedo Gomes (às vezes escrito, Gomes de Melo), filho do capitão José Gomes de Melo. Foi desse Francisco, que surgiu a família Umbelino, muito presente em Santa Cruz do Trairi. 

Neste pequeno artigo, vamos postar os batismos de dois irmãos de Francisco Umbelino, com destaque para Manoel Salustino, que deu origem a família Salustino, lá de Currais Novos. Todos esses filhos do capitão José Gomes de Melo foram nascidos em Picuí, da Freguesia de Cuité, Paraíba.

Comecemos com um filha do capitão, que nasceu depois de Francisco: Maria, branca, nascida aos 24 de novembro de 1855, filha de José Gomes de Mello, e de Úrsula Francelina da Conceição (algumas vezes de Jesus), moradores e naturais desta Freguesia (Cuité), foi batizada com os santos óleos, no Oratório da Solidão, pelo Reverendo Manoel Francisco da Costa Pereira, a 15 de janeiro de 1856, foram padrinhos João Baptista de Albuquerque Pereira e Joaquina Sabina do Espírito Santo, solteiros e moradores desta Freguesia. E para constar fiz este assento. O Vigário Manoel Jácome Bezerra Cavalcante.

Na sequência, veio no ano de 1857, mais um filho do capitão, também, batizado na Freguesia de Cuité, mas em outra localidade: Manoel, branco, nascido aos cinco de fevereiro de 1857, filho legítimo de José Gomes de Mello, e de Úrsula Francelina de Jesus, naturais e moradores desta Freguesia, foi batizado no lugar denominado Japi, desta Freguesia, pelo Reverendo Joaquim Marcos da Costa, e receberam os santos óleos aos trinta de março do mesmo ano, e foram padrinhos Antonio Galdino da Luz e sua mulher, por procuração de Rita Maria da Conceição, naturais desta Freguesia. Do que para constar mandei fazer este assento em que assino. O Vigário Manoel Jácome Bezerra Cavalcante.

O capitão José Gomes de Mello veio, posteriormente, para o Rio Grande do Norte, onde seus filhos de destacaram e deram uma grande descendência. Na sequência, uma foto que me foi enviada por Anderson Tavares. Jazigo onde estão sepultados o capitão José Gomes de Mello e seu filho, o major Lula.


sexta-feira, 13 de maio de 2016

Os batismos de Maria do O´ de Medeiros, lá de Santa Cruz, e de Teresa Duquesa de Faria, do Seridó

Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com

Recentemente, publiquei, aqui, imagem do jazigo de José Umbelino de Macedo Gomes e de sua esposa Maria do O´ de Medeiros. Com as informações das datas de nascimento dos dois, comecei a procurar nos livros da Igreja, os seus batismos respectivos. Sabia que Dona Maria do O´ de Medeiros era filha de Félix Antônio de Medeiros e Dona Tereza Duquesa de Farias. Por isso, procurei os registros que continham esses nomes.

Encontrei, inicialmente, uma Maria, filha desse casal, mas que não poderia ser a nossa pesquisada por conta da data de seu nascimento que diferia daquela encontrada no jazigo: Maria, nascida aos 24 de fevereiro de 1880, filha legítima de Félix Antônio de Medeiros e Thereza Duquesa de Farias, batizei solenemente, nesta Matriz, aos 28 de março do ano acima referido, foram padrinhos Antônio Genuíno de Farias e sua mulher Dona S. Ermelinda Pereira da Nóbrega.

Percorri, pacientemente,  os registros até  encontrar o referido batismo, cuja imagem já estava quase apagada, e, por isso, de difícil leitura:

Maria, nascida aos trinta e um de julho de 1881, filha legítima de Félix Antônio de Medeiros e Thereza Duquesa de Farias, batizei solenemente, nesta Matriz, aos vinte e oito de agosto do ano acima referido, foram padrinhos Camilo José da Rocha e sua mulher Maria Felentina de Medeiros. Vigário Antonio Raphael Gomes de Mello.

Há uma pequena diferença na data do nascimento de Maria do O´, pois no registro aparece 31 de julho, e no jazigo, 30 de junho.

P. S. Depois de muita procura, um amigo encontrou o casamento de Félix Antônio de Medeiros e Theresa Duquesa de Farias: aos 16 dias do mês de novembro de 1857, as nove horas da manhã, no lugar Santo Antônio, nesta Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Nova Cruz, o Reverendo Senhor Vigário Manoel Jácome Bezerra Cavalcante, por mim autorizado, tendo precedido de confissão e exame de Doutrina Cristão, na sua presença e das testemunhas João Cavalcante da Rocha e Antônio Galdino da Luz, se uniram em matrimônio, por palavras de presente, e receberam as bênçãos nupciais, os nubentes Félix Antônio  de Medeiros e Theresa Duquesa de Farias, moradores nesta Freguesia, do que para constar mandei lavrar este termo que assino. O Vigário Interino Beliso Lins de Albuquerque Cabral. 

Aos 11 de maio de 1900, faleceu de inflamação Félix Antônio de Medeiros, com 68 anos, casado com Theresa Duquesa de Farias, foi amortalhado de branco e sepultado no Cemitério desta Vila, e para constar fiz este assento que assino. Clérigo José Cabral.

Assim, Félix Antônio deve ter nascido por volta de 1832, casado aos 25 anos. 

Félix Antônio e Theresa Duquesa foram padrinhos em 24 de setembro de 1881, de Maria, filha de Camilo José da Rocha e Maria Felentina de Medeiros. 

Em um Livro escrito por Maria do Socorro Galvão da Costa, homenageando sua mãe Perpétua Medeiros Galvão, encontro uma genealogia desta senhora, cujos pais eram Silvino da Costa de Medeiros e Auta Aurora de Araújo. Sabendo que Silvino era irmão de Maria do Ó, e, portanto, tinham os mesmos ascendentes, descobri que Teresa Duquesa de Faria era filha de João de Faria da Costa e Maria Alexandrina da Conceição. A partir daí consegui localizar o batismo de Teresa, na Freguesia de Caicó, pelo familySearch, cuja imagem segue, com a respectiva transcrição:
Teresa, filha legítima de João de Faria da Costa, já falecido, e de Maria Alexandrina  da Conceição, ele natural da Freguesia de Cuité,  e ela desta do Seridó, onde presentemente se acha, nasceu aos 4 de fevereiro de mil oitocentos e quarenta e dois, e foi batizada com os santos óleos, no Sítio Tapera a quatro de julho do dito ano, pelo Padre Manoel Mariano da Costa Pereira, de minha licença; foram padrinhos Antônio Fernandes de Araújo e Madalena Maria da Conceição, casados, do que mandei fazer este assento e me assinei. O Vigário Francisco de Brito Guerra.



Após mais pesquisas, transcrevo para extratos de registros relacionados ao casal Félix Antônio de Medeiros e Teresa Duquesa de Faria.


Em 2 de maio de 1866, nasceu Verbulina, branca, filha de Félix Antônio de Medeiros e de Teresa Duquesa de Faria, foi batizado no lugar Santo Antônio, em 3 de dezembro do mesmo ano, sendo padrinhos Claudiano da Rocha e Bernardina América de Farias; Em 9 de outubro de 1863, tinha nascido Josefa, branca, filha de Félix e Teresa, que foi batizada no lugar Melão, aos 25 do mesmo mês e ano, sendo padrinhos Manoel Zacarias de Macedo e sua mulher Josefa Clementina de Faria.


Em 29 de março de 1869, nasceu João, filho de Félix Antônio de Medeiros e de Teresa Duquesa de Faria, sendo batizado, na Matriz de Cuité,  aos 16 de maio do mesmo ano, sendo padrinhos Antônio Genuíno de Faria e sua mulher Josefa Teófíla de Faria.


Em 25 de novembro de 1880, no Sítio Santo Antônio, Freguesia de Santa Cruz, se casaram Camilo José da Rocha, filho da finada Joana Carlota Brasileira (como registrado), e Maria Florentina (como estava escrito) de Medeiros, filha de Félix Antônio de Medeiros e de Teresa Duquesa de Farias, sendo testemunhas Antônio Genuíno de Faria e Joaquim Claudino da Rocha; em 1885, faleceu de tétano, com 8 dias, Camilo, filho de Camilo José da Rocha e Maria Felentina de Medeiros, e nesse registro volta o nome Felentina e não Florentina.


Agora o casamento de um filho - Em 22 de novembro de 1884, na Matriz de Cuité, registro de Santa Cruz, se casaram Flávio Miguel da Costa Medeiros, 56 (aqui há um erro) anos, filho de Félix Antônio de Medeiros e Teresa Duquesa de Farias, e Firma Pautilha de Farias, 24 anos, filha de Trajano José de Farias e de Maria Ermelinda de Farias, sendo testemunhas Dr. Ivo Barros Magno da Fonseca, e Camilo José da Rocha.


Félix, filho de Félix Antônio de Medeiros e de Teresa Duquesa de Farias, nasceu aos 27 de março de 1871, e foi batizado no lugar Santo Antônio, aos 5 de junho do dito ano, sendo padrinhos Trajano José de Faria e Maria Armelina de Faria. Em 18 de março de 1898, nascia Luiza, filha de Félix Antônio de Medeiros Filho e de Maria Angelina  de Medeiros, tendo sido batizada aos 27 do mesmo mês e ano, sendo padrinhos Félix Antônio de Medeiros, e Francisca Cesária de Lima.


Em 22 de março de 1875 nasceu Miguel, filho de Félix Antônio de Medeiros e de Teresa Duquesa de Faria, e foi batizado aos 16 de maio do mesmo ano, sendo padrinho Miguel Ribeiro Dantas, por seu procurador Antônio Genuíno de Faria. 


Em 4 de setembro de 1882, nasceu Afonso, filho de Félix Antônio de Medeiros e de Teresa Duquesa de Faria, sendo batizado na Matriz de Cuité, em 24 do mesmo mês e ano, sendo padrinhos Ivo Francisco Dantas e sua mulher Josefa de tal de Medeiros.