Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com
Atendendo pedidos do amigo Marcos Pinto, posto mais imagens de assentamentos de índios Paiacus da Missão do Reverendo Padre Phelipe Bourel.
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Guilherme Lopes Viegas e sua descendência
João Felipe da
Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN,
membro do IHGRN e do INRG
Os inventários são documentos importantes para os estudos
genealógicos. Eles recompõem elos perdidos. Marcos Pinto nos enviou um
documento, extraído do auto de arrolamento da falecida Anna Jovina Lopes Viegas,
que nos ajudou a encontrar os filhos de Guilherme Lopes Viegas, filho do
tenente Antonio Lopes Viegas e Anna Barbosa da Costa. Por Anna Jovina ser
solteira os bens dela, que faleceu aos dezenove de setembro de 1870, no Sítio
Castelo, foram herdados pelos irmãos ou sobrinhos. A mãe de Anna Jovina é
citada nesse auto. Com essa informação, e pela relação apresentada, concluímos
que Anna Jovina e os herdeiros, seus irmãos, eram filhos de Guilherme Lopes
Viegas e Izabel Maria da Conceição.
Os herdeiros, segundo o documento enviado por Marcos Pinto, foram
os descritos abaixo, que complemento com informações de outros documentos.
Manoel Guilherme Lopes Viegas, que era viúvo em 1870, tinha casado
com Maria Francisca Romana, no sítio Castelo, em 1848; em dois de agosto de
1849, nascia o filho Pedro, batizado na Matriz no mesmo ano, tendo como
padrinhos Francisco José da Silva e Romana Thereza da Conceição. Ana Jovina
morava com Manoel Guilherme.
Antonio Lopes Viegas, que casou, em Poço da Lavagem, em 1829,
com Joaquina Gonçalves, filha de Antonio José de Lemos e Joanna Maria de Jesus;
um filho de Antonio e Joaquina, de nome João, nasceu em 1841.
Damásia Maria Lopes Viegas, que era casada com João Freire
de Amorim, moradores no sítio Castelo; o casamento foi na Fazenda do Saco, em
1834, sendo ele filho de Gonçalo Freire de Amorim e Josefa Francisca da Costa,
ambos falecidos.
Guilherme Lopes Viegas (Jr.) que era casado com Maria Belizária
Ferreira Ximbinha, moradores no Sitio Saco. Guilherme foi casado,
anteriormente, com sua prima legítima, Maria do O’ de Jesus, filha do capitão
Alexandre Lopes Viegas e Maria Francisca da Conceição. Esse casamento foi em
1834, na Fazenda do Saco. Nessa mesma localidade, conhecida também como Saco
dos Lopes, foi batizado, em 1876, Francisco, filho de Guilherme e Maria
Ximbinha, tendo como padrinhos Manoel Geminiano Lopes Viegas e sua mulher Rita
Maria Teixeira Ximbinha.
Josefa Maria, viúva, moradora nos Grossos; não localizei seu
marido, e pelo visto não tiveram filhos.
Maria do Carmo Lopes Viegas, já falecida em 1870, foi casada
com João Reinaldo da Fonseca. Foi representada por seus três filhos: Florência
Maria, solteira, 16 anos; Luiz Antonio da Fonseca, de doze anos; João Reinaldo,
de dez anos, moradores no Paraú; Florência nasceu, na verdade, em 27 de
setembro de 1852, e teve com padrinhos, Manoel Guilherme Lopes Viegas e Josefa
Francisca Lopes Viegas.
Joana Francisca Lopes Viegas, já falecida em 1870, foi
casada com seu primo legítimo Manoel Francisco Lopes Viegas, filho do capitão
Alexandre Lopes Viegas e Maria Francisca da Conceição. Foi representada por
seus cinco filhos: Manoel Francisco Lopes Viegas Junior, solteiro, de vinte
sete anos; Maria Jovina Lopes Viegas, de vinte e seis anos, solteira; José
Francisco Lopes Viegas, solteiro, de 22 anos; Alexandre Francisco Lopes Viegas,
solteiro de quinze anos; Guilhermina Maria Lopes Viegas, solteira, de 14 anos,
moradores no sítio Acauã.
Maria Izabel da Conceição, falecida em 1870, foi casada com
seu primo legítimo João Gualberto Lopes Viegas, como consta no registro a
seguir: Aos vinte e seis dias do mês de novembro de mil oitocentos e vinte e
sete, pelas nove horas da manhã, nesta Matriz de São João Baptista do Assú, em
minha presença, e das testemunhas abaixo nomeadas, se receberam por esposos
presentes João Gualberto Lopes Viegas e Maria Izabel, meus fregueses, por se
acharem dispensados no parentesco que os ligava e terem cumprido as penitências
que lhe foram impostas: o esposo de idade de vinte e cinco anos, filho do
capitão Alexandre Lopes Viegas e Maria da Conceição, moradores na Freguesia de
Santa Anna do Mattos, donde apresentou banhos desembaraçados: a esposa de idade
de vinte anos, filha de Guilherme Lopes Viegas, e Izabel Maria, já falecida,
naturais e moradores nesta mesma Freguesia, onde se fizeram as denunciações
nupciais sem impedimento, e logo lhes dei as bênçãos matrimoniais, sendo
primeiramente confessados, e examinados na doutrina cristã, presentes por
testemunhas o alferes Alexandre Lopes Viegas e Alexandre Rodrigues da Costa,
casados, este da Freguesia de Santa Anna, e aquele desta do Assú. Joaquim José
de Santa Anna, pároco do Assú.
Maria Izabel foi representada por seus noves filhos: Izabel
Felippina Lopes Viegas, viúva de João Lins Teixeira de Souza; João Marcolino
Lopes Viegas, solteiro, 38 anos; Manoel Januário Lopes Viegas casado com Rita
Maria; Francisco Antonio Lopes Viegas, de 27 anos; Francisca Maria da
Conceição, solteira, de 18 anos; Josefa Bellarmina Lopes Viegas, casada com
Joaquim Teixeira de Souza; Maria Francisca Martins, casada com Joaquim José
Martins; Manoel Antonio, solteiro de dez anos, moradores na Fazenda Santa Úrsula;
Joana Maria da Conceição, casada com João Nicolau de Souza, moradores em
Aracati.
No inventário de Maria Francisca o nome do filho dela com o
capitão Alexandre Lopes Viegas era Antonio Gualberto. O nome João só aparece no
casamento. Antonio Gualberto foi criador lá em Cacimbas do Vianna.
A naturalidade de Balthazar de Moura e Silva
Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com
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Em uma das minhas visitas a Macau, tive acesso a um conjuntos de documentos que estão no Museu João de Aquino. Entre esses documentos estão livros da Câmara Municipal de Macau, de vários anos do século XIX. Em um deles encontrei o que se segue referente a naturalidade de Balthazar de Moura e Silva, que foi casado com duas netas do capitão João Martins Ferreira, lá da Ilha de Manoel Gonçalves e Macau.
Balthazar era natural de Mondim de Basto, Freguesia de São Pedro de Athei, Arcebispado de Braga.
Balthazar era natural de Mondim de Basto, Freguesia de São Pedro de Athei, Arcebispado de Braga.
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Notícias de Juvêncio Tassino
Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com
O Caixeiro era um dos nossos jornais antigos. Tinha como redator o jornalista Pedro Avelino, pai do senador Georgino Avelino. Vez por outra passo a vista nesse antigo jornal.
Foi de lá que tirei essa notícia sobre o professor Juvêncio Tassino Xavier de Menezes, natural de Imperatriz (hoje Martins). Ele foi casado com uma tia-bisavó, a viúva Thereza Maria de Jesus, irmã de minha bisavó, Francisca Ritta Xavier da Costa, que era casada com o tenente João Felippe da Trindade, meu bisavô. Esse Tassino é ascendentes dos Tassinos aqui de Natal. Segue a imagem.
jfhipotenusa@gmail.com
O Caixeiro era um dos nossos jornais antigos. Tinha como redator o jornalista Pedro Avelino, pai do senador Georgino Avelino. Vez por outra passo a vista nesse antigo jornal.
Foi de lá que tirei essa notícia sobre o professor Juvêncio Tassino Xavier de Menezes, natural de Imperatriz (hoje Martins). Ele foi casado com uma tia-bisavó, a viúva Thereza Maria de Jesus, irmã de minha bisavó, Francisca Ritta Xavier da Costa, que era casada com o tenente João Felippe da Trindade, meu bisavô. Esse Tassino é ascendentes dos Tassinos aqui de Natal. Segue a imagem.
domingo, 17 de agosto de 2014
Cariris ou Cararis = Um assento de praça
Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com
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Há muito que escrever sobre a História do Rio Grande do Norte, embora muitos documentos já desapareceram e outros continuam enfurnados em ambientes de pouco acesso por parte das pessoas. Quem cuida de levar mais conhecimentos para as pessoas? De quem é a obrigação? Por que todos os órgãos que detém informações da História do Rio Grande do Norte não facilitam o acesso e a divulgação desses documentos?
Encontramos muitos assentamentos de praça no IHGRN, que já deveriam ter sido digitalizados. Nossos índios e negros, também, fizeram parte da nossa força de defesa.
Segue um assento de praça de um índio em 1699.
No documento acima está escrito, que : Manuel, tapuio forro da nação Cararis tem sua Aldeia na jurisdição da capitania da Paraíba, senta praça de soldado nesta companhia desde 22 de outubro de 1699 anos. E vence mil oitocentos e sessenta e seis de soldo por mês, na forma do assento do Conselho da Fazenda. Lançado no livro 2º a folha 79 verso, e não vencerá mais coisa alguma. Manuel Gonçalves Branco.
Na parte superior consta que houve baixa, por ter falecido em 4 de agosto de 1706. Queiroz
Na parte superior consta que houve baixa, por ter falecido em 4 de agosto de 1706. Queiroz
sábado, 16 de agosto de 2014
Notícias do meu bisavô, cirurgião Francisco Martins Ferreira, 1872
Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com
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Sempre foi do meu interesse saber o que faziam meus ascendentes. Vasculho, continuamente, jornais antigos em busca dessas informações. Quando meu bisavô paterno Francisco Martins Ferreira faleceu, em 1877, tinha o título de tenente cirurgião. Isso me deixou inculcado. Onde ele tinha adquirido essa condição de cirurgião? Até hoje não descobri.
Recentemente, encontrei no jornal "O Assuense" notícias sobre um surto de varíola na região de Angicos, no ano de 1872. Por essa informação fica comprovada o exercício de cirurgião, por parte do meu bisavô.
Dois indivíduos chegaram da Vila de Santa Águeda, afetados com a varíola. De imediato, com providências da policia e dos Esculápios, estabeleceu-se uma casa para servir de Lazareto. Esses dois que chegaram em 29 de dezembro, no dia 12 do mês seguinte, já saíram curados.
Dois indivíduos chegaram da Vila de Santa Águeda, afetados com a varíola. De imediato, com providências da policia e dos Esculápios, estabeleceu-se uma casa para servir de Lazareto. Esses dois que chegaram em 29 de dezembro, no dia 12 do mês seguinte, já saíram curados.
O numero de acometidos da varíola foi de sete indivíduos, três foram tratados pelo homeopata Francisco Germano da Costa Ferreira e quatro pelo cirurgião Martins Ferreira (meu bisavô Francisco Martins Ferreira). Segundo a notícia, dois desses foi tratado por estipêndio, dos quais um faleceu. Dos três de Francisco Germano, dois foram tratados por recompensa pecuniária.
A varíola desenvolveu-se, também, na casa de João Teixeira dos Santos, atacando toda a família, em número de sete pessoas, sendo tratado pelo homeopata Francisco Germano da Costa Ferreira, gratuitamente.
No Arraial de Gaspar Lopes, onze foram acometidos, sendo tratados pelo homeopata Domingos Antônio de Araújo, residente em Macau, mediante uma módica paga, como cita o jornal.
Em toda a região o numero de acometidos chegou a vinte e cinco.
Esse homeopata Francisco Germano da Costa Ferreira era filho de Florêncio Octaviano da Costa Ferreira e Ignez Lucania da Costa Ferreira. Casou a primeira vez com Emília Victoriana Xavier de Menezes, que faleceu de parto, com 40 anos, em 1887. Casou depois com Valeriana Maria, filha do tenente coronel João Luiz Teixeira Rola. Este último casal gerou em 1902, Wanderlinden Germano da Costa Ferreira. Francisco Germano ocupou, por concurso, o cargo de Escrivão de Órfão, Cível, Judicial e Notas, que era exercido anteriormente por seu sogro Francisco Xavier de Menezes. Wanderlinden sucedeu o pai no Cartório de Angicos.
Esse homeopata Francisco Germano da Costa Ferreira era filho de Florêncio Octaviano da Costa Ferreira e Ignez Lucania da Costa Ferreira. Casou a primeira vez com Emília Victoriana Xavier de Menezes, que faleceu de parto, com 40 anos, em 1887. Casou depois com Valeriana Maria, filha do tenente coronel João Luiz Teixeira Rola. Este último casal gerou em 1902, Wanderlinden Germano da Costa Ferreira. Francisco Germano ocupou, por concurso, o cargo de Escrivão de Órfão, Cível, Judicial e Notas, que era exercido anteriormente por seu sogro Francisco Xavier de Menezes. Wanderlinden sucedeu o pai no Cartório de Angicos.
terça-feira, 12 de agosto de 2014
João de Deus Gonçalves, do Reino de Portugal para Angicos
João Felipe da
Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN,
membro do IHGRN e do INRG
João de Deus Gonçalves deixou grande descendência em Angicos
e outras localidades deste Rio Grande do Norte. Para começar, vamos ao registro
de batismo de um filho, onde aparece a sua naturalidade: Antonio, filho
legítimo de João de Deus Gonçalves e Francisca das Chagas de Azevedo, naturais:
ele, do Reino de Portugal, e ela, desta Freguesia, onde são moradores, nasceu a
dezessete de março de 1853, e foi por mim batizado com os santos óleos, nesta
Matriz de São José de Angicos, aos vinte e nove de junho do mesmo ano. Foram
padrinhos José Joaquim Fernandes, casado, e sua filha Maria Petronilla
Fernandes, solteira, por seus procuradores João Teixeira de Sousa, casado, e
Francisca Joaquina de Deus Gonçalves, solteira, todos moradores nesta
Freguesia. Felis Alves de Souza.
Antonio faleceu, no ano seguinte, de sarampo. O padrinho,
José Joaquim Fernandes, era português, casado com Maria Martins Ferreira, minha
tia-trisavó, filha do capitão João Martins Ferreira, ambos fundadores de Macau.
Maria Petronilla, sua filha, foi casada com o português Balthazar de Moura e
Silva.
Outros filhos encontrados foram: Anna Florência de Deus
Gonçalves, que nasceu aos dezesseis de março, de 1836, e foi batizada, aos 4 de
abril do mesmo anos, na capela de São José de Angicos, sendo padrinhos Antonio
Lopes de Azevedo Viegas, casado, e Maria Josefa da Conceição. Anna casou, em 21
de novembro de 1870, com Francisco Alexandre Pereira Pinto, filho de Alexandre
Francisco Pereira Pinto e Damásia Francisca dos Santos Leal; João Evangelista
de Deus Gonçalves, que nasceu aos 26 de dezembro de 1839, e foi batizado aos 6
de janeiro de 1840, sendo padrinhos Francisco Antonio Teixeira, por procuração
que apresentou de José Brandão da Rocha, de Pernambuco, e Ignácia Maria da Conceição,
por procuração de Anna Martins Ferreira, casada. João Evangelista foi sepultado
aos 6 de abril, de 1870, tendo falecido em consequência de uma espinha carnal,
com a idade de 31 anos incompletos; José Gorgônio de Deus Gonçalves que nasceu
aos 9 de setembro de 1841, e foi batizado, em artigo de morte, por Francisco
Antonio Teixeira,aos 15 de outubro do mesmo ano. Casou, em 22 de novembro de
1885, com Rita Xavier da Costa.
Joaquim Firmino de Deus Gonçalves, outro filho de João de
Deus e Francisca das Chagas, nasceu aos 10 de janeiro de 1845, e foi batizado,
na Matriz de São José de Angicos, aos 19 de março do mesmo ano, sendo padrinhos
Cláudio Mendes Brandão, por procuração de Jerônimo Cabral Pereira de Macedo, e
Ignácia Maria da Conceição. Joaquim Firmino
casou, em 23 de agosto de 1874, com Maria Pinheiro de Vasconcellos Costa, filha
de Miguel Pinheiro de Vasconcellos Costa e de Antonia Egina Francelina de
Vasconcelos, na presença de José Gorgônio de Deus Gonçalves. Joaquim Firmino e
Maria Pinheiro geraram Joaquim Firmino de Deus Gonçalves Filho, que nasceu aos
treze de novembro de 1881, e foi batizado, na Matriz, no primeiro de janeiro de
1882, sendo padrinhos Bacharel Amaro Carneiro Cavalcanti Bezerra (pernambucano)
e Maria Fortunata Carneiro, e Maria Magdalena de Deus Gonçalves. Joaquim
Firmino Filho casou, primeiramente, com Francisca das Chagas Gonçalves, e
quando enviuvou dela, casou com tia Crináura Martins Trindade, irmã de meu pai.
Desse último casal nasceu outro Joaquim Firmino, e, também Francisca (Fanny),
que faleceu este ano e morava no Recife, mãe de Zelita Faro.
Outra filha de João de Deus e Francisca das Chagas, Quitéria
Olímpia de Deus Gonçalves, casou, em 29 de setembro de 1861, com João Felippe
Teixeira de Sousa, viúvo, por falecimento de parto, de sua esposa Josefa
Carolinda Maria Rosalinda (aos 23 anos de idade, em 24 de junho de 1860). Ele era
filho de José Teixeira de Sousa e Maria Manoela da Conceição. Quitéria faleceu
de febre, em 27 de março de 1878, com a idade de 40 anos.
Um dos filhos de João Felippe e Quitéria Olímpia foi João de
Deus Gonçalves (Janjão), mesmo nome do avô, que casou com minha tia-avó Maria
Jovelina da Costa Torres. Deste último casal nasceu Maria Gonçalves, avó de
João Felipe de Medeiros, e do senador Carlos Alberto.
Outro filho de João Felippe e Quitéria foi José Tito
Teixeira de Souza, que casou em 1887, com Maria Ignácia Xavier de Carvalho,
filha de Cosme Teixeira Xavier de Carvalho (meu tio-bisavô) e Francisca Bella
Carneiro de Mello. De José Tito e Maria Ignácia nasceram, entre outros: Maria
Francisca, mãe de Antonio Xavier (ex-padre); Francisco Tito, pai de Hildebrando
(ex-prefeito de Santa Cruz); e José Tito Filho, pai do professor José Tito
Junior.
No inventário de Marianna Lopes, esposa de Francisco Antonio
Teixeira de Souza, está escrito: Aí foi por ele, juiz, nomeado curador dos órfãos
deste inventário, ao tio dos mesmos, João de Deus Gonçalves. A princípio pensei
que João de Deus fosse irmão de Francisco Antonio, mas depois concluí que era
tio afim, e, portanto, Dona Francisca das Chagas de Azevedo era quem era irmã
de Dona Marianna Lopes Viegas, ambas filhas do capitão Francisco Lopes Viegas
e Anna Joaquina de Azevedo.
Aos 17 de dezembro de 1877, foi sepultado no cemitério
público desta Vila, em Catacumba, o cadáver do tenente-coronel, João de Deus
Gonçalves, morador nesta Freguesia, casado que era com Francisca de Deus
Gonçalves, e falecido de hidropisia, aos dezesseis do dito mês e ano, com todos
os sacramentos na idade de 75 anos. Felis Alves de Souza.
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| Joaquim Firmino Filho |
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| Crinaura Trindade |
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| Francisca (Fany) |
sábado, 9 de agosto de 2014
Soldados índios paiacus, da Missão de Padre Felipe Bourel
Por João Felipe da Trindade
Nos assentamentos de praça encontramos vários índios da Missão de Padre Felipe Bourel, personagem da Guerra dos Bárbaros, Vejamos algumas imagens.
Na primeira, de Duarte, transcrevemos, para quem não consegue ler, da forma que segue:
Duarte Coutinho, tapuio forro, de nação Paiacu, da missão do Reverendo Padre Phelipe Bourel, senta praça nesta companhia desde primeiro de novembro de 1704, e vence mil oitocentos e sessenta e seis réis de soldo por mês na forma do assento do Conselho de Fazenda, lançado no livro 2ª a folha 79, verso, e não vencerá mais coisa alguma. José Freire.
Os seguintes de Manoel Amaro e Mathias Furtado são semelhantes.
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Ascendentes de Dona Maria do Carmo Siminéa
João Felipe da
Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN,
membro do IHGRN e do INRG
Recebi, por e-mail, mensagens de Ismar Siminéa e Virgínia
Andrade, filhos: ele de Edmilson Siminéa e ela de Manoel Siminéa, um dos
gêmeos. Agradeciam e elogiavam a publicação do artigo sobre a origem da família
Siminéa. Além disso, Ismar mandou registro de nascimento do pai, Edmilson, onde
encontro os pais de Maria do Carmo: eram eles João das Chagas de Azevedo Souza
e Luiza Maria Teixeira de Souza. Vamos, pois, buscar a partir daí os
ascendentes de D. Maria do Carmo, começando por seu casamento.
Aos quinze dias do mês de dezembro de 1923, na Matriz de
Angicos, depois das denunciações canônicas, e sem aparecer impedimento algum,
na presença das testemunhas: José Cândido de Souza (irmão do noivo) e Manoel
Alves Filho (seu Nezinho), assisti ao recebimento matrimonial de meus
paroquianos: Francisco Siminéa Filho, com Maria do Carmo de Azevedo, filhos
legítimos, ele de Francisco Pedro das Chagas Siminéa, e Josefa Cândida Alves de
Souza, e ela de João das Chagas de Azevedo (Souza), e Luiza Maria Teixeira de
Souza, os nubentes foram dispensados do 3º grau igual e simples de consanguinidade.
Uma das filhas desse casal teve o batismo que segue: aos
três de janeiro de 1904, batizei a Maria, filha legítima de João das Chagas de
Azevedo Souza e Luiza Maria Teixeira de Souza, nascida a três de deste mês e
ano, sendo padrinhos Tertuliano das Chagas de Souza e Donzília Alves de Souza.
Luiza, quando casou com João das Chagas, era viúva de
Joaquim Francisco Pereira Pinto. Este tinha casado com ela, em 1891, depois de
enviuvar de Maria Florência da Costa Ferreira, falecida em 12 de abril desse
mesmo ano, com trinta e tantos anos. Com esta última, ele, Joaquim Francisco, tinha
casado, em 31 de janeiro de 1886, após ter enviuvado de Maria Martins de Assis
Bezerra, filha de Agostino Barbosa da Silva e Sabina dos Santos Martins. Maria
Martins tinha falecido em 27 de janeiro de 1885, com 36 anos de idade, de
hidropisia.
Os pais de Luiza eram Joaquim Teixeira de Souza e Josefa
Belarmina Lopes Viegas, portanto, mais
um Viegas na ascendência de Crisan Siminéa. O casamento deles foi na Fazenda
Cacimbas do Vianna, onde nasceu minha avó, Maria Josefina Martins Ferreira.
Às três horas da tarde do dia dezenove de novembro de mil
oitocentos e cinquenta e cinco, na Fazenda Cacimbas do Vianna, o Reverendo
Elias Barbalho Bezerra, de licença minha, uniu em matrimônio, e deu as bênçãos
nupciais aos contraentes Joaquim Teixeira de Souza e Josefa Bellarmina Lopes
Viegas, o nubente da Freguesia de Angicos, e a nubente desta do Assú, servatis
servandis: testemunharam Antonio Lopes Viegas Junior e João Lins Teixeira de
Souza, casados.
Nesse casamento não apareceu o nome dos pais dos nubentes.
Acredito que esse Joaquim era filho de Francisco Antonio Teixeira de Souza e
Marianna Lopes Viegas, pois quando ela morreu, um dos seus filhos era Joaquim
de 7 anos, conforme inventário de 1839. Esse João Lins Teixeira de Souza consta,
também, na lista dos filhos de Francisco Antonio e Marianna, e tinha na data do
falecimento da mãe, a idade de 18 anos.
Luiza teve o seguinte batismo: filha legítima de Joaquim
Teixeira de Souza e Josefa Bellarmina Lopes Viegas, moradores nesta freguesia,
nasceu aos dez de dezembro de 1866, e foi por mim solenemente batizada na
Matriz de São José de Angicos aos dez de janeiro de 1867, sendo padrinhos
Miguel Francisco da Costa Machado e Bernarda Francisca Xavier da Costa. Outra filha de Joaquim e Josefa Bellarmina era
Josefa, que nasceu em 1860, e teve como padrinhos Manoel Martins Ferreira, por
seu procurador João Gomes Carneiro e Francisca Batista (Bela) Carneira,
solteira. João Gomes Carneiro tinha fazenda em Cacimbas do Vianna e Manoel
Martins Ferreira (também Manoel José Martins) era morador dessa mesma
localidade (era irmão do meu bisavô, Francisco Martins Ferreira).
No auto de arrolamento (1870) da falecida Anna Jovina Lopes
Viegas, o inventariante e, também, herdeiro, foi seu irmão Manoel Guilherme Lopes
Viegas. Por ser solteira os outros irmãos, também, foram seus herdeiros. Na lista aparecem alguns
filhos comprovados de Guilherme Lopes Viegas e Izabel Maria da Conceição. Uma
delas, Maria Izabel Conceição, que foi casada com João Gualberto Lopes Viegas,
já era falecida em 1870, e, portanto, foi representada pelos filhos, entre
eles, Josefa Bellarmina Lopes Viegas, esposa de Joaquim Teixeira de Souza.
Portanto, Josefa Bellarmina era bisneta do fundador de
Angicos, tenente Antonio Lopes Viegas. Por isso, Luiza Maria Teixeira de Souza
era trineta, e Maria do Carmo Siminéa, tetraneta.
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| casamento de Francisco Siminéa Filho e Maria do Carmo Azevedo |
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quarta-feira, 30 de julho de 2014
Manoel Machado de Miranda Henriques
João Felipe da
Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN,
membro do IHGRN e do INRG
Não sei de onde surgiu esse Miranda Henriques. Procuro seu
rastro em vários documentos da nossa História. Infelizmente, há muitas lacunas
nos registros, que impedem a formação de elos genealógicos. Era casado com
Ignácia Francisca de Mello. Em 1817, aparece um filho do casal. Era José Barbosa de Miranda, que foi batizado
no dia 1º de maio daquele ano, tendo como padrinhos Bento Luis Gomes de Mello e
Izabel de Barros Cunha. José casou, em São Gonçalo, em 18 de novembro de 1838,
com Josefa Joaquina de Moraes, filha natural do capitão Lourenço José de Moraes
Navarro e Bernarda Muniz de Souza.
Registramos dois filhos de José Barbosa e de Josefa
Joaquina: Maria que nasceu aos 22 de abril de 1840, e foi batizada em 1º de
maio do mesmo ano tendo como padrinhos Carlos Joaquim de Moraes Navarro,
solteiro e Ignácia Francisca de Mello; e João, que nasceu aos seis de maio de
1843, e foi batizado aos dezessete de julho do mesmo ano, em São Gonçalo, tendo
como padrinhos Manoel Machado de Miranda Henriques e Ursulina das Virgens de
Miranda Henriques.
Ursulina das Virgens, filha de Manoel Machado e Ignácia
Francisca, nasceu aos 25 de fevereiro de 1823, e foi batizada aos 25 de março do
mesmo ano, tendo como padrinhos João Gomes Carneiro e sua mulher Joanna
Baptista. Em um batismo de 1857, Manoel Machado de Miranda Henriques aparece
como padrinho acompanhado da filha Ursulina das Virgens de Miranda Henriques.
Nesse mesmo ano, outra filha, Amaraldina Carlota de Miranda Henriques, é
madrinha e, seu pai, Manoel Machado, padrinho. Um outro filho de Manoel Machado
e Ignácia Francisca era Belarmino Machado de Miranda Henriques.
Ignácia Francisca de Mello deve ter casado muito jovem,
pois, 22 anos depois do nascimento de José Barbosa, nascia mais uma filha dela
com Manoel Machado: Aos vinte e três de setembro de mil oitocentos e trinta e
nove, na Vila de São Gonçalo, de minha licença, o coadjutor Alexandre Ferreira
Nobre, batizou solenemente a Filonila, nascida a dez de agosto deste mesmo ano,
filha legítima de Manoel Machado de Miranda Henriques e Ignácia Francisca de
Mello, brancos e moradores em São Gonçalo, desta Freguesia. Foram padrinhos
Manoel Gabriel de Carvalho e Marcolina Florentina Pereira da Silva, moradores
nesta.
Com o nome de Philonila Tarquínia de Miranda Henriques, a
batizada acima aparece como madrinha de Enéas, aos 28 de julho de 1859, filho
legítimo de Manoel Gomes Carneiro e Dona Francisca Xavier de Miranda Henriques.
Presente, também, Manoel Theofilo Alves Ribeiro, como padrinho. Talvez, essa
Francisca Xavier fosse outra filha de Manoel Machado e Ignácia. Eles foram
padrinhos, em 1843, de Manoel, filho de Manoel Gomes Carneiro e Francisca
Xavier de Miranda Henriques.
Manoel Machado de Miranda Henriques aparece como cunhado de
João Gomes Carneiro e Melo, em uma doação de sesmaria, no ano de 1821. Assim,
sua esposa, Ignácia Francisca de Mello, deveria ser irmã desse João Gomes.
Observamos, que aos quatro de novembro de 1800, na capela de São Gonçalo da
Ribeira do Potigi, João Gomes Carneiro, filho legítimo do lisboeta João Gomes
Carneiro, e de Anna Ferreira de Miranda, casou com Maria Thereza de Mello,
filha legítima do Alferes Antonio Rodrigues Santiago e de sua mulher D. Ignácia
Francisca de Mello (irmã de Bento José, o padrinho de José Barbosa de Miranda). Talvez João Gomes Carneiro e Mello, e Ignácia
Francisca de Mello, esposa de Manoel Machado, fossem filhos desses que casaram
em 1800.
Manoel Gomes Carneiro e sua esposa Francisca Xavier de
Miranda Henriques foram padrinhos, em 1854, de Martinha, filha de João Gomes
Carneiro de Mello e Anna Joaquina Teixeira de Souza, ele de São Gonçalo e ela
de Angicos. João Gomes tinha fazenda em Cacimbas do Vianna, hoje pertencente ao
município de Porto do Mangue. Esse João Gomes, em alguns registros aparece como
João Gomes Carneiro Junior.
Em 10 dez de julho de 1871, João Viterbino Gomes Carneiro,
filho de Manoel Gomes Carneiro e Francisca Xavier de Miranda Henrique, casou no
Sítio São Joaquim, da Freguesia de Angicos, precedendo dispensa de
consanguinidade, com Maria Florentina Carneiro de Mello, filha de João Gomes
Carneiro (falecido) e Anna Joaquina Teixeira de Sousa; Uma filha deste último
casal, Maria Teixeira de Sousa, nascida em São Gonçalo, casou, em 28 de novembro de 1861, com
José Odorico da Costa Ferreira, filha de Antonio Martins Wladislau e Anna
Teixeira de Sousa, também, em Angicos, houve dispensa de consanguinidade. Outra
filha do casal, Francisca Bela Carneiro de Mello, casou com Cosme Teixeira
Xavier de Carvalho, meu tio-bisavô.
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