segunda-feira, 1 de abril de 2013

D. Clara Joaquina e o senador Pompeu



João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN, membro do IHGRN e do INRG
Lá de Fortaleza, nosso primo, Luciano Klein, descendente de Balthazar de Moura e Silva, natural de Portugal, e que viveu um tempo em Macau, nos manda testamento de D. Clara Joaquina de Almeida e Castro, hoje arquivado no Arquivo Público do Ceará. Em artigo anterior, já tínhamos dado algumas informações extraídas do mesmo. Hoje, completamos, com mais alguns detalhes.

Dona Clara Joaquina, aos vinte e cinco de julho de 1855, fez seu testamento. Nessa data, como declarou o tabelião, estava doente de cama, mas regendo seu entender, em seu perfeito juízo. Disse que sabia ler e escrever, mas pelo estado de fraqueza, e enfermidade, rogou a pessoa de sua confiança, no caso, Doutor Thomaz Pompeu de Souza Brasil, que escrevesse seu testamento, conforme ela fosse ditando. Doutor Thomaz, que foi padre e senador do Império dá nome ao município cearense Senador Pompeu.

Senador Pompeu nasceu em Santa Quitéria, Ceará, filho do capitão de milícias do Ceará, Thomas de Aquino de Sousa e D. Geracina Izabel Pompeu, neto paterno de Antonio José de Souza e Oliveira (escrivão da Fazenda Real, aqui no Rio Grande do Norte) e D. Joanna Ferreira de Mello, primos legítimos, naturais do Rio Grande do Norte, e neto materno de Polinardo Caetano César de Ataíde e de Izabel Pinto de Mesquita. D. Joanna Ferreira de Mello era irmã de Francisca Antonia Teixeira, e, portanto, o capitão Thomas de Aquino era primo legítimo de D. Clara e do nosso frei Miguelinho. Câmara Cascudo e outros escritores escreveram, por equívoco, como mãe de Thomas de Aquino, D. Anna Teixeira de Mello. Na verdade Antonio de Souza casou com Joanna, em 1779, e daí nasceu Thomas de Aquino, em 1780.

Esse Polinardo acima se chamava José Luis Pestana de Vasconcellos. Mudou de nome para se casar. Depois de certo tempo, sua invenção foi descoberta e acabou preso em Lisboa por bigamia.

Dona Clara disse ter nascido no Rio Grande do Norte, filha legítima de Manoel Pinto de Almeida e Castro, e D. Francisca Antônia Teixeira, ambos falecidos; disse mais, que era casada à face da Igreja, segundo o Concílio Tridentino e leis do Império, com seu sobrinho Ignácio Pinto de Almeida e Castro; afirmou mais ainda, que tinha naquela data 75 anos.

Aqui, um parêntese: em nenhum registro que encontrei, havia o sobrenome Almeida, para o pai de D. Clara, que sempre se escrevia Manoel Pinto de Castro (às vezes Crasto); além disso, ela se equivocou com relação a própria idade, pois nasceu em 12 de agosto de 1787. Teria 68 anos, portanto.

Pediu que se falecesse em Fortaleza, fosse enterrada no Cemitério, no quadro comum, sem pompa, ou solenidade alguma e que seu corpo fosse levado, envolto em branco, por alguns pobres, em uma rede, com a esmola de mil réis a cada um dos carregadores.

Nas suas disposições determinou que fossem declaradas libertas e gozando de sua perfeita liberdade as suas escravas Felícia, mulher de José, escrava velha; Maria, mulher de Fernando, também velha; Olegária, nova e solteira; Carlota, mulata de 12 anos, filha de Jesuína, liberta; Chilidonia, de 2 para 3 anos, filha da escrava Antonia. Pediu para elas serem libertadas de imediato, e se não houvesse tempo de assinar as suas cartas, elas seriam passadas em virtude da sua disposição acima, na forma das leis, porquanto essas escravas muito lhe serviram, e não lhes podia dar outra prova maior do seu reconhecimento.

Outra determinação interessante de Dona Clara era que se seu marido lhe sobrevivesse e passasse a segundas núpcias, que só para esta parte ficassem livres as seguintes escravas: Januária, crioula, que teria idade de 45 anos; Aristarca, filha de Januária, com 22 anos; Antonia, crioula de 30 anos; Maria da Cruz, crioula de 15 anos; Rosa, crioula de 40 anos. Essas escravas seriam computadas, também, na sua meação, pertencendo ao seu marido até que ele passe a segundas núpcias. Caso seu marido não passasse a segundas núpcias, que ele por sua morte deixe-as forras. Já vimos em artigo anterior que o marido de Dona Clara casou, depois, com uma sobrinha.

Além disso, deixou duzentos mil réis a cada um dos seus afilhados, Guilherme, e Ignácio, filhos legítimos de Guilherme dos Santos Sazes e de sua mulher D. Rita Catharina de Almeida e Castro; deixou, também, cem mil réis a sua afilhada Francisca, filha de Bernardo Pinheiro Teixeira; mais cem mil para seu afilhado José, filho legítimo de João Baptista da Castro e Silva; deixou mais algumas recomendações de esmola a alguns afilhados e outras coisas que seu marido sabia e  ela confiava que ele encontraria, sem precisar fazer no testamento expressa menção.

Deduzidas as importâncias dessas doações, o terço do que restou da  sua meação destinou  para o seu sobrinho, e afilhado, Joaquim, seu filho de criação, e filho legítimo de Joaquim Felício de Almeida e Castro.

Instituiu, deduzidas as doações, o seu marido com herdeiro, sendo ele, também, primeiro testamenteiro e, como segundo testamenteiro João Batista de Castro e Silva. Esse João Baptista acredito que foi Inspetor de Fazenda em vários estados, tendo inclusive sido oficial maior da contadoria da Tesouraria da província do Rio Grande do Norte, em 1835.

terça-feira, 26 de março de 2013

+ Bezerra Cavalcanti


João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN, membro do IHGRN e do INRG
Leonardo Bezerra Cavalcanti, em 1691, pedia registro de uma marca de ferro, aqui no Rio Grande do Norte. Em 1734, aqui em São Gonçalo do Potengi, João Bezerra Cavalcanti, preto forro, natural de Angola, escravo que foi do coronel Leonardo Bezerra Cavalcanti, morador no Assú, assistente na fazenda Oytu, há muitos anos, casou com Luiza da Costa Monteira, forra, filha de Joanna da Costa, tapuia forra, solteira, e de Jacinto Monteiro, escravo do alferes Pascoal Gomes de Lima, natural e moradora no sítio São Gonçalo.
A Guerra dos Mascates, nos anos de 1710 e 1711, foi liderada por Bernardo Vieira de Mello, que foi capitão-mor do Rio Grande, e Leonardo Bezerra Cavalcanti, que não sei se era o mesmo que tinha terras no Assú. Muitos moradores de outros estados tinham fazendas para criação de gado lá. Sei, também, que esse nome se repete com frequência na família Bezerra Cavalcanti. Já vimos, no artigo anterior, que um desses Leonardo, filho de Antonio Cavalcanti Bezerra, lá do Assú, era avô de Antonio da Rocha Bezerra Cavalcanti. Lá mesmo no Assú, vamos encontrar outros membros da família Bezerra Cavalcanti ou Cavalcanti Bezerra.
No Assú, vamos encontrar os batismos dos seguintes filhos de Leonardo Bezerra Cavalcanti e Izabel Alexandrina Bezerra Cavalcanti: Maria, que nasceu em 7 de fevereiro de 1847, batizada aos 27 de dezembro do mesmo ano, tendo como padrinhos, o major José Joaquim Bezerra Cavalcanti e D. Francisca Rodrigues da Costa; Manoel, que nasceu em agosto de 1840, batizado aos 31 do mesmo mês e ano, tendo como padrinhos tenente-coronel Antonio Barbalho Bezerra e Ignácia Francisca Bezerra.
Outro, que está presente no Assú, é André Avelino Bezerra Cavalcanti. Ele e sua mulher Luiza Leocádia Bezerra Cavalcanti batizaram na Fazenda Riacho, o filho André, em 27 de março de 1841, que nasceu aos 18 de março de 1841, e teve como padrinhos José Joaquim Bezerra Cavalcanti e sua mulher D. Francisco Rodrigues da Costa; outro filho de André e Luiza, de nome Manoel, foi batizado em 1845, tendo como padrinhos o Reverendo Manoel Januário Bezerra Cavalcanti e D. Francisca Rodrigues da Costa, por procuração de Francisca Alexandrina Bezerra.
Esse José Joaquim Bezerra Cavalcanti, que possuía uma fazenda de gados denominada Riacho, na parte poente do rio Paraú, teve registro de  uma data de sesmaria, requerida ao governador José Ignácio Borges, em 22 de setembro de 1819. Registramos, ainda, que em 26 de junho de 1838, na Fazenda Riacho, José Alexandre Bezerra, natural da Freguesia de São José, filho de João Martins e Josefa Maria, casou com Francisca Bezerra Cavalcanti, natural do Seridó, filha de José Joaquim Bezerra (Cavalcanti) e Francisca Rodrigues da Costa; foram testemunhas Basílio Quaresma Torreão e o capitão Antonio Bezerra Carneiro, ambos casados.
Aqui na Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação, em 7 de janeiro de 1831, Gonçalo Francisco da Rocha, casou com Maria Bezerra Cavalcanti da Rocha, de Extremoz, sendo ele filho de Leonardo Bezerra Cavalcanti e Bernardina Josefa de Moraes, e ela de Antonio da Rocha Bezerra e Dona Joanna Ferreira de Mello, falecidos, sendo testemunhas o Reverendo Felis Francisco Correa Barros, vigário de Extremoz, e o comandante de armas, Pedro José da Costa Pacheco. Foram dispensados no 3º grau atingente ao 2º duplicado de sanguinidade.
Outro Bezerra Cavalcanti, que encontramos, vem descrito em um assentamento de praça, onde se lê: José Bezerra Cavalcanti, natural da freguesia de Muribeca, capitania de Pernambuco, filho de Francisco Dias Bezerra Cavalcanti, de idade de vinte anos, pouco mais ou menos, de ordinária estatura, homem pardo, cabelo preto e frisado, feio de cara, nariz grande, senta praça de soldado raso, nesta companhia por sua vontade, em vinte de junho de mil setecentos e vinte e três.
Entre os Bezerra Cavalcanti, encontramos um padre que faleceu novo. Aos trinta e um de abril de 1797 faleceu o Reverendo Coadjutor, Francisco de Sá Bezerra Cavalcanti, com a idade de trinta anos. Não encontrei o elo desse padre com os nossos estudados.
Detalhes que devemos estar atentos são as repetições de nomes, a inversão de sobrenomes, bem como os casamentos entre familiares. No registro a seguir observamos isso: em 21 de novembro de 1804, na Matriz de Nossa Senhora da Apresentação, dispensados no 2º e 3º graus de sanguinidade, Antonio Bezerra Cavalcanti casou com Gertrudes Thereza de Souza, ele, filho de João Cavalcanti Bezerra e Gertrudes Thereza Ignácio de Oliveira, falecida; ela, filha do capitão Antonio José de Souza e Oliveira e Joanna Ferreira de Mello, falecida. Esse Antonio José era filho de Francisco de Sousa e Oliveira e Tecla Rodrigues Pinheiro, nossos conhecidos de outro artigo.
Muitas informações importantes da nossa história, oriundas do Assú, se perderam, tanto registros da Igreja como dos cartórios. Alguns dos livros da Freguesia do Assú, já são cópias de outros livros. Não encontramos maiores informações antes de 1800.



terça-feira, 19 de março de 2013

Mais Notícias Genealógicas do Rio Grande do Norte

Já se encontra editado meu novo livro, Mais Notícias Genealógicas do Rio Grande do Norte, terceiro da minha produção sobre Genealogia de famílias do nosso estado. Sua edição foi pela EDUFRN, com 310 páginas e 95 artigos, 300 exemplares. Ele já está sendo vendido na Livraria das Editoras, lá no Campus Universitário, Centro de Convivência, mas, brevemente, em abril, estarei fazendo l lançamento no Instituto Histórico e 1 lançamento no Centro de Convivências.
Além disso, estou com alguns livros para vender para pessoas que estão fora do nosso Estado. O valor de capa do livro é de R$ 35,00.

Na sua orelha escrevi:

A Genealogia além de recompor nossa história familiar traz novas informações da história de um povo.

Neste trabalho muitas informações que ficaram adormecidas ou submersas nos registros do passado vêm à tona para esclarecer, atualizar, glorificar e corrigir a história do Rio Grande.



Vamos tomar ciência do grande herói potiguar que foi capitão-mor e continua esquecido pelas autoridades.

Vamos conhecer mais um pouco sobre alguns lugares, algumas famílias, alguns indivíduos e alguns hábitos da nossa capitania.

Vamos aprender sobre os Deusdará e os Rocha Pittas, de onde vieram os Rocha Bezerra, porque Joris Garstman mandou matar Jacob Rabe, as intrigas da capitania, as práticas dos concubinatos,  as barras e enseadas do Rio Grande do Norte, como eram as ilhas de Manoel Gonçalves e de Macau em 1810, quanto custava um escravo, e  o que tinha nas fazendas de gado de Cacimbas do Vianna e  Amargoso.

Vamos descobrir quem eram Dona Joanna Martins de Sá, Dona Anna Maria Soares de Mello, David Dantas de Faria, Coronel Gonçalo Freyre de Amorim, Bernardo Pinto de Abreu, Gonçalo José Barbosa, Francisco de Oliveira Banhos, e o capitão Alexandre Lopes Viégas, entre outros.

Vamos tomar conhecimento das cartas da Ilha de Manoel Gonçalves, da carta de Pedro Avelino para o irmão Emygdio Avelino, da correspondência do capitão João Martins Ferreira para o Governador José Ignácio Borges, da petição de Paschoal Gomes de Lima, do inventário de José Alves Martins, da relação dos Montenegros do Assú com o padre revolucionário João Ribeiro Pessoa, e do famoso Conde Benyowsky que arribou na Ilha de Manoel Gonçalves em 1785.
Vamos ver alguns assentamentos de praça com os retratos falados dos soldados, alguns registros de batismos mais antigos da capitania, como se deu o repovoamento após a saída dos holandeses, como se dava a escolha do capitão-mor e a petição de Francisco Lopes Galvão.


segunda-feira, 18 de março de 2013

O General Antonio da Rocha Bezerra Cavalcanti




João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN, membro do IHGRN e do INRG
Marca de Ferro de Leonardo Bezerra Cavalcanti,1691
João Alves de Melo, no seu livro “Natureza e História do Rio Grande do Norte”, traça uma pequena biografia de Antonio da Rocha Bezerra Cavalcanti, incluindo uma genealogia dos seus descendentes. Logo no início do trabalho escreveu: nasceu a 20 de maio de 1837 no município de São Gonçalo, (Rêgomoleiro) Rio Grande do Norte e faleceu no Rio de Janeiro em 18/11/1898, com 61 anos de idade. Filho legítimo de Manuel Bezerra Cavalcanti e de D. Josefa Lourença Cavalcanti Rocha.
Aqui vamos fazer o contrário, vamos escrever sobre os ilustres ascendentes de Antonio, usando registros de casamentos ou de batismos. Por falta de espaço, faremos resumos dos originais, com algumas modificações, dando os nomes completos dos envolvidos, quando possível.
Aos vinte de abril de mil oitocentos e trinta e seis, em casa de morada de Antonia Zenóbia Bezerra, no Sítio Rego Moleiro, dispensados no 2º grau duplicado de sanguinidade em que se achavam ligados, se casaram Manuel Bezerra Cavalcanti, filho legítimo de João Cavalcanti Bezerra, falecido, e de Maria Madalena de Jesus, com Josefa Lourença Bezerra Cavalcanti, filha legítima de Leonardo Bezerra Cavalcanti e Bernardina Josefa de Moraes, falecidos; foram testemunhas Gabriel Soares Raposo da Câmara e Miguel Álvares Teixeira de Mendonça. Leonardo, pai de Josefa Lourença, era primo legítimo de Manuel Bezerra Cavalcanti, pois os pais deles eram irmãos, ambos filhos de João Cavalcanti Bezerra, mas de mães diferentes.
Seguem, agora, os registros dos avós de Manuel: Aos 10 de outubro de 1799, na capela do Senhor Bom Jesus, filial da Matriz de Nossa Senhora da Apresentação, os pais de Manuel, João Cavalcanti Bezerra e Maria Madalena de Jesus, se casaram, com dispensa de (ilegível) grau de sanguinidade e no segundo de afinidade por cópula ilícita; João Cavalcanti era filho de João Cavalcanti Bezerra e de Gertrudes Bezerra de Oliveira, falecida; Maria Madalena de Jesus era filha do tenente José Rodrigues Pinheiro e Thereza de Jesus Barbosa.
Não localizamos o casamento dos pais de Josefa Lourença, mas temos o registro de batismo de Francisco, seu irmão, onde se vê quem são os avós dela: Francisco foi batizado na capela de São Gonçalo, filho de Leonardo Bezerra Cavalcanti e Bernardina Josefa de Moraes, neto paterno do tenente Antonio Cavalcanti Bezerra, do Assú, e de Maria de São José, desta, e materno do capitão Vito Antonio de Moraes Castro e Anna Pedroza de Moraes; foram padrinhos o tenente Antonio Cavalcanti Bezerra e Anna Pedroza, por procuração que apresentou sua filha, Maria Egiciaca de Moraes.
Passemos agora aos bisavós de Manuel, através de um batismo: João, filho do capitão João Cavalcanti Bezerra, natural de Olinda, e Gertrudes Bezerra de Oliveira (ou Gertrudes Thereza  Ignácia de Oliveira), neto paterno de José Bezerra Cavalcanti e Genebra Luiza Bezerra Cavalcanti, naturais da Várzea, Pernambuco,  e neto materno de Francisco de  Sousa e Oliveira, e de Tecla Pinheiro Teixeira, nasceu aos 19 de novembro de 1779, e foi batizado aos 16 de dezembro do dito ano, na capela de Santo Antonio do Potengi, sendo padrinhos os avós Francisco e Tecla.
José Rodrigues Pinheiro e Thereza de Jesus Barbosa contraíram núpcias aos 24 de maio de 1762, na Matriz. Ele, filho legítimo de Manoel Pinheiro Teixeira e Úrsula do Monte, natural de Santo Antonio do Recife; ela, filha legítima do tenente José Barbosa Goveia (depois, capitão-mor interino), natural da Ilha de São Miguel e Quitéria Thereza de Jesus Bezerra, natural da Paraíba. Não localizei mais informações sobre Manoel Pinheiro Teixeira. Parece ser um dos filhos de Francisco Pinheiro Teixeira e Maria da Conceição de Barros. O sobrenome Rodrigues vem do pai de Maria da Conceição.
Vejamos os bisavós de Josefa Lourença: Aos 30 de janeiro de 1783, na capela de Nossa Senhora da Soledade, filial da Matriz de Nossa Senhora da Apresentação, Antonio Cavalcanti Bezerra casou com Maria de São José de Mello. Ele, filho de João Cavalcanti Bezerra e Josefa Lourença Bezerra, falecida, e ela do sargento-mor Manoel Antonio Pimentel de Mello e Anna Maria da Conceição, falecida, presentes o tenente-coronel Antonio da Rocha Bezerra e Manoel Jordão da Silveira. Essa Anna era filha de Francisco Pinheiro Teixeira e Maria da Conceição de Barros.
Esse João Cavalcanti Bezerra casou com Gertrudes, em 1777, quando ficou viúvo de Josefa Lourença Bezerra. Gertrudes faleceu em 21 de novembro de 1783, com a idade aproximada de 30 anos. Dona Josefa Lourença era filha do Coronel Antonio da Rocha Bezerra e de Josefa de Oliveira Leite.
Não encontramos o casamento de Vito Antonio com Anna Pedroza. Mas vamos conhecer seus pais através do batismo de um dos seus filhos: Antonio, filho legítimo de Vito Antonio de Moraes e Anna Pedroza de Moraes, neto paterno do coronel Antonio Vaz de Oliveira e Bernardina Josefa de Moraes, e materno de Joaquim de Moraes Navarro e Maria Soares Correa, nasceu aos 14 de outubro de 1802, e foi batizado aos 21 do mesmo mês e ano, tendo como padrinhos Antonio José dos Santos e D. Antonio Maria de Mello Uchoa, casados.
Segundo Marcos Pinto, Antonio Vaz era filho do capitão José Martins de Oliveira, neto de José de Oliveira Leite, e, portanto, bisneto de Antonio Vaz Gondim, que foi capitão-mor do Rio Grande do Norte.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Batismo de Luiz Gonzaga de Britto Guerra, Barão do Assú





Por João Felipe da Trindade

Vez por outra, encontro registros que não foram lançados antes, ou lançados em livro não apropriado. Em um dos livros de batismos da Freguesia de São João Batista do Assú, encontrei entre os registros do ano de 1832, o lançamento do batismo do Barão do Assú, Luiz Gonzaga de Brito Guerra, que transcrevo para cá, e ao mesmo tempo, copio sua imagem neste blog.


Luis, filho de Simão de Brito Guerra e Dona Maria Magdalena de Medeiros, esta natural do Seridó, e aquele natural do Assú, freguesia de São João Batista , nasceu a vinte e sete de setembro de mil oitocentos e dezoito, e foi batizado pelo Padre Manoel Fernandes Pimenta, de licença do Reverendo Vigário Antonio de Souza Monteiro a oito de outubro do dito ano, na capela de Santa Ana do Campo Grande, e lhe conferiu os sagrados óleos; foram padrinhos Joaquim Medeiros Dantas e Anna Joaquin de Medeiros, solteiros moradores estes no Seridó, e aqueles desta freguesia do Assú. E por não ter sido lançado, o lancei eu para constar e me assinei. Joaquim José de Santa Ana, pároco do Assú.

Batismo do Barão do Assú