segunda-feira, 18 de março de 2013

O General Antonio da Rocha Bezerra Cavalcanti




João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN, membro do IHGRN e do INRG
Marca de Ferro de Leonardo Bezerra Cavalcanti,1691
João Alves de Melo, no seu livro “Natureza e História do Rio Grande do Norte”, traça uma pequena biografia de Antonio da Rocha Bezerra Cavalcanti, incluindo uma genealogia dos seus descendentes. Logo no início do trabalho escreveu: nasceu a 20 de maio de 1837 no município de São Gonçalo, (Rêgomoleiro) Rio Grande do Norte e faleceu no Rio de Janeiro em 18/11/1898, com 61 anos de idade. Filho legítimo de Manuel Bezerra Cavalcanti e de D. Josefa Lourença Cavalcanti Rocha.
Aqui vamos fazer o contrário, vamos escrever sobre os ilustres ascendentes de Antonio, usando registros de casamentos ou de batismos. Por falta de espaço, faremos resumos dos originais, com algumas modificações, dando os nomes completos dos envolvidos, quando possível.
Aos vinte de abril de mil oitocentos e trinta e seis, em casa de morada de Antonia Zenóbia Bezerra, no Sítio Rego Moleiro, dispensados no 2º grau duplicado de sanguinidade em que se achavam ligados, se casaram Manuel Bezerra Cavalcanti, filho legítimo de João Cavalcanti Bezerra, falecido, e de Maria Madalena de Jesus, com Josefa Lourença Bezerra Cavalcanti, filha legítima de Leonardo Bezerra Cavalcanti e Bernardina Josefa de Moraes, falecidos; foram testemunhas Gabriel Soares Raposo da Câmara e Miguel Álvares Teixeira de Mendonça. Leonardo, pai de Josefa Lourença, era primo legítimo de Manuel Bezerra Cavalcanti, pois os pais deles eram irmãos, ambos filhos de João Cavalcanti Bezerra, mas de mães diferentes.
Seguem, agora, os registros dos avós de Manuel: Aos 10 de outubro de 1799, na capela do Senhor Bom Jesus, filial da Matriz de Nossa Senhora da Apresentação, os pais de Manuel, João Cavalcanti Bezerra e Maria Madalena de Jesus, se casaram, com dispensa de (ilegível) grau de sanguinidade e no segundo de afinidade por cópula ilícita; João Cavalcanti era filho de João Cavalcanti Bezerra e de Gertrudes Bezerra de Oliveira, falecida; Maria Madalena de Jesus era filha do tenente José Rodrigues Pinheiro e Thereza de Jesus Barbosa.
Não localizamos o casamento dos pais de Josefa Lourença, mas temos o registro de batismo de Francisco, seu irmão, onde se vê quem são os avós dela: Francisco foi batizado na capela de São Gonçalo, filho de Leonardo Bezerra Cavalcanti e Bernardina Josefa de Moraes, neto paterno do tenente Antonio Cavalcanti Bezerra, do Assú, e de Maria de São José, desta, e materno do capitão Vito Antonio de Moraes Castro e Anna Pedroza de Moraes; foram padrinhos o tenente Antonio Cavalcanti Bezerra e Anna Pedroza, por procuração que apresentou sua filha, Maria Egiciaca de Moraes.
Passemos agora aos bisavós de Manuel, através de um batismo: João, filho do capitão João Cavalcanti Bezerra, natural de Olinda, e Gertrudes Bezerra de Oliveira (ou Gertrudes Thereza  Ignácia de Oliveira), neto paterno de José Bezerra Cavalcanti e Genebra Luiza Bezerra Cavalcanti, naturais da Várzea, Pernambuco,  e neto materno de Francisco de  Sousa e Oliveira, e de Tecla Pinheiro Teixeira, nasceu aos 19 de novembro de 1779, e foi batizado aos 16 de dezembro do dito ano, na capela de Santo Antonio do Potengi, sendo padrinhos os avós Francisco e Tecla.
José Rodrigues Pinheiro e Thereza de Jesus Barbosa contraíram núpcias aos 24 de maio de 1762, na Matriz. Ele, filho legítimo de Manoel Pinheiro Teixeira e Úrsula do Monte, natural de Santo Antonio do Recife; ela, filha legítima do tenente José Barbosa Goveia (depois, capitão-mor interino), natural da Ilha de São Miguel e Quitéria Thereza de Jesus Bezerra, natural da Paraíba. Não localizei mais informações sobre Manoel Pinheiro Teixeira. Parece ser um dos filhos de Francisco Pinheiro Teixeira e Maria da Conceição de Barros. O sobrenome Rodrigues vem do pai de Maria da Conceição.
Vejamos os bisavós de Josefa Lourença: Aos 30 de janeiro de 1783, na capela de Nossa Senhora da Soledade, filial da Matriz de Nossa Senhora da Apresentação, Antonio Cavalcanti Bezerra casou com Maria de São José de Mello. Ele, filho de João Cavalcanti Bezerra e Josefa Lourença Bezerra, falecida, e ela do sargento-mor Manoel Antonio Pimentel de Mello e Anna Maria da Conceição, falecida, presentes o tenente-coronel Antonio da Rocha Bezerra e Manoel Jordão da Silveira. Essa Anna era filha de Francisco Pinheiro Teixeira e Maria da Conceição de Barros.
Esse João Cavalcanti Bezerra casou com Gertrudes, em 1777, quando ficou viúvo de Josefa Lourença Bezerra. Gertrudes faleceu em 21 de novembro de 1783, com a idade aproximada de 30 anos. Dona Josefa Lourença era filha do Coronel Antonio da Rocha Bezerra e de Josefa de Oliveira Leite.
Não encontramos o casamento de Vito Antonio com Anna Pedroza. Mas vamos conhecer seus pais através do batismo de um dos seus filhos: Antonio, filho legítimo de Vito Antonio de Moraes e Anna Pedroza de Moraes, neto paterno do coronel Antonio Vaz de Oliveira e Bernardina Josefa de Moraes, e materno de Joaquim de Moraes Navarro e Maria Soares Correa, nasceu aos 14 de outubro de 1802, e foi batizado aos 21 do mesmo mês e ano, tendo como padrinhos Antonio José dos Santos e D. Antonio Maria de Mello Uchoa, casados.
Segundo Marcos Pinto, Antonio Vaz era filho do capitão José Martins de Oliveira, neto de José de Oliveira Leite, e, portanto, bisneto de Antonio Vaz Gondim, que foi capitão-mor do Rio Grande do Norte.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Batismo de Luiz Gonzaga de Britto Guerra, Barão do Assú





Por João Felipe da Trindade

Vez por outra, encontro registros que não foram lançados antes, ou lançados em livro não apropriado. Em um dos livros de batismos da Freguesia de São João Batista do Assú, encontrei entre os registros do ano de 1832, o lançamento do batismo do Barão do Assú, Luiz Gonzaga de Brito Guerra, que transcrevo para cá, e ao mesmo tempo, copio sua imagem neste blog.


Luis, filho de Simão de Brito Guerra e Dona Maria Magdalena de Medeiros, esta natural do Seridó, e aquele natural do Assú, freguesia de São João Batista , nasceu a vinte e sete de setembro de mil oitocentos e dezoito, e foi batizado pelo Padre Manoel Fernandes Pimenta, de licença do Reverendo Vigário Antonio de Souza Monteiro a oito de outubro do dito ano, na capela de Santa Ana do Campo Grande, e lhe conferiu os sagrados óleos; foram padrinhos Joaquim Medeiros Dantas e Anna Joaquin de Medeiros, solteiros moradores estes no Seridó, e aqueles desta freguesia do Assú. E por não ter sido lançado, o lancei eu para constar e me assinei. Joaquim José de Santa Ana, pároco do Assú.

Batismo do Barão do Assú


terça-feira, 12 de março de 2013

Joaquim Felício Pinto de Almeida Castro




João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN, membro do IHGRN e do INRG
Câmara Cascudo, em “Velhas Figuras”, traçou, com o título “A família do Padre Miguelinho”, uma excelente genealogia, começando com os três irmãos Manoel Pinheiro Teixeira, José Pinheiro Teixeira e Francisco Pinheiro Teixeira, naturais de Arrifana do Souza, atualmente Penafiel, Bispado do Porto, em Portugal. O primeiro registro que encontrei foi do Padre Manoel Pinheiro Teixeira, em 1706, sendo padrinho de Alberto, filho de Alberto Pimentel e de Francisca de Oliveira Banhos. Já Francisco Pinheiro Teixeira, casado com Maria da Conceição, batizou em 1711, Leonardo, cujo padrinho foi o tio, Padre Manoel Pinheiro Teixeira, e Maria de Carvalho. Leonardo Pinheiro casou com Maria de Borges da Rocha Bezerra e são tetravós maternos de Luis da Câmara Cascudo, segundo o próprio.
Nessa genealogia traçada por Cascudo, ele escreveu sobre Joaquim Felício Pinto de Almeida Castro, filho de Manoel Pinto de Castro e Francisca Antonia Teixeira: Nasceu a 28 de maio de 1776. Residiu sempre no Recife e participou do movimento de 1824. Em janeiro de 1831 continuava solteiro. Nada mais consegui.
Hoje com mais facilidades oriundas do mundo informático, consegui mais complementos que trago para cá. Vejamos, inicialmente, o batismo de Joaquim Felício: Joaquim, filho legítimo do capitão Manoel Pinto de Castro, natural de São Veríssimo de Valbon, arcebispado do Porto, e de Francisca Antonia Teixeira, natural desta Freguesia, neto paterno de Francisco Pinto de Castro, e de Izabel Pinto de Almeida, naturais da mesma Freguesia, de São Veríssimo de Valbon, e materno do capitão Francisco Pinheiro Teixeira, e de Bonifácia Antonia de Mello, naturais desta cidade, nasceu aos vinte e oito de maio do ano de mil setecentos e sessenta e seis e foi batizado com os santos óleos, nesta Matriz, de licença minha, pelo Padre Coadjutor Bonifácio da Rocha Vieira, aos onze de junho do dito ano; foram padrinhos o Padre Alexandre Dantas Correa, por procuração que apresentou do Padre Miguel Pinheiro Teixeira, do que mandei lançar este assento em que me assino. Pantaleão da Costa de Araújo, Vigário do Rio Grande. Esse padre Miguel era irmão do capitão Francisco Pinheiro Teixeira, avô materno do batizado.
Fernando Câmara, tetraneto do coronel Joaquim Felício proferiu uma palestra no dia 20 de outubro de 1987, com o título “A família do Padre Miguelinho no Ceará”, onde a figura central era seu tetravô, esquecido no Rio Grande do Norte.
Segundo Fernando Câmara, que conhecia o trabalho de Cascudo, Joaquim Felício fez parte da Junta Governativa do Ceará, durante a Confederação do Equador, em 1824. Diz, que em 1802, ele já era casado e no dia 22 de agosto de 1803, batizava em Quixeramobim, onde residia, o primogênito Manoel Felício. Era casado com Maria Francisca do Espírito Santo, filha do opulento fazendeiro, o tenente-general Vicente Alves da Fonseca, e de sua esposa Maria Francisca do Espírito Santo. O coronel Joaquim Felício faleceu em Quixeramobim, em 20 de fevereiro de 1833.
Além de Manoel Felício, Fernando Câmara encontrou outro filho de Joaquim e Maria Francisca. Era Joaquim Felício de Almeida Castro, que casou em 1834, com sua cunhada Maria do Rosário de Lima, viúva de Manoel Felício.
Esse Manoel Felício teve um filho de nome Miguel Joaquim de Almeida Castro (mais um com o nome de Miguelinho), que gerou Maria Olindina de Castro Câmara, casada com Manoel Fenelon da Silva Câmara. Deste último casal nasceu Miguel Fenelon Câmara, pai de Fernando Câmara.
A repetição de nomes na família Pinheiro Teixeira é muito grande, gerando equívocos por parte dos genealogistas. Lembramos que o coronel Joaquim Felício era irmão de Padre Miguelinho, Clara de Castro, e do tenente Francisco Pinheiro Teixeira, sogro de Clara. Ignácio, esposo de Clara tinha um irmão que se chamava, também, Joaquim Felício. Este nasceu aos 7 de fevereiro de 1805, batizou-se no mesmo mês e ano, e teve como padrinhos seu tio Joaquim Felício Pinto de Almeida Castro e D. Bernardina de Oliveira Leite. Segundo Cascudo, Joaquim Felício, irmão de Ignácio, casou com Cosma Rodrigues Veras. Daí nasceu Maria Joaquina que casou com o tio, quando ele enviuvou de Clara de Castro.
Dona Maria Joaquina, já viúva do tenente-coronel Ignácio, foi envolvida no assassinato de uma sua escrava de nome Henriqueta, como conta Eduardo Campos, no seu trabalho intitulado “Revelações da condição de vida dos cativos do Ceará”.
Miguel Joaquim de Almeida Castro (Miguel Castro, nome de uma das nossas avenidas), que foi o primeiro governador eleito do Rio Grande do Norte, em 1891, era irmão de Dona Maria Joaquina, filho que era desse outro Joaquim Felício e de Cosma.
.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Clara, irmã de Frei Miguelinho, e o supositício de Cascudo





João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN, membro do IHGRN e do INRG
Batismo de Clara
Daqui a quatro anos, no dia 6 de março, a revolução que começou em Pernambuco, em 1817, completará 200 anos. Entre seus mártires, o nosso Frei Miguelinho, arcabuzado em Salvador no dia 12 de junho daquele ano. Clara, irmã de Miguelinho, entrou para a história como conta o jornalista Manoel Dantas: aqui começa a epopeia do martírio de Miguelinho. Tendo, na qualidade de secretário do governo, muitos papéis e documentos comprometedores de inúmeras pessoas, para livrá-las da sanha dos agentes da tirania, o herói natalense, em vez de acompanhar os seus amigos para o engenho Paulista, na noite de 20 de maio, condenou-se voluntariamente à morte e tratou, antes de morrer, de salvar o maior número possível dos seus concidadãos, implicadíssimos no movimento revolucionário. Nessa mesma noite, Miguelinho sobe as escadas da casa de sua residência em Olinda, onde, debulhadas em lágrimas, recebe-o sua irmã D. Clara. Miguelinho estreita ternamente a irmã querida e dize-lhe com meiguice: Mana, nada de choros; estás órfã, tenho enchido os meus dias, logo me vem buscar para a morte, entrego-te à vontade de Deus; nele terás um pai que não morre; mas aproveitemos a noite, imita-me; ajuda-me a salvar a vida de milhares de desgraçados. Trataram então os dois heróis de queimar todos os documentos e papeis que existiam na sala sobre a revolução e que podiam complicar a sorte dos seus companheiros. Findo esse serviço de abnegação patriótica, os dois irmãos passaram o resto da noite em ternos e afetuosos preparativos para receberem os algozes.

Relata, ainda, Manoel Dantas sobre D. Clara Joaquina de Almeida Castro: Foi a companheira fiel e devotada do insigne herói que o acompanhou até o começo do seu martírio. Morando em companhia de Miguelinho, foi suspeitada de cumplicidade nos acontecimentos revolucionários e por esse motivo encarcerada de ordem de Luiz do Rego, saindo somente da prisão depois que o governo do Rio de Janeiro mandou peremptoriamente que desse por finda a terrível devassa. D. Clara era digna irmã do intemerato patriota, e dotada de ânimo varonil e forte. Sofreu com inabalável constância a prisão afrontosa e os castigos que lhe foram infligidos.

Outro fato contado por Manoel Dantas sobre Clara: A respeito dessa senhora, conta-se um episódio que dá a justa medida da força de ânimo indomável que possuíam os Castros. Tendo, ao sair da prisão, concordado em casar-se com o sobrinho tenente-coronel Ignácio Pinto de Almeida Castro, que então se achava em Recife, encontrou embaraços por parte da Igreja. Desenganada de efetuarem essa união, fizeram ambos, na ocasião em que assistiam uma missa, declaração solene e pública de que estavam casados e assim seguiram para o Ceará onde receberam as bênçãos.

Dizem vários escritores, que em 1784, Clara seguiu para Recife na companhia de Miguelinho e outros irmãos. Mas Câmara Cascudo, que não tinha visto o batismo de Clara, infere por várias razões, que ela para ter ido morar em Recife deveria ter sido uma das irmãs mais velha de Miguelinho. Por isso, escreveu: Proponho o ano de 1769 como do nascimento de Clara de Castro. É supositício, mas possui todos os elementos de convicção comprovada.

Na verdade, Clara não poderia ter ido para Recife, naquele ano, como informaram os historiadores, pois seu nascimento se deu em data posterior, se não vejamos: Clara, filha do capitão Manoel Pinto de Castro e de sua mulher Francisca Antonia Teixeira, neta pela paterna de Francisco Pinto de Castro e de sua mulher Izabel Pinto de Almeida e pela materna de Francisco Pinheiro Teixeira e de sua mulher Bonifácia Antonia de Mello, nasceu aos doze de agosto de mil setecentos e oitenta e sete, e foi batizada aos vinte dois do dito mês e ano por mim abaixo assinado; foram padrinhos o Reverendo Padre Joaquim José Pereira e Joanna Gomes de Mello, solteira, do que mandei fazer este assento em que por verdade me assino. Pantaleão da Costa de Araújo, vigário do Rio Grande.

Segundo Mariana Almeida Assunção, em sua tese de mestrado sobre escravidão em Fortaleza, D. Clara Joaquina de Almeida Castro deixou um testamento, com as seguintes informações: era moradora da Rua do Garrote em Fortaleza e não teve filhos do seu casamento com o sobrinho Ignácio Pinto de Almeida Castro; entre seus bens, havia 29 escravos, sendo que doze deles deixou alforriados; havia ainda plantações de cana, engenho de ferro e alambique em seu sítio na povoação de Maranguape; no sítio São Francisco, situado na Serra de Maranguape, deixou plantações de café; seu inventário, datado de 21 de novembro de 1855, encontra-se no Arquivo Público do Ceará – COF, maço 19.

Ignácio Pinto casou novamente quando enviuvou. Sua esposa, Maria Joaquina, sua sobrinha, era filha de Joaquim Felício (mesmo nome de um tio), um irmão de Ignácio. Houve descendência.
Outra informação que precisa ser corrigida é sobre o nome do irmão de D. Clara, que era pai de Ignácio Pinto de Almeida Castro. Ele se chamava Francisco Pinheiro Teixeira, como vários dos seus ascendentes. Casou em 9 de junho de 1799, na capela de Santo Antonio do Potengi, com Maria de Assunção Oliveira, filha do sargento-mor José de Oliveira Leite e de Maria de Assunção, e neta paterna de Thomé Leite de Oliveira e Marianna de Assunção, e materna de Antonio Vaz de Oliveira e Bernardina Josefa de Moraes. Ele deixou descendentes no Ceará.


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Assinaturas de gente do Seridó

Algumas vilas se manifestaram a favor da permanência de Francisco de Paula Cavalcante no Governo da nossa Capitania. Uma delas foi a Vila do Prínicipe. Veja alguma assinaturas dessa petição.
Entre outras assinaturas encontarmos: Tomas de Araújo Pereira, capitão-mor Cipriano Lopes Galvão, Cosme Pereira da Costa, José Barbosa de Medeiros, o Padre Fracisco de Brito Guerra e Antonio Paes Bulhoões.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Alexandre Rodrigues da Cruz de Castro, do Seridó




João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN, membro do IHGRN e do INRG
Meu bisavô, Alexandre Garcia da Cruz, veio de Florânia para Angicos, em 1905, segundo Aluízio Alves. Ele herdou o sobrenome Cruz de Alexandre Rodrigues da Cruz, e o Garcia de Antonio Garcia de Sá Barroso.
 O coronel da Ribeira do Seridó, Alexandre Rodrigues da Cruz, antes de ir para o Seridó, morou no Ceará e outras localidades. No seu impedimento, por lhe dar o ar na boca e na garganta e se achar com perigo evidente de vida na praça de Pernambuco e desenganado de médicos e cirurgiões foi substituído por Cipriano Lopes Galvão. Ele era casado com Dona Vicência Lins de Vasconcelos.  Cipriano Lopes Galvão, filho do coronel de mesmo nome, que ocupou a vaga de Alexandre, casou com uma neta deste último, filha de Teresa Lins de Vasconcelos e Francisco Cardoso dos Santos. A esposa de Cipriano, segundo do nome, tinha o mesmo nome da avó materna, Vicência Lins de Vasconcelos. Alexandre Rodrigues da Cruz se localizou na Fazenda Acauã Velha, no Acari. Ele e Vicência geraram minhas hexavós Anna Lins de Vasconcelos e Tereza Lins de Vasconcelos, casadas respectivamente com Antonia Garcia de Sá Barros e o português Francisco Cardoso dos Santos, morador na Fazenda do Bico da Arara, em Acari.
Revendo as imagens, que fotografei de registros do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, encontrei descendentes do Coronel Alexandre Rodrigues da Cruz e Dona Vicência Lins de Vasconcelos, cujos batismos ocorreram na Matriz de Nossa Senhora da Apresentação do Rio Grande do Norte, como segue:
Francisca, filha legítima de Alexandre Rodrigues da Cruz de Castro, natural da Freguesia de Santa Anna de Caicó, e de Maria Joaquina de Mello, natural desta Freguesia, neta paterna de Francisco Cardoso dos Santos, natural das partes da Europa, e de Dona Thereza Lins de Vasconcellos, natural da Freguesia de Caicó, e por materna de Antonio Teixeira da Costa e de Thereza Antonia de Jesus, naturais desta Freguesia, nasceu aos onze de maio de mil setecentos e oitenta e sete, e foi batizada com os Santos Óleos, nesta Matriz, aos treze do dito mês e ano, por mim abaixo assinado, e foram padrinhos Joaquim José de Andrade e Elena Hipólita Caciana da Costa, solteiros, e não se continha mais no dito assento, do que mandei fazer estes em que por verdade me assino. Pantaleão da Costa de Araújo. Vigário do Rio Grande.
Outro filho de Alexandre e Maria Joaquina foi Miguel. Ele nasceu aos 8 de maio de 1779, e foi batizado, na Matriz de Nossa Senhora da Apresentação, aos vinte do dito mês e ano, sendo padrinhos Alexandre de Mello Pinto, e Brázia Thereza de Mello, filha do mesmo. No registro de Miguel, diferentemente do de Francisca, Francisco Cardoso dos Santos é dado como natural da Freguesia de Santo Antonio de Tracunhaém. Nele também é omitido o sobrenome Castro que aparece no nome de Alexandre, que aliás não sei de onde surgiu.
Não encontrei outros registros ligados a Alexandre Rodrigues da Cruz. Entretanto, para complementar nossos estudos, fui procurar informações sobre a família de dona Maria Joaquina de Mello, esposa dele. Antonio Teixeira da Costa, pai de Maria Joaquina, foi nomeado cabo de esquadra, como podemos ver no trecho extraído do documento escrito por Manoel Pinto de Castro, datado de 15 de junho de 1778.
José Batista Freire, tenente e comandante de Infantaria paga desta guarnição, e João Duarte da Silva, capitão auxiliar, e vereador mais velho da Câmara desta cidade, ambos sucessores no governo desta Capitania e Fortaleza do Rio Grande do Norte, pela real ordem da Majestade Fidelíssima, de 12 de dezembro de 177(ilegível), porquanto, do Ilustríssimo e Excelentíssimo José Cesar de Menezes, governador, e capitão general de Pernambuco, Paraíba e mais capitanias anexas, em carta de 02 de junho do corrente ano, nos ordena passarmos nomeação, e mandarmos sentar praça de cabo de esquadra de infantaria paga ao soldado Antonio Teixeira da Costa, na Esquadra que vagou por falecimento de Vicente Rodrigues Sepúlvida da companhia de que foi capitão Manoel da Silva Vieira e nas que guarnecem a Fortaleza da Barra do Rio Grande do Norte.
Esse Antonio Teixeira da Costa casou com D. Thereza Antonia de Mello em 3 de fevereiro de 1761, na Matriz de Nossa Senhora da Apresentação, sendo ele filho do condestável Carlos de Freitas da Costa e de Dona Maria de Assunção Espínola, e ela filha do ajudante Alexandre de Mello Pinto e Brázia Tavares da Fonseca.
Carlos de Freitas da Costa casou, em 24 de novembro de 1732, na Matriz, com Maria de Assunção Espínola. Ele, filho de Manoel da Costa e Maria de Freitas. Ela, filha de Sebastião Teixeira, falecido, e Maria da Conceição de Freitas, ambos da Ilha da Madeira.
Alexandre de Mello Pinto casou, em 8 de maio de 1743, na Matriz, com Brázia Tavares da Fonseca. Ele, filho de José de Mello da Costa e Anna Maria do Espírito Santo. Ela, filha de Luis Alves Tavares e Maria da Fonseca, defuntos na época.