Por João Felipe da Trindade
Uma das fontes para Genealogia vem dos jazigos. Por isso, estive em vários cemitérios em busca de informações que não tínhamos encontrado nos livros da Igreja.
Muitas vezes, além das datas de falecimento, encontramos as datas de nascimento, e algumas vezes, nomes de pessoas ligadas por laços familiares. Na imagem aqui inserida, veremos as datas de nascimento e falecimento do casal José Umbelino de Macedo Gomes e Maria do O' de Medeiros.
quarta-feira, 11 de maio de 2016
terça-feira, 29 de março de 2016
quarta-feira, 2 de março de 2016
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
Pedro de Barros Dantas, lá do Assú
João Felipe da
Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Os assentamentos de praça,
muitas vezes, cobrem lacunas deixadas pelo desaparecimento de alguns livros de
registros da Igreja. Neste artigo sobre Pedro de Barros Dantas, vamos começar,
pois, por registros de praça.
Pedro de Barros Dantas, filho de
Antonio Dantas, natural da Paraíba, morador nesta Ribeira de Assú, branco,
casado, de estatura ordinária, barba fechada, olhos azuis, cor rosada, testa
grande, de idade de quarenta e cinco anos, assenta praça em revista de 27 de
julho de 1789. Há uma anotação na margem desse assento, que ele passou para
Cabo de Esquadra.
Pelas informações acima, Pedro
era natural da Paraíba e deve ter nascido por volta de 1744. Pelas informações,
a seguir, era casado em 1777, e já estava em Assú: Joaquim de Barros Franco,
filho de Pedro de Barros Dantas, natural e morador nesta Ribeira do Assú, olhos
azuis, cor trigueira, nariz pequeno, cabelo corredio, branco, solteiro, de
idade de 12 anos, assenta praça em revista de 27 de julho de 1789.
No assentamento a seguir, se
observa que Pedro teve uma passagem por Portalegre: Pedro de Barros Dantas
Junior, filho de Pedro de Barros Dantas, natural da Vila de Portalegre, idade
de 13 anos, cabelos e olhos castanhos, altura 5p e 2p, praça em 29 de abril de
1797, agricultor, solteiro.
José da Cunha Cavalcante filho
de Pedro de Barros Dantas, natural da Freguesia do Assú, idade de 15 anos,
cabelo preto, olhos castanhos, altura 5p e 2p, praça em 29 de abril de 1797,
solteiro, agricultor.
Vejamos agora o registro de
casamento de um filho de Pedro, como o mesmo nome do avô: Aos quatro dias do
mês de fevereiro de mil oitocentos e vinte e seis, no Sítio Itu, pelas oito
horas da manhã, na Freguesia de Santa Ana do Matos, em minha presença e das testemunhas abaixo
nomeadas, se receberam por esposos presentes, Antonio Dantas, freguês da Freguesia
de Santa Ana, donde apresentou carta do
seu vigário, João Theotonio, em que declara não ter ele impedimento, e Josefa
Francisca, minha freguesa; o esposo de idade de 30 anos, filho legítimo de
Pedro de Barros, e de Antonia Felis; a esposa de idade de 28 anos, filha
legítima de Manoel Ignácio Cavalcante e Maria do Carmo, já falecidos, naturais
e moradores no Assú, onde se fizeram as denunciações necessárias, sem
impedimento; e logo lhes dei as bênçãos matrimoniais, sendo presentes por
testemunhas o capitão, Comandante Geral, Manoel Varella Barca, casado, e João
Amâncio, solteiro, todos desta Freguesia de Santa Ana do Matos.
Vejamos, agora, o casamento, de
um filho, já bem maduro, de Pedro de
Barros Dantas: aos nove dias do mês de julho de mil oitocentos e vinte e oito,
pelas cinco horas da tarde nesta Matriz de São João Batista do Assú, em minha
presença e das testemunhas abaixo nomeadas, se receberam por esposos presentes,
Manoel Correa Felis e Josefa Maria da Silva, meus fregueses, dispensados os
proclamas por sua Excelência Reverendíssima. O esposo tem de idade cinquenta
anos, filho legítimo de Pedro de Barros Dantas, já falecido, e Antonia Felis de
Vasconcelos; a esposa de vinte anos, filha legítima de Pedro José da Silva, e
Ana Thereza de Jesus; o nubente natural do Assú e a nubente da Vila do Pilar; e
logo lhes dei as bênçãos matrimoniais, sendo primeiramente confessados e
examinados na Doutrina Cristã, presentes por testemunhas José Francisco de
Sousa, casado, e José Ribeiro Moreira, solteiro, todos deste Assú.
Manoel Correa Felis, que não
apresenta sobrenome do pai, mas da mãe, deve ter nascido por volta de 1778.
Outro filho de Pedro de Barros
Dantas casou, também, bem maduro, e, também, com uma nubente jovem, como se
pode ver do registro a seguir: Aos vinte e dois de fevereiro de mil oitocentos
e vinte e oito, pelas oito horas da manhã, no Sítio Estevão, em minha presença,
e das testemunhas abaixo nomeadas, se receberam por esposos presentes, João Amâncio
de Barros, e Maria José do Espírito Santo, meus fregueses, por se acharem
dispensados no impedimento que os ligavam: o esposo tem idade de quarenta anos,
filho legítimo de Pedro de Barros Dantas, já falecido, e Dona Antonia Felis de
Vasconcelos, morador na Freguesia de Santa Ana do Matos, donde apresentou
banhos desimpedidos; a esposa de vinte anos, filha legítima de Joaquim Felis de
Lima e Rita Thereza de Jesus, naturais e moradora desta dita Freguesia do Assú,
onde se fizeram as denunciações necessárias, sem impedimento, e logo lhes dei
as bênçãos matrimoniais, sendo primeiramente confessados e examinados em
Doutrina Cristã, presentes por
testemunhas o capitão, Comandante Geral, Manoel Varella Barca, e Francisco de
Sousa Caldas, casados.
Um registro de óbito dá notícia
do falecimento de uma esposa de Pedro de Barros Dantas, que deve ser aquele
natural de Portalegre e que assentou praça em 1797: aos quatro de dezembro de
mil oitocentos e quarenta e sete nesta Matriz de São João Batista do Assú, se
deu sepultura ao cadáver da adulta Thereza da Trindade Nobre, branca, de idade
de cinquenta e três anos, viúva de Pedro de Barros Dantas. Ela deve ter nascido
por volta de 1794.
Aos 10 de maio de 1831, faleceu
José, filho de Pedro de Barros Dantas, falecido, e de Thereza da Trindade, com
12 anos de idade.
Em 5 de março de 1832, na Matriz
de Santa Ana do Matos, se receberam por esposos, Pedro José Ferreira e Thereza
da Trindade Nobre, filhos legítimos,
ele, de João Fernandes Galvão e Ana
Joaquina de Góis, e ela de Pedro de Barros Dantas, falecido, e Thereza da
Trindade Nobre, na presença de João Carneiro da Cunha e Antonio da Silva
Carvalho, ambos casados.
Em 17 de maio de 1835, nascia
Luiz, filho de Pedro José Ferreira, natural de Manguape (?), e de Thereza da
Trindade Nobre, em 7 de julho do mesmo ano era batizado, tendo como padrinho
Antonio Dantas Cavalcante.
Em 20 de agosto de 1870, na Capela
do Rosário, Martiniano Egídio Ferreira Nobre, filho de Pedro José Ferreira e
Thereza da Trindade Nobre, casou com Francisca Xavier da Cunha Vasconcelos,
filha de Francisco Trajano Xavier da Cunha e Senhorinha Clara dos Anjos, na
presença de Felis Rodrigues Ferreira e Luiz Ferreira Nobre. Este Luiz pode ser
o batizado acima, em 1835. Essa Senhorinha tinha duas irmãs que casaram na Ilha
de Manoel Gonçalves: Josefa Jacinta de Vasconcelos com Manoel da Rocha Bezerra
e Antonia Bernarda Achiolis com Paulino
Álvares Pessoa.
Em 1 de fevereiro de 1883, na
Matriz, José Florêncio de Moraes Barreto desposou Maria de Jesus da Trindade
Nobre, aquele filho legítimo de Antonio José de Sousa e Josepha Maria de
Oliveira, e esta, filha legítima de Pedro José Ferreira e Thereza da Trindade
Nobre, sendo testemunhas Manoel Honório Barbalho Bezerra e Francisco Antonio de
Moraes Barreto.
Em 21 de novembro de 1833, no
Sítio Picada, da Freguesia de Santa Ana do Matos, José de Araújo da Cunha,
desposou Antonia da Trindade Nobre, ele, filho legítimo do tenente Alexandre da
Cunha Calheiros e Ignez Neta Pereira, e ela, filha legítima de Pedro de Barros
Dantas e Thereza da Trindade Nobre, sendo testemunhas Manoel Varella Barca e
Antonio Caetano Monteiro, houve dispensa de impedimento do terceiro grau de
consanguinidade. Aos 15 de janeiro de 1880, na Matriz do Assú, com dispensa de
consanguinidade, João Julião da Cunha desposou Ana da Trindade Nobre, aquele
filho legítimo de José da Cunha Cavalcante, falecido, e Joana da Cruz, esta filha
legítima de José de Araújo Cunha e
Antonia da Trindade Nobre, foram testemunhas Antonio Dantas Cavalcante,
solteiro, e Pedro de Barros Dantas.
Aos 5 de março de 1837, nascia
José, filho legítimo de Pedro de Barros Dantas e Ana da Trindade, tendo sido batizado
aos 26 do mesmo mês e ano, tendo como padrinhos José da Cunha Cavalcante,
casado, e Thereza da Trindade Nobre, viúva.
Aquilina, filha de Pedro de
Barros Dantas, e Ana da Trindade Nobre, nasceu aos 2 de setembro de 1848, e foi
batizada na Matriz do Assú, aos 11 de março de 1849, tendo como padrinhos o
tenente Manoel de Melo Montenegro Pessoa, e
sua mulher Maria Beatriz Paz Barreto, por procuração que apresentou
Ângela Garcia freire de Araújo, viúva.
Francisco, filho legítimo de
Francisco Dantas Cavalcante, e Vicência Maria, naturais do Assú, nasceu aos 28
de fevereiro de 1836, e foi batizado aos 25 de março do dito ano, na Matriz do Assú, sendo
padrinhos Pedro de Barros Dantas e Ana da Trindade Nobre, casados, estes de
Santana do Matos, aqueles do Assú.
Manoel, filho legítimo de Pedro
de Barros Dantas, e de Ana da Trindade Nobre, nasceu a 8 de julho de 1842, e
foi batizado na Matriz, a 14 de agosto do mesmo ano, sendo padrinhos Sebastião
Nobre de Almeida e D. Alexandrina
Cavalcante Pessoa, solteiros. Nesta mesma data, Pedro de Barros Dantas e
Ana da Trindade Nobre, foram padrinhos de um escravo de Sebastião Nobre de
Almeida.
Esse mesmo casal acima teve
outro filho, 22 anos depois, com o mesmo nome de batismo: Manoel, branco, filho
legítimo de Pedro de Barros Dantas e Ana da Trindade Nobre, naturais e
moradores nesta Freguesia, nasceu a 2 de março de 1864, e foi batizado no Sítio
Cuó, desta Freguesia aos 8 de maio do mesmo ano, sendo padrinhos o capitão
Thomaz José de Sena e sua mulher Dona Francisca Beatriz de Sena Montenegro, por
sua procuradora Dona Maria Marcina de Barros Nobre, solteira, todos deste Assú.
Pedro, branco, filho legítimo de
Pedro de Barros Dantas, e de Maria do Carmo de Moura, moradores nesta
Freguesia, nasceu aos 3 de julho de 1832, e foi batizado, na Fazenda Capivaras,
aos 24 de agosto do dito anos, sendo padrinhos José Joaquim de Barros Dantas,
solteiro.
Aos vinte e oito de fevereiro de
mil oitocentos e setenta e cinco, sepultou-se, no Cemitério Público da Cidade
do Assú, o cadáver de Pedro de Barros Dantas, idade de sessenta e quatro anos,
morador nesta Freguesia, casado que era com Anna da Trindade Nobre; morreu de
hepatite, com os sacramentos da penitência, e Santíssimo Viático, envolto o
cadáver em preto e de licença minha, encomendado solenemente pelo
Reverendíssimo Vigário do Assú, José de Matos Silva, do que tudo, para constar,
fiz este assento e nele me assino. O Vigário Antonio Germano Barbalho Bezerra.
Pelo registro acima, esse Pedro
de Barros Dantas deve ter nascido por volta de 1811, não sendo, portanto,
aquele filho do velho Pedro de Barros, de mesmo nome, que assentou praça em
1797.
Essas repetições de nomes e a
falta de alguns registros dificultam o estabelecimento de elos entre algumas
dessas pessoas acima.
sábado, 13 de fevereiro de 2016
A Família Lopes Galvão no Oeste Potiguar
Por Jose Edilson de Albuquerque Guimarães Segundo
A
Família Lopes Galvão no Oeste Potiguar
Uma
das mais tradicionais famílias potiguares, os Lopes Galvão, tiveram atuação
relevante no Oeste Potiguar, deixando raízes, especialmente, em Mossoró, como
no caso de Romualdo Lopes Galvão, Clemente Lopes Galvão, Olinto Lopes Galvão e
Petronilo Lopes Galvão.
Romualdo
Lopes Galvão nasceu em 7 de fevereiro de 1853, na residência de seus avós
maternos, no sítio Alto dos Patacões, na cidade de Campo Grande-RN. Era filho primogênito
de João Lopes Galvão, Coletor de Rendas Gerais naquela localidade e Maria
Ferreira de Melo, da família Cascudo. Neto paterno de Cipriano Lopes da Rocha,
natural de Currais Novos-RN e Rosaura Albuquerque Galvão, natural de Campo
Grande-RN. Neto materno de Antônio Ferreira de Almeida (Cascudo), natural de
Catolé do Rocha-PB e Maria Vieira de Melo Almeida, natural de Campo Grande-RN.
Eram
irmãos de Romualdo Galvão: João Crisóstomo Galvão, Clemente Lopes Galvão,
Emília Galvão Vieira de Melo, Amélia Galvão de Oliveira, Izabel Galvão de
Miranda (Bela), Maria Lopes Galvão de Oliveira (Liquinha), Bonifácio Lopes
Galvão e Olinto Lopes Galvão.
Romualdo
Galvão foi membro destacado da Loja Maçônica “24 de junho”, onde justamente com
seus pares desempenharam importante participação na abolição dos escravos, em
1883. Romualdo Galvão foi um dos mais ardorosos e influentes abolicionistas,
juntamente com sua esposa Amélia Dantas de Souza Galvão e seu sogro, o
jornalista e poeta português, José Damião de Souza Melo. Comerciante de
destaque na cidade, com a firma Romualdo Lopes Galvão – casa de fazendas,
exportadora de algodão e de peles, situada na Praça 06 de Janeiro, atual Praça
Rodolfo Fernandes.
Participou
ativamente do movimento. Em 6 de janeiro de 1883, é criada a Sociedade
Libertadora Mossoroense, entidade pioneira da nobre causa congregava em seu
meio os abolicionistas locais, sob a presidência de Joaquim Bezerra da Costa
Mendes, tendo Romualdo Galvão como vice-presidente.
Foi
um dos sete diretores da Sociedade Libertadora Mossoroense. Nessa época, o próspero
empreendedor cearense Miguel Faustino do Monte (1858-1952), gerenciava a firma
Souza Nogueira & Cia. (em sociedade com o mossoroense Alexandre de Souza
Nogueira) subscreveu o manifesto conhecido como Pacto de Honra, juntamente com
Romualdo Galvão, gerente da Casa Mayer, do operoso comerciante suíço Conrado
Mayer (1844-1897), para, se for preciso, lançar mãos de todo o dinheiro de seus
patrões para ajudar a libertar os escravos em Mossoró.
No
ano de 1883, Mossoró estava sendo administrada por Romualdo Galvão em seu
primeiro período, pois exerceu novo mandato entre os anos de 1892 a 1895. Em
seguida, transferiu residência para Natal, ocupando cargos públicos diversos:
prefeito de Natal, diretor do Banco de Natal e deputado estadual por duas
vezes. Matrimoniou-se com Amélia de Souza Melo, em 05 de dezembro de 1882, em
Fortaleza-CE, passando a se chamar, Amélia de Souza Melo Galvão. Dessa união com
Amélia Galvão, como ela ficou mais conhecida, não houve filhos. Com o seu
falecimento, em Mossoró, no dia 14 de novembro de 1890 casou novamente com
Antônia Monteiro Galvão, tendo os filhos: maestro José Monteiro Galvão,
Romualdo Galvão Filho e João Monteiro Galvão. Romualdo Galvão faleceu em 1 de
agosto de 1927, em sua chácara, situada na Avenida Hermes da Fonseca, onde
atualmente funciona o Instituto Maria Auxiliadora, no bairro de Petrópolis. Está
sepultado no Cemitério do Alecrim.
Em
sua homenagem, na cidade de Mossoró, é nome de rua, localizada nos bairros Alto
da Conceição e Belo Horizonte. Amélia Galvão é nome de rua, localizada no
bairro Lagoa do Mato.
No
dia 15 de novembro de 2001 foi criada a Associação das Samaritanas “Amélia de
Souza Galvão”, também denominada de Clube de Samaritanas. O seu quadro de
associados é composto das esposas dos maçons da Loja Maçônica “24 de Junho” e
tem por finalidade a pratica da filantropia, de forma ampla e irrestrita.
Clemente
Lopes Galvão nasceu em 23 de novembro de 1860, também, em Campo Grande. Da
mesma forma que o seu ilustre irmão Romualdo Galvão foi um abolicionista
mossoroense e maçom integrante da Loja Maçônica 24 de Junho. Comerciante mantinha
a firma Clemente Galvão & Cia. - negociante de fazendas que funcionava no
local onde estava situada a firma Romualdo Lopes Galvão e tinha como sócios os
irmãos Clemente Lopes Galvão e Olinto Lopes Galvão.
Clemente
matrimoniou-se com Mafalda Miranda Galvão nascida em 2 de maio de 1858 e falecida
em 2 de julho de 1925, filha de Antero Frederico Borges de Miranda Henriques1
nascido em 19 de abril de 1819 na cidade de Areia-PB e falecido em 23 de abril
de 1915 na cidade de Parelhas-RN e de Zeferina Maria da Cunha de Miranda
Henriques nascida em 26 de agosto de 1828 na cidade de Jardim do Seridó-RN e
falecida em 3 de novembro de 1890 na cidade de Mossoró. Dessa união, tiveram
sete filhos: João, Francisco, Solon, Maria, Ismênia, Zeferina e Raimunda. Anteriormente,
Mafalda Galvão havia sido casada com um parente de Clemente, Joaquim Fontes
Galvão, com dois filhos: Cândida e Antônio. Clemente Galvão tomou o mesmo
caminho de Romualdo Galvão, ao se mudar para Natal, onde faleceu em 2 de julho
de 1925, no mesmo dia de sua esposa.
Olinto
Lopes Galvão, do mesmo modo que os seus irmãos, Romualdo e Clemente Galvão
manteve atividades comerciais. Em 18 de julho de 1903, Olinto Galvão recebe do
Poder Público Municipal a concessão de fornecer água à Mossoró, no período de
50 anos, através de poços artesianos.
Olinto
Galvão teve atuação política. Foi suplente de intendente (vereador) na
legislatura de 1892 a 1895, assumindo o cargo de intendente, em 23 de julho de 1894,
por ocasião da saída do Presidente da Intendência (Prefeito), Romualdo Galvão,
que se transferiu para Natal e pela renúncia de Horácio de Azevedo Cunha. Matrimoniou-se
com Cândida de Miranda Fontes Galvão, filha do casal anteriormente citado
(Joaquim Fontes e Mafalda), natural de Lavras de Mangabeira-CE, tendo os filhos:
Joaquim de Fontes Galvão, Antônio, Ercílio, Ester, Dalila de Fontes Galvão,
José Olinto Galvão, Olinto Galvão Filho e João Batista Galvão.
Petronilo
Lopes Galvão foi aquele dos membros familiares pesquisados que encontrei
menores informações a respeito. Foi suplente de intendente, no período de 1911
a 1913. Contraiu núpcias com Elvira do Couto Galvão, filha de Jeremias Soares
do Couto e sua terceira esposa Belisária Alves do Couto, com descendência.
Anteriormente, Jeremias era casado com Maria da Penha de Melo, tendo os filhos
Antônio2, Luiz, Enéas, Francisca e Josefa. Depois, casou com Maria
Gamelo de Oliveira, havendo os filhos Delmira e Alexandre. Da terceira união
com Belisária, teve além de Elvira, Enéas, Virgília, Adélia3,
Guiomar, Odília e João Capistrano do Couto, avô materno do conceituado
jornalista Dorian Jorge Freire.
Entre
1928 a 1933, Petronilo Galvão, juntamente com a família passaram a residir em
Macau, em virtude da incumbência de administrar a salina Trapiche Furado,
pertencente ao seu cunhado, Antônio Soares do Couto (Totô Reis).
Notas
Explicativas
1 - Antero Frederico era o filho
primogênito do casal Francisco Xavier de Miranda Henriques Filho e Joana do
Rego Bezerra. Depois do casamento passou a se chamar Joana de Miranda Henriques.
O casal constituiu uma extensa prole de 18 filhos.
2 – Antônio Soares do Couto nasceu
em 10 de fevereiro de 1866, na cidade de Mossoró. Industrial salineiro de larga
projeção. Presidente da Intendência, no período de 1908 a 1910. Matrimoniado
com a sua parente Justa Nogueira da Costa, filha de Joaquim Nogueira da Costa e
Maria Idalina do Couto. Depois de casada passou a se chamar Justa Nogueira do
Couto. O casal teve um filho adotivo, Francisco Nogueira do Couto, que fez
época, em Natal, com o seu Cine Rex. Totó Reis como era carinhosamente
conhecido faleceu em 27 de fevereiro de 1933.
3- Adélia Couto
foi casada com Manoel Benício de Melo Filho. Benicio Filho era mossoroense e
nasceu no dia 4 de outubro de 1886, sendo filho de Manoel
Benício de Melo e de Maria Ericina da Cunha Melo. Concluiu o curso de
Direito da Faculdade do Ceará, em 1910. Ocupou as várias funções públicas:
1918: Juiz de Distrital em Jardim do Seridó; 1919: Juiz de Direito da Comarca
de Jardim do Seridó; 1926: Comissário de Chefe de Polícia do governo de José
Augusto;1928: Promovido ao cargo de Desembargador; 1934: Procurador Geral do
Estado; 1943: Eleito Presidente do Tribunal de Justiça; 1946: Eleito suplente
do Tribunal Regional Eleitoral - TRE. Em 1949 aposentou-se das funções de
magistrado. Faleceu em 16 de julho de 1949. Informações extraídas do site: http://www.mprn.mp.br/memorial/pgj16.asp
Referências
Bibliográficas:
ALBUQUERQUE,
M. A. C. C. Moura e Raposo da Câmara no
Rio Grande do Norte: ascendência & descendência: colônia, império, regência
e república. Natal-RN Ed. do autor, 2012. 448 p.
BRITO,
R. S. Legislativo e Executivo de Mossoró
numa viagem mais que centenária. Mossoró-RN: Coleção Mossoroense, 1985. 247
p.
BRITO,
R. S. Ruas e Patronos de Mossoró. Mossoró-RN: Coleção Mossoroense. Volume
II, 2003. 263 p.
CÂMARA,
A. M. R. Câmaras e Miranda-Henriques.
Natal-RN. Departamento Estadual de Imprensa, 2006. 75 p.
CASCUDO,
L. C. Notas e Documentos para a História
de Mossoró. 5ª edição. Mossoró-RN: Coleção Mossoroense, 2010. 299 p.
ESCÓSSIA,
L. Cronologias Mossoroenses. 2ª edição. Coleção Mossoroense. Mossoró-RN,
2010. 305 p.
FREIRE, D. J. Veredas
do meu caminho. Mossoró-RN: Coleção Mossoroense, 2001. 208 p.
GALVÃO, J. B. Subsídios
para a História da Abolição do Cativeiro no Rio Grande do Norte. Mossoró-RN:
Coleção Mossoroense, 1982. 96 p.
LIMA, O. M. Loja
Maçônica 24 de Junho 130 anos (Do pó dos Arquivos). Mossoró-RN. Edição do autor,
2003. 110 p.
SILVA,
R. N. Negociantes & Mercadores
Mossoró e suas velhas firmas. Natal-RN: Sebo Vermelho, 2010. 40 p.
SILVA,
R. N. Terra e Gente de Mossoró. 2ª
edição. Rio de Janeiro-RJ: Editora Pongetti, 1967. 89 p.
SOUZA, F. F. História de Mossoró. 4ª edição. Mossoró-RN: Coleção Mossoroense,
2010. 284 p.
José Edilson de
Albuquerque Guimarães Segundo (Mossoró-RN, 1976), filho de José Edilson
de Albuquerque Guimarães e Deodina Silveira de Albuquerque Guimarães, graduado em
Ciências Biológicas (UFRN) e Mestre em Geociências, pela mesma universidade, é
servidor da Prefeitura Municipal de Mossoró. Iniciou suas atividades
literárias, em 2012, na Revista Oeste, com a publicação do artigo Reminiscências:
Alto da Conceição, um exemplo de fé cristã, em coautoria com Edimar
Teixeira Diniz Filho. Em 2013, publicou, também, na Revista Oeste, outro artigo
intitulado: Deoclides Vieira de Sá: um dos mais bem-sucedidos comerciantes
mossoroenses. Em 2014, em parceria com o professor Doutor David de Medeiros
Leite, publicou o livro: Mossoró e Tibau em versos: antologia poética (Ed.
Sarau das Letras). No ano seguinte,
publicou o livro: Nas trilhas de meu avô (Ed. Sarau das Letras).
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
O preço da liberdade
João Felipe da
Trindade
jfhipotenusa@gmail.com
Os seres humanos exploram seus
semelhantes das mais diversas formas: física, mental e espiritual. As
ideologias, as religiões, as tiranias e os partidos políticos mantém, debaixo
de escravidão, milhões de pessoas em todo o mundo. E isso, parece que nunca vai
acabar.
Nas nossas pesquisas
genealógicas, encontramos os rastros da escravidão praticados pelos nossos
ancestrais. Algumas pessoas, consideradas libertadoras, eram na verdade
vendedores de liberdade. Trazemos exemplos através dos registros da Igreja.
Em 1864, no mesmo dia e ano,
foram batizadas duas Marias, filhas das escravas Izabel e Ignácia, ambas
pertencentes ao mesmo casal. Vejamos um desses registros: Aos trinta e um de
junho de mil oitocentos e sessenta e quatro, batizei solenemente, nesta Matriz,
da Gloriosa Senhora Santa Ana do Matos, a párvula Maria, parda, filha natural
de Izabel, escrava de Vicente Ferreira de Lima, e sua mulher Joana Quitéria
Veloso da Silveira, nascida a vinte e cinco de novembro de mil oitocentos e sessenta
e três, cuja escravinha Maria os ditos senhores forraram na Pia, pelo preço e
quantia de cem mil réis, cujo dinheiro receberam da mãe da dita criança, e, por
isso, lhe deram plena, e geral liberdade, para que a goze para si, e seus
descendentes, como se de ventre livre nascesse; foram padrinhos Miguel
Francisco de Paula, e Izabel Emiliana da Silva, ambos solteiros, e desta
Freguesia, e de como assim o disseram em minha presença, e das testemunhas
abaixo assinadas, fiz este termo em que por verdade assinei, com eles
libertadores, e as referidas testemunhas.
Antonio Germano Barbalho Bezerra, Coadjutor Pró Pároco, Vicente Ferreira
de Lima, e por Joana Quitéria Veloso da Silveira, Absalão Fernandes da Silva, e
como testemunha Manoel Lopes Idalino.
Mas antes da data acima, no ano
de 1851, houve outra libertação, onde os pagadores foram os padrinhos:
Francisca, parda, filha legítima de Francisco e Joaquina, escravos ambos de
Antonio Dantas Cavalcante, casado, morador desta Freguesia de Santa Ana do Matos,
nasceu aos nove de junho de mil
oitocentos e cinquenta e um, e foi batizado com os Santos Óleos, no
Sítio Itu Velho, desta Freguesia, perante muitas pessoas, que se achavam
presentes em Desobriga, como se nascesse de Vente Livre, por preço, e quantia
de cinquenta mil réis, que receberam, seus senhores, dos padrinhos, na ação de
batismo que foi aos dezesseis de julho do mesmo ano, pelo Coadjutor desta
Freguesia Ignácio Damazo Correa Lobo, de minha licença, o que pediram os ditos
senhores fizesse essa mesma declaração em Livro, para o todo tempo constar;
foram padrinhos Manoel de Melo Montenegro Pessoa, casado, e Bertholeza Dantas
Cavalcante, viúva, do que para constar mandei fazer este assento, e por verdade
assinei. Vigário João Theotonio de Sousa e Silva.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
Manoel Pegado de Siqueira e parentes
João
Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com
Neste artigo
pretendo fazer o registro do que encontrei de Manoel Pegado Siqueira e
possíveis parentes. Com a falta de alguns livros, não foi possível estabelecer
alguns elos entre as pessoas com mesmos sobrenomes. Por isso, cuidei apenas de
transcrever dados contidos nos registros sem maiores preocupações. Na verdade,
tento apenas dar uma diretriz que pode posteriormente ser trabalhada pelos seus
descendentes.
Em 18 de
outubro de 1753, foi passada uma carta patente do posto de capitão de Infantaria
da ordenança da Freguesia de Goianinha do Regimento desta Capitania, de que era
capitão-mor Gaspar de Albuquerque Maranhão a Manoel Pegado de Siqueira.
Encontro,
ainda, nos assentamentos de praça, que: Manoel Pegado de Siqueira, solteiro,
morador em São Gonçalo, filho de Aurélio José Gomes, de idade de 12 anos, senta
praça por ordem do Governador Interino e intervenção do senhor Vedor Geral, em
27 de dezembro de 1788; que João Pegado dos Santos, homem branco, natural de
São Gonçalo, filho de Aurélio José, solteiro, de idade de 22 anos, senta praça,
por ordem do senhor governador desta capitania em 27 de novembro de 1791.
Alguns
filhos de Aurélio José Gomes tinham sobrenome Pegado, por conta da ascendência
de sua mulher, como podemos ver do batismo a seguir: No dia primeiro de junho
de 1772, nascia Josefa, filha legítima de Aurélio José Gomes e Antonia Camelo,
neta pela parte paterna de Hipólito de Sá Bezerra, natural de Viana, e Joanna
Barbosa de Albuquerque, desta Freguesia, e pela materna de Manoel Pegado de
Siqueira e Violante Camelo, que foi batizada na Capela de São Gonçalo, aos 18
do mesmo mês e ano, tendo como padrinhos Antonio da Silva de Carvalho, casado,
e Joana Maria Bezerra, filha de Antonio José de Lemos.
Outro
assentamento dá conta que: João Francisco de Salles, filho de João Pegado de
Siqueira, natural e morador nesta Ribeira do Assú, branco, solteiro, de
estatura baixa, boca pequena, nariz grande, olhos fundos, com pouca barba, com
idade de 19 anos, assenta praça, em Revista de 27 de julho de 1789.
Aos 24 de
novembro de 1774, na Capela de São Gonçalo, na presença de Manoel Álvares de
Morais Navarro, solteiro, e João de Oliveira Casado, Francisco Pereira de
Brito, da Freguesia de Extremoz, filho legítimo de Antonio Pereira de Brito e Arcângela
Teixeira, casou com Ana da Rocha, filha legítima de Manoel Pegado de Siqueira e
Marcelina Barbosa.
Luis, com um
mês, filho do capitão-mor Jerônimo Teixeira da Costa, natural desta e de
Thereza de Jesus Maria, natural de Area, neto paterno de Manoel Teixeira Casado,
natural de (ilegível) e dona Rosa Maria Josefa, natural desta, e materno de
João Pegado de Siqueira, natural de Goiana Grande, e Theodosia Pereira de
Jesus, natural de Cunhaú, foi batizado na Capela de São Gonçalo aos 24 de
janeiro de 1782, sendo padrinhos o Doutor Provedor Antonio Carneiro de
Albuquerque Gondim por procuração que apresentou na pessoa do Reverendo
Coadjutor Luis Pedro de Vasconcelos, e Rosa Isabel Joaquina de Albuquerque
Gondim, filha solteira do dito Provedor por procuração na pessoa de Dona Rosa
Maria Josefa, viúva, moradora no Coité.
Em 6 de
abril de 1785, era batizada Rosa, com 12 dias de nascida, filha legítima de
Jerônimo Teixeira da Costa e Thereza de
Jesus Maria, neta paterna de Manoel Teixeira Casado e Rosa Maria Josefa, e pela
materna de João Pegado de Siqueira e Theodósia Pereira de Jesus Maria, na Capela
do Ferreiro Torto, sendo padrinhos João de Moura e Mello e Maria de Góis
Vasconcelos.
Em 1798, na
Capela de Santa Ana do Engenho Arraial, vamos encontrar o tenente Manoel Pegado
de Siqueira e sua filha Maria Francisca de Jesus, sendo padrinhos em um
batizado.
Aos 21 de agosto
de 1801, na capela de São Gonçalo do Potengi, na presença das testemunhas
tenente Antonio Bezerra Cavalcante e Hipólito Freire de Albuquerque, ambos
casados, se receberam por esposos, José Domingos Bezerra, filho legítimo de
Pascoal Gomes e Catarina Freire de Amorim, com Ana Maria Vitória, filha do
capitão Manoel Pegado de Siqueira e Izabel Maria Barbosa, já defunta.
Em junho de
1802, nascia Vicente, que foi batizado aos 13 de julho de 1802, na Igreja de
São Gonçalo, e que tinha sido batizado em casa, em perigo de vida, pelo alferes
Pascoal Gomes de Lima, sendo filho legítimo de José Domingos de Sá Bezerra, e
Dona Ana Maria Vitoria, moradores na Guanduba, neto paterno do alferes Pascoal
Gomes de Lima e sua mulher Catharina Freire de Amorim, e neto materno do
capitão Manoel Pegado de Siqueira e de sua mulher Izabel Maria Bezerra, naturais
de São José, foram padrinhos o sargento-mor Antonio José Soares e Gertrudes
Thereza Ignácia, solteiros.
Aos 14 de
julho de 1802, na Igreja de São Gonçalo, foi batizada Izabel, nascida aos 30 de
junho do dito ano, filha de Hipólito Freire de Albuquerque natural desta
Freguesia, e de sua mulher D. Maria Thereza dos Prazeres, natural da Freguesia
de São José, moradores na Guanduba, neta paterna do alferes Pascoal Gomes de Lima
e de sua mulher Catharina Amorim Freire, naturais desta Freguesia, e pela
materna do capitão Manoel Pegado de Siqueira e de sua mulher D. Izabel Maria
Bezerra, natural de São José, foram padrinhos Gonçalo Freire de Amorim e Ana
Maria Vitória, casada.
Em 6 de
setembro de 1804, na Capela de São Gonçalo, Pascoal Gomes de Lima, por
procuração de João Pegado de Siqueira, e Antonia Gomes Carneiro, mulher de
Bento Luis Gomes de Melo, foram padrinhos de Pascoal, filho de Hipólito Freire
de Albuquerque e Maria Thereza dos Prazeres.
Aos nove do
mês abril de 1804, na residência do capitão Manoel Pegado de Siqueira, em seu
oratório no Engenho da Guanduba, foi realizado o casamento de José Ambrósio
Alves da Silva, natural da Freguesia dos Santos Velhos da Cidade de Lisboa, filho de José Alves da Silva e Izabel
Alves da Encarnação, com Francisca Maria Joaquina, filha do capitão Manoel Pegado
de Siqueira Cortez e Rosaura Maria da Conceição.Testemunharam o capitão-mor
desta capitania, Lopo Joaquim de Almeida
Henriques e o coronel de milícias Joaquim José do Rego Barros, ambos casados.
Dos casados acima, registramos que: Aos 7 de junho de 1809, na Capela de São
Gonçalo do Potengi, foi batizado José, filho de José Ambrósio da Silva, natural
de Santos Velhos da Cidade de Lisboa, e
Francisca Maria Cortez, neto paterno de Manoel (na verdade, José) Alves da Silva e Izabel Ignacia da Encarnação,
e neto materno de Manoel Pegado de Siqueira e Rosaura Maria da Conceição, foram
padrinhos, o capitão Manoel Pegado e sua mulher Rosaura Maria.
Vale
salientar que Dona Rosaura Maria, esposa do capitão Manoel Pegado de Siqueira,
faleceu em 12 de setembro de 1810, com a idade de 50 anos, pouco mais ou menos.
Deve ter nascida, portanto, ao redor de 1760. Talvez, tenha sido a última
esposa do capitão. Aqui começa a aparecer o sobrenome Cortez.
Há um João
Pegado de Souto Maior, que faleceu aos 19 de novembro de 1772, com a idade de
58 anos, tendo sido sepultado na Capela de São Gonçalo do Potengi.
Em 30 de
julho de 1811, na Capela de São Gonçalo, era batizado João, branco, com 2 anos,
filho de João Pegado e Mariana de Tal, sendo padrinho José Domingos da
Silveira, casado, por procuração que apresentou José Antonio dos Santos, e
madrinha, Maria Teixeira de Amorim.
Em 6 de
junho de 1813, na Capela de São Gonçalo, era batizada Rita, filha de Manoel
Pegado e Maria Anacleta, tendo como padrinhos José Antonio e sua mulher
Francisca Cortez.
Em 19 de
março de 1814, na Capela de São Gonçalo, o capitão Manoel Pegado de Siqueira e
sua filha Rita Maria Cortez foram padrinhos.
Em 5 de julho
de 1830, João Pegado de Siqueira e Antonio Caetano Monteiro foram testemunhas
do casamento, lá no Assú, de Francisco José de Macedo, filho do falecido
tenente José Francisco de Macedo e dona Francisca Dantas Cavalcante, com Maria
Francisca da Purificação, filha do capitão Francisco Varella Barca e dona
Bibiana Maria de Jesus.
Ismael,
filho legítimo de João Pegado de Siqueira Cortez, natural do Rio Grande, e de
Dona Francisca Dantas Barbalho, natural do Assú, nasceu aos 19 de julho de
1833, e foi batizado aos 11 de agosto do mesmo ano, por mim nesta Matriz de São
João Batista do Assú, e lhe conferi os sagrados óleos, foram padrinhos José da
Fonseca Silva e Rosa Francisca Ferreira Souto, casados, todos deste Assu.
Joaquim José de Santa Ana, pároco do Assú. Em 1862, Ismael de Siqueira Cortez
aparece com padrinho em um batizado no Assú, juntamente com Cândida Maria da
Fonseca.
Em 17 de
junho de 1862, nascia Manoel, filho de Ismael Maria de Siqueira Cortez e Cândida
Maria da Fonseca, tendo sido batizado aos 7 de agosto do mesmo ano, sendo
padrinhos José Correia de Melo e Joaquina Maria da Conceição, lá no Assú; em 5
de setembro de 1860, nascia Antonio, filho de Ismael Lucas de Siqueira e Cândida
Francisca da Fonseca, sendo batizado aos 17 de outubro do mesmo ano, tendo como
padrinhos o Vigário José de Matos Silva e Francisca Teodora Lins Caldas.
Lá no Assú,
no batizado de Josefa, filha de José Francisco dos Santos e Francisca Maria do
Nascimento, nascida aos 28 de maio de 1836, apareceram como padrinhos o capitão
João Pegado de Siqueira Cortez, casado, e Laurinda de Siqueira Barbalho,
solteira.
Aos 8 de
setembro de 1844, na Vila da Princesa, em Oratório Privado, casava Francisco
José de Siqueira Barcelar com Senhorinha Theodora Lins Caldas, na presença do
coronel Manoel Lins Wanderley e do delegado Gonçalo Lins Wanderley.
Lá no Assú, aos
30 de setembro de 1848, no Sítio Comboeiro, casava Manoel Antonio de Siqueira
Cortez com Rosa Joaquina do Amor Divino, na presença do coronel Manoel Lins
Wanderley e João Patrício da Fonseca.
Na Matriz do
Assú, em 3 de outubro de 1853, Manoel Thomaz Pereira, filho legítimo de Thomaz
Pereira de Albuquerque e Felícia Rosa Maria da Conceição, casava com Luiza
Brasiliana Soares da Paixão, filha legítima de João Pegado de Siqueira e Damasia
Soares da Paixão, na presença de Manoel de Melo Montenegro Pessoa e Antonio
Barbalho Bezerra Junior.
Em 3 de
fevereiro de 1852, na Fazenda Camboeiro, Joaquim Targino de Siqueira Cortez
desposava Salvina Leocádia Targino de Castro, na presença de João Patrício da
Fonseca Silva, solteiro, e José Antonio da Fonseca Silva, casado; deste
casal, nasceu aos 6 de julho de 1863,
Joaquim, que foi batizado no Sítio Forquila do Rio, no dia 9 de dezembro do
mesmo ano, tendo como padrinhos Francisco Manoel de Moura e Rosa Maria da
Conceição.
Em 1894, em
uma apuração para deputado ao congresso estadual, João Pegado Cortez Filho,
obteve 110 votos.
Na Freguesia
de Angicos, no Sítio Lages, em 30 de agosto de 1866, e na presença das
testemunhas José Francisco Bezerra e Antonio Fernandes da Rocha, João Pegado de
Siqueira, natural da Freguesia de Santa Rita, do Trairi, casou com Maria da
Conceição de Jesus, natural de Angicos, ele, filho legítimo de Manoel Pegado de
Siqueira e Antonia Maria de Sousa, ela de Manoel Fernandes da Rocha e Mathildes
Ludovina da Conceição.
Em 18 de
junho de 1867 nascia Maria, filha de João Pegado de Siqueira e Maria da
Conceição de Jesus, que foi batizada no Sítio Boa Vista, ao seis de agosto do
mesmo ano, tendo como padrinhos Manoel Fernandes da Rocha e Mathildes Ludovina
da Conceição.
Em 31 de
agosto de 1879, nasceu Manoel, filho legítimo de João Pegado de Siqueira e
Maria da Conceição de Jesus, e foi batizado em artigo de morte, por D.
Mathildes Ludovina da Conceição, e pelo padre ex causa, foi batizado
condicional, no Sítio Lages, em 29 de setembro do dito ano, tendo como
padrinhos João de Melo Tavares e sua mulher Joana Antonia da Conceição, por
seus procuradores Benjamim Fernandes da Rocha e a dita Mathildes Ludovina
Na Freguesia
de Angicos, no Sítio Lages, Joaquim Pegado de Siqueira Galvão, casa, aos 25 de
setembro de 1876, com Francisca Maria, filhos legítimos, ele de José Pegado de
Siqueira Galvão e Fulana Monteiro da Rocha, ela filha de João Carneiro do
Nascimento e Antonia Carneiro do Nascimento.
Ainda na
Freguesia de Angicos, em 1884, Luis Pegado de Siqueira, com 26 anos, natural de
Macaíba, casa com Maria Francisca da Conceição, de 20 anos, sendo ele filho de
Gonçalo de Siqueira e Alexandrina Maria da Conceição, e ela, filha de Thomaz
Clementino da Silva e Francisca Maria da Conceição.
Em Angicos,
em data de 19 de agosto de 1903, era batizada Maria, filha de João Pegado de
Siqueira e Amélia Maria da Conceição, tendo como padrinhos Francisco José da
Silva e Maria Francisca de Jesus.
Em 18 de
dezembro de 1853, era batizada Emília, branca, nascida no dia primeiro do mesmo
mês e ano, filha legítima de Manoel Pegado de Siqueira e Elvira Leopoldina
Fernandes Barros, tendo como padrinhos Manoel Gomes Carneiro e sua mulher D.
Francisca das Chagas de Miranda Henriques.
Em 7 de
abril de 1859, Alexandre Pegado de Siqueira casou com Francisca Hemenergilda de
Oliveira Mendes, ele filho de Jerônimo Pegado de Siqueira e Maria Thereza de
Jesus, falecida, e ela de Joaquim Mendes de Oliveira, falecido e Joaquina
Teixeira de Moura Mendes, na presença de Ignácio Julino Mendes e João Batista
Soares.
Em 7 de
janeiro de 1834, na Capela do Ferreira Torto, foi batizado Herocina, nascida
aos 24 de dezembro de 1833, filha legítima de Jerônimo Pegado de Siqueira e
Maria Teixeira de Moura, moradores na Jacobina, sendo padrinhos Manoel Teixeira
de Moura Junior e Josefa Teixeira de Moura, solteiros.
Em 2 de
outubro de 1866, aqui na Matriz, era batizado Francisco, mulato, filho de
Alexandre Pegado de Siqueira e Francisca Hermenegilda Pegado de Siqueira.
Em 30 de junho
de 1860 era batizada Izabel, filha de Jerônimo Pegado de Siqueira e Maria
Francisca dos Prazeres, tendo como padrinhos Alexandre Pegado de Siqueira e
Izabel Maria de Moura Mendes.
Em 9 de
janeiro de 1865, era batizado em Ceará Mirim, Jerônimo, filho de Manoel Pegado
de Siqueira e Francisca Pegado de Siqueira, tendo como padrinhos Francisco
Tavares Pessoa de Araújo Junior e D. Izabel Maria de Oliveira Mendes
Já do século
vinte, encontramos que: aqui, na Matriz, em 27 de novembro de 1918, Marcos,
filho de João Pegado Cortez e Ana
Benigna Pegado Cortez, é batizado, tendo como padrinhos Jorge Barreto de
Albuquerque Maranhão e Dona Maria Augusta de Albuquerque Maranhão.
Clivaneide,
filha de Lucrécio Pegado Cortez e Anália Campos Cortez, nascida aos 20 de março
de 1931, era batizada aos 28 de junho do mesmo ano, tendo como padrinhos
Antonio Batista Malheiros e Rosita Pugliazi Malheiros.
Aos 31 de
julho de 1932 era batizado Cleóbulo, filho de Manoel Genésio Cortez Gomes e
Maria da Natividade Cortez Gomes, tendo nascido aos 28 de janeiro do mesmo ano,
sendo seus padrinhos José Borges de Oliveira e Maria Neiva Borges de Oliveira; Aos
2 de janeiro de 1940, era batizada Margarida Cortez Gomes, filha de Manoel
Genésio Cortez Gomes e Maria de Natividade Cortez Gomes, neta paterna de José
Gomes de Melo e Ana Gomes Cortez, e materna de Manoel Marcolino da Silva e
Maria Gomes da Silva, que nasceu aos 18 de novembro de 1939, tendo com
padrinhos Dr. Ewerton Dantas Cortez e D. Genura Ramalho Cortez; ainda do casal
Manoel Genésio e Maria da Natividade, nascia Marta Cortez Gomes de Melo, aos 5
de novembro de 1946, tendo sido batizada aos 11 de dezembro do mesmo ano, tendo
como padrinhos Aras Cortez Gomes e sua esposa D. Joana Cortez Gomes.
Em nove de
agosto de 1945, nascia meu colega de Marista, João Eduardo Cortez Barros, filho
legítimo de Oton Ozório de Barros e Inês Cortez Barros, neto paterno de Manoel
Ozório de Barros e Guilhermina Dantas Cortez Barros, e materno de João Elias
Cortez e Alexandrina Gomes Cortez, tendo sido batizado aos 14 de outubro do
mesmo ano, tendo como padrinhos Manoel Umbelino Gomes de Macedo e D. Elita
Cortez Gomes. Nas margens do registro consta que casou aos 2 de março de 1973,
com Eva Cristina Maciel Arruda Câmara.
Assinar:
Postagens (Atom)


