sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A família Praxedes do Vale do Ceará Mirim e Taipu

A família Praxedes do Vale do Ceará Mirim e Taipu
Gustavo de Castro Praxedes*
A família Praxedes do Vale do Ceará Mirim e Taipu é a mesma que povoou a região Oeste do Rio Grande do Norte em meados do século XIX e teve como tronco genealógico o Tenente Coronel Vicente Praxedes Benevides Pimenta e suas duas esposas, dona Herculana Josefa do Amor Divino e dona Antônia Mafalda de Oliveira. Destes abençoados casamentos, o “Adão da família Praxedes”, foi pai de 22 filhos, todos batizados com o seu sobrenome e continuadores de sua estirpe.
Dentre os muitos filhos que teve, no ano de 1835 nasceu Francisco Praxedes Benevides Pimenta, que como o pai, foi Tenente Coronel da Guarda Nacional, senhor de terras, gado e escravos. Francisco, em plena jovialidade, faleceu em 1872 com apenas 37 anos, deixando viúva, sua esposa Raimunda Cândida do Rego Leite Praxedes e seis filhos com idades que variava entre dois e onze anos.
Conta a tradição oral que na seca de 1877, Raimunda migrou da Serra do Martins para o Vale do Ceará Mirim onde se estabeleceu com seus seis filhos. Ao sair de sua cidade, levava consigo um contingente de 100 bestas.
Porém, chegando ao Vale, restava apenas a que vinha montada, pois o restante havia morrido de fome pelo caminho. Os menores, Maria Praxedes, João Praxedes, Herculana Praxedes, Cândida Praxedes e dois Franciscos, cresceram e constituíram família pelo verde Vale, principalmente na localidade de Coqueiros, reduto de muitos Praxedes nascidos e por nascer.
Maria, a mais velha, nasceu em 1860, casou com João Ferreira Nobre e foram avós do Dr. Waldir Calvalcanti, médico em Recife e empresário em Garanhuns; João, nasceu em 1861, casou com Petronila Rodrigues Santiago; Herculana, nasceu em 1862, casou com Vicente Felizardo; Francisco, o primeiro com este nome, em 1864, foi casado com Joana Ferreira Nobre; Cândida, em 1865, casou com Manoel de Melo Pinto e o segundo Francisco, nascido em 1869, não tendo-se conhecimento do seu casamento ou se deixou descendentes.
O segundo filho de Francisco Praxedes e dona Raimunda Cândida recebeu na pia batismal o nome de João Praxedes do Amaral Lisboa. João, Barbeiro de profissão, nasceu em Martins, região Serrana do Estado e casou, como já foi dito, com Petronila Rodrigues Santiago. Deste casamento nasceu Otávio Praxedes do Amaral Lisboa, origem da família Praxedes do Taipu. É bom destacar que Dona Petronila, era filha de Jerônimo Ferreira Santiago e Felipa Rodrigues da Silveira; tetra neta de Gonçalo Soares Raposo da Câmara, conhecido por “Gonçalo Morgado”, membro do Senado de Natal em 1801 e de dona Ana Maria do Nascimento; Por sua vez era sétima neta de Manoel Raposo da Câmara, fidalgo português, Morgado da Ilha de São Miguel dos Açores, Portugal e de sua esposa dona Antonia da Sylva, tronco de uma das mais tradicionais famílias do Vale do Ceará Mirim nos séculos XVII, XVIII e XIX.
Os Praxedes de Taipu Otávio Praxedes do Amaral Lisboa, bisneto de Vicente, filho único, nasceu em Ceará Mirim aos 04 de maio de 1901 e faleceu na capital pernambucana aos 10 de janeiro de 1983 com quase 82 anos de idade. No final da década de 1910, deixou Ceará Mirim e foi residir com o seu tio materno Manoel Rodrigues Santiago, “Ué”, no povoado da Boa Vista, Município de Taipu. Posteriormente, passou a residir na sede do município, onde foi tomar conta do comércio de secos e molhados do tio. Com a ajuda do “Tio Ué”, montou seu próprio negócio. Com o passar do tempo a mercearia de “Seu Otávio”, tornou-se referência na região e ele um negociante de prestígio na Vila do Taipu.
Na década de 40 e 50, chegou a ser um dos maiores fornecedores de secos e molhados do Mato Grande, bem como produtor rural. Para se ter idéia do prestígio que possuía, basta dizer que a marca do ferro usada em seu gado, era conhecida por todos e em todas as feiras da região, pois ao invés de ter o sinal “VT”, Vila Taipu, possuía um “U” em homenagem a sua fazenda de criação, Ubiratã. Cada filho possuía seu próprio ferro, João Praxedes era JP e cada neto um número, que junto com a marca do pai, identificava a quem
pertencia o novilho. Por indicação do seu primo, Senador João Severiano da Câmara, foi empossado como Intendente da Vila do Taipu no ano de 1932, tendo durado sua administração menos de um ano. De estatura baixa, magro e de personalidade forte, era homem de idéias avançadas para sua época. Na década de 40, adquiriu o primeiro rádio do município movido à energia eólica e o primeiro caminhão Mercedes Bens do Rio Grande do Norte, assim como, o primeiro trator colheitadeira. Na década de 1970, tornou-se o maior produtor de cana-de-açúcar individualmente do Vale do Ceará Mirim. Em termos de produção, a fazenda Barra de Levada batia recordes, só perdia para Usina São Francisco, dona da maioria das terras da região.
No distante ano de 1926 casou com a jovem Maria das Dores Soares, filha de João Soares de Silva e Izabel de Vasconcelos Soares. Ao longo de 57 anos de casados, Otávio e Maria das Dores foram pais de 12 filhos, sendo o primeiro João Praxedes do Amaral, que reproduzia o nome do avô paterno, pai do autor deste trabalho, casado com dona Susanira de Castro; Otávio Praxedes do Amaral Filho, casado com a cearense Terezinha Nogueira Fernandes; Maria de Lourdes Praxedes, casada com Manoel Dantas Barreto, cujas origens, são as mesmas dos Praxedes; Fernando Praxedes do Amaral casado com Francisca Dantas; Alba Praxedes, casada com Severino Guedes; Armando Praxedes, falecido criança; Renato Praxedes do Amaral Lisboa, casado com sua prima Helione Rodrigues Santiago; Ivone Praxedes, falecida criança; Cristovam Praxedes, 1º com este nome, faleceu criança; Cristovam Praxedes, 2º com este nome, Desembargador, Secretário de Segurança no Governo Iberé Ferreira de Souza, casado com a mineira Adélia Izabel da Cunha; Gilberto Praxedes, agropecuarista no Ceará Mirim, casado com Marluce Ramalho e Djalma Praxedes, o mais novo, panificador, casado com Alzira Amorim de Carvalho, descendente dos Amorins de Martins e que são da mesma estirpe dos Praxedes de Caraúbas.
Otávio e Maria representaram o exemplo de união familiar. Ao longo de suas vidas, muitos foram os momentos de fortalecimento desta união. Durante anos, era quase que sagrado, sempre no dia dos pais, mães, aniversários e até mesmo no domingo para a ferra do gado, a família estar reunida. Cada encontro servia para que filhos e netos reavivassem esse ELO que por muitos séculos chamamos FAMÍLIA.
Natal-RN, 11 de junho de 2010.

Descaso e Incompetência


Descaso e Incompetência
Dalton Melo de Andrade
Professor universitário

               Se há algo que me deixa desolado é o descaso das ditas "nossas autoridades"  com o sofrimento do povo. O "Jornal de Hoje" do começo da semana passada publicou uma reportagem e uma fotografia dos professores aprovados, levando documentos para serem contratados. Uma enorme fila. Esta semana, uma reportagem sobre candidatos à renovaçao, ou emissão, de carteiras de habilitação. Outra fila interminável. Horas perdidas, cansaço, desânimo, enfim, sofrimento.
Tudo isso retrata o descaso e a incompetência ululantes dessas ditas "nossas autoridades". O que ocorre na Educação, no Detran, se repete em várias outras áreas dos governos, em seus diversos níveis. Os problemas da saúde e da segurança são evidentes.
Não me digam que falta dinheiro, pois não saem das TVs, rádios  e  jornais uma propaganda cansativa de tão repetida, além de enganosa, e que não é gratuita. Além de outras gastos dispensáveis, como os da Copa, festas de ano novo, Carnaval, que só deveriam ocorrer após atenção às necessidades básicas. Não acredito que  esse comportamento seja proposital, pois ninguém que exerce um cargo público, procurando voltar à ele, de sã consciência, praticasse tais ações. Portanto, uma única explicação: descaso, incompetência, ou ambos.
               Fui Secretário de Educação no governo Cortez Pereira. Encontrei alguns absurdos do passado que resolvi enfrentar e tentar corrigir. O primeiro e mais grave - a centralização. Tudo tinha que ter a assinatura do Governador. No meu primeiro despacho com Cortez, levei uma caminhonete cheia de processos para ele assinar. Parei a caminhonete em frente ao Palácio Potengi, subi à sua sala e o levei para ver a caminhonete cheia de processos. Para você assinar.   Riu muito e respondeu: está louco, resolva isso. Já está resolvido; assine este decreto me delegando poderes que resolvo. Assinou na hora. Por minha vez, deleguei poderes aos meus auxiliares e praticamente deixamos, eu e ele, de assinar papeis. Sem perder o acompanhamento das atividades, para as quais tinhamos ambos mais tempo.
               Entre os processos, os de contratação de professores, que estavam já trabalhando sem receber dinheiro. Procurei Joanilson de Paula Rego, Secretário de Administração, que encontrou uma solução: o professor assinava o contrato, entrava imediatamente na folha de pagamento e o processo corria seu tramite legal sem prejudicar ninguém.
               Outra solução que demos a um problema que não devia existir - as enormes filas de matrículas. Adotamos a sistemática de que os alunos já saiam automaticamente matriculados para o ano seguinte. Só os novos tinham que ir à escola se matricular. E fizemos um zoneamento. A escola atendia, de preferência, os moradores de sua área. Não só facilitávamos o comparecimento, como colocávamos os pais dos alunos mais perto da escola.
               Uma outra providência, para acabar com exemplos. Quando entrei  no Atheneu, em 1942 (assumi a Secretaria em 1971), fui obrigado a levar um atestado de saúde física e mental, que era dado pela Secretaria de Saúde. Esse atestado já estava pré-assinado pelo médico, que não nos via, e a enfermeira só fazia escrever o nosso nome. Essa exigência ainda existia. Genibaldo Barros era o Secretário de Saúde. Conversei com ele e mudamos o sistema, e os exames passaram a ser feito nas escolas.
               Mais das vezes, as soluções são fáceis de encontrar. Outras vezes, não. Mas a preocupação com o bem estar das pessoas, obrigação dos governos, deve vir sempre em primeiro lugar.  Em todos os níveis de governo.
               Mas, convenhamos, descaso não é privilégio nosso. Contam que um administrador de uma cidade inglêsa observou um guarda que ficava 24 horas ao lado de bancos numa praça da cidade. Procurou saber o por que e descobriu que havia uma velhissíma decisão, esquecida no tempo, que mandava ficar um guarda junto aos bancos recém pintados, para avisar os distraídos para nele não sentarem.  Suspendeu a ordem.
                Para tudo há um jeito. É só querer.
                E uma observação final. Deve ter entrado em vigor a nova ortografia inventada. Os puristas por favor corrijam os possíveis erros. Grato.
                   

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Francisco Machado de Oliveira Barros


João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN, sócio do INRG e do IHGRN
Voltei à presença do Coronel Paulo Leitão de Almeida em busca de mais detalhes sobre o mestre de campo Francisco Machado de Oliveira Barros, que deveria constar nos documentos que serviram de base para o trabalho sobre o Professor Régio, José Leitão de Almeida. Com 90 anos de idade, Paulo continua dedicado ao trabalho de deixar para filhos e netos memórias de sua vida, através dos fascículos Gotas de Saudades. Recebi para exame a brochura que continha os documentos de pesquisa encomendado por ele.
Nessa brochura estavam documentos relativos ao polêmico testamento deixado pelo mestre de campo. Conforme escrevemos em artigo anterior, Dona Ana de Melo e Albuquerque contestou o testamento do irmão, que instituiu o filho Joaquim José Barros do Rego, por ser este nascido de punitivo coito, tendo sido excluído do mesmo o Padre Antônio Caetano do Rego Barros e Dona Francisca Xavier de Vasconcelos. Esses, ao contrário do que eu pensava, eram filhos ilegítimos do Mestre de Campo. Parece, pelo que se depreende dos documentos, que D. Inácia do Carmo, primeira esposa do dito Francisco Machado, não deixou descendência.  Assim, Dona Ana de Melo e Albuquerque se considerava herdeira do falecido irmão, e por não ter ascendentes e descendentes fez doação aos seus sobrinhos Padre Antônio Caetano e D. Francisca Xavier (esposa do Professor Régio José Leitão de Almeida), incapacitados de herdar por conta da ilegitimidade do nascimento, como se ver nos diversos depoimentos.
Uma das cláusulas de doação era que os beneficiados reservassem para Dona Ana, alguns móveis caso ganhassem a ação.
Os bens estavam quase todos na posse do alferes Joaquim José do Rego Barros, como herdeiro nomeado no testamento do seu defunto pai. Havia uma parte dos títulos dos bens na posse do Padre Antônio Caetano do Rego Barros, incluindo aí uma casa de pedra e cal de sobrado na Boa Vista.  O Padre Miguel Francisco do Rego Barros detinha também parte dos bens, incluindo aí, três canoas velhas no sitio Rodrigo Moleiro. Os genros do mestre de campo Alexandre de Melo Andrade e Francisco Antônio Carrilho detinham, também,  em suas mãos parte dos bens. Alexandre, por exemplo, estava com: uma estante grande em bom uso e, a metade do dote que ficou em si para entrar na herança do defunto, no caso de ser sua mulher herdeira, e como no testamento foi excluída pelo mesmo defunto que não devia dele herdar por ter tido, em tempo de casado, com a primeira mulher Inácia do Carmo, deixando esta metade de dote as suas netas fêmeas, filha do mesmo Alexandre. A mesma forma se aplicou com relação à metade do dote em mãos de Francisco Antônio Carrilho. Em todo o documento, o único momento em que aparece citada D. Inácia do Carmo é o que está acima.
Alexandre de Melo de Andrade, filho de Manoel de Melo de Andrade e D. Joana Gomes de Abreu, ambos falecidos, casou, em 11 de julho de 1780, em casa de oratório de Francisco Machado, com Dona Rita Joaquina da Conceição, filha legítima do tenente-coronel Francisco Machado de Oliveira Barros e D. Antônia Maria Soares de Melo.
Francisco Antonio Carrilho, natural de Beja, da Freguesia de Santa Maria, filho de José Fernandes Carrilho e Esperança Rodrigues, casou na Matriz de Nossa Senhora da Apresentação, em 28 de julho de 1783, com Dona Dionísia Romana da Costa Soares, filha do tenente-coronel Francisco Machado de Oliveira Barros e D. Antônia Maria Soares de Melo, desta Freguesia.
O Coronel de Milícias Joaquim José do Rego Barros, filho do mestre de campo Francisco Machado de Oliveira Barros e D. Antonia Maria Soares de Melo, casou em casa do Coronel Francisco da Costa e Vasconcellos, no lugar chamado Coité, em 25 de fevereiro de 1802, com D. Maria Angélica da Conceição e Vasconcellos, filha do coronel de cavalaria Francisco da Costa e Vasconcellos e D. Maria Rosa Teixeira. No registro aparece como filho legítimo, acho que por ter sido regularizado o casamento do mestre de campo.
Em um dos documentos, aparece como depoente um primo de Ana de Melo e Albuquerque e, portanto, do mestre de campo, de nome João Pita Porto Carrero de Melo e Albuquerque. Esse João Pita foi casado com uma filha legitimada do vigário do Rio Grande do Norte, Pantaleão da Costa de Araújo.
Entre os óbitos que encontrei está o de Francisca Xavier de Vasconcelos, viúva de um Cosme do Rego Barros, que faleceu com 90 e tantos anos, em 1783. É interessante notar que o mestre de campo tinha uma filha com esse nome. Há um Cosme do Rego Barros, que Cascudo não achou o elo com o mestre de campo, mas parece ser um dos filhos de Fernando Antonio Carrilho. Cosme e sua esposa Francisca podem ser ascendentes do mestre de campo. Se encontrássemos o testamento resolveríamos a questão.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Notícias do Livro lançado


 Informamos aos pesquisadores, curiosos, interessados em História do Rio Grande do Norte ou das famílias norte-riograndenses, que já se encontra em várias livrarias o livro de minha autoria Notícias Genealógicas do Rio Grande do Norte. Esse livro foi lançado no III Encontro de Genealogia, em Caicó (novembro), como também, no Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (dezembro). Segundo a editora da UFRN ele foi distribuído para a Potylivros, Siciliano, Nobel, aqui em Natal.
Além do mais, você pode encontrar o livro na Livraria das Editoras Universitárias (Campus de Convivência da UFRN) e também na própria EDUFRN, cujo endereço eletrônico segue abaixo.
O livro custa R$ 40,00 tem 396 páginas, e 119 artigos. Os títulos dos artigos seguem  abaixo.

EDUFRN = www.editora.ufrn.br; edufrn@editora.ufrn.br
Pode falar com Paulo Eduardo 84 9133 3342 ou 84 3215 3236

Tenho tambem  alguns exemplares para vender.






Afonso Ligório Bezerra – cem anos de nascimento
Vicente Maria da Costa Avelino, o Pai de Pedro Avelino
A noiva da revolução, a Ilha de Manoel Gonçalves e minha trisavó
Cadete José Avelino, o nosso herói da guerra do Paraguai
Faltou, multa de dois mil réis
O Tesouro da Igreja Católica
Miguel Trindade, o comunista que veio de Angicos I
Miguel Trindade, o comunista que veio de Angicos II
A Descendência do capitão José da Penha
As Cartas do capitão José da Penha I
Cartas do capitão José da Penha II
As verdades de José da Penha
Os Habitantes da Ilha de Manoel Gonçalves I
Os Habitantes da Ilha de Manoel Gonçalves II
Os Habitantes da Ilha de Manoel Gonçalves III
Uma viagem a Macau dos Martins Ferreira
Uma viagem ao Município de Macau
Morreu de desconcerto do Sexo
Domingos Affonso Ferreira e Bento José da Costa
José de Borja Caminha Raposo da Câmara e Manoel Olímpio Dantas Cavalcante
Alexandre Avelino da Costa Martins
João Manoel da Costa e Mello e os hábitos de uma época
Porto de Touros: o provimento do Padre Francisco de Brito Guerra
Servatis ex More Servandis: o Livro
Domingos José Martins
Os Pereira Pinto de Angicos
Os Teixeira de Sousa de Angicos
Os Martins dos Santos de Angicos
Os Filhos Naturais
Eles também tinham escravos
Os Teixeira de Carvalho
Casar sem sol, só com licença especial
Um posto de capitão para Antonio da Rocha Bezerra
Frei Miguelinho, da Revolução dos Padres
As raízes angicanas de Micarla de Sousa
Uma lástima, como diria Dom Adelino
Natal no século XIX, segundo Henry Koster
João Barbosa da Costa e Antonio Lopes Viégas
Carta Patente para o alferes Francisco Xavier da Cruz
Notícias do Patriarca de Angicos João Barbosa da Costa
Natal, 409 anos de Fundação
Os Alves e os Fernandes
De volta a Santana do Matos dos Alves e Fernandes
Paulo Leitão de Almeida e a Capela de Utinga
O Ferreiro Torto, Santo Antonio do Potengi e Uruaçu
João Lustau e as ruínas de Pirangi (ou Pium)
Uruaçu, sobreviventes e descendentes I
Uruaçu, sobreviventes e descendentes II
Uruaçu, sobreviventes e descendentes III
Uruaçu, sobreviventes e descendentes IV
Manoel Maurício de Araújo Correa, o Genealogista de Utinga
Comentários Genealógicos
Notícias Genealógicas
Uma visita ao Município de Pedro Avelino
Angicos, Carta aos Deputados Provinciais
A vida curta do tenente-cirurgião Francisco Martins Ferreira
Custódia do Sacramento e os Tavares Guerreiro
Felizarda Coelho Marinho e os Sousa Jardim I
Felizarda Coelho Marinho e os Sousa Jardim II
Os Rocha Bezerra I
Os Rocha Bezerra II
Os Rocha Bezerra III
Alguns registros do início do século XIX
Os Umbelinos
Umbelina = pequena sombra
As Dúvidas do Dr. José Augusto
Descendentes de Thomaz de Araújo Pereira em Florânia
O Barão de Serra Branca e seus irmãos
A descendência do holandês Joris Garstman
A Genealogia do Rio Grande do Norte
A lenda de Damasinha
Damásia Francisca Pereira e a Lenda
A misteriosa Ilha de Manoel Gonçalves
A velha São Gonçalo do Potengi
A viúva e o solteirão
Assentaram praça em Assu, em 1789
Cacimbas do Vianna
Daniel Pereira de Brito, lá do Aracati
De onde surgiu João Alves Martins
Elisiário Antonio Cordeiro
Francisco de Borja Soares Raposo da Câmara
Francisco José da Costa Coentro
Francisco José de Mello Guerra
Genealogia de Afonso de Ligório Alves Bezerra
Inquisição no Rio Grande do Norte – o caso do Padre tarado
João Garcia Valadão
Manoel Rodrigues Ferreira
Meus ascendentes de nome João
Mossoró, Assu, Política e Genealogia
O capitão Francisco Trajano Xavier da Cunha
O capitão Jacinto João da Ora
O capitão mor Bernardo Vieira de Mello
O capitão Silvério Martins de Oliveira
O capitão Theodósio da Rocha
O escrivão da Fazenda Real, Manoel Gonçalves Branco
O óbito do coronel André de Albuquerque Maranhão
Quem eram os pais de José de Borja
Raposo da Câmara
Registros da Freguesia do Assu (I)
Registros da Freguesia do Assu (II)
Ricardo Wiltshire e Caetana da Invenção da Santa Cruz
Saúde e Genealogia: diálogos do além
Theodósio de Graciman no Jaguaribe e Guimarães
Um certo capitão Pedro Álvares Ferreira
Um dia auspicioso para os Martins Ferreira
Um passeio até a Fazenda Catolé, em Lagoa Salgada
Um pulo até Cacimbas do Vianna
Uma visita ao Município de Afonso Bezerra
Acari, uma viagem ao passado
O alferes Florêncio Octaviano da Costa Ferreira
Um Bom Padrinho
Francisca Bella Carneiro de Mello
João Gomes Carneiro, o Lisboeta
O Perfil de Cosme Teixeira de Carvalho
O capitão José Porrate de Moraes Castro
O capitão João Leite de Oliveira
Em que ano Padre Felix veio para Angicos?
Uma neta para Francisco Xavier de Miranda Henriques
O coronel Cipriano Lopes Galvão, da Ribeira do Assu

Deífilo Gurgel

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

MORRE DEÍFILO, NASCE UM NOVA ESTRELA NO CÉU

Carlos Roberto de Miranda Gomes, escritor e advogado

            Veio ao mundo no espaço de Areia Branca, mas a cidade do Natal acolheu o seu corpo físico em vida e no instante final da sua existência nesta dimensão da vida.
            Na verdade DEÍFILO GURGEL foi um cidadão do mundo, das noites e dos dias, dos folguedos, da terra-mãe, dos costumes e da alegria dos seus concidadãos.
           Poucos tiveram tanto merecimento à imortalidade quanto ele, mesmo sem ter alcançado uma cadeira na Academia de Letras do Rio Grande do Norte.       
           A humanidade ficou mais pobre hoje, mas o Céu se rejubila com a sua chegada e sua recepção será exuberante, pois ali encontrará Enélio, que partiu 30 dias antes e já deverá estar agregando os amigos intelectuais e os humildes que ele sempre prestigiou, como  D. Militina, o rabequeiro André, e pelos três Chicos, o coquista Chico Antônio, o mamulengueiro Chico Daniel, o entalhador Chico Santeiro, pelo cantador Fabião das Queimadas, pelo conterrâneo Tico da Costa, e tantos outros que ele soube respeitar e engrandecer na sua simplicidade imortal.

            Todos nós sentimos a sua partida, como se perdesse um ente querido da família. O seu valor ficará registrado na história, pois vai-se o corpo, mas fica o espírito de um dos mais belos filhos desta terra de Poti. Certamente que será louvado por todas as entidades culturais do Rio Grande do Norte, principalmente aquelas das quais foi fundador - União Brasileira de Escritores do RN e o Instituto Norte-Riograndense de Genealogia.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Francisco de Oliveira Banhos e D. Antonia Tavares de Mello

Francisco de Oliveira Banhos e D. Antonia Tavares de Mello
João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN e membro do INRG
A família Oliveira e Mello aparece com muita freqüência nos registros mais antigos da Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação. Desde o princípio, suspeitamos que fosse originária da junção de uma família Oliveira com uma família Mello. Catharina de Oliveira e Mello e Suzana de Oliveira e Mello apareciam com mais freqüência nos registros de batismos do final do século XVII e início do século XVIII. A primeira era casada com Manuel Gonçalves Branco, e a segunda, irmã da primeira, com Antonio da Silva de  Carvalho. Suzana era sogra do capitão Manuel Raposo da Câmara.
Em 1692, encontramos um batismo onde a madrinha era Francisca de Oliveira de Mello, filha do capitão Francisco de Oliveira Banhos. Em um registro de 1693, a madrinha de outro batismo era Ângela de Oliveira de Mello, também filha do capitão Francisco de Oliveira Banhos. Um colega genealogista já tinha me encaminhado uma lista de filhos de Manuel Gonçalves Branco, onde, entre eles, estava um de nome Francisco de Oliveira Banhos. Francisco Augusto, outro colega genealogista, comenta, na transcrição do livro de batismos (encontrado no IAHGP) para Word, sobre um descendente de José Pinheiro Teixeira e Maria da Conceição Oliveira com o nome de Francisco de Oliveira Banhos, com grande descendência no Ceará. Como Maria da Conceição era uma das filhas de Manuel Gonçalves Branco, isso configurava mais um repetição do nome do capitão, pai de Francisca de Oliveira de Mello e Ângela de Oliveira de Mello
Em 1694, Alberto Pimentel, filho de Sebastião Pimentel, que foi presidente da nossa província, e de Anna, casou com Francisca Tavares de Mello, filha do capitão Francisco de Oliveira Banhos e Antonia Tavares de Mello. Essa Francisca Tavares de Mello é a mesma Francisca de Oliveira e Mello já citada acima no registro de 1692. Nos registros de batismos dos filhos de Alberto e Francisca sempre aparece o nome da mãe como Francisca de Oliveira.
Dona Antonia Tavares de Mello aparece com madrinha de Antonia, filha de Jerônimo Gonçalves e Ângela de Oliveira de Mello, em 1698; em 1689, foi madrinha de Antonio, filho de Manuel Gonçalves Branco e de Catharina de Oliveira e Mello; em 1698, foi madrinha de Rosaura, filha de Antonio da Silva de Carvalho e de Suzana de Oliveira e Mello. Naquela época os avós quase sempre eram padrinhos ou madrinhas de algum neto.
Outro detalhe é que um dos filhos de Manuel Gonçalves Branco e Catharina de Oliveira e Mello tinha o nome de Valentim Tavares de Mello.
Juntando todas essas informações e outros registros encontrados, nossa hipótese é que Francisco de Oliveira Banhos e Antonia Tavares de Mello, além de serem os pais de Francisca de Oliveira de Melo e de Ângela de Oliveira de Mello, eram também os pais de Catharina e Suzana, e, portanto são ascendentes de muitas famílias do Rio Grande do Norte e vizinhanças, incluindo aí os Raposo da Câmara.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Miguel Raposo de Mello

Miguel Raposo de Mello
João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor de Matemática da UFRN, membro do IHGRN e do INRG
Da Ilha de São Miguel, além de Manuel Raposo da Câmara, veio também Miguel Raposo de Melo, que não era seu irmão. Encontramos registros de dois casamentos dele. O primeiro faz parte dos documentos salvos pelo Major Salvador, tantas vezes já citado aqui. Por sua importância na formação das famílias do Rio Grande do Norte, e por sua participação ativa no exercício de funções públicas merece destaque nos nossos escritos. Vejamos o primeiro registro, na sua íntegra.
Aos 25 de outubro de 1723, nesta Matriz de Nossa Senhora da Apresentação, em presença do Reverendo Vigário o Doutor Mathias Florencio e do Alferes Vicente Dias da Novoa, o capitão Pedro Gonçalves da Novoa, D. Antonia da Silva, mulher do capitão Manuel Raposo da Câmara e Ignácia de Oliveira, mulher do cabo de esquadra José da Rosa, se receberam com palavras de presente por marido e mulher Miguel Raposo de Mello, filho legítimo de João Cabral de Mello e de sua mulher Maria Pacheco, todos naturais e moradores na cidade de São Sebastião, Ilha de São Miguel, e Maria José de Oliveira, filha legítima do ajudante Mathias Quaresma, e de sua mulher  Agueda de Oliveira de Vasconcellos, natural desta Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação do Rio Grande do Norte, e nela moradores; em virtude de um mandado do Muito Reverendo Vigário da Vara, o Doutor Bernardo de Paiva Freire, perante o qual justificou o contraente ser solteiro, livre e desimpedido; dando fiança aos banhos até virem corridos da sua pátria, sendo também corridos nesta Matriz, e guardando em tudo o mais a forma do Sagrado Concílio Tridentino, e por verdade, fiz este assento em que assinei. João Gomes Freire, Coadjutor.
Víuvo, voltou a casar com uma viúva. Naqueles tempos, nossos ascendentes não demoravam muito na solidão.
Aos nove de maio de mil setecentos, e quarenta e oito anos, pelas nove horas da noite, pouco mais ou menos, na Igreja de Nossa Senhora do Rosário desta cidade, Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação do Rio Grande do Norte, feitas as denunciações nesta Matriz em três dias consecutivos, pelo assim dispensar o Reverendo Padre Mestre Frei Juvenal de Santo Albano, capuchinho missionário apostólico, que se acha de missão atual nesta cidade e apresentando a nubente banhos corridos da Vila do Recife, e Santo Antonio, donde é natural, cujos ficam em meu poder, feitas as demais diligências, sem se descobrir impedimento algum, em presença do meu Reverendo Coadjutor, que fazia vezes de Pároco, em minha ausência, sendo presentes por testemunhas , o Doutor Ignácio de Sousa Rocha Branco, Provedor da Fazenda Real desta Capitania, e o alferes tenente da Fortaleza, Manuel Pacheco, pessoas conhecidas, e moradores desta dita Freguesia, se casaram em face da Igreja, solenemente, por palavras, Miguel Raposo, viúvo que ficou de sua mulher Maria José, escrivão das Execuções da Fazenda Real, natural da Ilha de São Miguel, com Dona Catherina Cardosa, viúva que ficou do seu marido sargento Alves, filha do alferes tenente Manuel Pacheco, e de sua mulher Dona Maria de Freitas, naturais da Praça do Recife, e por ora moradores desta dita Freguesia, do que mandei faze esse assento, em que me assinei. Manuel Correa Gomes.
Entre os filhos de Miguel Raposo de Mello, encontramos: Antonio Raposo de Mello, que casou em 11 de junho de 1749, na Matriz, na presença do sargento-mor Miguel de Oliveira e Mello, e Miguel Raposo de Mello, com D. Thereza de Jesus de Mello, filha do capitão Francisco Pinto e D. Plácida Rodrigues de Mello; Thereza Antonia de Jesus, que casou em 26 de novembro de 1755, na presença do capitão-mor Pedro de Albuquerque e Mello, e do capitão Manuel de Oliveira Miranda, com o cabo de esquadra Manuel de Araújo, natural de Muribeca, filho de Manuel de Araújo Baracho e Antonia de Freitas, viúvo por falecimento de sua esposa Brizida Ferreira; Valentim Raposo de Mello, casado com Maria do Rosário (Rosaura em alguns registros), filha de Matheus Ferreira da Costa e Maria Luiza do Desterro.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Quem era D. Antonia Maria Soares de Mello?


João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN, sócio do INRG e do IHGRN
O mestre Cascudo, em uma das suas Actas Diurnas, escreveu sobre Francisco Machado de Oliveira Barros o seguinte trecho: para aqui veio já casado com a pernambucana D. Antônia Maria Soares de Melo, e ficou, trabalhando, servindo, até que morreu, viúvo, com 72 anos de idade, a 28 de abril de 1795.
Na verdade, observando alguns documentos que pesquisei, tenho outra versão sobre a vida desse casal que vou reconstituir com base em alguns registros que Câmara Cascudo não teve conhecimento. 
Em 1760, Francisco Machado foi nomeado para o posto de sargento-mor da Cavalaria do Regimento de que era coronel, Francisco da Costa de Vasconcellos, na vaga por falecimento de Cosme Medeiros. Ele tinha servido na praça de Recife por mais de 8 anos. Em 1771 foi nomeado, no mesmo Regimento, para o posto de tenente-coronel. Não sei em que ano foi nomeado  Mestre de Campo. Em 1763, o sargento-mor Francisco Machado de Oliveira Barros era casado, e, ainda, morador em Pernambuco, conforme o batismo de Joachim, filho de André Matheus e Rosa Maria de Oliveira. No ano de 1765, no batizado de Félix, filho do tenente-coronel Félix Barbosa Tinoco e Antônia Maria da Conceição, o sargento-mor Francisco Machado de Oliveira Barros, casado, comparece, como padrinho, na companhia de Dona Antônia Maria Soares de Melo, filha de Dona Eugenia de Oliveira e Melo.
Outro documento dá conta que, em 1766, no batizado de Jerônimo, filho de uma escrava de Josefa Gomes, quem estavam como padrinhos eram Miguel, filho do tenente-coronel Francisco Machado, e Maria Jacinta, filha de Eugenia de Oliveira e Melo. Esses padrinhos deviam ser Miguel Francisco do Rego Barros e Maria Jacinta Pródiga da Costa.
O coronel Paulo Leitão de Almeida encomendou algumas pesquisas sobre o ascendente da família Leitão de Almeida, o professor régio José Leitão de Almeida. Com essas informações escreveu um trabalho onde revela que: Dona Ana de Melo e Albuquerque fez doação para dois sobrinhos, Padre Antônio Caetano do Rego Barros e Francisca Xavier de Vasconcelos, filhos de Francisco Machado. Dona Francisca Xavier foi a segunda esposa de José Leitão de Almeida. A primeira foi Dona Maria Felícia dos Santos.
Nas mesmas pesquisas, Paulo Leitão informa que Dona Ana de Melo e Albuquerque contestou o testamento do seu irmão, Francisco Machado, por nomear, como seu herdeiro, o filho Joaquim José do Rego Barros, acusado por ela de ser filho de punível coito. Ora, a mãe de Joaquim era Dona Antônia Maria Soares de Melo. Por isso, suponho que o Mestre de Campo, iniciou um relacionamento com Dona Antônia, ainda casado com D. Inácia do Carmo, e que Joaquim nasceu desse relacionamento, embora, tempos depois tenha oficializado o casamento, pelo se que observa de registros posteriores.
Quem era essa Dona Antônia Maria Soares de Melo? Qual era a naturalidade dela? Os registros da Igreja revelam que ela era natural da Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação, ao contrário do que imaginava Cascudo, e os indícios nos levam para a hipótese de ser a filha de Dona Eugenia de Oliveira e Melo, citada acima, e do sargento-mor Dioniso da Costa Soares, irmã, portanto, de Anna Maria Soares de Mello, esposa de Gonçalo Soares Raposo da Câmara. O Mestre de Campo Francisco Machado de Oliveira Barros e Dona Antonia Maria Soares de Mello tiveram uma filha de nome Dionísia Soares de Mello, (homenagem ao avô da batizada), que casou com Francisco Antonio Carrilho.
Paulo Leitão de Almeida supõe que quem veio representar José Leitão de Almeida, na questão da doação de bens para sua segunda esposa, Francisca Xavier, foi o filho do dito com Dona Maria Felícia, Agostinho Leitão de Almeida.
Em 1795, ano da morte do Mestre de Campo, os bens em mãos de Joaquim José do Rego Barros foram sequestrados, por decisão judicial. Acredito, porém, que tudo foi resolvido a contento, pois o dito Agostinho Leitão de Almeida casou com Dona Antonia Maria Soares de Mello, filha de Francisco Antonio Carrilho e de Dionísia Soares de Mello, irmã de Joaquim José do Rego Barros, por parte de pai e mãe.
Dona Antonia Maria Soares de Melo faleceu em 1784, com a idade de 41 anos pouco mais ou menos. O óbito do Mestre de Campo, Francisco Machado revela que ele ficou viúvo dela até 1795, ano que faleceu.
É importante salientar que Francisco Machado de Oliveira Barros, Joaquim José do Rego Barros, e Agostinho Leitão de Almeida, três importantes personagens da História do Rio Grande do Norte, foram contemplados por três  Actas Diurnas do Mestre Cascudo, e persistem dúvidas, até hoje, sobre alguns aspectos das suas vidas. 
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P.S. recentemente encontrei esse registro de batismo: José, filho legítimo do capitão Agostinho Leitão de Almeida e de sua mulher Dona Josefa Martins de Macedo,neto por parte paterna de José Leitão de Almeida e de Maria Felícia, e pela materna de Mathias Cabral de Macedo, e Dona Izabel Francisca da Costa, nasceu aos 9 de junho de 1819, batizado pelo Reverendo Manoel Pinto de Castro, de licença minha  aos 7 de dezembro do mesmo ano; foram padrinhos o alferes Manoel Antonio Cabral de Macedo, e Dona Maria de São José Macedo, na capela do Senhor Bom Jesus da Dores. Francisco Lumachi de Melo.