domingo, 20 de fevereiro de 2011

O Cadete José Avelino, o nosso herói da Guerra do Paraguai

Cadete José Avelino, o nosso herói da Guerra do Paraguai (1845-1890)
 
Maria Alice assumiu a direção das Escolas Reunidas Cadete José Avelino, em Afonso Bezerra, com uma disposição muito grande para trabalhar por aquela instituição. Esta semana, dentro daquilo a que ela se propõe, ocorrerá uma programação de homenagem ao Cadete José Avelino, no momento que completa 117 anos de sua morte, que ocorreu em 20 de maio de 1890. José Avelino embarcou, como voluntário, para guerra do Paraguai em nove de maio de 1865. Segundo Aluízio Alves, no livro Angicos, "Classificado no 36º Batalhão de Voluntários, comandado pelo General Osório, tomou parte no combate de Curuzú, a três de setembro de 1866, e na batalha de Curupaití, a 22 do mesmo mês e ano. Nesse último encontro sangrento, recebeu um ferimento no braço, sem gravidade, e outro, mais sério, na perna, que o prostrou, numa depressão do terreno. Dali foi retirado, já quando as forças deixavam o campo, agarrado á coronha do fuzil de um companheiro dedicado." Condecorado, voltou para sua terra e não se escorou na glória que adquiriu. Foi o fundador da feira semanal de Carapebas em 1886. Dedicou-se a política tendo sido eleito para Câmara Municipal de Angicos para o período de 1883 a 1886, assumindo sua Presidência nesse último ano. No Livro das Velhas Figuras, diz Cascudo: "Era com manso orgulho sereno que o mestre-escola da povoação de Carapebas, nos dias solenes, punha ao peito sua medalha de bronze, com a efígie imperial. Naturalmente existem outras reluzentes, de ouro, com fitelhos bonitos, esmalte espelhante. Nenhuma é mais significativa. Nem mesmo o colar da Imperial Ordem da Rosa, que somente o Marquês de Barbacena e o Duque de Caxias possuíram, vence, em valor simbólico, esse disco de bronze que se ostentava, na altura do coração, no Cadete José Avelino Martins Bezerra. É a medalha mandada cunhar pelo decreto de 23 de março de 1868, com nobre dístico: - Recompensa à bravura militar." Conta Cascudo ainda que teve na mão a bala que atravessou o braço, no terço superior. Era de chumbo e pesava 30 gramas. No livro Ensaios, Contos e Crônicas há um artigo de Afonso Bezerra, sobrinho neto do cadete, que diz: "Morando placidamente em terras da família, a mais conceituada no lugar, prestes a desposar D. Claudiana Barbosa com quem se casou ao regressar da guerra, nem o seu sentimentalismo bairrista, nem a sensibilidade de seu coração de noivo, nem ainda o amor de filho obediente detiveram-no, no momento em que centenas de patriotas outros iam hipotecar á pátria magoada o preito de seu acendrado amor e o consolo de seu apoio em todas as ocasiões, e afirmar que aquele mesmo Brasil que, no século XVII, quando ainda não tinha delineada a sua entidade política, já conseguira expulsar de seu território os invasores flamengos, também naqueles dias, guiados pela sabedoria e patriotismo de D. Pedro II, não haveria de curvar-se humilhado ante a ousadia louca de um governo institucional. Lá no âmago da luta, foi sempre um destemido, um patriota, com menos arrodeios, um brasileiro autentico." Durante programação de homenagem ao Cadete, que vai de 15 a 19 de maio, será inaugurado um busto de José Avelino. Haverá, ainda, durante a referida semana, a exibição de dois filmes sobre a Guerra do Paraguai e uma homenagem aos diretores, professores e funcionários que passaram pela Escola.  Parabéns Afonso Bezerra pela homenagem que presta ao seu herói, neste ano do centenário de nascimento do escritor que dá nome a cidade.

2 comentários:

  1. Eu tenho orgulho de falar ,que ele faz parte da minha familia meu bisavo !

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  2. É isso aí Maria. Eu também me orgulho dele. Era irmão do meu bisavô Francisco Avelino da Costa Bezerra. Quando ele terminou o cargo de Intendente de Angicos, o novo intendente foi meu outro bisavô João Felippe da Trindade. A esposa dele citada acima, tinha na verdade o nome de Claudiana Francisca Bezerra em homenagem a avó, que era casada com Antonio Barbosa

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