Por João Felipe da Trindade
domingo, 30 de outubro de 2016
domingo, 16 de outubro de 2016
A ocupação da zona salineira, 1708
Por João Felipe da Trindade
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Pascoal de Freitas de Castro e
Domingos Madeira Diniz são pessoas que aparecem relacionadas e que merecem
destaque nesta publicação.
Entres os filhos de Pascoal de
Freitas e de sua mulher Joana de Almeida, encontramos os seguintes: Agostinho,
batizado aos 11 de maio de 1689, teve como padrinhos Domingos Madeira Diniz e
sua irmã Izabel Ferreira; Maria foi batizada em 7 de dezembro de 1791, em casa, teve como padrinho o cabo de esquadra Francisco Simões; Luzia, foi batizada
aos 28 de outubro de 1695, tendo como padrinhos Manoel da Costa; outra Maria,
batizada aos 21 de novembro de 1697, e foram seus padrinhos João Pereira de
Souza Catunda e Dona Catharina Leitão, esta mulher do capitão-mor Bernardo Vieira de Melo.
Esse Domingos Madeira aparece como
padrinho ao lado de uma filha de nome Joana Ferreira, em 1703.
Posteriormente, vou encontrar um
Pascoal de Freitas, filho de Manoel de Freitas da Costa e de Custódia de
Freitas, falecida, casando, aos 3 de agosto de 1755, na Capela de Nossa Senhora
de Santa Ana, da Aldeia de Mipibu, no tempo em que estava de visita por aqui, o
Frei Juvenal de Santo Albano, com Maelma Ribeiro, filha natural de Lourenço da
Costa, falecido, e Francisca Marinho, na presença do Padre Frei Fidelis de
Pastana, e das testemunhas Antônio Moraes Gandarela, solteiro, e Francisco
Xavier Torres, casado. Esse Manoel de Freitas, viúvo de Custódia, casou em 15
de junho de 1748, com Lourença Camelo, que tinha ficado viúva de Antônio, do
Gentio da Guiné, que era escravo de Domiciano da Gama, sendo ela, a nubente,
escrava do capitão Manoel Alves Bastos.
Pascoal de Freitas da Castro,
em 1709, sendo mestre de capela, requereu e lhe foi concedida terras da testada
da Ilha de Domingos Madeira, pela costa até a barra do Rio das Conchas, com
todas as ilhas entre elas. Alegava, que morava nesta capitania com a mulher e
filhos, servindo a Majestade, Dona Maria I, e que essas ditas terras não foram dadas
a pessoa alguma e nem era povoada.
De outro documento, também extraído
do Projeto Resgate, retiro um trecho: Diz o sargento-mor Gregório de Oliveira e
Melo, morador nesta capitania, que ele suplicante tem e está servindo nela a
Sua Majestade, Que Deus Guarde, há muitos anos, sem até o presente, 1729, nem
por si, nem em vida do defunto seu pai, o capitão Manoel Gonçalves haverem
pedido carta de terras nenhuma (ilégivel) e se tem pedido agora é por se achar a seu cargo
com obrigações de sua mãe, e irmãos a quem alimentar e vestir, e por assim
poder fazer, tem notícias se acha, na Costa das Salinas desta capitania, terras
devolutas que compreende em si sítios de pescarias, como sejam Minhoto, Mangue
Seco, Tubarâozinho, Tubarão, Cacimbas do Madeira, que suponho se em algum tempo
fossem dadas, se acham devolutas, donde ele suplicante quer mandar pescar com
suas redes, no que é de utilidade de Sua Majestade nas rendas dos seus dízimos,
portanto, pede a Vossa Majestade seja servido com se dar-lhe em nome de Sua
Majestade, Que Deus Guarde, por data para ele suplicante, e seus herdeiros
ascendentes e descendentes, três léguas de terra de comprido, pegando no
dito Sítio Minhoto, correndo pela Costa
abaixo até entestar com terras de Pascoal de Freitas de Castro, que pouco mais
ou menos poderão ser as datas três léguas de comprido com uma de largura para o
Sertão.
Da Fazenda Real a informação que os
Sítios Tubarão e Mangue Seco tinham sido dados em 25 de novembro de 1708 a
Belchior de Brito e José de Mendonça, e não constava no cartório se foram
povoadas ou não, estando devolutas e desaproveitadas.
sábado, 17 de setembro de 2016
Nicolau Paes Sarmento e Francisco Godinho Mota
Por João Felipe da Trindade
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Na internet encontramos referências a um militar e religioso de nome
Nicolau Paes Sarmento. Aqui, no Rio Grande do Norte, encontramos tanto em assentamentos
de praça, como em registros religiosos, notícias de um Nicolau Paes Sarmento,
que não sei dizer se tinha alguma relação com o Deão de Pernambuco. Neste nosso trabalho, chamamos a atenção para
o fato de que, muitas vezes, as informações de registro a registro variam,
criando dificuldades de entendimento sobre a veracidade dos assentos encontrados,
tanto com relação aos nomes, como em relação as naturalidades das pessoas. Não vamos
deixar que essas dificuldades nos impeçam de levar adiante nosso intento.
Nicolau Paes Sarmento, filho de José de Almeida Vilanova, natural desta
capitania, de idade de 14 para 15 anos, de estatura espigada, seco de corpo,
cara comprida e cheia, homem branco, cabelo curto, castanho, olhos pardos,
sobrancelhas aparadas, senta praça de soldado por sua vontade, nesta Companhia
do capitão Francisco Ribeiro Garcia, em 7 de janeiro de 1739, por mandado do
senhor governador general de Pernambuco, Duarte Sodré Pereira, e intervenção do
Provedor da Fazenda Real e Vedor da Gente de Guerra, o capitão Domingos da
Silveira, com o vencimento de dois mil e quatrocentos réis por mês, e por ano,
vinte e oito mil e oitocentos réis por ano, a saber: quinze mil trezentos e
sessenta réis em dinheiro, e em farda treze mil quatrocentos e quarenta réis, na forma da ordem de sua
Majestade. Bento Mousinho.
Em seu casamento, cinco anos mais tarde, Nicolau aparece com outro
sobrenome: Aos 17 de dezembro de 1744, na Matriz de Nossa Senhora da
Apresentação, Nicolau José de Almeida, filho legítimo de José de Almeida
Vilanova, falecido, e de sua mulher Maria Josefa Pessoa, casou com Maria do
Espírito Santo, filha do capitão Francisco Godinho Mota e de sua mulher Clara
do Nascimento, dispensados no terceiro grau de consanguinidade, na presença do
alferes Marcos de Oliveira, e do cabo de esquadra Estevão Ribeiro da Silva, da
companhia do capitão Domingos de Araújo.
Desse Francisco, sogro de Nicolau, temos um assentamento de praça: Francisco
Godinho Mota, filho legítimo de José Godinho Mota, natural da Ilha do Faial, de
idade de 34 anos, pouco mais ou menos, de estatura alta, cheio de corpo, cara
comprida e cheia, cor branca, rosado, cabelo castanho, com volta nas pontas,
olhos pardos e grandes, senta praça, nesta Companhia do capitão Francisco Ribeiro
Garcia, de soldado raso, em 28 de dezembro de 1733. Mais adiante, falaremos
mais sobre ele.
Aos 29 de junho de 1764, nascia Clara, mesmo nome da avó materna, filha
de Nicolau José de Almeida e Dona Maria do Espírito Santo, neta por parte paterna
de José de Almeida, natural deste Rio Grande, e de Dona Maria Josefa Vieira,
natural de Pernambuco, e pela materna de Francisco Godinho Silva, natural da
Vila de Faial, e de Dona Clara do Nascimento Xavier, natural desta cidade, tendo
sido batizada aos 15 de julho de dito ano, na Matriz, sendo seus padrinhos o
sargento-mor Francisco Machado de Oliveira Barros, homem casado, e Elena Archângela
de Jesus, filha de Bernardino de Sá.
Nicolau Paes Sarmento, filho de Nicolau Paes Sarmento, natural de Pombal,
e morador nesta Ribeira do Assú, branco, casado, de estatura alta, seco de
corpo, cabelo curto, e ruivo, pouca barba, olhos pardos, sobrancelhas medianas,
com idade de 34 anos, senta praça em revista de 27 de julho de 1789. Deve ter
nascido por volta de 1755.
Antônio José de Freitas, filho legítimo de Nicolau Paes, natural das
Piranhas, pardo, solteiro, e morador na Ribeira do Assú, de estatura ordinária,
cara redonda, boca grande de beiços grossos, olhos fundos, sobrancelhas
pequenas, com a idade de 21 anos, senta praça em Revista de 27 de julho de
1789.
Manoel José, filho legítimo de Nicolau José, desta Freguesia, branco, de
estatura baixa, oficial de ourives, senta praça por mandado do capitão-mor
desta capitania Joaquim Félix de Lima, e intervenção do Vedor de Gente de
Guerra, Doutor Antônio Carneiro de Albuquerque Gondim, em 29 de dezembro de
1763.
Essa mudança no sobrenome de Nicolau, como já visto no casamento dele, se
repete, posteriormente, em outros registros: Maria, filha legítima de José
Antônio de Sá e Mariana Pereira, neta pela parte paterna de Nicolau José de
Almeida e de Maria do Espírito Santo, e pela materna de Gonçalo de Barros e
Antônia (Vieira), nasceu aos 4 de agosto de 1772, e foi batizado na Matriz, aos
12 do mesmo mês e ano, tendo como padrinhos João de Barros Coelho e sua mulher
Luzia Maria do Espírito Santo. Em 16 de agosto de 1770, tinha nascido Ana,
filha de José Antônio e Mariana, que foi batizada aos 27 do mesmo mês e ano,
tendo como padrinhos Manoel José, e sua mãe Maria do Espirito Santo, mulher de
Nicolau José. Nesse último registro, consta que Gonçalo de Barros era natural
da Freguesia de Nossa Senhora do Rosário da Vila de Goiana e sua esposa,
Antônia Vieira, de Goianinha.
Em 1778, na Matriz, Manoel José de Almeida, filho de Nicolau José, e de
sua mulher Maria do Espírito Santo, casou com Thereza Maria do Espírito Santo,
filha de Antônio Ribeiro de Aguiar e de sua mulher Domingas Ramos; Domingos,
filho legítimo de Manoel José de Almeida e Thereza Maria da Conceição, nasceu
aos 29 de março de 1788, e foi batizado na Matriz aos 29 de abril do mesmo ano,
tendo como padrinhos José Bezerra (de Lira) e sua mulher Genoveva (Maria da
Apresentação). Esta Genoveva era filha do tenente José Barbosa Goveia, natural
da Ilha de São Miguel, e Quitéria Thereza de Jesus, natural da Paraíba.
De um registro, já com muitas
falhas, extraímos que Desidéria, filha legítima de Nicolau José de Almeida e
Maria do Espírito Santo, naturais desta Freguesia, neta por parte paterna de
José de Almeida Vilanova, desta, e de Maria Josefa, natural de Pernambuco, e
pela materna de Francisco Godinho, natural da Ilha, foi batizada em 1762, na
Matriz de Nossa Senhora da Apresentação, e teve como padrinhos o capitão José
Pedro de Vasconcelos, casado, e Luzia, filha de Antônia Maria, mulher de Manoel
Gomes de Albuquerque.
Em 15 de agosto de 1769, faleceu Alexandre, filho de Nicolau e Maria do
Espírito Santo, com a idade de 8 anos; Dona Maria do Espírito Santo, mulher de
Nicolau, faleceu em 20 de abril de 1778;
Voltando a família de Francisco Godinho, encontramos em um assentamento
de praça, que: Francisco Xavier do Nascimento (sobrenome da mãe), natural desta
cidade do Natal, capitania do Rio Grande do Norte, moço solteiro, filho
legítimo de Francisco Godinho Mota, de idade que disse ter de 21 anos, pouco
mais ou menos, de estatura baixa, cara comprida, cor morena, cabelo preto e
corredio, com um sinal de ferida no rosto, senta praça na Companhia do capitão
Luiz Bernardes de Morais, de soldado raso, em 24 de setembro de 1739.
Vejamos assentamentos de netos de Francisco Godinho Mota: Antônio José de
Albuquerque, solteiro, filho de Francisco Xavier do Nascimento, natural desta
cidade, de idade de quatorze anos, de baixa estatura, seco de corpo, testa
estreita, rosto redondo, olhos pequenos e pardos, nariz comprido, sem buço e
falta de dentes , cabelo corredio e castanhado, senta praça de soldado
voluntário em 14 de julho de 1781; Bernardo José de Albuquerque, filho legítimo
de Francisco Xavier do Nascimento, natural desta cidade, de idade de 15 anos,
pouco mais ou menos, cor alvaria, de estatura pequena, sem ponta de barba,
testa de cantos redondos, cabelo estirado, rosto algum tanto redondo, seco de
corpo, olhos pardos, sobrancelhas grossas, nariz ordinário, boca grande, e com
todos os dentes, senta praça voluntário em outubro de 1780.
Aos oito de janeiro de 1750, na Matriz de Nossa Senhora da Apresentação, Francisco
Xavier do Nascimento, filho de Francisco Godinho Mota e sua mulher Clara do
Nascimento Xavier, casou com Maximiana Valéria Tibúrcia de Albuquerque, filha
legítima do capitão-mor Caetano de Melo de Albuquerque e de sua mulher Dona
Violante de Sá.
Bernardo, filho legítimo de Francisco Xavier do Nascimento e Dona
Maximiana Valeriana Tibúrcia de Albuquerque, naturais desta Freguesia de Nossa
Senhora da Apresentação, neto por parte paterna de Francisco Godinho Mota,
natural das partes de Portugal, e de sua mulher Clara do Nascimento, natural
desta Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação, e pela materna do capitão-mor
Caetano de Melo de Albuquerque e de sua mulher Dona Violante (Dias) de Sá, natural desta Freguesia, foi batizado aos 28 de agosto de 1763, sendo
padrinhos Nicolau José, casado, e Antônia da Silva, mulher de Simão Rodrigues,
da Vila de São José.
Ana, filha legítima de Francisco Xavier do Nascimento, e de Maximiana de
Albuquerque, natural desta cidade, neta por parte paterna de Francisco Godinho
Mota, natural da Ilha de Faial, e de Clara Xavier do Nascimento, natural desta
Freguesia, e pela materna de Caetano de Albuquerque de Melo, natural desta
cidade, e Dona Violante Dias de Sá, natural de Santo Amaro de Jaboatão, nasceu
aos 24 de março de 1770, e foi batizada com os santos óleos, de licença minha,
nesta Matriz, pelo padre Francisco Manoel Maciel, aos 28 de abril do dito ano,
foram padrinhos Victorino Rodrigues e sua mulher Luiza de Souza. Ana faleceu
cinco anos depois.
Em 20 de dezembro de 1761, foi batizada Thereza, e nesse batismo, o nome
do pai é Francisco Godinho, a mãe Maximiana de Albuquerque e Melo, a avó paterna
é Clara do Sacramento, e avó materna Violante Dias Rodrigues, tendo como
padrinhos Vicente Rodrigues, lá do Curato de Papari, e Antônia do Sacramento,
mulher de Manoel Gomes de Albuquerque. Se não tivermos atentos, registros com
tantas diferenças podem nos confundir.
Tanto Francisco Xavier do Nascimento adotou o sobrenome da mãe, como seus
filhos acima adotaram o sobrenome Albuquerque, da esposa dele. Dona Clara Xavier
do Nascimento, já viúva, faleceu aos 16 de maio de 1771, com a idade de 60 anos
pouco mais ou menos.
Em 5 de maio de 1777, nascia João, filho de Estevão Nicácio de Souza, e Francisca
Xavier, naturais desta cidade, neto por parte paterna de Gonçalo Rodrigues de
Souza, natural do sertão do Jaguaribe, e Ana Rodrigues de Sá, e pela materna de
Francisco Xavier do Nascimento e Maximiana Valéria de Albuquerque e Melo,
natural desta cidade, foram padrinhos Antônio de Carvalho e sua filha Ana Rosa.
sábado, 10 de setembro de 2016
A filha natural de João Rodrigues da Costa Junior, 1844
Por João Felipe da Trindade
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Aos dois de setembro de 1844, lanço neste livro de assentos dos batismos que serve nesta Matriz de São João Batista de Assú, o assento de batismo de Francisca, parda, filha natural de João Rodrigues da Costa Junior com Marcelina, escrava de João Batista da Costa, já lançado em outro livro dos batizados de folha cento e oitenta e nove, com sentido do despacho abaixo declarado e é da maneira seguinte:
Ilustríssimo e Reverendíssimo Senhor - Diz João Rodrigues da Costa Junior, solteiro, morador no lugar de Piató desta Freguesia de São João Batista de Assú, que ele tivera de Marcelina, escrava de seu mano João Batista, uma filha de nome Francisca a qual tomou e tem tido em sua companhia desde de sua tenra idade como sua filha que é, e por que fosse batizada nesta Matriz sem declaração de quem era seu pai, por isso requer a Vossa Senhoria a mande de novo lançar para que em todo tempo haja de constar o de devido = Chama-se Francisca, nascida a 28 de janeiro de 1830, batizada nesta Matriz pelo Padre Joaquim José de Santa Ana; foram seus padrinhos Miguel, escravo do tenente João Rodrigues da Costa e Thereza, escrava de João de Barros de Oliveira, declarando igualmente ser filha natural do suplicante, portanto = Pede ao Reverendo Senhor Vigário Interino da Vara mande lançar o novo assento com a declaração que requer = Sim = Vila da Princesa 2 de setembro de 1844 = Montenegro =
Francisca, parda, filha natural de João Rodrigues da Costa Junior com Marcelina escrava de João Batista da Costa, nascida a 28 de janeiro de 1830, foi batizada a vinte e um de fevereiro do dito ano por mim e lhe conferi os sagrados óleos; foram padrinhos Miguel, escravo do tenente João Rodrigues da Costa e Thereza, escrava de João de Barros de Oliveira, todos deste Assú, e para constar fiz este assento em que me assino, o Padre Joaquim José de Santa Ana = Pároco do Assú = e para constar a todo tempo, fiz este assento em que me assino = Padre Francisco Urbano de Albuquerque, Vigário interino de Assú.
Outros novos batismos foram lançados a pedido dos pais de filhos naturais, que transcrevemos para aqui.
João, filho natural de José Duarte de Azevedo, e Benta Maria, nasceu aos 2 de novembro de 1832, e foi batizada no dia 7 do mesmo mês e ano, pelo Reverendo Joaquim José de Santa Ana, e lhe pôs os santos óleos; foram padrinhos João de Barros de Oliveira e Nossa Senhora da Conceição, e por me ser pedido pelo pai do adulto, por um requerimento, fiz este novo lançamento, que torna sem nenhum, efeito outro qualquer que apareça, e para clareza me assino. José Ferreira Nobre Formiga, Vigário do Assú.
Josefa, filha natural de João Maurício Pimentel, e Ana Monteiro, nasceu aos 17 de setembro de 1809, e foi batizada nesta Matriz pelo Reverendo Vigário Antonio de Souza Monteiro, a dez de novembro do mesmo ano, e lhe pôs os santos óleos, foram padrinhos Alexandre de Souza Castro, casado, e Aldonsa Maria, solteira, e por me ser pedido a requerimento do mencionado João Maurício Pimentel, fiz este novo lançamento que torna sem nenhum efeito outro qualquer lançamento que aparecer possa, e para constar mandei fazer este assento em que me assinei. José Ferreira Nobre Formiga, Vigário do Assú.
Outros novos batismos foram lançados a pedido dos pais de filhos naturais, que transcrevemos para aqui.
João, filho natural de José Duarte de Azevedo, e Benta Maria, nasceu aos 2 de novembro de 1832, e foi batizada no dia 7 do mesmo mês e ano, pelo Reverendo Joaquim José de Santa Ana, e lhe pôs os santos óleos; foram padrinhos João de Barros de Oliveira e Nossa Senhora da Conceição, e por me ser pedido pelo pai do adulto, por um requerimento, fiz este novo lançamento, que torna sem nenhum, efeito outro qualquer que apareça, e para clareza me assino. José Ferreira Nobre Formiga, Vigário do Assú.
Josefa, filha natural de João Maurício Pimentel, e Ana Monteiro, nasceu aos 17 de setembro de 1809, e foi batizada nesta Matriz pelo Reverendo Vigário Antonio de Souza Monteiro, a dez de novembro do mesmo ano, e lhe pôs os santos óleos, foram padrinhos Alexandre de Souza Castro, casado, e Aldonsa Maria, solteira, e por me ser pedido a requerimento do mencionado João Maurício Pimentel, fiz este novo lançamento que torna sem nenhum efeito outro qualquer lançamento que aparecer possa, e para constar mandei fazer este assento em que me assinei. José Ferreira Nobre Formiga, Vigário do Assú.
sexta-feira, 9 de setembro de 2016
Francisco da Costa Teixeira e Elena da Paixão
Por João Felipe da Trindade
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Esse registro tem uma caligrafia mais fácil de ler.
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Esse registro tem uma caligrafia mais fácil de ler.
quinta-feira, 11 de agosto de 2016
Os descendentes de Domingos José Martins, o Dominguinhos
Por João Felipe da Trindade
A relação entre minha trisavó
Josefina Maria Ferreira e o português Bento José da Costa, morador em
Pernambuco, me levou ao estudo da Revolução de 1817, chefiada pelo capixaba
Domingos José Martins, pois este casou nesse mesmo ano com Maria Theodora, uma
das filhas de Bento.
Com as informações postadas em
blog sobre esses meus estudos, fui procurado via internet, por Heloísa Moura
Figueiredo, Emiliana Vieira e Creusmar Pereira de Almeida, pessoas que
descendiam de Domingos José Martins. Eles tinham algumas informações que talvez
pudessem nos levar aos elos que os ligavam até Domingos José Martins, embora
tais informações divergissem de um descendente para outro. Pesquisando mais a
fundo, descobri que antes de se casar com Maria Theodora, em 1817, ele tinha
tido um filho natural, lá em Salvador, pois foi encontrado pelo escritor Cândido Costa, um retrato pintado a óleo de Domingos na casa 37 à Rua dos
Marchantes, onde morava Dona Leocádia Angélica Martins Barbosa, neta bastarda
do mártir capixaba.
Tentei de todas as formas
encontrar, na internet ou em livros, informações sobre esse filho bastardo, que tinha o mesmo nome do pai.
Descobri depois de certo tempo que existia um inventário no Arquivo Público da
Bahia. Pedi a amigos da Bahia para procurar esse bendito inventário, mas sem
sucesso. Escrevi para o Arquivo, sem sucesso, também. Mas, por fim, a
pesquisadora Nísia Oliveira, que se encontrava em Salvador, me questionou seu
tinha interesse em alguma informação genealógica nessa cidade. Informei desse
inventário, que ela, prontamente, foi atrás e me enviou as fotos que ela mesma
tirou lá no arquivo. Tentei ler de início, mas não era de leitura fácil e, por
isso adiei minha pesquisa em cima desse inventário.
Agora, resolvi encará-lo e, por
isso, extrai algumas informações preliminares do seu testamento que informo
aqui. Tal testamento, que faz parte do inventário, foi feito em 10 de dezembro
de 1845, no Rio de Janeiro, na casa de morada de Domingos José Martins, na
Travessa da Barreira. Foi aberto em cinco de abril de 1864, após a morte dele
na Costa da África.
Escreveu Domingos José Martins, o
bastardo, também conhecido como Dominguinhos, que era filho natural de Domingos
José Martins, já falecido, e de Francisca Romana Pinto, que ainda vivia, e que
foi batizado na Freguesia da Sé da Cidade da Bahia, onde teve seu nascimento.
Escreveu mais, que nunca foi
casado, mas nem por isso deixava, por suas fragilidades, de ter descendência
natural, porquanto, achando-se na Costa da África, teve cópula carnal com
algumas mulheres de quem teve os seguintes filhos: Maria, Leocádia, Rafael,
Adelaide, Angelina e Marcelina, os quais todos são seus filhos e como tais os
reconheceu pelo modo mais solene.
Disse, ainda que os ditos seus
filhos achavam-se de presente na cidade da Bahia, entregues aos cuidados de
amigos: Maria, Leocádia, Adelaide e Angelina, em poder de José Bento Alves;
Rafael, em poder de Joaquim Pereira de Marinho; e Marcelina em poder de Manoel
da Paixão Ferreira.
Segundo Domingos, seus filhos foram todos batizados na cidade da Bahia,
na Freguesia de Santo Antônio de Além do Carmo, tendo como padrinhos: Joaquim
José de Brito Lima, de Maria, nascida a 20 de novembro de 1840, e de Leonarda,
nascida em 30 do mesmo mês e ano, e José Joaquim Gomes Guimarães, de Rafael,
nascido aos 24 de outubro de 1841, de Adelaide, nascida três meses depois deste,
de Angelina, nascida em 12 de abril de 1842, e de Marcelina, nascida a 25 do
mesmo mês e ano.
Destacou que as duas últimas filhas nasceram na Bahia, enquanto outros
filhos nasceram na África, e todos esses filhos tiveram como madrinha Nossa
Senhora, o que melhor constará dos respectivos assentos de batismo
Instituiu todos esses ditos filhos como seus herdeiros como se tivessem
sido filhos legítimos de matrimônio, e nomeou como tutor deles, em primeiro
lugar Joaquim José Pereira Marinho, em segundo, Joaquim Alves da Cruz Rios, e
em terceiro Francisco José Godinho.
Foram nomeados testamenteiros esses mesmos tutores, nessa mesma ordem.
No inventário os nomes completos que aparecem dos filhos eram: Maria Augusta
Martins, Leocádia Angélica Martins, Adelaide Constância Martins, Ângela Josepha
Olympia Martins, Marcelina Joana Martins. A única divergência do testamento era
que uma as filhas era Ângela e não Angelina.
| Filhas de Domingos José Martins |
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