domingo, 5 de junho de 2016

Os Chaves Melo dos Açores e do Brasil


De José Elson  Carvalho de Araújo recebo para divulgação, neste blog, informações sobre seu livro, cuja capa foi aqui anexada:

Prezado professor Felipe,
Participo que publiquei recentemente um livro sobre a genealogia dos “Leite de Chaves e Melo”, que acredito ser de seu interesse.
O livro é dividido em duas partes. A primeira trata dessa família nos Açores, desde seu surgimento, onde são apresentados seus primeiros membros até o aparecimento daqueles que migraria para o Rio Grande do Norte, onde podemos encontrar informações surpreendentes sobre sua gênese.
Na segunda parte o livro trata dos Leite Chaves Melo no Brasil, desde a chegada no Rio Grande do Norte, a migração para o Ceará e posteriormente para o Amazonas.
Se digno for, V. Sa. Poderá divulgar em seu blog, para que seja dado conhecimento a todos os descendentes da família em pauta.

Atenciosamente,

José Elson Carvalho de Araújo.




Os Chaves Melo dos Açores e do Brasil

Apresentação


       A curiosidade do autor acerca dessa família surgiu quando conheceu o Tratado Genealógico da Família Feitosa, e ao constatar sua descendência através do patriarca Antonio Leite de Chaves e Melo, que habitou a antiga povoação de Vertentes, hoje Iapi, no município de Independência. Deparou-se, depois, com alguns trabalhos do genealogista e magistrado Carlos Feitosa, que muito o auxiliaram no entendimento da família Leite de Chaves e Melo do Ceará.

       Na primeira parte deste livro o autor procura sintetizar, de forma didática, o surgimento dos primeiros Chaves e Melo no arquipélago dos Açores, notadamente na Ilha de São Miguel, procurando mostrar o panorama geográfico e humano reinante naquela época.
       Na segunda parte o autor lança mão de todas as informações que conseguiu reunir acerca dessa família no Brasil, com ênfase naqueles que habitaram o Ceará.
       O Autor ao concentrar seus estudos no berço formador da família Chaves e Melo, ou seja, na ilha de São Miguel dos Açores, seus horizontes genealógicos se expandiram além de suas expectativas, com o surgimento de dezenas de ancestrais, alguns procedentes de outros países.
       Diante desse farto ‘manancial genealógico’ onde mergulhou, deixou temporariamente de lado as pesquisas que fazia sobre famílias cearenses, e passou a priorizar essa frente fascinante que surgiu em seu horizonte.
       Encontrou informações surpreendentes, como por exemplo, a sua descendência de bandeirantes paulistas. Imaginem a surpresa do autor ao encontrar como seus ancestrais: Manoel de Borba Gato (9º avô); Fernão Dias Paes Leme (10º avô); e Pascoal Leite Furtado (12º avô), todos, bandeirantes renomados que figuram na história do Brasil.
       Rebuscando mais, além dos Açores, e retornando ao Brasil que nascia, foi encontrar nada menos que o Cacique Tibiriçá (15º avô), um dos fundadores de São Paulo.
       Continuando a genealogia açoriana em sua gênese, o autor encontrou seu primeiro ancestral extra-lusitano, na pessoa do holandês Joss van Hurter (14º avô), primeiro donatário da ilha do Faial.
       No Brasil quinhentista encontrou, ainda, Geraldo Betting (12º avô), um dos primeiros e raros alemães que contribuíram para os troncos de famílias paulistanas.
      Após reunir e consolidar as informações que compõe a primeira parte deste livro, o autor mergulha propriamente no estudo dos Leite de Chaves Melo do Brasil, família que advém de tudo que foi explanado, tendo como principal elo de ligação, a figura de Alexandre José Leite de Chaves e Melo, que chegou ao Brasil em 1785, tendo participado de importantes acontecimentos de nossa história.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Os batismos do Dr. Amaro Cavalcante e do Padre João Maria





Por João Felipe da Trindade

Pela internet, se percebe que algumas pessoas confundem dois Amaros, um pernambucano, Amaro Carneiro, e outro norte-rio-grandense, Amaro Cavalcante. O nosso é natural de Jardim de Piranhas, como seu, irmão, também famoso, o Padre João Maria, um santo em vida.

Hoje, transcrevo para cá, os batismos dos irmãos célebres, lá de Jardim de Piranhas. Seus batismos foram extraídos dos registros digitalizados dos mórmons, e pertencem a Freguesia de Caicó.

João, filho legítimo de Amaro Soares de Brito, e de Ana de Barros, naturais e moradores, nesta Freguesia, nasceu aos 23 de junho e foi batizado com os santos óleos, aos 14 de julho de 1848, na Capela de Jardim, filial desta Matriz, pelo Padre Domingos Pereira de Oliveira, de minha licença, foram padrinhos Antônio de Barros Cavalcante Junior e Felicidade Francisca, solteiros, do que para constar mandei fazer este assento que assino, Manoel José Fernandes

Amaro, filho legítimo de Amaro Soares de Brito, e de Ana de Barros Cavalcante, naturais e moradores desta Freguesia, nasceu aos 15 de agosto de 1849, e foi batizado, nesta Matriz, com os santos óleos, aos vinte e cinco de outubro do mesmo ano, pelo Reverendo Coadjutor Francisco Justino Pereira de Brito, de minha licença. Foram padrinhos o Padre Domingos Pereira de Oliveira e Alexandrina de Barros Cavalcante, casada, moradores nesta Freguesia; de que para constar mandei fazer este assento em que assino. Cônego Vigário Manoel José Fernandes.
Algumas considerações a partir desses batismos. Em primeiro lugar, nesses dois registros não comparece, no nome do pai, o sobrenome Cavalcante, que me parece vem, unicamente, da mãe. Em segundo lugar, esse padrinho de Amaro, que era solteiro, nesse batismo, pode ser, pelo sobrenome, irmão de Dona Ana de Barros Cavalcante, e, por isso, talvez o pai dela se chamasse Antônio Barros Cavalcante.

Talvez, o sobrenome Cavalcante, tenha se repetido, no nome do pai do Padre João Maria e de Amaro Cavalcante, a partir do óbito dele ocorrido em Natal, como segue.

Aos 21 de outubro de 1891, nesta cidade, faleceu e foi sepultado no Cemitério Público, Amaro Soares Cavalcante de Brito, natural do Seridó, morador nesta mesma cidade, viúvo, na idade de 75 anos, recebendo os sacramentos da Santa Unção, e sendo encomendado. Do que mandei fazer este assento. João Maria Cavalcante de Brito.



P. S. 
Com a informação sobre a idade de Amaro, pai do Padre João Maria, fomos procurar seu batismo. Recuando no tempo, encontramos, inicialmente,  o seguinte registro:
 Joana, filha legítima de Antonio de Barros Cavalcante, e de Luciana Maria, naturais e moradores nesta Freguesia do Seridó, nasceu a quatorze de fevereiro de mil oitocentos e quinze, e foi batizada na Capela de Jardim, a vinte e seis do mesmo mês, pelo Padre José Moreira da Silva, de minha licença, que lhe pôs os santos óleos, sendo padrinhos Francisco de Resende de Carvalho e Paula Maria, solteira. do que para constar fiz este assento. Francisco de Brito Guerra.
Esse registro acima me animou, por dois motivos: primeiro, o pai de Joana era o mesmo pai do padrinho do Padre João Maria. Segundo, por que Monsenhor Severino, quando escreveu sobre o Padre João Maria, citou como avó dele, Dona Luciana.  Fomos, pois, adiante, em busca do registro de batismo do pai do nosso padre.
Mais adiante, encontramos, o seguinte registro: Amaro, filho legítimo de Antônio de Barros, e de Luciana Maria, naturais e moradores neta Freguesia, nasceu em setembro de 1817,  e foi batizado a nove de outubro do mesmo ano, na Capela de Jardim de Piranhas, pelo padre José Moreira, de minha licença, foram padrinhos José Maria de Mello, casado, e Dona Joana Baptista, viúva, do que para constar, fiz este assento, em que assino. O vigário Francisco de Brito Guerra.
Assim, diferentemente do que supunha, Antonio de Barros era avô paterno do Padre João Maria, e, tinha Cavalcante no sobrenome. Portanto, o pai do Padre devia ser parente da mãe dele.






domingo, 29 de maio de 2016

O português Antônio Martins dos Santos, lá em Angicos




Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com




Nestor dos Santos Lima, quando escreveu sobre Antônio Lopes Viegas e João Barbosa da Costa, no seu trabalho sobre o Munícipio de Angicos, disse que as famílias desses dois unidas constituíram o povo dessa localidade e, disse mais, que do Recife, vieram para Angicos três homens de boas famílias, um brasileiro e dois portugueses. Não especificou quem eram esses três homens.

Uma coisa é certa, Felipa Maria Duarte, uma das filhas de Antônio Lopes Viegas, foi casada com o português Antônio Martins dos Santos.

Por um assentamento de praça, lá do Assú, encontramos que Antônio Martins dos Santos, filho de Miguel Martins dos Santos, natural da Freguesia de Santa Eulália de Balazar, em Portugal, branco, casado e morador nesta Ribeira do Assú, de estatura alta, seco de corpo, cor amarela, cabelo corredio e preto, nariz grande, olhos fundos, de idade de vinte e três, anos assenta praça em revista de vinte e sete de julho de 1789.

Na margem há ainda o seguinte registro: Passou a cabo de esquadra desta Companhia. Outra observação é que nessa data Antônio Martins dos Santos já era casado.

Um amigo genealogista foi mais atrás nas suas pesquisas e me passou mais detalhes dos ascendentes desse meu ancestral. Na árvore genealógica desenhada em Carapebas, no Armazém de Jacob Avelino, minha tetravó, Joaquina Maria do Rosário, aparece como filha de Antônio Martins dos Santos e de uma filha de Antônio Lopes Viegas, que lá parece ser Mariana. Entretanto, nos registros da Igreja, a filha de Antônio Lopes Viegas, que era casada com Antônio Martins dos Santos, era Felippa Maria Duarte. Mas, vamos aos ascendentes do português.

Comecemos pelo seu batismo: Antônio, filho legítimo de Miguel Martins dos Santos, e de sua mulher Maria da Silva, da Aldeia de Louzadelo, desta Freguesia de Santa Eulália de Balazar, neto pela parte paterna de Antônio Martins e de sua mulher Lucrécia Domingues, da Aldeia de Casal, e ela natural da Freguesia de São Félix de Gondifelos, do lugar de Peniche, e pela materna , neto de Custódio Gonçalves, e de sua mulher Maria Domingues, da Aldeia de Louzadelo, desta mesma Freguesia de Santa Eulália de Balazar, nasceu aos treze dias do mês de fevereiro do ano de mil setecentos e sessenta e cinco, e foi batizado, por mim, Antônio da Silva e Sousa, Reitor desta mesma Igreja, aos quatorze dias do mesmo mês e ano. Foram padrinhos Joseph, solteiro, filho de Gregório da Costa, de Louzadelo, e Maria, solteira, filha de Manoel André, da Aldeia do Casal, e lhe pus os santos óleos, estando por testemunhas Antônio Martins, Manoel André, ambos do Casal, e José, solteiro, seu padrinho, todos desta mesma Freguesia, e para mim por ser verdade, fiz este termo que assinei era ut supra. Reitor Antônio da Silva e Sousa.

Quanto aos pais de Antônio Martins, temos que Miguel Martins, nasceu aos 5 de dezembro de 1725, e foi batizado aos 9 do mesmo mês e ano; casou com Maria Domingues da Silva, aos 5 de maio de 1749, em Portugal.

O avô paterno, Antônio Martins, foi batizado aos 11 de fevereiro de 1696, e sua primeira esposa, Dona Lucrécia Domingues, que nasceu aos 26 de janeiro de 1696, foi batizada aos 6 de fevereiro desse mesmo anos, em São Félix de Gondifelos, da Vila Nova de Famalicão. Eles casaram aos 27 de novembro de 1724, em Portugal.

O avô materno Custódio Gonçalves foi batizado aos 25 de março de 1703, e casou com Maria Domingues, aos 2 de novembro de 1727, em Portugal.

Os bisavôs paternos, Antônio Martins e Maria Francisca (pais de Antônio Martins), casaram no dia 27 de janeiro de 1676, em Portugal; os outros bisavôs, Antônio Martins e Maria Domingues (pais de Lucrécia Domingues), casaram em 1 de setembro de 1674, em Portugal.
Custódio Francisco e Maria Domingues (pais de Custódio Gonçalves), casaram aos 24 de julho de 1701, em Portugal; Antônio João e Ana Domingues, pais de Maria Domingues, casaram aos 5 de novembro de 1684.

Os Trisavós paternos, Antônio Martins e Maria Antônia (pais de Antônio Martins), casaram aos 13 de agosto de 1635, em Portugal; Francisca Correia e Maria Gonçalves (pais de Maria Francisca); Manoel Francisco e Domingas Martins (pais de Antônio Martins) casaram aos 29 de dezembro de 1645, em Portugal; João Domingues e Maria Francisca (pais e Maria Francisca).

Os trisavôs maternos Domingos Francisco e Domingas Manoel (eram os pais de Custódio Francisco); Manoel Domingues e Maria Francisca (pais de Maria Domingues) casaram aos 27 de fevereiro de 1667, em Portugal; Manoel Gonçalves e Catarina João (eram pais de Antônio João); João Domingues e Domingas Gonçalves (pais de Ana Domingues) casaram em 9 de janeiro de 1659, em Portugal.

Tetravô paterno Martim Fernandes (era pai de Antônio Martins); Antônio João e Catharina Gonçalves (pais de Maria Antônia); Francisco Antônio e Domingas Lopes (pais de Manoel Francisco) casaram em 1 de novembro de 1619, em Portugal; Domingos Martins e Maria Fernandes (pais de Domingos Martins).

Tetravô materno João Domingues (pai de João Domingues); Pedro Martins (pai de Domingas Gonçalves).

Pentavós paternos Antônio Pires e Maria Gonçalves (pais de Francisco Antônio); Domingos Pires e Maria Lopes (pais de Domingas Lopes).

Igreja Paroquial de Santa Eulália de Balasar. Foto de Vitot