domingo, 26 de junho de 2016

Cortez Pereira e a dúvida de Celso da Silveira





Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com

Fui ao Solar João Galvão em busca do acervo, ali deixado, do escritor Manoel Rodrigues de Melo. Meu interesse maior era encontrar maiores informações sobre Macau. No meio da documentação encontrei uma carta de Celso da Silveira, datada de 21 de junho de 1974, com subsídios para a ascendência de Cortez Pereira, no ramo dos Silveira Borges. 

“Professor Manoel Rodrigues
Num caderno de notas de papai encontrei esta referência à filiação de João Celso da Silveira Borges, meu avô, que não corresponde ao registro de casamento do seu pai, Manoel da Silveira Borges. 

A diferença está em que nas notas de papai o Manoel casou com Maria Deolinda e no registro da Paróquia de Santana do Matos, com Maria Genérica Francelina. O velho Manoel casou com esta em 1840, e meu avô, seu filho, nasceu em 1844, daí surgindo um equívoco se ele era filho de Manoel com Maria Deolinda ou de Manoel com Maria Genérica. Acho que a localização do registro ou do batistério de João Celso da Silveira Borges poderá dissipar a dúvida e vou procurar.

Aí tem o senhor mais essa ascendência de Vivaldo Pereira, pois o velho Manoel era filho de Joaquim da Silveira Borges e Ana Joaquina da Trindade. Manoel, como me foi dado saber, foi o bisavô de Cortez Pereira. Joaquim, portanto, era seu tetravô. ” 

Não sei se Celso conseguiu dirimir sua dúvida, mas este artigo vai esclarecer, a partir de documentos da Igreja, a verdadeira filiação de João Celso, como a ascendência de Cortez Pereira, no ramo dos Silveira Borges.

Vamos fazer nossa exposição de trás para frente, começando com o batismo de José de Araújo Cortez Pereira e, depois, o casamento dos seus pais: a 11 de novembro de 1924, nesta Matriz, batizei solenemente a José, nascido a 17 de outubro deste ano nesta cidade, filho legítimo de Vivaldo Pereira de Araújo e Olindina Pereira Cortez, sendo padrinhos Manoel Pereira de Araújo e Ananilia Silveira de Araújo; a 6 de fevereiro de 1907, nesta Matriz, perante as testemunhas José Christino e Elias Enoque Pereira de Araújo, assisti ao matrimonial de Vivaldo Pereira de Araújo e Olindina Dantas Cortez, meus paroquianos. O Vigário Francisco Coelho de Albuquerque não informou o nome dos pais dos nubentes.

Os pais de Vivaldo Pereira de Araújo (2º do nome) eram Vivaldo Pereira de Araújo e Maria Quitéria da Silva. Eles casaram no Sítio Conceição, aos 27 de novembro de 1883, sendo filhos legítimos, ele, de Thomaz de Araújo Pereira Junior e Rita Regina de Miranda, e ela, de Manoel da Silveira Borges e Maria Quitéria Barbalho Bezerra. Essa Maria Quitéria casou com Manoel da Silveira Borges, após este ficar viúvo de Maria Genérica Francelina, esta, filha de Luiz da Rocha Pita e Leonarda Maria da Apresentação. 

Manoel da Silveira Borges tinha casado com Maria Genérica, realmente, em 1 de março de 1840. Ele, filho legítimo de Joaquim da Silveira Borges e Ana Joaquina da Trindade e, ela, de Luiz da Rocha Pita e Leonarda Maria da Apresentação. Houve dispensa de impedimento de consanguinidade.

Dois registros de batismos, relativos a Manoel da Silveira Borges, chamam nossa atenção, tanto que transcrevemos para cá.

O primeiro está inserido nos registros de batismo de Santana do Matos, do ano de 1839, um pouco antes do casamento de Manoel: Maria, branca, filha natural de Izabel Francisca de Sousa, branca, viúva, e de Manoel da Silveira Borges, branco, solteiro, naturais e moradores nesta Freguesia, nasceu aos dezesseis de julho de 1828, e foi batizada solenemente com os santos óleos, aos 28 do dito mês e ano, na Fazenda Conceição, desta Freguesia, por mim, o qual disse em minha presença que reconhecia  a dita párvula, por sua filha, e me pediu fizesse essa mesma declaração para a todo tempo constar e, para certeza do referido, assinou comigo; foram padrinhos Antônio da Silva Carvalho e sua mulher Maria da Silva Velosa (irmã de Manoel) – do que para constar mandei fazer este assento e por verdade assinei. Manoel da Silveira Borges, Vigário João Theotônio de Sousa e Silva.

Não encontrei notícia posterior dessa filha natural de Manoel da Silveira Borges, nem o destino da viúva Izabel.

O segundo batismo está inserido nos registros de batismo 1840, final de fevereiro e começo de março, após, possivelmente, o casamento de Manoel e Maria Genérica: Thereza, branca, filha legítima de Manoel da Silveira Borges, e de sua mulher Maria Francelina Genérica, naturais e moradores nesta Freguesia, nasceu aos 15 de janeiro de 1839, e foi batizada  com os santos óleos, nesta Matriz, aos 4 de fevereiro de 1840, por mim, foram padrinhos Joaquim da Silveira Borges, casado, e Ana Joaquina da Trindade Junior, solteira. João Theotônio de Sousa e Silva.

Como Manoel da Silveira Borges faleceu aos 17 de janeiro de 1876, com a idade de 64 anos, 1 mês e 9 dias, de ferida cancerosa no rosto, deixando viúva Dona Maria Quitéria Barbalho Bezerra, essa sua filha natural, Maria, nasceu quando ele tinha, aproximadamente, 16 anos. A segunda proeza fez quando tinha 27 anos.

Não encontrei nenhuma informação sobre Maria Diolinda,  mas, o casamento de João Celso da Silveira Borges, onde consta o nome de sua mãe, resolvendo, portanto, a dúvida de Celso: Aos vinte e cinco de novembro de 1862, pelas noves horas da noite, no Sítio Pocinhos desta Freguesia, o Reverendo Elias Barbalho Bezerra, de licença do Reverendíssimo Vigário, uniu  em matrimônio, e deu as bênçãos aos contraentes João Celso da Silveira Borges, e Juvina Serina Barbalho Bezerra, paroquianos desta Freguesia, ele, filho legítimo de Manoel da Silveira Borges, e de Maria Genérica Francelina, já falecida, e ela, filha legítima de Antônio Barbalho Bezerra e de Ignácia Francisca Bezerra, foram testemunhas  o Padre Antônio Barbalho Bezerra Tote, e Juventino da Silveira Borges, solteiro; do que para constar fiz este assento em que me assino. Antônio Germano Barbalho Bezerra Tote, Coadjutor Pró Pároco.

domingo, 12 de junho de 2016

Ascendentes de Frei Miguelinho

Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com

No próximo ano de 2017, nesta mesma data de hoje, 12 de junho, completará 200 anos que nosso frei Miguelinho foi arcabuzado em Salvador, por conta de sua participação na Revolução de 1817.

Para homenageá-lo, traga para cá algumas informações genealógicas que me foram passadas por um amigo genealogista.

          Prof. João Felipe, veja um resumo genealógico de Frei Miguelinho,

          SINOPSE GENEALÓGICA DE MIGUEL JOAQUIM DE ALMEIDA CASTRO, O FREI MIGUELINHO:


          1-  FREI MIGUELINHO: NASCEU EM 17 DE NOVEMBRO DE 1768 E FALECIDO EM 12 DE JUNHO DE 1817 COM 48 ANOS DE IDADE.

 " MIGUEL filho legitimo do Capitão Manoel Pinto de Crasto natural de Sam Veríssimo de Valbon Bispado do Porto e de Francisca Antonia Teixeira natural desta cidade, neto paterno de Francisco Pinto de Crasto e de Izabel Pinto de Almeida, naturais de Sam Veríssimo de Valbon Bispado do Porto, e pelo materno do capitão Francisco Pinheiro Teixeira e de Bonifácia Antonia de Mello, naturais desta Freguesia, nasceu aos dezessete de novembro deste presente ano de mil setecentos e sessenta e oito; e foi batizado com os Santos Óleos, nesta Matriz, de licença minha, pelo Reverendo Coadjutor Bonifácio da Rocha Vieira, aos três de dezembro do dito ano. Foram seus padrinhos Francisco Pinheiro Teixeira por procuração do capitão-mor Manoel Dias Palheiros, Dona Angélica Maria e Maria Teixeira; do que mandei, por impedimento meu, lançar este assento em que por verdade me assinei.
             Pantaleão da Costa Araújo, Vigário do Rio Grande."


          2-  PAIS DE FREI MIGUELINHO:
        
          MANOEL PINTO DE CASTRO,  nasceu em 1728, batizado em 15 de fevereiro de 1628 e falecido aos 06 de outubro de 1799, com 71 anos de idade, no Estado do Rio Grande do Norte, e FRANCISCA ANTÔNIA TEIXEIRA, nascida por volta de 1749, casados em 20 de janeiro de 1764.

          MANOEL PINTO DE CASTRO:

          " Aos quinze de fevereiro de mil setecentos e vinte e oito, nesta Igreja de Valbon, o Padre Cura José Rodrigues batizou a MANOEL, filho de Francisco Pinto e de Izabel Pinto de Almeida, do lugar da aldeia desta Freguesia;  foram padrinhos Joze, solteiro, e Roza,  solteira,  e por verdade  fiz o dito assento

                                          O Abte Francisco Ferreira da Silva. "


          MANOEL PINTO DE CASTRO E FRANCISCA ANTÔNIA TEIXEIRA:

  "Aos vinte e quatro de janeiro de mil setecentos e sessenta e quatro, nesta Matriz de Nossa Senhora da Apresentação da Cidade do Rio Grande do Norte, dispensados os nubentes nos banhos, pelo muito Reverendo Senhor Doutor Visitador Manoel Garcia Velho do Amaral, para se casarem depois como consta do despacho que fica em meu poder, com os mais documentos, que tudo ficam em meu poder para os ajuntar aos meus depois de corridos os banhos de vez, não se descobrindo impedimento algum até a hora de seu recebimento, em presença do Muito Reverendo Senhor Doutor Visitador Manoel Garcia Velho do Amaral, e sendo presente por testemunhas, que abaixo assinaram o capitão-mor desta Capitania, Joaquim Felis de Lima, homem casado, e Doutor Provedor da Fazenda Real desta dita Capitania, Manoel Teixeira de Moraes, homem casado, pessoas de mim reconhecidas, fregueses e moradores desta freguesia, se casaram em face da Igreja MANOEL PINTO DE CRASTO, natural da Freguesia de Sam Veríssimo de Valbon, Bispado do Porto, filho legítimo de Francisco Pinto de Crasto e de Isabel Pinto de Almeida, e FRANCISCA ANTONIA TEIXEIRA, natural desta Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação, filha legitima do tenente Francisco Pinheiro Teixeira, e de Bonifácia Antonia de Mello, fregueses, e moradores desta freguesia, e lhes deu as Santas Bênçãos conforme os ritos, e cerimônias da Igreja; de que logo fiz este assento, em que por verdade me assino.
     Miguel Pinheiro Teixeira, Pro vigário do Rio Grande.
      Joaquim Felis de Lima  Manoel Teixeira de Moraes."

  
          3- AVÓS PATERNOS DE FREI MIGUELINHO:


          FRANCISCO PINTO DE CASTRO, nascido em 29 de julho de 1695, e ISABEL PINTO DE ALMEIDA, nascida aos 21 de novembro de 1695, casados em 26 de novembro de 1718, pais de Manoel Pinto de Castro.
      
          “ FRANCISCO, filho de Manoel Pinto, e de sua mulher Elena de Crasto, moradores na Aldeia da Rothea, desta freguesia de São Veríssimo de Valbom, nasceu aos vinte e nove dias do mês de julho de mil e seiscentos e noventa e cinco anos, e  foi batizado nesta Paroquial Igreja de seus pais aos vinte dias do dito mês e ano por mim o Padre Hieronymo Luis Sol Abbde desta dita igreja. foram padrinhos Manoel Pinto e sua mulher Maria Thomé moradores em Pinheiro de quem é desta freguesia, e por verdade fiz este assento, que com as testemunhas abaixo assinei.
                                                           O Padre Hieronymo Luis Sol.
          Roq. Da Maya                                       Manoel Vicita. “ 


           “ IZABEL, filha de Manoel Pinto de Almeida, e de sua mulher Izabel Luis, moradores em Pinheiro da Lem desta freguesia de Sao Veríssimo de Valbom nasceu aos vinte e um dias do mês de novembro de mil e seiscentos noventa e cinco anos foi batizada na Igreja Paroquial dos seus pais aos vinte e três dias do dito mês de novembro, por mim o Padre Hieronymo Luis Sol Abbde desta igreja. foram padrinhos João Thomé de Pinhreiro  de quem é desta freguesia e sua filha Izabel, solteira, que por verdade fiz este assento, que com as testemunhas abaixo assinei
                                                               O Pe. Hieronymo Luis Sol.
         Jzé Seb.ªm                                              Luis Álvaro “


         " Aos seis dias de novembro de mil setecemtos e dezoito anos, nesta Igreja de Valbom, se receberam por palavras de presente, na Forma do Sagrado Concilio Tridentino. e fonte deste Bispado, FRANCISCO PINTO DE CRASTO, filho legitimo de Manoel Pinto de Crasto e de sua mulher Elena de Crasto da Aldeia da Rosea, com IZABEL PINTO DE ALMEIDA, filha legítima de Manuel Pinto de Almeida e de sua mulher Izabel Luis, da Aldeia do Pinheiro todos desta mesma Freguesia, e sendo - lhes publicados os banhos em três dias festivos lhes não santo impedimento  e de como se receberam. Foram testemunhas Manoel Pereira, do lugar  da Rozea, Francisco Fernandes, da Aldeia Nova, e Joam de Souza de Resomondes, e por verdade  fiz este assento que assinei dia mês e era ut supra.

                                                Abbde Francisco Ferreira da Silva ".


            4- AVÓS MATERNOS DE FREI MIGUELINHO:

            FRANCISCO PINHEIRO TEIXEIRA, 2º do nome, nascido por volta de 1730 e falecido em 31 de agosto de 1773, e BONIFÁCIA ANTÔNIA DE MELO, nascida por volta de 1727, e falecida em 04 de fevereiro de 1807 na idade de 80 anos, casados em 12 de maio de 1748, pais de Francisca Antônia Teixeira.

            5- BISAVÓS PATERNOS DE FREI MIGUELINHO:

            A- MANOEL PINTO e HELENA DE CASTRO, batizada aos 06 de janeiro de 1658, pais de Francisco Pinto de Castro.
            B- MANOEL PINTO DE ALMEIDA, batizado em 08 de março de 1654, e a 2ª esposa ISABEL LUIZ, batizada em 04 de junho de 1662, casados em 30 de outubro de 1688, pais de Isabel Pinto de Almeida.

            MANOEL PINTO DE ALMEIDA:
                  
            “ Certifico Dºs Alv. Vrª pároco desta igreja de S. Veríssimo de Valbon que aos 8 dias do mês de março deste presente ano de 1654 o Padre João Oliveira residente no assento desta dita igreja batizou a Manoel, filjo de João de Almeida e de sua mulher Maria Pinta de Pinheiro desta freguesia, e foram padrinhos Anna Correa Nogueira, de Valbon, todos desta freguesia. E padrinho Simão Pinto, da freguesia de Salvador de Fanzeres, e por verdade fiz este assento dia ut supra.
                                                              Dºs Alv. Vrª “.

            ISABEL LUIZ: 

            “ Batizei a IZABEL filha de Sebastião Luís, e de sua mulher Joana Gonçalves, e foram padrinhos Thomé Martins e sua mulher Maria Luis, todos de Pinheiro da quem desta freguesia de São Veríssimo de Valbom em 4 de junho de 662.
                                                               Domingos Almeida. “  

            MANOEL PINTO DE ALMEIDA E ISABEL LUIZ:

            " Aos trinta dias do mês de outubro de mil, seiscentos e oitenta e oito anos, Eu, o Padre Hierônimo Luis Visitador desta Igreja de São Veríssimo de Valbom, assisti ao sacramento do Matrimônio que na forma do Sagrado. Concílio  Tridentino e Constituição do Bispado, entre si receberam MANOEL PINTO, viúvo de Luzia Martins e filho de João de Almeida  e  de sua mulher Maria Pinta, já defuntos, com IZABEL LUIZ filha de Sebastião  Luiz Venno, e de sua mulher Joanna Gonçalves, já defunta,  todos da Aldeia de Pinheiro, desta dita freguesia, foram testemunhas Gaspar Soares da Motta, morador em fonte Pedrinha, João Ptº, Manoel  Gonçalves, Maria P.tª mulher de  João Luís, todos da Aldeia de São Roque, e Manoel Tome e seu filho, João, da Aldeia de Quintella, freguesia de São Cosme, e por verdade fiz este assento e assinei.

                                                     O Padre Hieronymo Luis Sol. "

            6- BISAVÓS MATERNOS DE FREI MIGUELINHO:

            A- FRANCISCO PINHEIRO TEIXEIRA, 1º do nome, natural da Vila de Arrifana, Penafiel, Bispado do Porto, Portugal, batizado aos 08 de agosto de 1678, e MARIA DA CONCEIÇÃO DE BARROS, batizada aos 08 de dezembro de 1694 e falecida em 09 de novembro de 1776, com 82 anos de idade, pais de Francisco Pinheiro Teixeira, 2º do nome.
            B- ESTEVÃO VELHO DE MELO, natural do Estado de Pernambuco,  e  JOANA FERREIRA DE MELO, falecida, em 20 de dezembro de 1731, pais de Bonifácia Antônia de Melo.

            7- TRISAVÓS PATERNOS DE FREI MIGUELINHO:

            A- PAULO MIGUEL e FRANCISCA PINTO, pais de Manoel Pinto
            B- ANTÔNIO MIGUEL e MARIA JOÃO, casados em 07 de maio de 1651, pais de Helena de Castro.
            C- JOÃO DE ALMEIDA e MARIA PINTO, pais de Manoel Pinto de Almeida.
            D- SEBASTIÃO LUIZ e JOANA GONÇALVES, pais de Isabel Luiz.

            8- TRISAVÓS MATERNOS DE FREI MIGUELINHO:

            A- GONÇALO PINHEIRO e MARIA TEIXEIRA, falecida aos 27 de dezembro de 1728, casados aos 03 de novembro de 1673, pais de Francisco Pinheiro Teixeira, 1º do nome.
            B- MANOEL RODRIGUES COELHO e ISABEL DE BARROS, pais de Maria da Conceição de Barros.
            C- AMARO GONÇALVES MACIEL e CATARINA DE SENA, pais de Estevão Velho de Melo.

           


sexta-feira, 10 de junho de 2016

Gente que veio para o Seridó I

Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com


Não se sabe, muitas vezes, porque alguns estrangeiros vieram para o Brasil, e muito menos, porque se embrenharam pelo nosso interior mais distante. Encontramos, nos registros do Seridó, pessoas que têm seus ascendentes mais próximos, oriundos de Portugal e de outras localidades do Brasil.
Francisco, branco, filho legítimo de Antônio  da Silva e Soisa, natural da Freguesia de Santo Tirso, do Bispado de Porto, e de Dona Thereza Maria Rocha, natural desta Freguesia de Santa Ana do Seridó, moradores nesta Vila do Príncipe, nasceu aos vinte e dois de setembro de mil oitocentos e cinco, e foi batizado solenemente, com os santos óleos, nesta Matriz, aos trinta do dito mês e ano, pelo Padre José Antônio de Mesquita, de minha licença; Eu fui o padrinho, e Dona Ana Filgueira de Jesus, viúva, foi a madrinha, e declaro mais, que é neto paterno de João da Silva Jaques, e de sua mulher Margarida Dias Fernandes, naturais da dita Freguesia de Santo Tirso, e materna  de Antônio da Rocha Gama, natural da Freguesia de Torre de Moncorvo de Trás-os-Montes e de Izabel  Maria, natural deste Seridó, e para constar fiz este assento que assino. O Vigário Francisco de Brito Guerra.

Antônio, filho legítimo de Félix Gonçalves de Mello, e de Maria Manoela do Nascimento, naturais desta Freguesia, neto paterno  do Capitão Manoel Gonçalves de Mello, natural de Água Santa da Cidade do Porto, e de Dona Joana Maria dos Santos, natural desta Freguesia; neto materno de José Alves dos Santos, também natural desta, e de Maria José, natural de Olinda, nasceu aos sete de maio de 1803, e foi batizada aos 16 do mesmo, de licença minha, na Fazenda Sabugi, pelo Padre Ignácio Gonçalves, e lhe deu os santos óleos; foram padrinhos  o avô materno e Dona Maria Bernarda. O Cura Francisco de Brito Guerra.

Ana, filha legítima de João Fernandes Vieira, natural do Recife, e Juliana Pereira das Neves, desta Freguesia, nasceu aos sete de junho de 1803, e foi batizada por mim, na Fazenda Desterro, desta Freguesia, aos três de julho do mesmo ano, e lhe pus os santos óleos; foram padrinhos  João Marques de Soisa, e Dona Ana Maria do Nascimento. O Cura Francisco de Brito Guerra.

Luis, filho legítimo de Domingos Alvares do Nascimento e de Maria Teixeira da Fonseca, naturais desta Freguesia do Seridó, neto paterno de Antônio Álvares dos Santos, natural desta e Thereza de Jesus, natural da Paraíba, neto materno de Luiz Teixeira da Fonseca, natural do Porto, de Joana Baptista, natural desta Freguesia, nasceu a um de setembro de 1803, e foi batizado a 23 outubro do mesmo ano, na Fazenda Sabugi, pelo Padre Ignácio Gomes de Mello, de licença minha, e lhe pôs os santos óleos, foram padrinhos  o Padre Manoel Teixeira da Fonseca e sua irmã Magdalena Maria. O Cura Francisco de Brito Guerra.


Pensamos, muitas vezes, que os divórcios são coisas recentes, mas, vez por outra, encontramos pessoas divorciadas, nos registros da Igreja.

Severina, filha de Antônia Lourença, natural da Freguesia de Pombal, mulher casada, porém divorciada do seu marido, moradores nos arrabaldes desta Vila, nasceu aos seis de outubro de mil oitocentos e cinco, e foi batizada por mim, nesta Matriz, aos treze do mesmo mês e ano, e pus os santos óleos; foram padrinhos Joaquim de Araújo Pereira, casado, e Gertrudes Maria, solteira, moradores nesta Freguesia. O vigário Francisco de Brito Guerra.